sexta-feira, 25 de maio de 2018

Greve dos caminhoneiros e a batata quente

Hoje é dia 25 de maio, quando se completa 5 dias do início da greve dos caminhoneiros no Brasil. Análises, apoios e críticas surgem de muitos lados, junto com o esforço de identificar o "culpado" pelo movimento, como se existisse um único culpado e motivo. Todo acontecimento social, econômico e político é estimulado por uma confluência de fatores e, se tem algo que combato, é o reducionismo de explicações. O esforço de atribuição da culpa é como se fosse aquela "batata quente" da brincadeira infantil, na qual cada ator social tenta jogá-la nas mãos do outro. 

De toda forma, o Brasil, seus parlamentares, o poder Executivo (atual e os antigos) e a Petrobras continuam a lidar com os problemas de forma muito pontual e sem pensar no contexto (antes, agora e o que projetar para o futuro). E segue o baile funk e, no ar, somos envolvidos pelo "cheiro de diesel e motor queimando óleo" - uma situação caótica, na qual a greve é só a ponta do iceberg dos problemas estruturais, que podemos relacionar alguns (mas não pretendo exaurir o assunto. Atualizei este texto no domingo, dia 27/05, após acompanhar e ler mais matérias sobre o tema):

Falta de diferentes modalidades de transportes no Brasil: se, por um lado, é legítima a greve dos caminhoneiros, de outro, a paralisação expõe novamente nossa dependência do transporte rodoviário (faltam trens, transporte fluvial etc.), com estradas mal conservadas e  pouco mais de 30 mil quilômetros de ferrovias em operação, sem contar os portos. Leia mais aqui.

Rodovias em mal estado de conservação: apesar de sermos um país territorialmente extenso e baseado no transporte rodoviário, a maior parte das nossas rodovias (quase 90% dos quilômetros construídos) não é asfaltado, condições de infraestrutura que encarecem o frete pelos custos de manutenção. Leia mais aqui. A segurança nas estradas também influencia no  valor, em função do valor do seguro.

Aumento da frota de caminhões: políticas de financiamento com juros subsidiado para compra de caminhões no governo Dilma ampliou a frota e hoje o mercado tem mais oferta de profissionais, para um economia em recessão. Leia mais aqui   

Definição do preço do barril de petróleo: "O Petróleo é nosso", mas quem manda no preço do barril é a OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo (e faz tempo), que faz subir e descer conforme planejam e da qual o Brasil não é membro. Leia mais aqui.

Política de preços dos combustíveis da Petrobras: em junho de 2017, a Petrobras anunciou mudanças em sua política de preços e, a partir de 01 de julho, passou a reajustar diariamente os preços nas refinarias para acompanhar a volatilidade da cotação internacional e da taxa de câmbio, com aumentos constantes no diesel e gasolina, difícil de assimilar no mercado e que poderá afetar a inflação no longo prazo, pois afeta toda a cadeia produtiva.  Leia mais aqui

Brasil não refina seu petróleo: o Brasil extrai petróleo e importa combustível, entendeu? O Brasil produz petróleo, mas não tem capacidade suficiente para refiná-lo (transformar em gasolina e outros subprodutos). As refinarias planejadas pela Petrobras, ainda nos governos Lula e Dilma, estão anos atrasadas ou paralisadas. Sabe aquele dinheiro jogado fora na refinaria de Pasadena (EUA) e os gastos milionários com a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, uma obra ainda não finalizada na qual bilhões de reais foram gastos a mais? (ainda tem a COMPERJ no Rio). Então, anos de má gestão e corrupção, cobram seu preço na ponta, para o consumidor, para o caminhoneiro..."É certo que os US$ 11,9 bilhões arrecadados com a venda do óleo cru não bancam os gastos com o volume quase equivalente ao que o Brasil importa de combustíveis e outros derivados de petróleo", veja análise. E a OPEP não deve ver com bons olhos os esforços brasileiros de ofertar mais petróleo que eles gostariam...tá criada a celeuma (Dilma sofreu com o preço do petróleo em baixa, que derrubou a arrecadação de royalties. Ou seja, não é um assunto fácil de de lidar. Hoje, o vilão é a alta do petróleo).  Veja também esta matéria da Reuters.


Brasil perdeu o controle na cobrança de tributos desde Dilma Rousseff: com incentivos fiscais sem contrapartida verificada, REFIS para vários setores, aumento de tributos para uns setores e redução para outros, perdendo a isonomia tributária. Mas, sabe a tabela de IR na fonte? Tá congelada. E você, consumidor, que pague a conta! 

PIS/COFINS e a reforma tributária: PIS/Cofins não são impostos. Pela lei, são classificados como "contribuições sociais". Isso mesmo. São recursos para os trabalhadores (PIS) e que devem ir para saúde, educação e previdência (COFINS). Mas, tem muitos setores que recolhem pouco e outros nos quais a carga é maior. São dois tributos difíceis de se calcular. Entretanto, parte do dinheiro recolhido vai para o BNDES (aquele que empresta recursos para obras em outros países, para empreiteiras e grandes empresas). E o Governo Federal não divide os valores arrecadados com estados e municípios. Quem recolhe PIS/Cofins é o empresário. Está lá no custo total que um trabalhador representa para seu empregador, mas o trabalhador só vai ver este valor quando se aposenta ou tira aquele "aboninho" anual. PIS/COFINS representam uma grande caixa de pandora na carga tributária brasileira e na reforma que não vem. (a cobrança da CIDE é outra discussão).

Listei aqui vários fatores, sem nem entrar em aspectos políticos, questionamento sobre locaute, a Lava-jato,  falta de investimento e política para o programa de Biodiesel, como vão se comportar os fornecedores de Etanol para atender o crescimento da demanda etc. Diria que a "batata quente" é de todos os participantes, que precisam pegar a leguminosa e "descascar" juntos.     

terça-feira, 15 de maio de 2018

Curaprox traz edição de escova com parte das vendas revertida à Fundação SOS Mata Atlântica

São Paulo, 15/05/2018- A Curaprox acaba de lançar a edição especial SOS Mata Atlântica de sua escova 5460 UltraSoft. Com embalagem duo, as escovas trazem nas cerdas um desenho de árvore e são resultantes de uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Parte da renda do produto será revertida à organização que atua na promoção de políticas públicas para a conservação da região. “Essa é uma forma de adquirir um produto de alta eficácia na higiene oral e também ajudar o Meio Ambiente”, afirma Milton Ramalho, diretor da Curaprox Brasil.

O cirurgião-dentista Dr. Hugo Lewgoy, doutor pela USP, explica que a escova da Curaprox favorece a angulação correta durante o ato da escovação, que no caso deve ser em um ângulo de 45° (metade das cerdas apoiada sobre a coroa dental e metade apoiada sobre a margem gengival). “Além disso, a escova CS 5460 Ultra Soft traz 5460 cerdas ultramacias que não machucam a gengiva durante a limpeza dos dentes, promovendo uma escovação efetiva e menos traumática”, explica.

O cirurgião-dentista enfatiza que o ideal é sempre optar por escovas que contenham grande quantidade de cerdas e que sejam macias, o que promove maior eficiência na escovação. “Muitas vezes, o consumidor crê que as cerdas duras higienizarão mais os dentes. Muito pelo contrário. Costumo dizer que é como se pegássemos uma vassoura com cerdas duras e varrêssemos um chão com piso branco e brilhante. Certamente, ao longo do tempo, ele perderá o brilho e surgirão alguns riscos”, finaliza.

Para Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a edição especial também tem caráter educativo, pois ao adquirir a escova o consumidor tem a oportunidade não só de apoiar as iniciativas da Fundação, mas também de repensar seus hábitos. “Um produto que conta com a preocupação ambiental pode provocar essa reflexão nas pessoas.

 Na embalagem destacamos, por exemplo, como o uso de um copo d’água durante a escovação pode economizar mais de 11,5 litros de água numa casa ou 79 litros em apartamento”, diz. Uma das causas trabalhadas pela Fundação SOS Mata Atlântica é a Água Limpa, um elemento da natureza essencial à vida, mas cada vez mais escasso e distante.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Como uma campanha de marketing consegue ser tão invasiva? Hostgator

Nos últimos dias tenho sido assediada pela campanha de marketing digital da Hostgator e já faz um tempo que conclui que se trata da ação mais invasiva no universo online da qual me lembro. 

Não basta apenas mostrar banner ou aquele pop up que atrapalha a leitura das notícias ou de qualquer outro conteúdo.  Quem criou os materiais força o clique no banner, pois colocam duas vezes o "x" de fechar na imagem (nunca tinha visto antes isso e olha que sou heavy usar de web).  Tanto faz clicar em um ou no outro "x",  o clique conduz a gente obrigatoriamente para o site da empresa. Assim, não tem como fugir, só ficar com muita raiva.  Os demais formatos de anúncios seguem sempre esta mesma receita.

Depois disso,  a campanha da Hostgator continua assediando o usuário por horas, dias, semanas, pelo menos este é meu caso. Atrapalha carregamento de páginas, impede a leitura de notícias,  força a entrada no site da promoção de vendas da hospedagem. Asseguro que conseguiu me tirar do sério. Tanto que parei para escrever este desabafo. 

Eu até poderia usar ad blocker, mas não é isso que quero. Entendo o papel do marketing digital, atuo com comunicação, tenho um blog com anúncios do Google. Aceito ver anúncios, mas espero que empresa anunciante e agência tenham um mínimo de bom senso. Se esta for a tendência do marketing digital, os ad blockers vão ser usados mais e mais. Não deve demorar para que as verbas crescentes em anúncios online comecem a fazer o caminho contrário. 

     

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Patrocínio cultural: Abertas inscrições para Edital CCBB 2019/2020

Estão abertas as inscrições para o Edital de Patrocínios 2019/2020 do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O programa tem por objetivo definir projetos que vão compor a programação dos CCBBs de Belo horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas entre 07 de maio e 08 de junho, por meio do site www.bb.com.br/patrocinios

As propostas podem ser apresentadas nas seguintes áreas e segmentos: Artes Cênicas, Cinema, Exposição, Ideias e Música. Podem inscrever seus projetos os produtores (pessoa física ou jurídica) de qualquer lugar do Brasil e não só das cidades onde estão localizados os CCBBs.

O Regulamento do Edital traz todos os detalhes, incluindo o Eixo Curatorial e os Critérios de Seleção, que preveem: inovação na abordagem, no conceito e/ou na execução, valorização da diversidade, da brasilidade, da cultura e dos valores nacionais e internacionais, de fatos históricos e das manifestações tradicionais e/ou folclóricas. Também é destacada a acessibilidade, com a possibilidade de formação de público e de fomento a novos talentos.

“A cultura faz parte do DNA do Banco do Brasil, porque ela transforma as pessoas”, afirma Alexandre Alves, diretor na Diretoria de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil. A citação lembra a nova campanha institucional do BB, que mostra essa identidade bem de perto, com a história de Adilson Dias da Silva, ex-morador de rua e atualmente um respeitado artista.

Serviço
Edital CCBB 2019/2020
Quando: 07 de maio a 08 de junho de 2018

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