terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Nova lei de rotulagem aprovada pela Anvisa impactará o mercado de alimentos e bebidas

As marcas brasileiras precisam se preparar rapidamente para a implantação da nova norma de rotulagem nutricional de alimentos e bebidas embalados, que foi aprovada em outubro passado pela Anvisa e deve entrar em vigor em 24 meses. Mudar embalagens é uma atividade que demanda mobilizar uma grande cadeia de fornecedores e equipe interna. 

Rótulos vão mudar
  
Estudo realizado pela Kantar, referência global em dados, insights e consultoria, indica que a saudabilidade tem conquistado cada vez mais relevância.

75% dos consumidores nacionais já buscam produtos com menor teor de gordura, 70% com menos açúcar e 69% sem aditivos, como corantes e conservantes. Além disso, quando se deparam com um produto dito “natural”, 59% deles alegam esperar que seja livre de conservantes.

Quanto à análise das informações nos rótulos, mesmo que ocasionalmente, 33% das pessoas afirmam ficar de olho na quantidade de vitaminas, 33% na de açúcar, 32% gordura, 32% calorias e valor nutricional e 30% teor de sódio.

A maior inovação da regra da Anvisa, que está alinha com novos comportamentos dos consumidores, será a colocação de símbolos informativos na parte frontal superior da embalagem, facilmente captados à primeira vista, que devem indicar o teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. 

A Tabela de Informação Nutricional também passará por alterações significativas, a começar pela adoção de fundo branco e letras pretas, para impedir que contrastes de cores interfiram na legibilidade (leitura dos dados). Além disso, será obrigatório identificar açúcares totais e adicionais, valores energético e nutricional e número de porções por embalagem. A tabela deverá ficar perto da lista de ingredientes e em superfície contínua, sem áreas encobertas ou locais de difícil visualização.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Minha melancólica experiência no grupo fechado Dotsy do Facebook

Sempre evitei participar de grupos no Facebook. Sempre dá confusão com as regras, os coordenadores e os posts de política que, normalmente, não deveriam ser postados.

Os poucos grupos dos quais participo são relacionados ao meu trabalho na área de comunicação. A exceção, até recentemente, era o grupo fechado Dotsy, criado pela "toda poderosa" Kuki Bailly, é uma comunidade de compra e venda para pequenos empreendedores que reúne mais de 350 mil pessoas - e eu era uma delas. 

Com certeza, estava no grupo há pelo menos uns 2 anos, como compradora - adquiri roupas, antepastos, tortas, panos de prato, entre outros itens, especialmente com a pandemia. Procurei colocar em prática a mensagem "compre do pequeno".



Uma das características dos posts de divulgação na rede é o uso do storytelling - o empreendedor tem que contar a sua história de vida com um texto que costuma ser longo. 

Já li comentários de participantes que reclamavam do tamanho do texto - uma coisa é ter post com uns 1000 caracteres, que já é grande, imagina um post com uns 3 mil caracteres!!! 

Com 2 anos no grupo, eu sempre procurei interagir com várias postagens para alavancar a visibilidade o post no grupo (mesmo de produtos que não eu não iria comprar), pois o algoritmo do Facebook vem derrubando o alcance orgânico ano após ano. Mas, confesso, já cansou ler posts extremamente longos e comentei como sugestão para reverem essa regra em uma postagem da Kuki. Só que recebi de volta um convite para sair da "comunidade", com um resposta bem grosseira, que sinalizei. Como resultado, ela me excluiu.

Então, eu compartilho aqui a minha frustração e, sinceramente, não sei se teve o tal respeito que a Kuki alardeia, que não aceitou um comentário, que falou para eu ir para outro grupo (uma outra pessoa que comentou o meu post teve  mesma resposta). É uma empreendedora que nunca fez uma pesquisa a respeito dos posts com os membros do grupo.  

Enfim, eu poderei continuar interagindo e comprando com os empreendedores que conheci no Dotsy e dos quais me tornei cliente. Para ajudar os pequenos negócios, tenho outras plataformas como os marketplaces Elo 7, Mercado Livre e a Feira Sabor Nacional. Vida que segue!

    

domingo, 17 de janeiro de 2021

TV: a competição contra o streaming e os erros das operadoras de TV por assinatura

Há anos sou assinante da NET que, agora, se chama Claro - ambas as empresas do Grupo América Móvil. Tenho acompanhado a discussão em torno da redução dos números assinantes do mercado de TV por assinatura, que seguem em queda. A principal explicação por esta redução considera a perda do poder aquisitivo do brasileiro nos últimos anos. 



Outro fator que tem afetado a performance da TV por assinatura é o crescimento exponencial das assinaturas e canais do streaming no Brasil e no mundo, que tem a Netflix como principal player (não vou entrar no tema da perda de audiência da TV aberta).

Um fator que não vejo comentarem é a quantidade de canais disponíveis na TV por assinatura, como a Claro, que deveria ser diminuída, pois a qualidade é ruim, com repetições diárias de programas, séries e filmes. Este tipo de programação não atrai assinantes. Eu ainda assino, assim como tenho a assinatura da Netflix e maratono várias séries por lá. 



Quando volto para a Claro, vejo que é triste zapear e ver que a TNT Séries, por exemplo, parece só ter The Mentalist na grade de programas (por mais que eu goste do seriado); ter que ver CSI sendo transmitido em mais de canal na mesma hora e sendo reprisado à exaustão; ou ver por várias vezes o anúncio de veiculação de Velozes e Furiosos 8, de As Branquelas ou Diário de Bridget Jones (esses são só alguns exemplos, mas poderia citar outros).

Para começar, o número de canais da TV por assinatura deveria ser bem menor (especialmente os direcionados para pessoas adultas) e só deixarem aqueles que realmente têm novidades para apresentar periodicamente para o assinante. 

É irritante ainda ver que alguns canais da TV por assinatura ainda querem que o assinante compre um pacote adicional para assistirmos as suas produções mais atuais, como a Fox Premium.

Eu tenho TV por assinatura em um combo (com wifi + celular e o fixo que nunca ativei), mas os canais e a própria Claro deveriam respeitar o assinante e enxugar quantidade e oferecer um preço mais atraente aos seus assinantes.  

Não é só o streaming que afeta a performance da TV por assinatura, os erros das operadoras como a Claro também. Hora de racionalizar.

      



domingo, 10 de janeiro de 2021

As empresas ainda precisam olhar para seus clientes e o exemplo vem do Sem Parar

A Sem Parar foi a primeira empresa de pagamento automático em pedágios, estacionamentos e abastecimento do Brasil. Já faz muitos anos que eu utilizo o a tag, ainda quando a tecnologia de RFID dependia de uma tag com bateria, muito mais cara (era a tag do carro que emitia um sinal para o receptor nas catracas).

 
Desde então, o mercado deste tipo de pagamento automático ganhou novos competidores e as tags são usadas em novos locais, como rede de lanchonetes e postos de combustíveis.

Como cliente, fui assediada algumas vezes pelo novos competidores sem taxa de mensalidade, mas não via motivos para mudar. 

Continuava pagando minha fatura com uma mensalidade alta, sem receber qualquer contato da Sem Parar que me oferecesse alguma vantagem para uma cliente antiga, sabendo também que tinha gente usando Sem Parar com uma mensalidade menor. Mas, cansei. Pensei: de que vale a minha fidelidade se a empresa nunca me ofereceu nada?   

Não faltam marcas assediando e com ofertas agressivas (foi assim quando troquei a Vivo pela Claro). 

E, conforme imaginei, ao telefonar para cancelar o Sem Parar, a atendente quis me passar opções para permanecer como cliente, que eu nem quis ouvir. A Sem Parar segue a receita errada de perder clientes: não olhar para os antigos e ver como eles estão. Ou, quem sabe, a perda contínua deles já faz parte do plano de negócio. Será que estão atentos à atuação da concorrência?  

Resumindo: minha relação com Sem Parar terminou. Vamos ao novo!


Lojas Renner lesa clientes com a validade do cartão presente

Comprei há algum tempo alguns cartões-presente e dei alguns deles. Outros ficaram comigo, para usar em ocasião oportuna. 

Como faz mais de 1 ano que os adquiri a Lojas Renner se sente no direito de estabelecer uma data de validade e se apropriar do dinheiro dos cartões. 


Quanto a empresa embolsa desse dinheiro para seu caixa com essa política? Dinheiro no cartão tem data de validade desde quando? Sinto-me lesada com essa prática que leva a empresa a embolsar dinheiro de seus clientes. Me pergunto se existe algum artigo no Código de Defesa do Consumidor que abre essa prerrogativa à empresa.

Atualmente, o grupo Renner tem 380 lojas da Renner, 114 da Camicado, e 101 da Youcom, além das 8 lojas-piloto da Ashua. Não precisa desse tipo de prática. O cartão não deveria ter data de validade. O dinheiro já perde valor de compra com o passar dos anos e a inflação. O cliente deveria usar cada centavo que fica no cartão - seja aquele que recebeu ou aquele que comprou o cartão presente. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Bibliotecas do Governo de São Paulo lançam plataforma de acervo digital de livros

Projeto piloto reúne centenas de títulos em formato digital nas instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado As Bibliotecas de São Paulo e do Parque Villa-Lobos, instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, começaram a disponibilizar seu acervo digital aos sócios. A ideia, que ainda está na fase experimental, chama-se Biblioteca Digital e reúne centenas de títulos em formato digital para as pessoas poderem usufruir quando e onde quiserem. A SP Leituras, Organização Social que gere os dois equipamentos culturais, está à frente da iniciativa, ao lado da Secretaria. 



Para entrar na plataforma gratuita, os sócios das bibliotecas devem acessar  spleituras.odilo.us, inserir o número de matrícula e a senha ou então baixar o aplicativo BSP Digital, disponível no Google Play e na Apple Store. Para quem ainda não é sócio, a sugestão é visitar os espaços de terça a domingo, das 10h às 16h, e aproveitar para fazer a carteirinha a partir de 5 de janeiro de 2021. 

Para Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, se antes da pandemia já era importante as bibliotecas públicas discutirem e oferecerem conteúdos digitais, agora, tornou-se crucial.  "Países que estão na vanguarda da educação, da formação de seus cidadãos para os desafios do terceiro milênio, estão apostando fortemente em bibliotecas públicas de qualidade." 

Na plataforma, que é operada pela Odilo, uma das principais empresas de conhecimento e educação do mundo, constam centenas de títulos de diversos gêneros. É possível fazer o empréstimo de até duas obras por 15 dias, organizar listas, adicionar favoritos, compartilhar o livro do momento como dica de leitura nas redes sociais, fazer reservas, ver histórico e sugerir novas compras. 

Biblioteca de São Paulo 
Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, São Paulo (SP) 

Biblioteca Parque Villa-Lobos 
www.bvl.org.br  
Av. Queiroz Filho, 1.205, Alto de Pinheiros, São Paulo (SP)