quinta-feira, 27 de maio de 2021

Estudo mostra presença digital das ONGs no Brasil




Levantamento realizado pela Trackmob, empresa de inteligência de doação para o terceiro setor, avaliou 4.930 ONGs que possuem páginas no Instagram

A Trackmob, empresa especializada em inteligência de doação para o terceiro setor, realizou um estudo sobre a presença digital das organizações do terceiro setor no País. A pesquisa avaliou 4.930 ONGs brasileiras que possuem perfil no Instagram. Destas, apenas 4% têm mais que 50 mil seguidores. Cerca de 13% contam com um perfil na rede entre 10 e 50 mil seguidores e 21%, entre 2mil e 5 mil. A grande maioria das ONGs brasileiras avaliadas, 50%, ainda possuem uma presença digital modesta, com menos de 2 mil seguidores.

Segundo a startup, a análise foi feita para entender a participação das ONGs no mundo digital, principalmente nas redes sociais, para, a partir daí, ajudar a potencializar os canais e auxiliar na captação de recursos no mundo virtual.

“A presença digital é de extrema importância hoje para as instituições do terceiro setor e o Instagram tem se destacado como principal rede para dar visibilidade para as ações das ONGs. Quem está bem-posicionado nesta rede, tem mais chances de mostrar seu trabalho e atrair apoiadores para sua causa”, explica Jonas Araujo, CEO da Trackmob. “Ficamos feliz em disponibilizar nossa plataforma hoje para 13% das organizações com mais de 50 mil seguidores no Instagram e 8% para as que possuem entre 10 mil e 50 mil seguidores. Nossa meta é aumentar nossa marketshare nesta última faixa de 8% para 20%”, reforça o executivo.

Existem bons exemplos de atuação das ONGs nas redes sociais e internet, como a Fraternidade Sem Fronteiras, organização que atua diretamente em várias regiões no continente africano e no Brasil, amparando prioritariamente crianças e jovens em situação de vulnerabilidade ou risco social. No Instagram, a instituição conta com mais de 500 mil seguidores, o que reflete uma força digital elevada e que pode ser usada para atrair novos doadores, voluntários e simpatizantes da causa.

A ONG Aldeias Infantis, organização humanitária internacional que atua no cuidado e direito à criança, também é outro exemplo de boa atuação nas redes sociais. Com quase 75 mil seguidores na página brasileira do Instagram, a entidade utiliza a plataforma para mostrar os trabalhos realizados, os resultados alcançados e para promover ações para engajar seus seguidores.

“É importante ressaltar que as ONGs devem começar a se posicionar nas redes independentemente do tamanho da organização. Com 100 mil seguidores ou com 100 as instituições fazem um excelente trabalho para a sociedade. A internet e as redes sociais devem ser utilizadas para ajudar a impactar positivamente ainda mais pessoas”, finaliza o CEO da Trackmob.

Sobre a Trackmob

Fundada em 2012, a Trackmob existe para empoderar as organizações, entender seu momento e contribuir para sua evolução. Foi a primeira empresa a oferecer as soluções de captação e gestão de recursos que são utilizadas, hoje, pelas maiores e mais importantes ONGs do país. É uma empresa especializada em inteligência de dados e sistemas para o terceiro setor, com profundo conhecimento sobre o setor e o processo de doações no Brasil e no mundo. Este ano foi selecionada pela Endeavor para participar do seu programa de aceleração Scale-up. Atualmente, disponibilizamos uma suíte de quatro produtos: um CRM para ONGs, uma página de doação online, o Portal do Colaborador (onde doadores acompanham o andamento das causas que apoiam) e o Aplicativo Móvel Face to Face, que converte uma pessoa interessada em uma nova doadora no local onde ela estiver. Entre seus clientes estão Médicos Sem Fronteiras, Fundação Dorina Nowill para Cegos, Habitat Brasil, Aldeias Infantis SOS Brasil, Greenpeace, Conectas, Hospital Pequeno Príncipe, Fraternidade Sem Fronteiras, Teto.


terça-feira, 25 de maio de 2021

Butantan vai ganhar museu de vacinas e centro avançado de produção de soros




Novo espaço para a fabricação de soros terá 6 mil metros quadrados e comportará linha produtiva completa, além de incluir o processo de transformação dos produtos líquidos em pó; museu abrigará atrações interativas e históricas, além de palestras, com o objetivo de incentivar o interesse pela ciência


O Instituto Butantan, ligado ao Governo de São Paulo, iniciou as obras para a construção de seu novo Centro Avançado de Produção de Soros e para a criação do futuro Museu da Vacina da instituição.

O novo centro de soros, que deve ficar pronto em 2023, permitirá a produção industrial completa, em uma única planta, de todos os soros que o instituto disponibiliza contra toxinas de animais peçonhentos e microrganismos. Já o Museu da Vacina será inaugurado em 2022 e aberto para visitação do público.

Com investimentos de 34,5 milhões, o projeto do novo centro de soros prevê um espaço 6,6 mil m² com cinco pavimentos, que contemplará desde o processamento do plasma até o envasamento dos frascos. A nova fábrica também contará com um liofilizador, que permitirá que os produtos líquidos sejam desidratados e transformados em pó, mantendo as propriedades neutralizantes dos soros mesmo sem refrigeração. A finalização da obra está prevista para 2023.

“O projeto da nova fábrica prevê a inclusão da liofilização no processo produtivo dos soros. Com isso o produto poderá chegar a locais e regiões do país em que a refrigeração é uma dificuldade. Isso fará com que os soros estejam mais acessíveis, principalmente nas regiões mais inóspitas onde, por exemplo, os acidentes com animais peçonhentos são muito comuns”, explica Fan Hui Wen, Gerente do Núcleo de Produção de Soros.

Há mais de um século, o Butantan produz diversos tipos de soros contra toxinas de animais peçonhentos e microrganismos. Atualmente o Instituto disponibiliza 12 tipos de soros ao sistema público de saúde, a partir de acordos de fornecimento com o Ministério da Saúde.
Sua produção envolve a imunização de cavalos com antígenos produzidos a partir de venenos, toxinas bacterianas ou vírus, a obtenção de diferentes tipos de plasma, que são submetidos a processamento industrial de purificação, formulação e envase, resultando em produtos de alta qualidade, segurança e eficácia.

Museu da Vacina

O projeto em desenvolvimento do Museu da Vacina visa criar um espaço cultural que instigue o interesse pela ciência e pesquisa através do tema vacinação, além de contar a história e reforçar a importância da imunização no país e no mundo. Entre as atividades serão realizadas também exposições interativas, atividades complementares e palestras.
Para a restauração dos 309 metros quadrados estão sendo investidos R$ 2,6 milhões. O local onde o museu funcionará é uma edificação histórica, construída no fim do século 19, e utilizada inicialmente como sede da Fazenda Butantan na produção de leite bovino distribuído na cidade antes mesmo da criação do Instituto.

Ao longo dos anos o ambiente teve diferentes finalidades como, por exemplo, ser a residência de Vital Brazil, primeiro diretor do Butantan. Em 1933 a casa foi transformada em escola rural do Grupo Escolar do Butantan e, posteriormente, foi utilizado como ponto de apoio para áreas técnicas da instituição. Mais recentemente a casa era utilizada pelos laboratórios de Herpetologia, Ecologia e Evolução.

Este será o quinto museu do Instituto Butantan, que hoje possui também o de Microbiologia, Biológico, Histórico e de Saúde Pública (Emílio Ribas).

O Museu da Vacina será um grande marco na trajetória de mais de 120 anos do Butantan, que se consolidou como principal produtor de vacinas e soros da América Latina. Com este novo espaço o Butantan espera contribuir ainda mais para incentivar o conhecimento sobre a importância dos imunizantes para a prevenção de diversas doenças.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Grupo Máxima comemora 12 anos com campanha de arrecadação de alimentos



Sensibilizada com a situação econômica do país, grupo de empresas troca a tradicional comemoração anual por uma gincana, que resultou na de arrecadação de 8 toneladas de alimentos e itens de limpeza e higiene

A tradicional comemoração de aniversário do Grupo Máxima, holding de empresas de tecnologia para a cadeia de abastecimento, que engloba as marcas MáximaTech, LifeApps, onBlox e Trampoo, foi substituída por uma gincana para a arrecadação de alimentos.

A ação resultou na arrecadação de 8 toneladas de alimentos não perecíveis e itens de limpeza e higiene pessoal, que serão destinados a famílias carentes e instituições na cidade de Goiânia, onde fica a sede do Grupo, além de cidades da região, como Anápolis, Trindade e Aparecida de Goiânia. A gincana contou com a participação dos seus 200 colaboradores e envolveu também familiares, ex-funcionários, parceiros e fornecedores.

“Ao invés de comemorarmos presenteando nossa equipe e todo o ecossistema que nos relacionamos, pensamos numa ação que pudesse contribuir socialmente, levando em consideração o momento que o País está passando, principalmente por causa da pandemia, e, ao mesmo tempo, gerasse engajamento entre os profissionais, reforçando nossos valores internos, que são o respeito ao ser humano, o comprometimento com as demandas e com o resultado, assim como o trabalho em equipe e a simplicidade nos relacionamentos. Ficamos feliz com o resultado”, comenta Kátia Monteiro, diretora de Recursos Humanos.

O empenho de todos os participantes foi tão grande que a empresa decidiu fazer do mês de maio um marco anual para campanhas de doações. “De agora em diante nossos valores farão parte de uma causa maior. Também queremos que essa iniciativa possa ser um exemplo para outras companhias”, afirma Rafael Martins, CEO do Grupo.

Fundada em Belo Horizonte pelo empresário veterano no segmento Atacadista Distribuidor, Wagner Patrus, a companhia atende 1,3 mil clientes, quantidade que representa 35% dos maiores atacadistas distribuidores do Brasil, e mais de 81 mil usuários com suas soluções específicas para a força de vendas, a gestão comercial, o trade marketing e a logística do atacado distribuidor.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Pesquisa mundial aponta que brasileiros foram os que mais sentiram o impacto da pandemia



77% dos brasileiros sentiram o impacto da pandemia em seus cotidianos, fazendo com que o país ficasse em primeiro lugar neste quesito em uma pesquisa realizada pela multinacional Kantar, líder em dados, insights e consultoria. Em 2020 eram 73%. As entrevistas foram aplicadas em 11.500 pessoas de 21 países entre 15 e 19 de abril.

Já 87% contraíram o vírus ou tiveram parentes e amigos próximos contaminados. É mais do que o dobro da média global – da ordem de 42% - e sete pontos percentuais à frente do segundo colocado, a Colômbia. Deles, 16,2% tiveram Covid-19, 60,5% um parente próximo e 50,1% um amigo próximo. Globalmente esses números foram 8%, 23% e 23%, respectivamente.

Além disso, 55% se mostram extremamente preocupados com a situação (versus 31% mundialmente) e 62% acompanham com frequência o noticiário sobre o tema.

O Brasil também é líder no quesito expectativa pela vacinação. 66% afirmam que definitivamente se imunizarão e 20% provavelmente. Globalmente 43% responderam definitivamente sim e 27% provavelmente.

Os cuidados pessoais também cresceram significativamente. 69% dos brasileiros se mostram muito atentos na adesão de medidas de saúde e segurança, 58% ficam bravos quando veem regras sendo desrespeitadas e 58% se afastam quando outras pessoas se aproximam em espaços públicos.


Sobre a Kantar


A Kantar é líder global em dados, insights e consultoria. Somos a empresa que mais entende como as pessoas pensam, sentem, compram, compartilham, escolhem e veem. Ao combinar nossa experiência sobre o conhecimento humano com tecnologias avançadas, as 30.000 pessoas que trabalham na Kantar contribuem para o sucesso e crescimento das principais organizações do mundo.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Projeto vai capacitar 240 empreendedores para atuarem nas comunidades de São Paulo e Rio de Janeiro

Crédito: Acervo Empreende Aí



Cursos são feitos para as pessoas que vão abrir o seu próprio negócio. Na via Dutra, projeto conta com apoio do Instituto CCR e da CCR NovaDutra.

O Instituto CCR, com o apoio da CCR NovaDutra, em parceria com a Empreende Aí, irá capacitar 240 empreendedores através do programa Despertando o Empreendedor. O objetivo é ajudar pessoas que querem abrir seu próprio negócio em territórios populares, comunidades e favelas. A formação tem pegada “mão na massa” e foi projetada para acolher a cultura deste público, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“Nos últimos anos, formamos milhares de empreendedores que atuam em territórios populares, espaços pulsantes de energia e vontade. E assim são as periferias. O lar da realidade concreta, dura, e ao mesmo tempo, criativa e persistente da economia brasileira”, afirma Jennifer Rodrigues, psicóloga e sócia-fundadora da Empreende Aí, escola de negócios da periferia para a periferia.

“O Instituto CCR atua com inclusão social, por meio de diversas iniciativas e, entre elas, está a de geração de renda e empreendedorismo. O intuito é contribuir com o desenvolvimento de pessoas de periferias e comunidades que querem ter seu próprio negócio e precisam de orientações práticas sobre como fazer isso”, reforça Cristine Naum, gerente executiva de sustentabilidade e investimento social do Instituto CCR. “Desta forma, o Instituto CCR reforça seu papel social, proporcionando oportunidades”, completa Cristine.

COMO FUNCIONA?

O curso terá aulas online e ao vivo sobre temas de Autoconhecimento, Como entender o seu Público? Gestão do Tempo, Marketing, Gestão Financeira, Gestão de Equipe, Logística e aprendizados em momentos de crise. Os 36 empreendimentos selecionados ao final do programa receberão um prêmio em dinheiro de R$ 1.000,00 do Instituto CCR e um plano de mentoria exclusivo para colocar o negócio de pé, que foi gestado durante o programa. Na via Dutra, projeto é realizado pelo Instituto CCR, com apoio da CCR NovaDutra, em parceria com a Empreende Aí.

Sobre o Empreende Aí: A Escola de Negócios da Periferia para Periferia: Empreende Aí é um Negócio de Impacto Social fundado em 2015, pela Psicóloga Jennifer Rodrigues e o Administrador de Empresas Luis Coelho, ambos de periferia, com o objetivo de formar e capacitar novos Empreendedores de territórios populares, comunidades e favelas através de sua Metodologia Despertando o Empreendedor presencial e online (que aborda aspectos de autoconhecimento, ideação, modelagem, testagem e gestão dos negócios) e de Metodologias cocriadas com parceiros. Site oficial: www.empreendeai.com.br


Sobre o Instituto CCR: O Instituto CCR, fundado em 2014, é a entidade privada sem fins lucrativos que gerencia a investimento social do Grupo CCR, proporcionando transformação com apoio a projetos via leis de incentivo, campanhas institucionais e por meio dos programas proprietários, o Caminhos para a Cidadania - atendendo mais de 1,3 mil escolas - e o Estrada para a Saúde – presente em seis regiões. Com foco em inclusão social, saúde e educação, o Instituto CCR já beneficiou comunidades no Brasil e no exterior, em locais onde as concessionárias da companhia atuam. Desde a sua criação, já foram gerenciados R$ 151 milhões, e, somente em 2019, mais de 1 milhão de pessoas foram impactadas em 152 cidades, no Brasil e no exterior. Saiba mais em www.institutoccr.com.br


Sobre a CCR NovaDutra: A CCR NovaDutra é responsável pela administração da Rodovia Presidente Dutra, via com 402 quilômetros de extensão e que liga as duas regiões metropolitanas mais importantes do País: Rio de Janeiro e São Paulo. A rodovia abrange uma região altamente desenvolvida, que responde por cerca de 50% do PIB brasileiro. A Concessionária tem 25 anos de existência e foi a segunda a integrar o Grupo CCR.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Resolução do CFM define como experimental uso da hidroxicloroquina e cloroquina por inalação


A Resolução nº 2.292/2021, do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12), estabelece como procedimento experimental a administração de hidroxicloroquina (HCQ) e cloroquina em apresentação inalatória. Pelo texto, tratamentos médicos baseados nessa abordagem podem ser realizados somente por meio de protocolos de pesquisa aprovados pelo sistema de Comitês de Ética em Pesquisa e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

A decisão veio após o CFM se debruçar sobre aventada possibilidade de a apresentação inalada desses fármacos ser uma alternativa para reduzir o risco de eventos adversos e aumentar eficácia no tratamento contra a covid-19.

Segundo análise da autarquia, porém, a HCQ para uso inalatório não é preconizada pelo fabricante, não havendo na literatura nenhuma informação sobre a eficácia e segurança da medicação aplicada por essa via, assim como dados sobre sua farmacocinética e farmacodinâmica nessa situação. "Essa forma de administração não caracteriza uso off label da medicação, sendo necessárias pesquisas que comprovem a eficácia e segurança da HCQ, assim como a dose a ser aplicada", conclui.

Limites éticos - A Resolução nº 2.292/2021 destaca que, de acordo com a Lei nº 12.842/2013, o CFM tem a competência legal de determinar o que é ou não é tratamento experimental no País. Com base nessa outorga legal, a autarquia elaborou o Parecer CFM nº 4/2020, que estabelece critérios e condições para a prescrição de cloroquina e de hidroxicloroquina em pacientes com diagnóstico confirmado de covid-19, delegando ao médico e ao paciente a autonomia de decidirem juntos qual a melhor conduta a ser adotada, desde que com o consentimento livre e esclarecido firmado por ambas as partes.

Conforme destacou o conselheiro Domingos Sávio, relator da Resolução nº 2.292/2021, "a autonomia do médico de prescrever o que julgar melhor para seu paciente é um dos pilares da medicina desde Hipócrates, só tendo limite na lei e na ética, objetivando sempre única e tão somente a beneficência e nunca a maleficência".

Ao apresentar suas considerações, no entanto, ele explica que "a simples dissolução de um comprimido de HCQ para produzir uma solução para inalação não deve ser considerada, em vista dos excipientes presentes no produto, que podem ser agressivos às vias aéreas, e da dificuldade de estabelecer as dosagens compatíveis com os limites da administração inalada".

"As apresentações orais de hidroxicloroquina e cloroquina de diferentes fabricantes podem ter excipientes diferentes de uma lista de excipientes para medicamentos orais recomendada pelas agências reguladoras de medicamentos. É obrigatório que os excipientes estejam listados em bula, pois são de interesse dos alérgicos e diabéticos, por exemplo", pontuou.

Pandemia - O CFM ressalta que pesquisas nos centros mais avançados do mundo tentam encontrar tratamento para frear a pandemia de covid-19, tendo desenvolvido vacinas em tempo recorde, sem precedente na história, além de avanços importantes no tratamento dos doentes críticos, como a intubação (precoce X tardia), posição PRONA, uso de corticoides, anticoagulantes e bloqueadores neuromusculares, sob prescrição médica. Apesar disso, o uso da HCQ numa nova apresentação (inalada), em registro anterior em nenhuma parte do mundo, acrescenta ainda incerteza ao tratamento, pois não tem garantida sua eficácia e segurança.

"A obtenção de nova apresentação medicamentosa para uso inalatório é um processo complexo, da competência de farmacêuticos especializados em técnica farmacêutica. Esse fato não pode ser ignorado pelo médico que pretende prescrever tal produto, pois se trata de procedimento experimental e está fora de sua competência responsabilizar-se pela qualidade, pureza e segurança de um produto experimental que foi processado por outro profissional de saúde", cita o relator.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Clássico sobre alfabetização ganha segunda edição revista e ampliada


Calcado na história da alfabetização no Brasil, obra de Maria do Rosario Longo 
Mortatti, publicada há 20 anos, permanece relevante e atual no século 21


Como fruto de um laborioso e apaixonado trabalho de investigação em busca da compreender como a alfabetização se constitui, ao mesmo tempo, em objeto de estudo e pesquisa e em modelo específico de escolarização das práticas culturais da leitura e da escrita, nasce o livro Os sentidos da alfabetização: São Paulo, 1876-1994, da pesquisadora e professora Maria do Rosario Longo Mortatti. Lançada há 20 anos pela Editora Unesp, a obra, que permanece atualíssima, ganha edição revista e ampliada neste momento fundamental da encruzilhada histórica do País.

“Com o objetivo de contribuir para a produção de uma história do ensino de língua e literatura no Brasil, decidi, então, delimitar o tema [da tese] à alfabetização, entendida como ensino de leitura e escrita em língua portuguesa na fase inicial de escolarização de crianças”, escreve Mortatti. “Na tese – que datilografei, depois digitei no microcomputador da faculdade, gravei em disquete de 5/4 polegadas e imprimi em papel formato formulário-contínuo – abordo o movimento de constituição da alfabetização como objeto de estudo, enfocando a “questão dos métodos” – que, na análise dos documentos, mostrou-se como a face mais visível dos problemas que formulei – e com ênfase na situação do estado de São Paulo, entre 1876 e 1994.

O tema permanece atual. “Apesar dos avanços conquistados, neste século XXI a alfabetização continua sendo um problema a demandar busca de soluções sempre urgentes, ainda que diagnósticos, explicações e respostas sejam diferentes e ainda que muito do que se formulou no passado permaneça apenas como rupturas anunciadas ou pretendi- das”, pontua a autora. “Certamente, no entanto, mais do que nos séculos anteriores, a alfabetização se apresenta hoje como problema de ordem precípua e explicitamente político-ideológico e social.”

“Os sentidos da alfabetização – esta obra já é um clássico”, pontua a pesquisadora de Educação Carlota Boto no prefácio à segunda edição. “Diz Italo Calvino que os clássicos são aqueles livros sobre os quais dizemos que estamos relendo. Os clássicos se impõem, portanto, como leituras inesquecíveis, trazendo consigo as marcas de outras leituras, pelos traços e rastros que deixaram naqueles que os leram. Maria do Rosario Longo Mortatti, há vinte anos, quando lançou este livro, na verdade, inaugurava, nos estudos da educação brasileira, o campo da história da alfabetização. Convido o leitor para a leitura, com a intenção de que você não pense conhecer esta linda obra apenas por ouvir dizer.”



Sobre a autora
– Maria do Rosario Longo Mortatti é escritora e professora titular na Universidade Estadual Paulista (Unesp). É licenciada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FCL) da Unesp, câmpus de Araraquara, mestre e doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e livre-docente em Metodologia da Alfabetização pela Unesp. Foi professora de língua e literatura na rede pública estadual paulista. Atua no curso de Pedagogia e no programa de pós-graduação em Educação da Unesp, campus de Marília. Coordena o grupo de pesquisa “História da Educação e do Ensino de Língua e Literatura no Brasil”. É presidente emérita da Associação Brasileira de Alfabetização e integra a diretoria (2020-2022) da União Brasileira de Escritores. É também autora de livros de literatura. Em 2012, recebeu o Prêmio Jabuti na categoria Educação pelo livro Alfabetização no Brasil: uma história de sua história (Editora Unesp).

Título: Os sentidos da alfabetização: São Paulo, 1876-1994

Autora: Maria do Rosario Longo Mortatti
Número de páginas: 350
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 69,00
ISBN: 978-65-5711-030-0

terça-feira, 4 de maio de 2021

Telhanorte Tumelero doa recurso à ONG Amigos do Bem



A rede de materiais de construção Telhanorte Tumelero anuncia a contribuição de R$ 200 mil à ONG Amigos do Bem

“Trata-se de um projeto de grande importância para o país e que faz a diferença na vida de diversas pessoas do sertão nordestino por meio da educação, geração de renda e de diversas iniciativas, capazes de promover o desenvolvimento local e a inclusão social, visando diminuir a fome e a miséria”, afirma o CEO da Telhanorte Tumelero, Juliano Ohta.

Fundada por um grupo de amigos liderados por Alcione Albanesi, a Amigos do Bem é uma instituição sem fins lucrativos que desenvolve projetos educacionais, de geração de trabalho e renda, saúde e moradia no sertão do Nordeste brasileiro, promovendo, desde 1993, desenvolvimento local e inclusão social junto às populações em situação de extrema pobreza e miséria.

Outras ações sociais

Ciente de seu compromisso social, a Telhanorte Tumelero intensificou as ações e iniciativas de ajuda à sociedade no último ano. Além da doação de milhares de cestas básicas, a rede firmou uma inédita parceria com outra empresa do mesmo setor para apoiar a construção e reforma de leitos de UTI para tratamento de COVID na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e na Santa Casa BH, em Minas Gerais.


Veja aqui outra ação de solidariedade.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Vale do Ribeira recebe refrigeradores para armazenamento de medicamentos e vacinas contra a Covid-19

Divulgação


A ação é viabilizada pela Elektro, distribuidora de energia, que apoia o Governo do Estado no programa Vale do Futuro.

O estado de São Paulo está recebendo a doação de 139 refrigeradores científicos para armazenamento de medicamentos em unidades de saúde. Mais de 130 municípios serão contemplados, dentre eles, os da região do Vale do Ribeira.

A doação é feita pela distribuidora de energia Elektro e integra mais uma ação do Programa Vale do Futuro, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), e que recebe o apoio da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado (SIMA).

As cidades do Ribeira contempladas são: Itariri, Apiaí, Cajati, Juquiá, Sete Barras, Tapiraí, Miracatu, Jacupiranga, Ilha Comprida, Eldorado, Itapirapuã Paulista, Ribeira e Barra do Chapéu.

A iniciativa levou em consideração as cidades com os menores Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e faz parte do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“São equipamentos novos que irão auxiliar as cidades no armazenamento das vacinas contra a Covid. A vacinação da população é o nosso principal foco neste momento”, pontua o Secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Os refrigeradores serão utilizados para armazenamento de medicamentos e de vacinas contra a Covid-19 e serão entregues gradativamente até a próxima semana nos municípios contemplados.

Os novos equipamentos têm temperatura programável e constante (entre 2°C e 8°C), e alarmes para avisar em caso de interrupção de energia e baterias recarregáveis para suprir o frio em caso de eventual intercorrência, com autonomia de até 12 horas. Além disso, também possuem sensores e sistema de alarme remoto a distância, que realiza chamadas telefônicas se houver uma queda de temperatura ou a bateria estiver em nível baixo.

Fabricadas no Brasil, as câmaras têm capacidade de 280 litros, suficientes para armazenar aproximadamente 18 mil doses de 0,5 ml.

“Trata-se de mais uma iniciativa de fomento à sustentabilidade apoiada pelo Governo do Estado e que vai ao encontro do que temos buscado que é a economia de energia e a racionalização dos recursos”, destacou o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido.

Em contrapartida, as unidades de saúde entregarão à distribuidora equipamentos de refrigeração antigos que serão substituídos.

“Ao utilizar como estratégia o recebimento dos equipamentos de refrigeração antigos e não adequados para conservação das vacinas, estamos compensando o acréscimo de carga de 89 kW. A iniciativa da Elektro é de extrema importância social para as regiões onde atuamos e está alinhada aos compromissos do grupo de combate às mudanças climáticas e ao desperdício de energia”, enfatiza a gerente de Eficiência Energética da Elektro, Ana Christina Mascarenhas.

A Elektro, com o apoio do Estado, também forneceu a troca de lâmpadas e iluminação por modelos de LED em edifícios estaduais, mais eficientes e sustentáveis. O acordo ainda prevê ações conjuntas para o atendimento à população de baixa renda, como a doação de lâmpadas e conscientização sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica.

CONHEÇA O VALE DO FUTURO

O Programa Vale do Futuro é composto por 22 municípios e tem como objetivo transformar a região mais vulnerável do estado em um novo polo de desenvolvimento econômico e social. É um programa completo e de governança integrada entre Estado, prefeituras e a sociedade civil, que trabalham juntos.

Para transformar a região, a iniciativa conta com mais de 60 ações estratégias em quatro eixos: Emprego e Renda, Infraestrutura e Sustentabilidade; Qualidade de Vida; e Gestão e Governança.


Confira mais sobre o programa em: https://www.valedofuturo.sp.gov.br/.

Neste momento tão delicado na área da saúde, muitas empresas têm se mobilizado para cumprir sua sua visão de responsabilidade social. Veja aqui um bom exemplo dessas atitudes.