terça-feira, 28 de julho de 2020

São Paulo: Teste de vacina contra o coronavírus começa em mais 4 centros

Pesquisa coordenada pelo Instituto Butantan terá início em institutos de São Paulo, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul e Minas Gerais;

Estudo está em fase final em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science

O Governo de São Paulo começa nesta semana (28/07/2020) os testes clínicos da vacina contra o coronavírus em quatro novos centros de pesquisa. O potencial imunizante está em fase final de pesquisa por meio de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac Life Science.


A testagem coordenada pelo Butantan terá a participação de 9 mil voluntários e deve ser concluída entre o final de outubro e o início de novembro. Dos 12 centros de pesquisa selecionados no Brasil, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o HC (Hospital das Clínicas) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP iniciarão a pesquisa nesta quinta (30/07). No dia seguinte (31/07), é a vez da Universidade Municipal de São Caetano do Sul e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

O Emílio Ribas e o Centro da UFMG contarão com 852 participantes cada. Já a Universidade Municipal de São Caetano do Sul terá 652 voluntários, além de outros 500 no HC de Ribeirão Preto.

O primeiro centro a testar a Coronavac em voluntários foi o HC da Faculdade de Medicina da USP, na capital, na última terça (21/07). A terceira fase de testes no HC em São Paulo é direcionada a 890 voluntários. O início dos testes nos demais centros será anunciado nos próximos dias.

O imunizante desenvolvido pela Sinovac Life Science é um dos mais promissoras do mundo porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. O Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente. O laboratório asiático já realizou testes em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra o coronavírus.

A farmacêutica forneceu ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3 em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança.

Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala e fornecimento gratuito pelo SUS. Os passos seguintes serão o registro do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e distribuição em todo o Brasil.

Abaixo, a relação dos 12 centros de estudo que vão participar da fase final de pesquisa da vacina contra o coronavírus:

  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
  • Instituto de Infectologia Emílio Ribas
  • Hospital Israelita Albert Einstein
  • Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Hospital das Clínicas da Unicamp
  • Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto
  • Universidade de Brasília
  • Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas de Fiocruz (RJ)
  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Aproveito para convidar você para ler o post "Quem quer um kit Covid-19? Quem vai querer?", diria Chacrinha.

sábado, 18 de julho de 2020

Ifood: sobre o push de aplicativo e a lenda dos cupons

Com a pandemia, o delivery de comida cresceu e o uso dos aplicativos, como o Ifood, especialmente em uma metrópole do tamanho de São Paulo. Entretanto, é interessante observar que o Ifood pode ser usado também pelo notebook, a forma que eu prefiro. 



Acho bem melhor usar o computador para comparar as opções de cardápios dos restaurantes, os preços e taxas. E, particularmente, estou evitando lotear meu smartphone, por mais memória que ele tenha, com tantos aplicativos - muitas empresas querem se apropriar de um pedaço da tela dos celulares, como as farmácias, os supermercados, os bancos etc. etc.  


Seria apenas uma escolha mas, como acontece no Ifood, a avaliação dos restaurantes só pode ser realizada por meio do app. Toda vez que eu faço um pedido, chega depois o e-mail solicitando a minha avaliação e eu simplesmente ignoro. Só vou avaliar quando o Ifood passar a oferecer a possibilidade de pontuação também pela plataforma acessada pelo computador. Não vejo razão para não estar disponível lá também.


Aproveitando, me pergunto para que servem os tais cupons oferecidos pelo Ifood. Nunca consegui usar um. Uma hora, vem a mensagem de que o restaurante que escolhi não aceita; outra hora, a mensagem é que o cupom só pode ser usado em pedidos até 16h30. Então, esses cupons são uma "lenda" do marketing, em minha opinião. Você já conseguiu usar? Comenta aí.


As recentes manifestações dos entregadores pode ter estimulado a empresa a oferecer máscaras ao pessoal. Hoje (18/07), o rapaz veio com máscara (desde o começo da pandemia, este de ver o terceiro entregador paramentado). Percebi também que passou gel na mão para pegar a entrega na sacola. Bom ver isso. Espero que vire hábito. Vamos aguardar.

   

domingo, 12 de julho de 2020

Entrevista: Orkut Büyükkökten fala sobre fake news e como as redes sociais podem combatê-las

Tem uma geração inteira que entrou nas redes sociais na web pelo Orkut, criada em 24 de janeiro de 2004 e desativada em 30 de setembro de 2014 – 10 anos de conquistas de milhares de usuários e fãs no Brasil. Seu idealizador e principal desenvolvedor foi Orkut Büyükkökten, então funcionário do Google, empresa dona da plataforma, que reinou por muitos anos até que o Facebook tomou a liderança.


O profissional Orkut Büyükkökten continua no mercado, não mais no Google, é claro. Ele criou outra rede social, a Hello Network, que tem como objetivo “conectar pessoas por amizades profundas, não apenas gostos iguais”.

O mundo das redes sociais tem se transformado e associado com a disseminação de fake news, de preconceito, de invasão de privacidade e exposição de dados pessoais – muito diferente da “era Orkut”.

Para falar sobre isso, o Reflexões do Dia entrevistou por e-mail Orkut Büyükkökten para entender como ele analisa o atual estágio das redes sociais. Confira:

 

Na sua opinião, quais foram as principais mudanças nas redes sociais desde orkut.com?

Nossos padrões de uso mudaram drasticamente com os avanços em tecnologia, infraestrutura e celulares. Aplicativos como compras, vídeo, notícias, mídias sociais têm sido. Principalmente, transacionados para dispositivos inteligentes. Costumávamos ter uma geração que foi introduzida nas redes sociais com  orkut.com pela primeira vez. Agora, temos uma geração que usa vários serviços simultaneamente.
 
Há uma enorme quantidade de aprendizado de máquina e IA que foram incorporados por meio de algoritmos que geram nossos feeds. E nossos feeds são arquitetados para gastar mais tempo nos serviços, criar mais engajamento e clicar em anúncios.

 

Como resultado, houve também uma grande mudança nos padrões comportamentais dos consumidores. As mídias sociais eram mais sobre conectar, conhecer pessoas e compartilhar experiências.


Hoje, os usuários foram programados para compartilhar conteúdo para criar supostamente mais engajamento, mesmo que não seja genuíno ou real. Ficar com mais seguidores se transformou em uma competição.

 

No Brasil, temos um passado recente de disseminação em massa de fake news pelas redes sociais, como o WhatsApp, que impactaram situações políticas e sociais. Na sua opinião, o que poderia ser feito para evitar a disseminação de fake news nas redes sociais?

As empresas de mídias sociais de hoje em dia não pensam no bem dos usuários. Elas se concentram no tempo gasto, cliques em anúncios, lucro, marqueteiros, anunciantes e corporações em vez de pensar nos usuários. As redes sociais têm uma grande variedade de tecnologias com um potencial incrível para aumentar a felicidade e criar conexões significativas. Essa tecnologia também pode ser usada para evitar a disseminação de conteúdos falsos. Mesmo assim, essas empresas gostam de contas falsas, fake news e do engajamento gerado pelas fake news, pois elas têm um impacto positivo no tempo gasto e no lucro gerado por seus serviços. Eu acredito, de coração, que podemos usar o poder e a tecnologia para apoiar nossa sociedade, aumentar a felicidade e promover notícias e conteúdo verdadeiros. 

 

As empresas de mídias sociais precisam fornecer a infraestrutura, ferramentas e equipes de suporte necessárias para promover um ambiente saudável. As notícias devem ser disseminadas com base na reputação da fonte, não em quanto a fonte está disposta a gastar para divulgar seu conteúdo.

 

Na vida real, quando encontramos alguém pela primeira vez, essa pessoa é um estranho, que se torna um conhecido, depois um amigo e, talvez, um amigo próximo ou melhor amigo. A quantidade de comunicação, confiança e reputação dessa pessoa aumenta com o tempo. Não acreditaríamos cegamente em um estranho que acabamos de conhecer. Nós deveríamos imitar essa reputação que existe na nossa sociedade em serviços on-line também. Nós construímos o hello pensando nessa reputação e criamos um sistema de gerenciamento de reputação complexo que chamamos de Karma. Isso permite que o conteúdo seja amplamente disseminado apenas se for de qualidade. A qualidade deve ser conquistada na comunidade, fornecendo, contribuindo e interagindo com outros usuários e conteúdo de maneiras saudáveis. 

 

Facebook é um grande império no segmento de mídia social. Como a crise e o boicote impactam o mercado de redes sociais para outras redes sociais, como a Hello Network?

A crise e o boicote não afetam a Hello Network. Não temos notícias falsas. A Hello é sobre compartilhar conteúdo autêntico, genuíno e real. Projetamos uma arquitetura para a Hello para tornar extremamente difícil postar e espalhar notícias falsas.


Como as redes sociais podem combater as notícias falsas?
Precisamos usar o poder da tecnologia para otimizar as redes sociais para unir as pessoas e aumentar a felicidade do usuário. Hoje, as redes sociais focam na viralidade, no tempo gasto e na publicidade. As pessoas são capazes de usar sua riqueza e poder para distribuir conteúdo amplamente, mesmo que seja falso, e isso por causa da vulnerabilidade no design.

 

Se você tem um serviço otimizado para receita, espalhar conteúdo para um grande público será um bom resultado, mesmo que o conteúdo seja falso e seja prejudicial. As redes sociais devem ter o usuário como prioridade máxima. Também precisamos adicionar as ferramentas necessárias para monitorar e filtrar conteúdo falso. Idealmente, isso seria uma combinação de humanos e computadores.


Na sua opinião, o que são fake news?

Fake news são simplesmente informações que não estão corretas. São fabricadas como mentiraa. Muitas vezes, notícias falsas são criadas para desinformar ou enganar os leitores. Como vimos, podem afetar eleições políticas, segurança pública e saúde mental.


Há uma discussão de que a liberdade de expressão está sendo censurada. Quais são as diferenças entre moderar conteúdo e censurar nas redes sociais? 
Precisamos permitir a moderação de conteúdo, pois ela nos ajuda a combater e remover desinformação e notícias falsas. Também precisamos moderar conteúdos eticamente errados ou prejudiciais à sociedade, como texto, imagens, vídeos de tortura animal, abuso infantil ou conteúdo que promova violência, crueldade ou atividade criminosa.

 

Devemos permitir a liberdade de expressão, desde que ela não prejudique outros indivíduos ou nossa sociedade. Conteúdo como as fake news que afetam uma eleição, promovem a violência ou o preconceito, anúncios de medicamentos prejudiciais que podem causar a morte de pessoas e conteúdos que promovem a automutilação ou suicídio devem ser removidos. A fonte das notícias importa, com certeza. As fontes respeitáveis, fontes em que os leitores confiam, fontes que existem há bastante tempo, devem ser acomodadas melhor e priorizadas. 

 

As mídias sociais são um dos lugares mais essenciais para compartilhar nossas experiências, ter discussões genuínas e consumir informação e notícias. Os usuários devem promover ter o direito de expressar suas opiniões, mesmo quando são controversas ou críticas, mas não as falsas.

 

Vamos todos usar as mídias sociais e notícias para espalhar bondade, amizade, compaixão e amor.

 


sexta-feira, 10 de julho de 2020

"Quem quer um kit Covid-19? Quem vai querer?", diria Chacrinha

Hoje, dia 10 de julho de 2020, o Brasil ultrapassou a marca de 1,8 milhão de infectados pelo Sars-Cov-2, o novo coronavírus que deflagra a Covid-19. O total de mortes desde o início "oficial" da pandemia no país, segundo o Ministério da Saúde, é de 70.398, sendo mais de 1,2 mil nas últimas 24 horas.  Nos últimos dias, são contabilizadas mais de 1 mil mortes diárias e dezenas de milhares de casos novos de contaminação. Esta é a semana também que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido)  testou positivo para a Covid-19,  confirmando uma situação esperada desde o começo do surto da doença, já que ele é um arauto das aglomerações e um crítico ao uso de máscaras e do isolamento social. 


O defensor da cloroquina começou imediatamente a reforçar a "propaganda" do medicamento, que até o momento não tem pesquisa científica que aponte que a droga faça alguma diferença no tratamento da doença. O FDA - Food and Drug Administration, nos Estados Unidos, já revogou a autorização para o uso emergencial da cloroquina e da hidroxicloroquina por lá.  A OMS suspendeu definitivamente os testes com a substância também, após várias polêmicas. 

Estima-se que o Brasil tenha um estoque de 1,8 milhão de comprimidos de cloroquina, produzidos emergencialmente pelo Exército Brasileiro a pedido do presidente. Essa produção levou a um gasto alto na compra da matéria-prima emergencial na Índia, que está em apuração pelo TCU - Tribunal de Contas da União (como está em apuração os gastos emergenciais com os respiradores em vários estados, com processos instaurados em alguns deles). 

A insistência no uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina continua gerando divergências pelo Brasil inteiro, com localidades que entregam este medicamento junto com outros, compondo diferentes versões de "kit Covid-19", com azitromicina (um antibiótico), ivermectina (parasitário), zinco e outros remédios - todos sem comprovação científica. Essas iniciativas por parte de prefeituras levaram a ANVISA a lançar um alerta sobre o uso da ivermectina e a afirmação de que não recomenda seu uso contra a Covid-19.   

Lembremos que o uso da ivermectina contra a Covid-19 está baseado no resultado de testes em in vitro em laboratório  na Austrália, sem qualquer resultado de avaliação deste remédio em humanos até agora. Mas, uma importante questão é que vários outros medicamentos também se mostraram eficazes in vitro, como os corticoides, antivirais (Lopinavir + ritonavir em conjunto com Interferon beta-1b + ribavirin), o Remdesvir, a Heparina, a Dexametasona, entre outros. Por que um medicamento ganha os holofotes em detrimento de outros? Será o efeito áudio de whatsapp? 

Sinceramente, basta pesquisar e confirmar que muitos remédios se mostraram efetivos contra o vírus in vitro. Mas, os brasileiros  se "apegaram" aos mais baratos e acessíveis e transformaram em kits - cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina. etc. 

Então, eu me pergunto: cadê gente e médicos pleiteando o Remdesevir, medicamento que nem está disponível no Brasil, mas cujos testes clínicos apontam efetivos resultados na redução da taxa de mortalidade pela Covid-19  ou outros antivirais? Os  médicos brasileiros que receitam a ivermectina (que não tem comprovação científica) parecem ignorar e nem fazem pressão para que o Brasil entre na lista dos países que passarão a contar com o Remdesevir (que os Estados Unidos arrebanhou a produção).

Estranho ainda que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) faz testes clínicos sérios com a nitazoxanida e o presidente da República nem menciona este esforço científico, no qual o Brasil está investindo milhões de reais e que conta com a participação de vários hospitais e de 500 voluntários (cujo recrutamento não tem sido fácil). Por que ele não muda de discurso e larga essa fixação pela cloroquina? O que mais ele está tomando, já que o tratamento inclui sempre mais alguns remédios? E, por que, apesar de toda a sua "confiança" neste remédio, ele está sendo monitorado por meio de 2 eletrocardiogramas diários, para acompanhar o efeito da substância no coração? Quantas pessoas estão sendo submetidas à cloroquina sem ter qualquer tipo de monitoramento?

O mundo não estava preparado para uma pandemia. O Brasil menos que os outros, mesmo tendo tempo para se preparar para a "importação" do Sars-Cov-2. Quais lições vamos tirar de tudo isso? Só o tempo dirá...Nessa balbúrdia de medicamentos sem comprovação científica, penso que se o apresentador Chacrinha estivesse vivo, ele poderia sair por aí gritando: "Quem quer um kit Covid-19? Quem vai querer?"!     



segunda-feira, 6 de julho de 2020

Jornais e agências do Brasil são selecionados para iniciativa capitaneada pelo Facebook

Vários veículos de comunicação do Brasil foram selecionados pelo Facebook e pelo Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, em inglês) para o Programa de Apoio Covid-19 a Veículos de Notícias da América Latina. A lista inclui: "Metro Jornal",  “Agência Pública”, “Alma Preta”, “O Povo”, “Folha de S.Paulo”, “Gazeta do Povo”, “NSC Total”, “Nexo Jornal”, “Nós, mulheres da periferia”, “Rede Gazeta”, “O Estado de S. Paulo”, “Estado de Minas”, “Jornal do Commercio” e “UOL”.



A iniciativa faz parte do Projeto Facebook para Jornalismo (FJP) e destinará US$ 2 milhões para combater a desinformação, aprimorar produtos digitais, investir em tecnologia e desenvolvimento de novos formatos multimídias, além de ajudar jornalistas que relatam a crise atual.

Ao todo, 44 projetos de veículos de 12 países receberão fundos que variam de US$ 10 mil a US$ 40 mil em um momento em que as pessoas buscam informação de qualidade. Além disso, 18 meios de comunicação terão a oportunidade de participar do Acelerador de Receitas de Leitores, um treinamento de 10 semanas liderado por Tim Griggs, ex-executivo do “New York Times”, que tem o objetivo de fortalecer seus negócios com receitas geradas pelos próprios leitores. A ideia é fazer uma transformação inovadora a longo prazo.