quarta-feira, 30 de junho de 2021

O papel da natureza na construção de cidades inteligentes

Foto: Luciano Teixeira/Pixabay



*Por Anke Manuela Salzmann


Projeções das Nações Unidas indicam que em 2050 seremos 9,7 bilhões de pessoas no mundo – dos quais dois terços viverão nas cidades e consumirão 70% de toda a energia disponível. A escassez de alguns recursos já é uma realidade em vários ambientes urbanos. A falta de água é um exemplo. Com o aumento populacional, o desafio será ainda maior! Por isso, é tão importante investirmos esforços na construção de cidades inteligentes.

Para a União Europeia, cidade inteligente é um lugar onde os recursos são utilizados de forma eficiente, a partir do envolvimento ativo dos cidadãos. Por meio de tecnologias digitais e de telecomunicações, redes e serviços são otimizados para benefício direto de habitantes e negócios. A sustentabilidade passa a ser o fio condutor no planejamento de todos os componentes.

Em Barcelona, Espanha, por exemplo, o sistema de coleta de resíduos não para! De hora em hora, escotilhas distribuídas pela cidade recolhem o material, que percorre até 70 quilômetros por tubulação subterrânea até o centro de coleta. Lá, ele é separado em reciclável e orgânico. Processado, o último retorna em forma de energia. Nessa lógica, o lixo deixa de representar uma ameaça para os ecossistemas terrestres e marinhos.

No Brasil, temos o exemplo de Laguna (CE), a primeira cidade inteligente no mundo voltada para habitação social e que deve abrigar 20 mil pessoas. Ela está em construção e contará com um sistema de coleta de resíduos inteligente, calçamento que proporciona a infiltração de água no solo, sistemas de reaproveitamento de água, irrigação otimizada conforme às condições meteorológicas, locais que produzem energia a partir de corpos em movimento, entre outros.

Existe, no entanto, um componente não tecnológico, porém fundamental em uma cidade inteligente: a natureza! As áreas verdes são a forma de conexão do ser humano à sua essência. São elas que nos lembram que não somos feitos de tecnologia e que não fomos criados para vivermos presos em quatro paredes. Estudos indicam que áreas verdes urbanas reduzem a incidência de doenças respiratórias e mentais. Espaços como parques incentivam a atividade física.

Além disso, áreas verdes urbanas amenizam os impactos negativos causados pelo homem. Elas possibilitam a conservação da biodiversidade, regulam o clima local, aumentam a qualidade do ar, reduzem o ruído, protegem contra eventos climáticos extremos (ondas de calor, enchentes e deslizamentos de encostas), entre outros.

A natureza pode ser trazida para dentro de uma cidade de diversas formas. Um método que tem se mostrado muito interessante são as Soluções Baseadas na Natureza (SBN), empregadas para enfrentar desafios como falta de água, grandes enchentes e deslizamentos. Essa abordagem gera benefícios à conservação da biodiversidade ao mesmo tempo em que promove soluções para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social. Mas como isso funciona?

Os parques nas margens de rios urbanos atuam como “esponjas” e evitam inundações. Além disso, servem de abrigo para a fauna e flora local. Quanto mais áreas verdes espalhadas pela cidade, mais água infiltrará e será armazenada no solo, o que por sua vez alimenta nascentes e lençóis freáticos. Assim como nós, a vegetação transpira e libera vapor à atmosfera. Com isso, as plantas têm um papel fundamental na regulação térmica de uma cidade. Neste contexto, plantas podem ir além de parques e praças. Hoje, verdadeiros jardins recobrem tetos e paredes!

As áreas verdes urbanas atraem insetos, aves e morcegos que têm a importante função de polinizar os nossos cultivos agrícolas. De todas as plantas cultivadas no Brasil para fins alimentícios, 60% dependem da ação desses pequenos agentes. Infelizmente, o desmatamento, as mudanças do clima e o uso de agrotóxicos têm colocado a vida desses polinizadores em risco. Estudo da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador estimou, em 2018, que o valor do serviço de polinização que a natureza presta gratuitamente chega a R$ 43 bilhões.

A cidade inteligente também promove a conservação de áreas naturais que vão além de seus domínios. O movimento Viva Água é um exemplo disso. Idealizado pela Fundação Grupo Boticário, visa garantir a segurança hídrica e a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas em bacias hidrográficas localizadas no entorno de áreas urbanas. Iniciado na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR), está reunindo atores de múltiplos setores para alcançar os objetivos propostos, por meio de ações de conservação e restauração de ambientes naturais e fomento ao empreendedorismo com impactos socioambientais positivos. Assim, ao olhar para além de seus muros, a cidade inteligente reconhece o quanto seu bem-estar depende do equilíbrio ambiental e socioeconômico de seu entono.


* Anke Manuela Salzmann é especialista de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário

terça-feira, 29 de junho de 2021

Banco de DNA de espécies da flora brasileira é um dos tesouros do Jardim Botânico do Rio

  


O banco de DNA de espécies da flora brasileira do Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos tesouros da instituição. Criado em 2004, seu acervo conta com mais de 5.700 exemplares e tem valor inestimável. O JBRJ foi a primeira instituição brasileira a estruturar, junto com suas coleções tradicionais, um banco de DNA de espécies vegetais nativas relevantes dos diversos biomas brasileiros, especialmente da Mata Atlântica, de espécies raras ou ameaçadas, bem como espécies com importância econômica, interesse etnobotânico e biotecnológico. O banco é uma das coleções que compõem o herbário do Jardim Botânico do Rio.


Com o banco de DNA, é possível conservar genes que, no futuro, poderão ser utilizados para produzir substâncias de interesse econômico, mesmo que a espécie não mais exista na natureza. De acordo com a tecnologista Luciana Franco, curadora do banco de DNA do JBRJ, bancos de DNA são uma forma de preservar a riqueza e a diversidade codificada pelo genoma das plantas. São a memória genética das espécies, que pode ser explorada hoje ou futuramente, por intermédio das ferramentas da biologia molecular, para a bioprospecção de genes envolvidos na produção de características e processos de importância biotecnológica.


– O banco de DNA do Jardim Botânico do Rio busca conservar informação genética representativa da alta diversidade da flora brasileira, sendo um registro histórico da variação vegetal e uma base para a conservação e a biotecnologia. Nosso banco é parte do Global Genome Biodiversity Network (GGBN), uma rede internacional formada por mais de 90 instituições, que compartilham o interesse em preservar amostras genômicas, representando a diversidade da vida na Terra - explica Luciana Franco.


Ainda segundo a tecnologista, as amostras de DNA que compõem a coleção são obtidas de folhas jovens, imediatamente colocadas para secar em sílica gel, para evitar a degradação do DNA. Depois de secas, as folhas são levadas para o laboratório. Primeiramente, são colocadas em um equipamento para serem trituradas e depois, por meio de um processo químico, o DNA é extraído. A qualidade e a quantidade do DNA são avaliadas, por intermédio de diferentes técnicas de biologia molecular, e, se a amostra for aprovada, recebe um número tombo e é mantida em um ultrafreezer, a 80 graus negativos. Dentro de um único freezer, milhares de amostras podem ser armazenadas.


Os dados de todas as amostras mantidas na coleção estão disponíveis no sistema Jabot (jabot.jbrj.gov.br) e no portal do Global Genome Biodiversity Network (www.ggbn.org).

Assista ao vídeo: https://youtu.be/mxAjm3sxPdM


A matéria que  informa que a Mata Atlântica na região do Pontal do Paranapanema ganharámais 118 mil mudas até 2022 é outro conteúdo que pode ser interessante para sua leitura.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Programa Natureza Empreendedora divulga os 15 negócios selecionados da edição 2021

Imagem retirada do Site da Fundação O Boticário



Negócios de 11 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina avançaram para o processo de aceleração. Ao final, os melhores negócios serão premiados pela Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza anunciou nesta sexta (25) os 15 negócios de impacto socioambiental positivo selecionados pelo Programa Natureza Empreendedora que seguirão para a etapa de capacitação e aceleração. As três iniciativas mais bem avaliadas no final do processo serão premiadas com, ao todo, R$ 20 mil.

Com execução técnica do Sebrae, o Natureza Empreendedora está em sua terceira edição e é uma iniciativa que busca fortalecer e dar visibilidade a negócios que contribuam com a conservação da biodiversidade nos 50 municípios da Grande Reserva Mata Atlântica – o maior remanescente contínuo do bioma no Brasil, que se estende por parte do litoral e serra do mar dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Ao longo de 20 semanas, os 15 negócios selecionados passarão por capacitações de gestão, marketing, finanças, liderança e mensuração de impacto em conservação, em cerca de 30 horas de capacitação e workshops on-line. Cada negócio também terá, a cada semana, duas horas de consultoria individual e uma hora de mentoria para acompanhamento individualizado do desempenho, tirar dúvidas e compartilhar experiências.

“Identificamos que os empreendedores selecionados aliam seus negócios à conservação ambiental e desejam apoio para crescer, de forma que seu crescimento também traga maior impacto positivo à conservação da biodiversidade da região. Temos cada vez mais convicção de que as empresas – assim como governos, organizações da sociedade civil e os cidadãos de forma geral – necessitam gerar impacto ambiental positivo a partir de suas atividades”, afirma o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam, lembrando que a imersão terá início na próxima semana com uma aula inaugural.

Os negócios selecionados foram analisados a partir da viabilidade técnica e econômica, impacto ambiental positivo e visão de futuro.

Os escolhidos estão sediados em 11 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina: Campo Alegre (Bio Cult SC), Cananéia (Jardim Mirim), Curitiba (LaLuz Brasil e Gond Local by Gondwana Brasil), Eldorado (LumiBio – Agroflorestas), Jaraguá do Sul (Nanica Chic – Eco Moda), Joinville (Mundo Vertical e Reliqua Compostagem), Juquitiba (Rio Abaixo Aventuras e Floresta kiCura), Morretes (Chácara Agroflorestal da Terra), Paranaguá (Cíclica), Piraquara (Doce Alvorada) e São Miguel Arcanjo (O Sertanista Frutas Nativas e Monkey Safari).

Natureza Empreendedora

Iniciado em 2018, o Programa Natureza Empreendedora foi estruturado a partir da identificação do potencial empreendedor da região aliado à conservação da Mata Atlântica. No ano passado, os três negócios vencedores do programa foram, o delivery on-line Olha o peixe!, que conecta a pesca artesanal e o consumidor, impactando positivamente a economia das comunidades pesqueiras, os estoques pesqueiros, a informação de qualidade sobre espécies e alimentos e o consumo consciente; a cervejaria artesanal Porto de Cima Brewing, que mantém a floresta protegida, usa ingredientes de espécies nativas, fomenta a economia local e divulga a fauna e a flora da região nos rótulos de seus produtos; e a empresa turística Ekoways, que trabalha com turismo regenerativo e se propõe a incentivar uma mudança de valores e um olhar de sustentabilidade para toda a cadeia do turismo, impactando positivamente as comunidades visitadas, as boas práticas de gestão de resíduos e a educação ambiental.

Sobre a Fundação Grupo Boticário - Com 30 anos de história, a Fundação Grupo Boticário é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para proteger a natureza brasileira. A instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e em políticas públicas e apoia ações que aproximem diferentes atores e mecanismos em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou cerca de 1.600 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas áreas de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A Fundação é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Epson e National Geographic se unem para incentivar a luta contra mudanças climáticas

O objetivo da campanha "Turn Down The Heat" é promover a proteção do permafrost, solo congelado embaixo das regiões polares da Terra


A Epson se uniu à National Geographic para promover a proteção do permafrost, solo congelado que se encontra abaixo das regiões polares da Terra, por meio da campanha "Turn Down The Heat". O objetivo é sensibilizar as pessoas para as formas de reduzir seu impacto no aquecimento global. A iniciativa foi criada no momento em que os cientistas preveem o degelo da totalidade do permafrost do mundo até 2100, provocando alterações ecológicas, a subida do nível dos mares e a liberação de mais de 950 bilhões de toneladas de metano na atmosfera.

A campanha "Turn Down the Heat" é liderada pela Dra. Katey Walter Anthony, exploradora da National Geographic, que supervisiona os observatórios do Ártico no Alasca e na Rússia para monitorar o impacto a longo prazo das mudanças climáticas. A sua pesquisa pioneira sobre a proteção do permafrost pode ser conferida em uma série de vídeos, infográficos e conteúdos disponibilizados em colaboração entre a Epson e a National Geographic no site https://epson.com.br/heat-free-national-geographic .

"O Ártico está literalmente derretendo diante dos nossos olhos. Estimamos que até 10% do aquecimento global previsto neste século pode resultar do degelo do permafrost, o que afeta todo o planeta", comenta a Dra. Kattey Anthony. "O que acontece no Ártico não fica somente no Ártico e, portanto, nossas escolhas pessoais são importantes. Quando tomarmos decisões mais inteligentes sobre a tecnologia que usamos como consumidores e empresas, teremos uma diferença positiva em nosso ambiente"

Poupar energia é essencial na luta contra o aquecimento global. No entanto, várias tecnologias usadas tanto em empresas quanto em residências consomem taxas significativas de energia diariamente. A Epson foi pioneira ao introduzir no mercado de impressão a tecnologia PrecisionCore Heat-Free™, que contraria esta tendência, já que pode ajudar a reduzir o impacto ambiental com um baixo consumo de energia e poucas peças de substituição.

"A Epson entende que as soluções sustentáveis têm um papel fundamental em ajudar na redução do impacto ambiental de produtos e serviços, bem como das cadeias de suprimento atualmente", comenta Fábio Neves, diretor-presidente da Epson do Brasil. "Com a sustentabilidade em mente, a Epson projeta suas soluções livres de aquecimento para aumentar a produtividade em ambientes comerciais e domésticos, e apoia os esforços para minimizar o impacto ambiental através da redução do consumo de energia, do desperdício e do uso de papel".

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Taylorismo do século XXI: Aumenta a vigilância sobre os trabalhadores

 


*Por Vivaldo José Breternitz

A empresa de tecnologia Canon adotou uma maneira muito estranha de lidar com o problema do ambiente de trabalho: instalou câmeras com tecnologia de "reconhecimento de sorriso" habilitada por Inteligência Artificial (IA), nos escritórios de sua subsidiária chinesa. As câmeras permitem que apenas funcionários sorridentes entrem nos escritórios ou agendem reuniões, esperando assim que a felicidade de cada um contribua para melhorar o clima. 

Essa história deprimente foi trazida pelo jornal The Financial Times, mostrando como empresas chinesas vigiam seus funcionários com a ajuda de IA e algoritmos. As empresas monitoram quais aplicativos os funcionários usam em seus computadores para avaliar sua produtividade, utilizam circuitos internos de TV para medir quanto tempo demoram para almoçar e até mesmo rastreiam seus movimentos fora do escritório, usando aplicativos móveis. 

Nick Srnicek, professor de economia digital do King’s College, de Londres, disse ao Financial Times que os trabalhadores não estão sendo substituídos por algoritmos e IA, mas sim tem seu ritmo de trabalho aumentado pelo uso de tecnologia, revivendo os piores aspectos da Revolução Industrial no século XVIII. 

A Canon anunciou suas câmeras de "reconhecimento de sorriso" no ano passado, como parte de um conjunto de ferramentas de gerenciamento de local de trabalho, mas o anúncio não recebeu muita atenção, talvez pelo fato de que ferramentas de vigilância estejam se tornando comuns, não apenas na China.

Embora o público dos países ocidentais às vezes tenda a considerar medidas como a da Canon como naturais em culturas como a chinesa, coisas similares estão acontecendo em países de nosso hemisfério: a Amazon é talvez o principal exemplo dessa postura, sendo conhecida por exigir esforços cada vez maiores de seus motoristas e funcionários dos centros de distribuição, às custas de sua saúde e até mesmo usando algoritmos para definir quais serão demitidos em função de produtividade insatisfatória. 

Esse taylorismo radical moderno também não se restringe a empregados de nível operacional: aplicativos como o Microsoft 365 têm ferramentas de vigilância integradas. E com mais pessoas trabalhando em casa por causa da pandemia, mais empresas estão implantando esses recursos por medo de perder o controle sobre seus funcionários. Ou, com um pouco mais de cinismo, como disse James Vincent, do portal The Verge: talvez muitas empresas sempre tenham querido usar essas ferramentas e a pandemia forneceu um bom pretexto para isso. 

É possível que aplicações como a implantada pela Canon não sejam muito perigosas, por sua obviedade. As coisas podem se agravar quando outros sistemas de controle, muito mais sutis, chegarem até nós, o que pode ocorrer muito em breve.

  

*Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Band vai premiar as “cidades excelentes” do Brasil

Todas as cidades do país serão inscritas automaticamente. Crédito: Reprodução/Band


Jornal da Band mostra os detalhes da iniciativa que tem como objetivo reconhecer as melhores gestões públicas municipais em todos os estados do país

Ela tem quase dois mil habitantes. Ocupa uma área de 93.733 mil quilômetros quadrados. E tem apenas 29 anos. Mesmo sendo uma cidade pequena, jovem e com poucos moradores, Nova Boa Vista, que fica no norte do Rio Grande do Sul, é hoje a única “cidade excelente” do país. Municípios de todo o Brasil que oferecem serviços públicos de qualidade à população vão ser reconhecidos em uma nova iniciativa do Grupo Bandeirantes: o Prêmio Band Cidades Excelentes em parceria com o Instituto Aquila. Assista aqui à reportagem especial exibida no Jornal da Band!

Nova Boa Vista atinge quase 82 pontos no índice de gestão municipal Aquila, o IGMA. Essa é a primeira plataforma big data do país a contemplar dados de todos os 5.570 municípios brasileiros. São indicadores públicos ligados a cinco pilares:

  • Eficiência Fiscal e Transparência
  • Educação
  • Saúde e Bem-Estar
  • Infraestrutura e Mobilidade Urbana
  • Desenvolvimento Econômico e Ordem Pública

Os dados da plataforma são analisados e as cidades pontuadas. A cidade gaúcha, por exemplo, passa dos 95 pontos no critério “desenvolvimento econômico e ordem pública”. A escala vai de 0 a 100. Até 50 pontos, o local é considerado em situação crítica. Entre 50 e 65, em desenvolvimento. Entre 65 e 80, desenvolvido. E acima disso (de 80 a 100) é considerada uma cidade excelente. Entre as capitais, Curitiba tem a melhor pontuação (70,05 IGMA), mas não entra na faixa das cidades excelentes. Ainda de acordo com o ranking, 40% dos municípios (2.277) estão em situação crítica.

Minas Gerais, o estado brasileiro com mais municípios (853), tem quase dois terços deles (63%) em desenvolvimento. Três por cento das cidades do estado são excelentes em eficiência fiscal e saúde e bem-estar, e 2% em educação e desenvolvimento.

É a partir do município que o indivíduo se constitui politicamente como cidadão. E é na cidade que a população interage com o setor público. Portanto, cabe à prefeitura proporcionar a melhor qualidade de vida para os seus cidadãos. A partir de agora, as cidades que alcançarem os melhores resultados serão homenageadas no Prêmio Band Cidades Excelentes.

O prêmio organizado pela Band vai reconhecer os municípios que alcançarem os melhores índices. Todas as cidades do país serão inscritas automaticamente e poderão enviar projetos novos ou em implantação para ganhar pontos pelo site www.band.com.br/cidadesexcelentes. Um benefício para a cidade e também para os brasileiros.

Serão premiadas seis categorias: os mesmos cinco pilares do IGMA, além da vencedora no ranking geral. Os municípios serão divididos em três grupos:

  • Menor ou igual a 30 mil habitantes
  • Entre 30 mil e 100 mil habitantes
  • Acima de 100 mil habitantes

Primeiro serão conhecidas as dez melhores cidades por estado. As três primeiras de cada categoria vão disputar o prêmio nacional, que será entregue em Brasília em outubro. Chegar lá não será fácil.

Saiba mais sobre o Prêmio Band Cidades Excelentes em www.band.com.br/cidadesexcelentes.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

MDR seleciona empresa para desenvolver plataforma marketplace para projetos de revitalização de bacias hidrográficas



Iniciativa faz parte do Programa Águas Brasileiras, lançado pelo Governo Federal

O Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD, estão com edital aberto para selecionar empresa ou entidade que vai desenvolver plataforma para alavancar iniciativas de revitalização de bacias hidrográficas no Brasil. As inscrições podem ser feitas até 5 de julho. Saiba mais em mdr.gov.br.

A iniciativa faz parte do Programa Águas Brasileiras, lançado pelo Governo Federal com objetivo de ampliar a quantidade e a qualidade da água disponível para consumo e para o setor produtivo.

A ferramenta, que segue o conceito de marketplace, vai colocar em contato organizações com projetos de revitalização de bacias e empresas, fundos e pessoas que buscam se engajar com esse tipo de agenda. 

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, apenas no Cerrado, há mais de 32 milhões de hectares de áreas degradadas. 

Luna Viana, assessora especial do MDR, explica a importância de se revitalizar as bacias hidrográficas brasileiras.

"Estima-se que 74 milhões de pessoas estão sob risco hídrico no Brasil. E, ainda, quando olhamos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, vemos que os desafios do desenvolvimento estão direta ou indiretamente ligados ao acesso à água. Se não cuidarmos de nossas nascentes e nossos rios, aumentaremos o risco de não alcance da segurança hídrica necessária para um processo de desenvolvimento que seja sustentável. Nós, brasileiros e brasileiras, precisamos ver a água como um bem, um ativo a ser cuidado e gerido de forma estratégica."

Para saber mais sobre o Programa Águas Brasileiras e outras ações de segurança hídrica do Ministério do Desenvolvimento Regional, acesse mdr.gov.br


Fonte: Brasil 61

terça-feira, 8 de junho de 2021

Meio Ambiente: Hypera Pharma investirá R$ 11 milhões em 3 municípios de Goiás no âmbito do Projeto Juntos pelo Araguaia




Aporte se destina à recuperação de 166 hectares às margens do rio e a viveiro de mudas nativas; anúncio nesta data celebra o dia Mundial do Meio Ambiente

A Hypera Pharma, uma das maiores e mais diversificadas empresas farmacêuticas brasileiras, anuncia o investimento de R﹩11 milhões em três municípios goianos - Santa Rita do Araguaia, Mineiros e Portelândia, localizados nas margens do rio Araguaia, como parte do projeto Juntos pelo Araguaia - maior programa de recuperação de uma bacia hidrográfica do mundo.

Os recursos serão destinados para ações de recuperação de 166 hectares em Santa Rita do Araguaia e em Portelândia, além da construção de um viveiro de mudas na cidade de Mineiros, com capacidade para produzir 500 mil mudas por ano, que serão utilizadas nos projetos de recuperação da cabeceira do Rio Araguaia.

O anúncio foi realizado no dia 05 de junho - data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente -, em Santa Rita do Araguaia, com presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e dos prefeitos dos três municípios que concentrarão os projetos apoiados pela Hypera Pharma, além de outras autoridades estaduais e municipais. Durante a solenidade, foram plantadas mudas para simbolizar a recuperação das matas nas margens do rio, um dos principais do Centro-Oeste Brasileiro.

A escolha dos municípios levou em consideração sua localização na cabeceira do rio, com nascentes e áreas de proteção permanentes, além de áreas definidas como prioritárias para conservação da biodiversidade pelo Ministério do Meio Ambiente. A região também abriga comunidade quilombola e unidades de agricultura familiar.


"Nosso apoio ao Juntos pelo Araguaia reforça nosso compromisso com a população goiana para além dos planos de investir R﹩2 bilhões em nossas operações no Estado", diz Breno Oliveira, CEO da Hypera Pharma. " De forma concreta, vamos contribuir para o avanço coletivo em direção aos princípios do Pacto Global da ONU, do qual somos signatários desde o final do ano passado", completa o executivo.

As ações executadas no âmbito do projeto serão realizadas em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Goiás (Semad-GO), e as instituições executoras serão avaliadas segundo as políticas de Compliance da Hypera Pharma, com acompanhamento de projetos por meio de relatórios periódicos.

Mais informações sobre iniciativas ESG da Hypera Pharma podem ser encontradas nos perfis da companhia em redes sociais (Instragram: @hyperaoficial; LinkedIn: @hypera) e no Relatório Anual 2020, que resume ações de sustentabilidade da empresa, disponível em seu site de Relações com Investidores.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Grupo Tigre patrocina documentário "O Futuro das águas, desafio do século"

 



Semana Mundial do Meio Ambiente estimula a consciência sobre boa utilização de recurso hídricos, tema central do filme

O Grupo Tigre, multinacional brasileira, líder em soluções para construção civil e cuidado com a água, e seu braço social, o Instituto Carlos Roberto Hansen (ICRH), patrocinam "O Futuro das águas, desafio do século".

O documentário, dirigido por Camilo Tavares, diretor premiado na França e EUA e com experiência na TV Globo e Canal Futura, e produzido por Nexo Filmes e Lavoura Santa, apresenta os principais desafios e soluções relacionados à gestão da água no Brasil, com destaque para o estado e a cidade de São Paulo.

Com uma visão crítica dos desafios hídricos atuais, o filme aponta soluções que mostram bons exemplos na gestão do saneamento e reuso de água em prédios comerciais e na indústria.

“A ideia inicial veio da necessidade de produtos audiovisuais que fomentem uma tomada de consciência perante os recursos híbridos. Agora temos uma chance, com o novo marco do saneamento, de gerir melhor a questão e adotar o modelo da economia circular. A partir daí, fizemos o documentário com o patrocínio cultural da Tigre e o ICRH. Espero que estimule a consciência de todos”, destaca o diretor Camilo Tavares.

Com duração de 29 minutos, o curta-metragem traz depoimentos de especialistas do setor hídrico. Entre eles está Ewerton Pereira Garcia, diretor da Tigre Água e Efluentes (TAE) que fala sobre um dos grandes temas para reflexão nesta Semana Mundial do Meio Ambiente: a boa utilização da água: “No Brasil, mais de 100 milhões de pessoas não têm acesso à rede coletora de esgoto, segundo dados do Instituto Trata Brasil. Atender a esse desafio envolve disponibilizar unidades de tratamento cada vez menores com potencial para substituir fossas sépticas e biodigestores, contribuindo para a ampliação do saneamento básico”, declara Garcia.

A previsão é de que o documentário estreie nacionalmente, em TV aberta, em agosto.

SOBRE O DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Comemorada no dia 5 de junho, a data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), e tem como objetivo principal, chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, inesgotáveis.

Responsabilidade social e práticas que preservem o meio ambiente é um dever de todos. Aqui tem mais exemplos de atitudes como esta. 

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Henkel relança sua calculadora de pegada de CO2 para aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas na América Latina

 


Em termos de mudanças climáticas, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar uma redução significativa da nossa pegada ambiental. Pensando nisso, a Henkel desenvolveu em 2015 uma calculadora de emissões de CO2, uma ferramenta que, por meio de perguntas sobre o estilo de vida do usuário, estima as emissões que gera anualmente.

Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente e com o objetivo de divulgar a importância do tema na América Latina, a empresa está relançando a ferramenta em espanhol e português. Ao acessar este link , cada pessoa pode conhecer o seu impacto ambiental respondendo a um questionário que permite analisar o seu modo de vida e atividades cotidianas, em relação à energia, nutrição, mobilidade e atividades recreativas.

O aplicativo também oferece ao usuário a opção de compartilhar seus resultados de forma anônima com o Instituto Wuppertal, a fim de contribuir com pesquisas científicas sobre hábitos e estilos de vida sustentáveis. O Instituto Wuppertal de Clima, Meio Ambiente e Energia pesquisa e desenvolve princípios orientadores, estratégias e ferramentas para promover o desenvolvimento sustentável internacionalmente.

O momento de agir é agora

Se não mudarmos nossos hábitos e estilo de vida, a temperatura média do planeta - segundo a Agência Federal do Meio Ambiente da Alemanha - pode aumentar em cinco graus Celsius no final deste século. Esta estimativa vai contra as recomendações de cientistas que alertam que o limite de segurança deve ser um aumento de menos de dois graus. Para conseguir isso, cada pessoa no mundo terá que reduzir suas emissões de uma média de 6,8 toneladas para apenas 2 toneladas.

Comprometido com a liderança em sustentabilidade

Em 2010, a Henkel definiu uma estratégia de sustentabilidade de longo prazo para 2030, apoiada por metas e objetivos concretos. Essa estratégia e objetivos foram constantemente aprimorados e ampliados desde então. A base da estratégia é a ambição de criar mais valor com menos recursos, para permitir que uma crescente população mundial viva bem e ao mesmo tempo reduza a pegada global.

2020 marca o médio prazo na caminhada até 2030. Na última década, a Henkel fez um progresso significativo em todas as dimensões de sua estratégia de sustentabilidade: No geral, a empresa foi capaz de reduzir sua pegada ambiental em 39% em três dimensões - emissões de CO2, resíduos e água - excedendo significativamente a meta de redução de 30% até 2020. Além disso, ao reduzir a taxa geral de acidentes em 50%, a Henkel conseguiu atingir sua meta.

Metas claras para a proteção do clima

Para reduzir as emissões de CO2 e limitar o aquecimento global, a Henkel persegue sua visão de longo prazo para se tornar uma empresa positiva para o clima até 2040.

A empresa tem uma meta ambiciosa de reduzir a pegada de carbono de sua produção em 65% até 2025. A eficiência energética será continuamente melhorada e apenas eletricidade de fontes renováveis será usada até 2030. Em março de 2020, a Iniciativa de Metas Baseadas na Ciência (SBTi) confirmou que as metas de redução de emissões da Henkel atendem aos requisitos para atingir os objetivos estabelecidos pelo Acordo Climático de Paris.

Além disso, a Henkel deseja alavancar o amplo alcance de suas marcas e tecnologias em todo o mundo para ajudar clientes, consumidores e fornecedores a reduzir suas emissões de CO2. Tendo permitido que eles economizassem mais de 55 milhões de toneladas no período de 5 anos até 2020, a empresa está se esforçando para atingir a meta de 100 milhões de toneladas até 2025.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Uber Eats: como o aplicativo consegue perder uma cliente

No sábado (29/05), por volta das 22 horas, fiz um pedido via Uber Eats em um restaurante de comida japonesa perto de casa, que inaugurou durante a pandemia em 2020 e no qual compro, com frequência, combo de rodízio e teppan de salmão. Como sempre faço, paguei antecipadamente pelo cartão de crédito. E dá-lhe fome apertando, enquanto aguardava a chegada do entregador.





Diante da demora (o restaurante é mesmo perto do condomínio), comecei a me preocupar. Liguei na portaria para saber se tinha algum portador para mim. Responderam que não. Percebi que algo estava errado. Então, conferi meu e-mail e vi o recibo de cobrança no valor de R$ 54,39. Ops, a cobrança chegara, mas a refeição não.

Por volta as 22h47 (conforme registrado no celular), liguei no restaurante Kyoko Sushi - unidade Campo Limpo para saber o que tinha ocorrido com meu pedido e se o entregador tinha retornado, pois não recebera nada. Quem me atendeu (funcionário que esqueci de perguntar o nome) confirmou meu nome, informou que o pedido saída e que não poderia fazer nada por mim. Orientou-me a pedir o reembolso ao Uber Eats.

Na hora, tentei entender como pediria o reembolso, mas não encontrei a função no aplicativo. Tentei o número 08000068055, disponibilizado no aplicativo, mas ouvi uma gravação de que só atendiam questões em "tempo real" (essa resposta merece uma análise à parte) e me mandaram um e-mail . Escrevi para o suporte por e-mail, postei minha reclamação no Twitter e marquei a empresa.

Paralelamente, resolvi avaliar a entregadora (uma mulher foi responsável pela entrega do meu pedido), marquei o símbolo do polegar para baixo e nisso o aplicativo mudou a tela como se eu tivesse dando uma gorjeta, tentei sair da tela e nada. Na sequência, chegou um novo recibo com a cobrança de 2 reais adicionais. Pensei: estou reclamando e o sistema ainda muda o valor?

Olhando o recibo vi que o endereço apresentado era o da praça em frente ao meu condomínio, sem os dados do apartamento. De agosto até aquele sábado, registro 19 pedidos pelo Uber Eats, sendo 11 realizados neste restaurante japonês. Todas as entregas anteriores ocorreram sem qualquer intercorrência.

O atendimento deles (suporte) insiste em me mandar a seguinte resposta:

Verificamos seu pedido e não será possível realizar um reembolso.

Isso acontece porque, ao chegar no endereço informado, o parceiro de entrega tentou entrar em contato diretamente com você três vezes e esperou durante 10 minutos.

Em ocasiões futuras, recomendamos que confirme que o número de telefone de contato seja o correto. Ainda assim, lembramos que pode inserir detalhes especiais para a entrega, como o número do apartamento ou instruções para deixar seu pedido na recepção.

Então, foram 19 pedidos realizados com o endereço correto, com meu telefone correto no sistema e só esse deu problema? Será que o Uber Eats (que sabe tudo) não conferiu meu histórico como cliente? Foram várias trocas de mensagens, mas sempre o mesmo retorno.

Segundo o Uber: "Detectamos que o parceiro de entrega chegou ao endereço indicado, esperou por 10 minutos e tentou entrar em contato com você em três ocasiões".

Perguntei cadê a prova que a entregadora me ligou? Aceito quando eu falho, mas não aceito ser desrespeitada como cliente. O que a entregadora fez com a refeição que não voltou ao restaurante com ela?

O app mudou o endereço e jogou a entrega para a praça em frente ao meu condomínio. Liguei na portaria para saber se alguém tinha tentado entregar algo para mim e nada. A entregadora não ligou. Não dei gorjeta. O prato pedido não voltou para o restaurante. Postei o caso no Facebook e vários relataram que isso vem ocorrendo, especialmente quando a refeição já está paga.

Coincidentemente, enquanto eu pensava no que fazer, acionando os órgãos de atendimento ao consumidor, recebi uma nota da assessoria de imprensa do Procon-SP com o seguinte conteúdo:

"O Procon-SP notificou a Uber Eats para que a empresa explique sobre cobranças ocorridas após a entrega do pedido. Consumidores questionaram terem sido informados pelo entregador da Uber sobre a necessidade de pagamento de taxa adicional e posteriormente terem constatado débito em valor superior, não reconhecido nem autorizado.

A Uber deverá informar quantos desses casos foram registrados e quais foram as providências adotadas. Deverá também explicar quais critérios impõe para aceitação do entregador que utiliza a plataforma.

A resposta deverá ser prestada no prazo de 72 horas a contar desta segunda-feira (31/5)".

Não vou deixar de ir em busca dos meus direitos como consumidora, quando estou com a razão em minha reivindicação. Esse atendimento do Uber Eats é muito diferente do que eu recebi do entregador do Gendai (pedido pelo Goomer), que vou relatar em outra oportunidade. 

Segundo dicas recebidas: não pague a entrega do Uber Eats de forma antecipada!