quarta-feira, 30 de março de 2016

Reflexões sobre política e discursos na democracia

Recente entrevista que li no site da BBC com o promotor Antonio Di Pietro, da Operação Mãos Limpas, que intentou livrar a Itália da corrupção nos anos 90, ressalta a importância de se apurar os fatos, mesmo com os principais nomes da classe política envolvidos nos escândalos. Por outro lado, pela posição que ocupam, estes indivíduos tentarão impedir o progresso das investigações, como temos visto. Este alerta sobre o comportamento da classe política que lança mão de esforços para barrar a apuração dos delitos foi destacada pelos procuradores da Operação Lava-Jato, entre eles o jovem Deltan Dallagnol (34), um dos mais novos doutores em Direito a entrar no Ministério Público Federal (MPF) brasileiro. 

Todo o debate em andamento nos permite recordar e estudar outros acontecimentos da política nacional e entender que as figuras políticas têm permanecido as mesmas e, ao longo dos anos, mudam suas convicções e estratégias. Na época do impeachment de Collor, o deputado gaúcho Ibsen Pinheiro (PMDB) era o presidente da Câmara dos Deputados durante o processo e também foi acusado de ser um dos anões do orçamento - uma situação similar ao que o Brasil vive em 2016 com Eduardo Cunha (PMDB). 

Indico uma matéria interessante do UOL, que demandou um intenso trabalho de pesquisa na Câmara dos Deputados em Brasília (DF) a fim de assistir horas e horas de gravações dos discursos dos parlamentares realizados em 1992  1992, também período de Collor, por meio do qual eles concluíram que os discursos eram parecidos ao que escutamos hoje: "do lado governista, se tratava de um "golpe"; do lado da oposição, o ataque de quem não teria mais "condições éticas e morais" de seguir no poder". No começo de 1999, era o PT quem trabalhava pela saída do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de ambos os lados também apareciam as palavras de ordem sobre o suposto "golpe" e a "defesa da democracia". 

Em 2016, o Brasil passa por mais um embate ferrenho dos discursos sobre o impeachment da presidente Dilma Roussef - um jogo de informação, de contra-informação e um intenso esforço de influenciar a opinião dos eleitores e cidadãos em geral, maximizado repercussão do conteúdo pelas redes sociais e pela internet. Mas, quando estudamos as mensagens políticas mais a fundo e numa perspectiva histórica, entenderemos que a diferença de opiniões é parte integrante das democracias. 

As eleições são ao mesmo tempo um fator de coesão social, mas também são um elemento que pode levar à desunião, por causa das diferenças entre os candidatos e partidos. Por isso, é preciso ter ética e responsabilidade nos discursos políticos para não insuflar a violência ou exacerbar os confrontos, pois a política não é um mero espetáculo. Se realmente, os brasileiros e seus representantes têm a democracia como um valor principal, a transparência deve ser mais importante do que o apelo a palavras vazias, quando o que se fala não corresponde à ação.

Para finalizar essa reflexão, cito uma frase da pesquisadora Tereza Lúcia Halliday: "O descompasso entre discurso e prática na política tem contribuído para uma visão distorcida da retórica como instrumento de empulhação e para uma desconfiança generalizada dos políticos como homens sem palavra" (capítulo do livro Mídia, Eleições e Democracia, 1994, p. 90). 

Reflita sobre o que escuta, pondere, informe-se. A apuração dos fatos que visam combater à corrupção no Brasil é mais importante do que o jogo de palavras, dos argumentos que insuflam a violência e a discórdia, tanto faz se o partido seja PT, PMDB, PSDB, PP ou qualquer outro que lembrar.  


  

sábado, 26 de março de 2016

MktMix é a nova assessoria de Imprensa do Grupo L’OCCITANE


A MktMix Assessoria de Comunicação é a nova agência responsável pelo atendimento à imprensa do Grupo L’OCCITANE, com as marcas L’Occitane en Provence, L’Occitane au Brésil e Spa L’Occitane. O atendimento será realizado pelas assessoras Mônica Campos (L’Occitane en Provence e Spa L’Occitane) e Maíra Simões (L’Occitane au Brésil), subcoordenação de Marina Braga, coordenação de Natalie Valili e direção de Balia Lebeis.

Contatos dos atendimentos:
Mônica Campos - monica@mktmix.com.br / 3060-3640 / ramal: 3657
Maíra Simões - maira@mktmix.com.br / 3060-3640 / ramal: 3607 



domingo, 20 de março de 2016

Novo livro analisa o jornalismo em um mundo digital, globalizado e dividido

Novidade no universo editorial debate as crises pelas quais os meios de comunicação atravessam nas últimas décadas e o papel do jornalismo nesse novo contexto. Contrastando com as verdades de um mundo em que as empresas digitais ditam comportamento e colocam práticas tradicionais em xeque, o livro Para além do código digital: o lugar do Jornalismo em um mundo interconectado, de Carlos Sandano, tem como objetivo reafirmar a importância de jornalistas intelectualmente bem-formados e eticamente responsáveis. A obra é lançamento da EdUFSCar, com apoio da Fapesp.


Carlos Sandano é mestre em Integração da América Latina e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, docente no curso de Jornalismo da Universidade Mackenzie e diretor de conteúdo da Pluricom Comunicação Integrada. Na obra, o ator procura rever criticamente os valores tradicionais desta prática, como a imparcialidade e a objetividade, para em seguida afirmar que o Jornalismo se torna necessário quando amplia as narrativas humanas e cria um espaço público onde possa existir o diálogo.

No livro, Sandano traz análises de casos reais recentes, como o fechamento do jornal britânico News of the World, as charges anti-islâmicas do francês Charlie Hebdo, o Wikileaks, a Mídia Ninja e o ataque de consagrados colunistas brasileiros a um livro de alfabetização de adultos. Em breve, trarei resenha deste livro aqui no blog para vocês!

Título: Para além do código digital: o lugar do Jornalismo em um mundo interconectado
Autor: Carlos Sandano
Número de páginas: 190
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 38,00
ISBN: 978-85-7600-422-6
Mais informações sobre os livros publicados pela EdUFSCar estão disponíveis no site www.editora.ufscar.br


quinta-feira, 17 de março de 2016

DFREIRE é a nova assessoria de imprensa da feira CARDS PAYMENT & IDENTIFICATION 2016



A DFREIRE Comunicação e Negócios acaba de iniciar os trabalhos de Assessoria de Imprensa para a 21ª edição da feira CARDS PAYMENT & IDENTIFICATION 2016, promovida pela Informa Exhibitions. Para este ano, a feira traz algumas novidades. Além da mudança de data para junho, a CARDS estará em um novo local: Expo Center Norte – Pavilhão Azul.

A CARDS PAYMENT & IDENTIFICATION 2016 é a maior feira de tecnologia para o setor de cartões, meios de pagamento, identificação e certificação digital e e-commerce da América Latina. Em 2016 a feira vai destacar uma série de novidades tecnológicas e tendências para bancos, lojas e e-commerce. A expectativa é que o evento reúna cerca de 130 marcas expositoras nacionais e internacionais, de 15 a 17 de junho, das 13h às 19h, e receba um público de 6 mil pessoas entre congressistas e visitantes.

Paralelamente à feira, a CARDS promoverá o Congresso, o IV Seminário Nacional de Certificação Digital e o Fórum e-Commerce . O primeiro deles reunirá os players do setor de pagamento para que possam debater sobre os modelos de negócios praticados, cases de sucesso e tendências para o setor. 

O IV Seminário Nacional de Certificação Digital, evento que apresentará os usos e benefícios da certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, será realizado nos dias 15 e 16 de junho. Como nos anos anteriores, o evento será promovido pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), com a participação de palestrantes dos mais variados setores que irão apresentar soluções que fazem uso do certificado ICP-Brasil.

Já o Fórum reúne os principais fornecedores de e-commerce do mercado e acontece nos dias 16 e 17 de junho. Entre os temas de destaque estão: novas tecnologias, ferramentas de sucesso, segurança na web, mobile payment no e-commerce, estratégias de conversão em apps e empreendedorismo digital.

A equipe responsável pela CARDs na DFreire é formada pela diretora Debora Freire (debora@dfreire.com.br), pela diretora de atendimento Luciana Abritta (lucianaabritta@dfreire.com.br) e pelo atendimento sênior Marcelo Danil (marcelodanil@dfreire.com.br). Mais informações pelo telefone (11) 5105-7171.


Os 7 pecados capitais da assessoria de imprensa

* Chris Santos, profissional com 25 anos de atuação em assessoria de imprensa, formada em Relações Públicas e Ciências Sociais, com pós em Branding e Gestão de Processos Comunicacionais. 

Já se passaram muitos anos desde quando comecei a atuar como assessora de imprensa, quando conquistei meu estágio na agência Primeira Página, do jornalista Luís Carlos Franco – um excelente instrutor e onde aprendi o be-a-bá da atividade. Naquela época, os meios de contato eram o fax e o telefone, usávamos máquinas elétricas para estruturar os mailings e realizávamos muito follow up.

Do ponto de vista tecnológico, muita coisa mudou. As transformações também atingiram o segmento. O número de agências de assessoria de imprensa se multiplicou. Temos ainda muitos profissionais que, individualmente, prestam serviços na área. No passado existiam, basicamente, as mídias impressa e eletrônica – jornais, revistas, rádio e televisão. Hoje em dia, os veículos online (com portais e blogs) ampliou, exponencialmente, o mailing de veículos.

Mesmo assim, alguns princípios fundamentais para o exercício da profissão de assessor de imprensa não se alteraram e são elas que pretendo citar nesta reflexão sobre o que é ser um bom intermediário entre clientes e jornalistas, em como efetivamente contribuir para o trabalho da imprensa.

Em minha avaliação, são regras que vem sendo esquecidas e que provocam muitas falhas e desencontros. São situações que podem ser corrigidas com mais atenção no cotidiano, atualização e respeito entre os envolvidos. Reuni estes pontos no que chamei de 7 pecados da assessoria de imprensa.
1- Faltam informações no release: o material enviado precisa ser o mais completo possível e existem dados básicos que não podem ser esquecidos: data e horário de um evento, nome da empresa, preço do produto, SAC, onde comprar, telefone da loja, etc.
2- Mailing desatualizado: sabemos que as redações mudam com frequência, mas ainda ter no mailing o nome de um jornalista que saiu do veículo há mais de 4 meses é sinal de falta de conhecimento e follow up.
3- Atraso na resposta à pauta: o jornalista tem um prazo para publicação da matéria. Se o cliente não quer ou não pode participar da pauta, informe ao jornalista o quanto antes. Não deixe para a última hora.

4- Envio do mesmo release várias vezes para o mailing: o excesso de informação que circula atualmente já lota as caixas de e-mails. É um trabalho hercúleo apagar mensagens e organizar as relevantes. Se tem interesse em ter retorno de alguns veículos específicos, entre em contato com os jornalistas destas mídias apenas e reenvie apenas para eles. Não mande o release para o mailing inteiro de novo.
5- Envio do release para jornalista que não cobre o tema: mesmo que a sua agência use os programas de mailing disponíveis no mercado brasileiro, como o Maxpress, é preciso analisar os nomes e veículos gerados pelo software para uma limpeza dos dados. O assessor também precisa conhecer mais os veículos com os quais se relaciona com mais frequência.
6- Release com erros de português: aqui entra em cena a qualidade profissional. Na dúvida, consulte os diferentes sites disponíveis na internet. Até mesmo o Word tem a facilidade do corretor de ortografia.

7- Desprezar jornalista freelance, depois que saiu do veículo: hoje em dia, com as redações e equipes de jornalismo enxutas, o jornalista freelance atua em muitos veículos de comunicação ao mesmo tempo. Além disso, sempre é um profissional relevante para network.

Considero que a eliminação destes “pecados” ajudará no aprimoramento das relações profissionais e no fortalecimento das assessorias de imprensa.

segunda-feira, 7 de março de 2016

José de Souza Martins lança livro "Do PT das Lutas Sociais ao PT do Poder”

Pode ser que este post fuja um pouco do tema do blog, mas fiz questão de inserir, tanto em função do tema ser dos mais atuais e polêmicos, tanto porque tive a satisfação de ser aluna do Professor José de Souza Martins, quando cursei Ciências Sociais, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP. Ele acaba de lançar o livro "Do PT das Lutas Sociais ao PT do Poder”, lançamento da editora Contexto




No livro, o Prof. Martins avalia a transformação radical do PT no exercício do poder e apresenta uma análise para quem deseja entender o que acontece na política brasileira. O sociólogo apresenta a mudança que aconteceu com o partido que lutava nas ruas e nas portas de fábrica, nas igrejas e nas universidades pregando ética e justiça social até o PT dos dias de hoje, que está diante de uma crise, afogado em polêmicas que o afasta do povo e é investigado por crimes de corrupção. Uma leitura fundamental escrita por um cientista social brilhante! Dá até saudades das aulas e do trabalho de pesquisa que realizei com ele sobre decoro na vida cotidiana das grandes cidades, que deu origem a outra obra. 





Serviço
Livro: Do PT das lutas sociais ao PT do poder
Autor: José de Souza Martins
Páginas: 256 páginas
Preço: R$ 39,90
Editora Contexto