sábado, 29 de setembro de 2018

Joesley, a crise do PSDB e o "Coxinha pistola"

Volto a escrever para retomar um tema sobre o qual escrevi no post "Antipetismo não é suficiente para ganhar eleição para presidente do Brasil": o PSDB, seus políticos e eleitores, o partido que saiu mais afetado por toda a onda de combate à corrupção, divisão interna, fisiologismo e pela ascensão do conservadorismo frente à dificuldade de identificação do posicionamento ideológico do partido. Para dar conta desses aspectos, vamos por partes.

A eleição presidencial de 2014 foi marcada pela derrota de Aécio Neves nas urnas, por um percentual pequeno de diferença de votos - candidato que nem era cotado para estar no segundo turno. De qualquer forma, esta foi a quarta derrota consecutiva do PSDB para o PT. Como presidente do partido, Aécio contestou o resultado das eleições, denunciado práticas ilegais realizadas pela chapa Dilma-Temer durante a campanha eleitoral. 

Não vou me alongar na apresentação de fatos mas, enquanto o processo corria no Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  o cenário social, político e econômico se tornou bastante instável pelas dificuldades de Dilma Roussef (PT) administrar a crise que se instaurou logo após o começo do seu segundo mandato, com críticas às suas propostas vindas de todos os lados, incluindo membros sua própria legenda. 

Entre discussões sobre as pedaladas fiscais e sessões no Congresso Nacional, veio o impeachment da presidente,  embalado pelos gritos e "panelaços" de manifestantes que foram às ruas e ficaram conhecidos pejorativamente como os "coxinhas", em  contraposição aos "mortadelas" (petistas), sendo São Paulo o epicentro da mobilização que tomou conta do país.  É possível considerar que os "coxinhas", então, se sentiram "vitoriosos". Mas, a nossa história tem as suas reviravoltas.

O impeachment que colocou Michel Temer (MDB) no poder, estimulou mais um racha no PSDB: apoiar ou não o novo governo de um vice eleito pela chapa adversária nas eleições? (considerado "golpista", agora, pelos próprios petistas).  Aécio Neves, ainda presidente do partido, conduziu os debates internos a favor do apoio do PSDB ao novo presidente e pessedebistas ocuparam ministérios.  Entretanto, eis que no meio do caminho surgiu a delação de Joesley Batista, presidente da JBS, com suas gravações, que ocasionou grandes estragos na imagem já desgastada de Michel Temer e Aécio Neves.

Se Aécio tinha algum capital político, tendo em vista a falta de confiança geral da população na classe política, este foi derrubado pela delação da JBS pois, para uma parte representativa do seu eleitorado, não era possível acreditar que o dinheiro solicitado ao empresário fosse apenas um "empréstimo" de Joesley Batista ao então presidente do PSDB. 
Afinal, por que acreditar nas demais delações e não nesta que tem fita, fotografias e testemunhas da transação? 

Aécio foi tirado da presidência do partido, apesar de muita resistência de sua parte e confrontos públicos com outros membros da legenda, como o senador Tasso Jereissati (CE). Por seu lado, Temer conseguiu resistir aos pedidos de abertura de impeachment contra ele, uma resistência baseada na negociação de cargos e emendas parlamentares. Entretanto, registra-se índices de desaprovação crescentes do seu governo pois, mesmo com o controle da inflação e lenta retomada do desenvolvimento econômico, o desemprego não diminuiu.  

Assim, podemos nos perguntar, como ficou a cabeça do eleitorado do PSDB quando as pesquisas de intenção de voto mostravam que a preferência do eleitorado direcionava-se para Lula, mesmo com processos na Operação Lava-Jato e preso? É neste processo que insiro o surgimento do que resolvi denominar de "coxinha pistola", que resolveu radicalizar à direita e apoiar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, em detrimento ao candidato oficial do PSDB, Geraldo Alckmin, também presidente do partido. Este é o  novo racha, dos muitos que o partido acumula em sua história. 

O "coxinha pistola" é, acima de tudo, um anti-PT que, tem todas as possibilidades de ser novamente frustrado em suas ambições de eleger o presidente da república, pois Bolsonaro é um candidato com alto índice de rejeição, conforme apontam as pesquisas de diferentes institutos. Até o dia de hoje (29/09), os levantamentos indicam a ida dos dois extremos para o segundo turno: Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL), com vitória do primeiro.  Assim, mais um candidato que não consegue vencer o PT nas urnas, mesmo com a rejeição que o petista tem por parte dos eleitores. Bolsonaro ainda procura manter este apoio antipetista com novas estratégias, mas falar disso é outra história.

Quero só fechar o post, trazendo à baila a crise do PSDB, com a parte que já está migrando seu apoio e voto ao Bolsonaro, com atestam várias matérias na imprensa, com alguns destes sendo tratados como traidores do legado partidário pessedebista baseado na social-democracia. Aproveito para lançar algumas questões: será que o partido não falhou em explicar ao eleitor o que a social-democracia por oferecer-lhe? Será que o eleitor brasileiro já  não está cansado das críticas ao PT como estratégia de campanha? Será que o PSDB sabe quem é o seu eleitor e se este está mais identificado com os ideais da esquerda ou da direita? Em qual espectro ideológico o PSDB vai se posicionar, se e quando a reforma política ocorrer? 

Matérias na imprensa apontam ainda que o senador Cássio da Cunha Lima (PSDB - PB) não perde um oportunidade de anunciar o racha do PSDB e, pelo que parece, se esforça para que este ocorra, conforme podemos ver nesta matéria de 2010, 2017 e de 2018, onde ele criticou a estratégia de Alckmin de atacar Bolsonaro na campanha eleitoral. Foram vãos os esforços vãos de FHC em unir os candidatos do centro em torno do partido.  Do outro lado, os diretórios regionais tentam "salvar" as candidaturas locais, apoiando os extremos e tentando agradar o "coxinha-pistola" que é eleitor de Bolsonaro. Continuaremos a acompanhar o desenrolar da eleição presidencial, para o congresso e governos estaduais de 2018 na qual, podemos aventar a hipótese, o PSDB se tornou coadjuvante ao lado do MDB.  


 
 


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Marketing social: Bimbo irá doar 1,4 milhão de fatias de pão para bancos de alimentos de 23 países.


Aconteceu neste domingo (23/09) a Global Energy Race, corrida de rua promovida pela Bimbo Brasil que irá doar 1,4 milhão de fatias de pão para bancos de alimentos de 23 países. Isso equivale a 70 mil pacotes de pão de forma. Esse montante foi conquistado pelos mais de 110 mil corredores que, juntos, percorrem 700 mil quilômetros na manhã de ontem, com corridas que ocorreram em 35 cidades de 23 países. 

Nessa corrida, para cada quilômetro percorrido por participante no mundo, o Grupo Bimbo doaria 2 fatias de pão. No Brasil, as doações serão feitas pela Bimbo Brasil para a ONG Banco de Alimentos (SP) e a Organização Social Refettorio Gastromotiva (RJ).

sábado, 22 de setembro de 2018

Antipetismo não é suficiente para ganhar eleição para presidente do Brasil

Resolvi escrever este texto com base no que tanto leio nas redes sociais, nos jornais, ouço em programas de TV e rádio (a maioria disponibilizada no YouTube) e tenho estudado. São tantas análises e prognósticos sobre os rumos da eleição para presidente em 2018 que deixam qualquer ser humano enlouquecido, especialmente após cada divulgação das pesquisas de intenção de voto, nas quais Lula (PT) e Bolsonaro (PSL) ocupavam as duas primeiras posições respectivamente, até a impugnação da candidatura de Lula e a oficialização da chapa com Fernando Haddad (PT) e Manuela D´Ávila (PCdoB).  

Com Haddad como candidato oficial, a ordem se inverteu, mas eles são os dois políticos que, hoje, representam a polarização política no País, na qual Bolsonaro passou a ocupar o lugar que nos últimos anos era do PSDB. Mas, será que esta mudança foi a melhor para o país? Será que foi a estratégia adequada para quem quer tirar o PT do poder, depois deles ganharem 4 eleições consecutivas desde 2002? Arrisco-me a dizer que não e quero  apresentar meus argumentos.

Bolsonaro se posicionou como um candidato da Direita, atraindo eleitores mais conservadores (alguns mais extremistas), os "cidadãos do bem", evocando Deus, a defesa da família, a liberação do porte de arma e uma política econômica liberal, a ser garantida pelo seu futuro ministro da economia Paulo "Posto Ipiranga" Guedes. Ele tem deixado de lado políticas de inclusão dos afrodescendentes e para as mulheres e, principalmente, deixa um vácuo marcado pelo desconhecimento de seus programas de justiça social, de redução da pobreza e da desigualdade, de moradia etc. 

A campanha bolsonarista foca bastante em um sentimento antipetista, exemplificada em sua frase "fuzilar a petralhada do Acre" , que pode ser um dos fatores que estimulou a facada que ele recebeu durante comício em Juiz de Fora (MG) logo depois. Por outro lado, este candidato tem o apoio de ruralistas, de empresários, de associações ligadas as armas, criando a versão tropical de Trump, com intenso apoio nas redes sociais e na produção de fake news, como os vídeos falsos nos quais personalidades como Pe. Marcelo Rossi, o jornalista Arnaldo Jabor e a atriz Fernanda Montenegro estariam apoiando-o, que são desmentidos na sequência pelos próprios personagens.

Entretanto, essa indignação antipetista de Bolsonaro e de seus apoiadores não é nova nos pleitos eleitorais à presidência. Vem sendo usada pelo PSDB e outros adversários de Lula e de seus candidatos, sem sucesso. Documentei isso na eleição de 2014, quando analisei os debates eleitorais entre Dilma (PT) e Aécio (PSDB), quando este atacou sua opositora o tempo inteiro, mas mesmo assim perdeu. O legado dos programas sociais de Lula continuam, eleição após eleição, convencendo um percentual representativo da população - aquela sem renda, sem perspectiva, que não participa das redes sociais e precisa de atenção. 

O PT ainda tem um legado, mesmo que os escândalos de corrupção o tenham abalado, e para enfraquecê-lo mais um pouco,  considero que  a "bala" de Bolsonaro não será suficiente, pois o candidato não tem qualquer diálogo com esta população mais necessitada e que vota, além de ter uma rejeição significativa junto a uma importante parcela da população homossexual,  das mulheres e dos afrodescendentes.  E, quem votou no PT e não quer mais votar nele, não vai migrar para Bolsonaro, vai para Ciro ou Marina. E se precisar, votará contra ele. Na batalha de "salvadores da pátria" entre a personalidade de Bolsonaro e a de Lula, representada por Haddad, o segundo tem mais história e representatividade, mesmo preso.  Se os candidatos do PSDB nunca ganharam as mais recentes eleições presidenciais, por que um candidato tão polarizante e rejeitado seria capaz de fazer isso agora, especialmente sem um programa e sem uma trajetória política de sucesso? 

Na polarização Bolsonaro contra Haddad/Lula/PT, este primeiro não tem qualquer legado ou realizações para defender e oferecer à população, muito menos programa. Arrisco dizer que ruralistas, empresários e banqueiros que o apoiam quiseram impor uma guinada à direita muito grande na gestão federal, mas creio que apostaram em uma estratégia errada. Poderia ter sido muito mais "produtivo", caso a meta seja tirar o PT do poder, ter escolhido um candidato mais de centro, que tivesse mais carisma, menos rejeição e mais propensão para o diálogo e respeito, com uma mensagem positiva. 

Faltando 2 semanas para a votação, parece bem tarde para uma união dos candidatos de centro-esquerda e centro-direita a fim de apresentarem uma terceira via, ideia proposta por FHC em carta e que está sendo discutida por grupos de empresários. Não dá mais para ter uma chapa que combine dois dentre eles - Ciro (PDT), Alckmin (PDSB) e Marina (REDE), como uma alternativa viável ao petismo e ao bolsonarismo. 

Saindo da disputa entre Bolsonaro e Haddad, temos uma fragmentação de candidatos que mais se canibalizam do que se ajudam. São 13 disputantes, quantidade menor que o número recorde de 22 candidaturas em 1989, mas mesmo assim eles dividem as preferências do eleitor. Em 2014, por exemplo, foram apenas 3 candidaturas que se destacaram (Dilma, Aécio e Marina) que concentraram 97% dos votos válidos no primeiro turno. Teve segundo turno mesmo com Dilma tendo chegado a 41% dos votos válidos, com mais de 43 milhões de votos, o que deve ser impossível a qualquer candidato alcançar em 2018.  

Não tenho bola de cristal ou li as cartas, mas vou arriscar aqui uma aposta: a chapa Haddad (PT) e Manuela (PCdoB) leva essa eleição no segundo turno se a disputa for com Bolsonaro (PSL). E, depois disso, quem quiser derrotar o PT, vai ter um novo ciclo de 4 anos para aprender com os erros e acompanhar os acontecimentos que estão por vir.  E eu planejo continuar estudando  política e comunicação eleitoral. Se outro candidato chegar ao segundo turno junto com Haddad, cabe nova análise, mas pondero que este disputante deve estar ainda próximo do espectro da esquerda, como Ciro Gomes (PDT). O que nos falta ainda é um candidato que represente e transmita uma mensagem de esperança, pois as campanhas eleitorais, com tantas críticas, só trazem desalento aos já desencantados brasileiros.
   
É evidente que neste texto não é possível ponderar todos os fatores intervenientes e a análise aqui expressa não tem a pretensão de ser um artigo acadêmico, mas representa a opinião de quem está acompanhando a disputa, procurando entendê-la frente a fatos e dados históricos. 
           
       

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Atriz Cláudia Mauro participa de campanha para recrutar novos voluntários para o CVV

A Campanha Falar Abertamente pode salvar vidas, uma ação da Plataforma digital Abertamente, da FQM Farma, em apoio ao Centro de Valorização da Vida (CVV), ganhou a participação de mais uma celebridade. Desta vez, a contribuição foi da atriz Cláudia Mauro que gravou um novo vídeo, se solidarizando com a causa e explicando como as pessoas podem participar,  que pode ser acessado pelo link abaixo: 

https://www.facebook.com/abertamente.saudemental/videos/468868086949378/ 

“O CVV faz um trabalho extremamente importante de apoio emocional e prevenção ao suicídio. Atendendo gratuitamente as pessoas que querem e precisam conversar, sem julgamento e mantendo o total sigilo. Seja por telefone, por e-mail ou por chat 24 horas, diariamente. São mais de dois milhões de atendimentos anuais realizados por voluntários. Cada ano, mais pessoas solicitam esses atendimentos. Por isso, o CVV precisa aumentar a quantidade de voluntários”, enfatiza Cláudia.

Para se candidatar ao voluntariado, não é necessário ter uma formação específica. Basta ter mais de 18 anos de idade, tempo disponível para os plantões semanais e vontade de conversar com pessoas desconhecidas sem pré-conceitos, críticas ou aconselhamentos.

Esta campanha faz parte das ações do CVV no mês de setembro, considerado mundialmente como o mês de combate ao suicídio. Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem mais de 11 mil suicídios ao ano no país (são em média 32 ao dia ou 1 a cada 45 minutos).

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Conheça a franquia de bolos artesanais Bolo da Madre

O mercado de bolos caseiros teve um boom no número de redes faz alguns anos (por volta de 2014/2015) . Mas, mesmo com um ritmo menor de novas marcas, atualmente, o segmento continua atraente para os investidores e empreendedores, pois as guloseimas fazem parte do dia a dia dos brasileiros, seja para uma festa, sobremesa ou para o café. 

Nesse setor, um das redes de franchising que busca seu espaço é a Bolo da Madre, que tem o intuito de promover uma saborosa experiência de saborear um bolo de forma aconchegante, sem perder a essência: produzir deliciosas receitas que remetem à infância. 


A Bolo da Madre nasceu, em 2013, da vontade das sócias Daniela Pelipas e Fernanda Castanheda de resgatar essa memória afetiva que marcou a suas infâncias. Elas acreditam que o conforto de uma xícara de café e de um bolo de “vó” promovem encontros gostosos, pausas vagarosas, histórias, alegrias e fortalecem as relações humanas.

O foco de expansão da franquia está centrado para a expansão nos cinco estados onde já existem unidades, visando maior representatividades, consequente, fortalecimento da marca. São eles: São Paulo, a principal região, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás. . Entretanto, a franqueadora não planeja limitar a expansão a nenhum estado, estando todo o Brasil apto a receber uma unidade da Bolo da Madre, uma vez que o modelo de negócio é bastante abrangente.

O investimento inicial é a partir de 199.000,00, para uma loja de 50m2, com taxa de franquia 49.000,00. Quanto aso royalties, no primeiro ano, ele é progressivo, de acordo com o faturamento da loja, isto para ajudar o franqueado em seu início. A partir do segundo ano passa a ser de 5% fixo. Recentemente, a rede inaugurou unidades no Bairro do Portal do Morumbi (São Paulo) e São José dos Campos (SP).

Red Velvet

No cardápio serão mais de 40 bolos, com valores a partir de R$18,00* – tamanho grande; ou R$12,00 – menor. Entre as opções, bolos simples para as melhores lembranças da infância, recheados, vegano, opções salgadas (pão de queijo e salgado de ervas) e receitas inspiradas na culinária estrangeira como os lançamentos Red Velvet (R$55,00) e o Cenoura Americano (R$79,00).  Confesso que me interessei em escrever quando vi a foto do Red 
Velvet, que que fiz questão de comprar e é realmente divino.


Mais informações: http://www.bolodamadre.com.br/

* (preços de setembro de 2018)