sábado, 6 de outubro de 2018

Ascensão do PT: cadê o mea culpa empresarial?

Tenho aproveitado este espaço para expor minha avaliação sobre algumas questões que chamam a minha atenção nas eleições de 2018, tendo em vista a avalanche de acontecimentos. Neste post, o objetivo é de comentar da iniciativa de vários empresários de "coagir" seus colaboradores quanto ao risco que seria a reeleição do PT (Haddad/Lula) em 2018 e no qual "sugerem" o voto em Jair Bolsonaro para presidente da república, ameaçando com fechamento da empresa, demissão dos colaboradores, que não vão cortar o 13º salário ou até mesmo oferecendo folga e um churrasco. Se, em um passado não muito distante, os políticos ofereciam dentadura ou uma consulta médica por um voto, agora chegamos ao auge do constrangimento e, o que é relevante, documentado em memorandos, vídeos ou e-mails. 

Mas, considero relevante registrar que muitos dos empresários que destilam ódio contra o PT (não sou a favor do partido, mas sou contrária à hipocrisia) poderiam ter parado a avanço da corrupção em 2006 (reeleição de Lula), em 2010 ou 2014 (anos da eleição de Dilma), quando os escândalos já estavam em todas as mídias e tribunais. Entretanto, continuaram ali abastecendo o partido, e também ao MDB e aos currais regionais eleitorais, com milhões em doações oficiais ou via Caixa 2. 

Este esquema foi alimentado com dinheiro de empresas que, hoje, esperam combater o ciclo corrupto ao apoiar um candidato, personificação do retrocesso, que não sabe falar se tem efetivamente um programa para o país e como pretende implementá-lo. Um candidato que repete declarações que remontam aos tempos do "caçador de marajás", um outro capítulo ruim da história brasileira com Collor de Melo, um partido minúsculo e muitas palavras de ordem.

Se o PT, Lula ou Dilma tiveram milhões (ou R$ 1,4 bilhão somando-se a campanha de 2010 e 2014 segundo Palocci) para desviar e comprar políticos, conforme delações, provas e condenações, este valor não saiu do bolso da população e nem do meu. Então, a classe empresarial precisa fazer com urgência e persistência o seu mea culpa por sustentar durante anos, e enquanto foi conveniente, o PT no poder. Será que estariam tão revoltados se a economia continuasse em crescimento ou continuariam tapando o sol com a peneira dos lucros?

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

BURGER KING® lança campanha de conscientização para quem pretende votar em branco

Com objetivo de gerar uma reflexão sobre a importância de um voto consciente nas eleições, o BURGER KING® lança uma campanha ousada e irreverente: o Whopper em Branco.


Já imaginou receber um sanduíche que leva apenas pão e cebola, ou só picles, ou nem sequer levar pão? Esse é o Whopper em Branco, sanduíche criado especialmente para a campanha, que as pessoas receberam após responder que pretendiam votar em branco nas próximas eleições, em ação gravada na Av. Paulista em frente a uma loja da rede. Para enfatizar a ideia, a embalagem trazia a mensagem: votar em branco é o mesmo que abrir mão do seu direito de escolha; e quando alguém escolhe no seu lugar não dá para reclamar do resultado.

Como forma de dar continuidade à discussão, no sábado, 29, a marca publicou nas suas redes sociais conteúdos convidando as pessoas a responderem se pretendiam votar em branco. Pessoas que interagiram com a ação confirmando essa opção de voto, receberam o produto em casa. Ainda, no domingo, 30, o filme da ação gravada com os consumidores foi lançado no intervalo do debate dos candidatos, promovido pela emissora Record, e postado nas redes sociais da marca.

Em menos de 12 horas de estreia os resultados foram surpreendentes. Mais de 41 mil menções totais, 1,6 milhão de visualizações, 48k de compartilhamentos e quase 90% de menções positivas. Além disso, a marca Burger King foi trend topics no Brasil e no mundo. A campanha usa as hashtags #VotoemBranco e #BKemBranco.

“No BURGER KING® você pode pedir o hambúrguer jeito que você gosta. Nessa campanha, quisemos trazer através do nosso carro chefe, o Whopper, o que acontece quando você abre mão do seu direito de escolha e deixa outra pessoa escolher por você”, afirma o diretor de marketing e vendas Ariel Grunkraut. 

A marca ainda enfatiza que não apoia nenhum candidato e isso não faz parte de nenhuma campanha eleitoral. “Somos uma rede de fast food profundamente inserida nos países onde atuamos e estamos atentos ao papel de promoção das responsabilidades sociais. Recebemos em nossos restaurantes aproximadamente 150 milhões de pessoas todos os anos, e isso nos possibilita ser uma antena da sociedade, antecipar tendências e fazer parte de mudanças importantes”, complementa o diretor.