sábado, 31 de julho de 2021

MercadoLivre engana usuário, esconde informação e não respeita o Código de Defesa do Consumidor

Hoje em dia, nos preocupamos com o compartilhamento de informações entre empresas, para garantir a proteção dos nossos dados pessoais. Ao mesmo tempo, queremos que nossos direitos como consumidores sejam respeitados. Hoje, me sinto lesada pelo MercadoLivre, que esconde informações, engana os usuários, não oferece opções para reembolso de devoluções e empurra contas no MercadoPago para cima de que faz compras no marketplace. Vou contar a minha história e vão entender.

No dia 20 de junho, eu adquiri pelo MercadoLivre 3 unidades do Pé Base 75x60 Tubolar 25mm. Na hora de instalar, percebi que as peças não se adequavam às minhas necessidades e solicitei à devolução, ainda dentro do prazo de 7 dias estabelecido no Código de Defesa do Consumidor (CDC).


Conforme mensagem enviada pela empresa MercadoLivre (ML), em 29/06, eu poderia efetuar a devolução sem custo até o dia 29/07, mas eu acionei o ML bem antes desse prazo (inclusive as peças já foram devolvidas ao fabricante).

O problema é com o MercadoLivre mesmo, que não fez o reembolso do valor por meio do meu cartão de crédito, o que é a prática usual. Segundo eles alegam em mensagem, o reembolso foi realizado "diretamente no Mercado Pago porque é a forma mais rápida para você dispor do seu dinheiro, sem os atrasos do seu banco" (!). A questão não é bem assim. 
 
Agora, para eu fazer uso do dinheiro, o MercadoPago está exigindo que eu envie cópia do meu RG, preencha alguns dados pessoais e informe a minha renda. Ou seja, forçando o envio de dados pessoais sem qualquer relação com o reembolso. 

Para começar, o ML deveria ter questionado a forma como eu gostaria do reembolso e não deveria condicionar o acesso ao dinheiro a um cadastro, pois de fato estão forçando a abertura de uma conta digital.  Desde quando a empresa pode exigir que eu me cadastre para receber um reembolso que é meu por direito? Basta o MercadoLivre estornar a compra no cartão de crédito.
  
Prefiro muito mais os "atrasos do meu banco",  conforme alegam, do que ser forçada a fornecer informações que, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, não sou forçada a informar. 

Essa prática já está sendo questionada por mais consumidores, como podemos conferir nessa completa matéria do UOL, que afirma que "no processo de cadastro no Mercado Livre, porém, essa vinculação obrigatória ao Mercado Pago não é informada".  Os termos e condições estão praticamente escondidos lá no rodapé.  

Conforme está na mesma matéria do UOL e analisado pelo IDEC: "Esse tipo de exigência induz à obtenção de um consentimento forçado, impondo condições abusivas, já que é uma política de 'pegar ou largar', não havendo granularidade nem direito de escolha". É abusivo! 

Frente a nova Lei Geral de Proteção de Dados, inclusive, a cláusula de compartilhamento de dados entre as empresas do grupo MercadoLivre precisa ser revalidada, pois acredito que não está claro para os usuários do marketplace. Eu não dei meu consentimento.

Enviei meu caso para os sites do Consumidor.gov.br e ao Procon-SP. Não aceitarei essa atitude abusiva do MercadoLivre e planejo dar continuidade ao questionamento dessa prática junto a outros órgãos, como a ANPD - Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Instituto Eurofarma abre mais de 200 vagas para cursos gratuitos em São Paulo e Itapevi

 


Aulas para Design Gráfico e Informática vão de setembro a dezembro;
inscrições abertas até 15 de agosto

O Instituto Eurofarma anuncia a abertura das inscrições de mais de 200 vagas para dois cursos gratuitos, Design Gráfico e Informática, no 2º semestre de 2021. As aulas começam em setembro e são voltadas para o público jovem da rede pública de ensino, dos 14 aos 18 anos, que têm como objetivo a qualificação profissional. Ambos os cursos acontecerão no formato presencial, em São Paulo e Itapevi, e respeitarão todos os protocolos e distanciamento social. 

As inscrições podem ser feitas no www.institutoeurofarma.com.br até 15 de agosto de 2021.



Mais informações sobre as vagas e detalhes sobre os cursos oferecidos estão disponíveis em www.institutoeurofarma.com.br. Os inscritos serão contatados via e-mail ou WhatsApp para agendamento do processo seletivo a partir de 15 de agosto. Os nomes dos aprovados estarão disponíveis no site ao término do processo seletivo, no mesmo mês.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

CFM agiu com timidez e sem representatividade frente aos desafios da pandemia

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


Segundo Gabriel Oselka, presidente da comissão de ética da Sociedade Brasileira de Imunologia, “o Conselho Federal de Medicina sempre buscou se refugiar atrás do conceito de autonomia do médico”

Há quase um ano e meio, o Brasil ainda vive um momento delicado frente às dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19. E, diante desse cenário do alto número de mortes e incertezas em relação ao que pode vir em curto e médio prazo, a atuação do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi apagada, tímida e sem representatividade. É o que afirma o pediatra Gabriel Oselka, presidente da comissão de ética da Sociedade Brasileira de Imunologia e ex-presidente do CFM.

“Creio que a atuação do CFM, ao longo da pandemia deixou muito a desejar. Sendo bondoso, eu diria que a atuação do CFM foi muito tímida. Faltou uma clara liderança, que é o que se espera do CFM. É a única entidade que representa todos os médicos, e entendemos que o papel do CFM não é defender os médicos, mas atuar na relação dos médicos com a sociedade, e defender, de todas as formas possíveis, o melhor exercício da medicina no sentido de beneficiar o paciente” destaca.

Ainda segundo Oselka, o Conselho Federal de Medicina sempre buscou se refugiar atrás do conceito de autonomia do médico. “Todos nós defendemos a autonomia do médico, mas essa autonomia não pode ser absoluta. Se defendêssemos o ponto de vista de que a autonomia dos médicos é absoluta, chegaríamos ao absurdo de dizer que qualquer coisa que o médico prescreve ao paciente seria defensável”, pontua.

“Faltou liderança”


Questionado sobre as realizações de ações e projetos desenvolvidos ao longo da pandemia, o CFM respondeu que, junto aos Conselhos Regionais de Medicina, promoveu “diferentes atividades de educação continuada, como webinars e palestras sobre temas relacionados à Covid-19. Também ofereceu visibilidade aos protocolos de atendimento definidos pelo Ministério da Saúde e/ou outras entidades médicas com o intuito de ampliar o acesso a conhecimento específico sobre a Covid-19”.

O CFM também disse que “outra ação promovida foi a produção de uma série de podcasts, onde especialistas convidados traziam recomendações de atendimento a pacientes com Covid-19 de diferentes perfis e quadros de saúde”. No entanto, na avaliação de Gabriel Oselka, as medidas não foram suficientes para atender aos anseios dos profissionais da medicina, de forma que eles se sentissem seguros para trabalhar em meio ao caos pandêmico.

“No geral, o que se esperava e ainda se espera do CFM é uma atuação de mais liderança, mais presença, que dê aos médicos a confiança. A atuação do CFM não foi suficiente para dar aos médicos a segurança que eles deveriam receber”, disse.



Faltou acolhimento

Até o momento, o número de casos de Covid-19 confirmados no Brasil chegou a mais de 19,2 milhões, de acordo com o Ministério da Saúde. A taxa de letalidade, por sua vez, está em 2,8%. Dentro desse panorama, há pacientes que se dizem inseguros quanto ao atendimento realizado por determinados médicos. É o caso, por exemplo, da secretária Michele Souza, 27 anos, moradora da cidade de Planaltina (DF).

Confira aqui a taxa do seu estado

Logo que os primeiros sintomas da Covid-19 se manifestaram, Michele procurou apoio em um pronto socorro. No entanto, ainda na recepção do hospital, percebeu que a morosidade e a falta de informação adequada seria outro problema. A secretária disse, ainda, que, ao ser atendida, a reação do médico foi de espanto, pois, ao saber que estava diante de um quadro de Covid-19, o profissional achou que o correto seria ela estar em casa e isolada.

“Eu acho que muita gente morreu por isso. ‘Espera, está com Covid-19? Afasta’. E, por estar com Covid-19, eu deveria ser preferencial. Para não contaminar ninguém”, explica Michele Souza.

Segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Maranhão, Eliandro Araújo, o momento é delicado, mas é necessário que os profissionais de saúde estejam confiantes e certos da responsabilidade de fazer um bom atendimento, de modo a evitar que os pacientes desenvolvam, inclusive, problemas como depressão e ansiedade.

Confira aqui a taxa do seu município

“Outra coisa que pode impactar é o estresse. Os profissionais da saúde estão há muito tempo lidando com todas essas situações de atendimento. De repente, como consequência de um grande estresse, pode haver impacto no atendimento. E, a gente orienta sempre que se atentem para isso, para que o cansaço ou o estresse não interfira no acolhimento do paciente”, pontua.

Vale destacar que os pacientes que tiverem queixa ou denúncia contra médico no exercício de sua função, podem apresentá-las no Conselho Regional de Medicina do local onde houve o atendimento. A partir desse ato, o CRM deve tomar as providências cabíveis que podem implicar em abertura de sindicância e de processo ético profissional, em caso de irregularidade confirmada. Caso haja condenação, após julgamento em plenário, o acusado fica suscetível à aplicação de penalidades previstas em lei.


Fonte: Brasil 61

terça-feira, 13 de julho de 2021

As cidades precisam se preparar para a crise climática

Vista do Parque Barigui, em Curitiba / Foto: Rafael Duarte - Pixabay



*Por Juliana Baladelli Ribeiro

Você já pensou como era a sua cidade muito antes de ser uma cidade? Quais animais andavam por onde hoje trafegam carros, ônibus e motocicletas? Que tipo de vegetação era dominante, ou quais povos habitavam a região? 

As áreas urbanas, hoje ocupadas por ruas, avenidas, casas, comércios movimentados, onde vivem 70% dos habitantes do planeta, nem sempre foram assim. A maioria das cidades do mundo nasceu às margens dos rios e hoje convive com eles: Paris e o Rio Sena; Londres e o Rio Tâmisa; Porto Alegre e o Rio Guaíba; e São Paulo, que cresceu entre os rios Pinheiros e Tietê. Suas águas eram utilizadas para suprir todas as necessidades da população, como abastecimento, pesca, transporte, limpeza, dessedentação de animais e lazer. 

Quantos de nós ainda lembram de tomar banho de rio, apenas algumas décadas atrás? Isso mostra a nossa dependência em relação ao serviço ecossistêmico mais precioso do mundo: a água limpa. Nossas cidades foram construídas por cima de um ambiente natural e até hoje vemos reflexos desta ocupação, muitas vezes realizada sem planejamento. As cidades se desenvolveram à margem dos rios e depois os esconderam, buscando em cursos d’água mais longínquos aquilo que seu berço não mais conseguia prover.

Em momentos de chuvas intensas, é muito comum que os rios, escondidos, despercebidos, embaixo daquela avenida tão movimentada, transbordem. É então que seus habitantes se dão conta de que ainda estão ali, vivos, dinâmicos, pulsando sob o asfalto. Em momentos de secas e estiagens severas, nos lembramos que existe água debaixo da terra: aumenta o número de poços artesianos perfurados e a preocupação sobre um futuro com escassez hídrica. Mas essa preocupação normalmente é lavada pela primeira chuva que traz de volta outros problemas, como os resíduos descartados sem o devido cuidado, que entopem bueiros e assim atrapalham que a água das chuvas chegue em seu destino natural... o rio, que está ali, canalizado, seguindo seu fluxo.

Muitas cidades já estão percebendo que não adianta lutar contra a força da natureza. Não adianta canalizar rios, cortar árvores, impermeabilizar todo o solo, e então torcer pela quantidade de chuva adequada e por temperaturas mais amenas. A crise climática que bate à nossa porta tem como uma de suas principais consequências a alteração nos padrões de chuva. As tendências de impactos da mudança do clima variam muito de uma região para outra, mas de forma geral, podemos perceber eventos climáticos mais extremos, como chuvas intensas ocorrendo com maior frequência e estiagens mais prolongadas. As cidades costeiras têm preocupações adicionais, como o aumento do nível do mar, a intrusão salina (invasão de água salgada no lençol freático) e a maior frequência de tempestades mais fortes, que podem se tornar ciclones ou furacões. 

Muitas localidades já usam a força e a sabedoria da natureza a seu favor. Na cidade de Rio Cheonggyecheon, Coreia do Sul, em um curto espaço de tempo, o rio que cruza a área central foi revitalizado. Um projeto complexo foi necessário, com a implosão de um enorme viaduto de concreto e o estímulo ao uso do transporte público. Como recompensa, hoje o rio é habitado por peixes, possui cascatas e parques lineares em seu entorno e se transformou em novo ponto turístico.

No Brasil, Recife (PE) já está colocando em prática o projeto de revitalização do Rio Capibaribe, com planejamento urbano integrado a Soluções Baseadas na Natureza. O rio que divide a cidade, vai passar a ser ponto de encontro e orgulho para seus moradores. Em Curitiba (PR), o Rio Barigui apresenta diversos parques em suas margens, sendo o mais famoso – o Parque Barigui – criado na década de 1970 sob a justificativa de que seu lago servisse como bacia de contenção de cheias. Hoje é o parque mais amado da capital paranaense e uma avaliação de retorno de investimento, realizada pela prefeitura em parceria com a Fundação Grupo Boticário, identificou que a cada R$ 1 investido no local, retornam para a cidade R$ 12,50.

É preciso que as cidades façam as pazes com seus rios e reconheçam ali a grandiosidade da vida e enormes oportunidades de transformação social. Grandes metrópoles do mundo têm nos cursos d’água seu cartão postal, contando com a paisagem do entorno dos rios para gerar oportunidades de negócios, lazer, turismo e recreação para a população. Crises são oportunidades e a crise climática pode ser uma boa chance para que as áreas urbanas se reconciliem com seus recursos hídricos.

* Juliana Baladelli Ribeiro é especialista em Soluções baseadas na Natureza na Fundação Grupo Boticário

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Direitos Sociais são ainda desconhecidos por pacientes com câncer de mama

                   

Programa personalizado e de apoio ao paciente com câncer do Oncoguia, apoiado pelo Instituto Avon destaca a importância da educação sobre os direitos dos pacientes.

O câncer de mama se tornou o mais incidente no mundo, superando o câncer de pulmão em números de diagnósticos. Em 2020, um levantamento do Global Cancer Observatory mostrou que o câncer de mama foi diagnosticado em 2,26 milhões de pessoas, tornando-se o responsável por 11,7% dos novos casos da doença no mundo. Para apoiar pacientes, familiares, cuidadores e profissionais da saúde, o Instituto Avon, organização não-governamental que atua como braço social da Avon no Brasil, uniu-se ao Instituto Oncoguia apoiando a frente de câncer de mama da plataforma de atendimentos Ligue Câncer. Em relatório com os dados dos atendimentos realizados no ano passado, metade das mulheres que buscaram informações sobre câncer de mama desconheciam seus direitos como pacientes.

O canal Ligue Câncer acolhe e atende de forma personalizada dúvidas sobre todos os tipos da doença. No último ano a plataforma contabilizou 2145 atendimentos telefônicos e 470 desses contatos foram realizados por pacientes e familiares que buscavam informações específicas sobre o câncer de mama. Ao avaliar todas as ligações no período, observou-se que mais de 50% delas eram de questionamentos sobre direitos sociais, ou seja, as mulheres desconhecem ou precisam confirmar quais são esses benefícios enquanto pacientes ou como elas conseguem acessá-los.

Segundo o levantamento do Ligue Câncer, na categoria de direitos sociais, 16% das pacientes buscavam informações sobre auxílio doença, dentre eles o tempo de contribuição para ter direito ao auxílio, dúvidas sobre aposentadoria ou auxílio doença e atraso no recebimento do apoio financeiro durante a pandemia; 13% dos contatos traziam dúvidas sobre transporte urbano, como isenção do pagamento da tarifas para pacientes com câncer em tratamento com quimioterapia e radioterapia, além da isenção de tarifa para acompanhante de pessoas com câncer de mama; 11% tinham como foco a isenção de impostos para veículos; 9% buscavam informações sobre isenção no imposto de renda e 6% queriam informações sobre o plano de saúde e seus direitos a opções terapêuticas, tempo de espera, entre outros.

"O paciente com câncer tem direitos assegurados pela legislação brasileira, mas tanto eles, como os profissionais que os atendem, muitas vezes desconhecem essas informações. O Canal Ligue Câncer, além de prestar atendimento sobre acesso a tratamentos e diagnóstico, oferece também suporte para dúvidas como auxílios doença e transporte para pessoas com câncer e direitos como a reconstrução da mama, por exemplo, no Sistema Único de Saúde e nos planos privados", explica Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

"Acolhemos pessoas inseguras, assustadas e muitas vezes sem saber qual o próximo passo diante de uma doença que precisa de agilidade. De perguntas simples como o direito à isenção de um imposto a problemas complexos como a negativa de um tratamento pelo plano de saúde ou as enormes filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS), sempre há o que deve ser informado e ser feito.", complementa Luciana Holtz, presidente do Oncoguia.

No Brasil, os pacientes com câncer têm direitos garantidos para que se submetam ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde em até 60 dias a partir do diagnóstico, a Lei dos 60 Dias (12.732/12).

Os temas relacionados ao coronavírus, registrados no canal, representam mais de 7% dos contatos. As mulheres também buscam saber sobre as vacinas contra a Covid-19 e sua relação com a doença, prioridades dos pacientes com câncer de mama, cancelamentos de tratamentos e atrasos nas consultas e agendamentos de exames motivados pela pandemia.

Em outras categorias, o estudo também mostrou que mais de 5% das pessoas buscam saber sobre tratamentos com questionamentos sobre biopsias, acesso as opções terapêuticas via plano de saúde, tempo de espera, entre outros.

"Desde 2003, o Instituto Avon apoia as mulheres com câncer de mama, levando informações, realizando ações de conscientização e oferecendo suporte, por meio de ações de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), para a realização de exames que possibilitem a detecção precoce e o acesso aos tratamento", comenta Daniela Grelin.

O atendimento do Canal Ligue Câncer é gratuito e está disponível para todo o Brasil, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, por telefone: 0800 773 1666.


Sobre o Instituto Avon - O Instituto Avon é uma organização não-governamental que se dedica a salvar vidas por meio de ações e iniciativas em prol da detecção precoce do câncer de mama e do enfrentamento das violências contra as mulheres e meninas no Brasil. Desde 2003, tem como missão fortalecer a saúde, a proteção e o empoderamento da mulher. Para isso, conta com a parceria de instituições da sociedade civil, do setor privado e do poder público, atuando na produção de conhecimento, articulação e desenvolvimento de projetos e no apoio de iniciativas de impacto transformador e que busquem o engajamento de todos os setores da sociedade para o avanço das causas. Como braço de investimento social da Avon, empresa privada que investiu mais de 170 milhões em ações sociais voltadas às mulheres no Brasil, o Instituto já apoiou a realização de mais de 400 projetos e ações, beneficiando mais de 5,7 milhões de mulheres em todo o País.


Sobre o Oncoguia - O Oncoguia é uma ONG que apoia, informa e defende os direitos dos pacientes com câncer, com o propósito de fortalecer, encorajar e guiar todas as pessoas que convivem com a doença para que passem por esse desafio da melhor forma possível.


Atendimento Oncoguia (nacional e gratuito): 0800 773 1666.


terça-feira, 6 de julho de 2021

Unilever se junta ao movimento Unidos Pela Vacina e amadrinha quatro municípios



Aguaí, localizada no estado de São Paulo, foi a primeira cidade a receber itens para ajudar no processo de imunização contra a Covid-19. Garanhuns, Igarassu e Ipojuca, em Pernambuco, serão as próximas localidades beneficiadas

A Unilever Brasil se associa ao Movimento Unidos Pela Vacina - iniciativa que visa apoiar o programa de vacinação contra a Covid-19 conduzido pelo Sistema Único de Saúde - e realizou a primeira doação sexta-feira (25) no município de Aguaí (SP). A cidade recebeu cinco notebooks e três multifuncionais para apoiar o cadastramento da população. Os itens doados foram listados pela própria prefeitura, que apontou as suas necessidades específicas para o Unidos Pela Vacina.

Além de Aguaí, a empresa também amadrinha - por meio do Movimento Unidos Pela Vacina - três municípios de Pernambuco nos quais está presente. Garanhuns, Igarassu e Ipojuca receberão as doações ao longo dos próximos meses e, entre os itens solicitados - cadastrados de acordo com as necessidades locais - constam tendas, caixas térmicas, freezers, câmara fria para armazenamento das vacinas, notebooks e multifuncionais.

"As doações têm como propósito apoiar os esforços de imunização dos brasileiros contra a Covid-19. Como uma empresa que está presente em 100% dos lares do País, temos o papel de contribuir com esta missão. A nossa abrangência é diretamente proporcional à responsabilidade que temos em liderar movimentos coletivos que transformem e impactem positivamente a sociedade. O Unidos pela Vacina é uma iniciativa extraordinária do setor privado e da sociedade civil que possibilita a nossa contribuição em um momento tão desafiador e, por isso, a apoiamos com muito orgulho", afirma Gerardo Rozanski, presidente da Unilever Brasil.

Esta não é a única frente da Unilever para minimizar os efeitos da pandemia no Brasil. A companhia também vem realizando doações de itens de primeira necessidade e, até maio deste ano foram doadas cerca de 3 mil toneladas de produtos de higiene, limpeza e alimentos para todo o País, impactando mais de 2 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa da companhia para proteger a vida das pessoas não é apenas um esforço corporativo. Visando o combate à fome de pessoas que estão em vulnerabilidade, a companhia contou com o apoio fundamental e unânime dos seus funcionários. Consultados sobre a ideia de reverter a verba da festa de confraternização de fim de ano para a doação de alimentos a quem mais precisa, 99% do time optou por ajudar em um momento tão desafiador para todos. Foi a maior iniciativa da companhia nesse sentido: mais de 400 toneladas de alimentos puderam ser doadas para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pernambuco.

"É uma honra fazer parte de uma organização que tem como propósito fazer mais pelas pessoas e pelo planeta. E quando vimos a mobilização de todos os nossos funcionários, percebemos a força que temos quando nos unimos em prol de um objetivo em comum. Acreditamos que só assim, juntos, sairemos vitoriosos desse enorme desafio que estamos vivendo", complementa o executivo.

Sobre o Unidos Pela Vacina

Criado a partir da iniciativa de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Grupo Mulheres do Brasil, o Movimento Unidos Pela Vacina é apartidário e nasceu com o objetivo de tornar viável a vacinação de todos os brasileiros contra Covid-19 até setembro de 2021. Com esse propósito, mais de 4.000 pessoas entre artistas, cientistas, empresários e representantes de comunidades, entidades setoriais e da sociedade civil uniram-se à executiva e suas 90 mil voluntárias, potencializando suas forças e vozes em benefício da imunização da população. Com uma agenda de ações, estamos atuando para mobilizar governos, empresários e sociedade civil para retirar entraves e fazer com que a vacinação chegue o mais rápido possível para todos os cantos do Brasil.

Mais informações no site: https://www.unidospelavacina.org

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Pesquisadoras da UFPR integram Observatório Nacional da Mulher na Política




A Dra Luciana Panke, professora e pesquisadora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Paraná e líder do Grupo de Pesquisa Comunicação Eleitoral (CEL) foi convidada para participar como consultora sênior do Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP), que foi lançado nesta quarta-feira (30/06/2021), na Câmara dos Deputados. A professora Dra Eneida Desiree Salgado, do setor de Ciências Jurídicas da UFPR, também integra o ONMP.

O observatório é uma iniciativa da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, em parceria com a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e tem o objetivo de ampliar as discussões sobre a participação feminina na política representativa, com base em três eixos principais: violência política contra a mulher, atuação parlamentar e representatividade feminina.

De acordo com a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, as pesquisas serão definidas por um Conselho Consultivo, formado por deputadas federais e estaduais, pesquisadoras e representantes de organizações parceiras. No total são 18 pesquisadoras e seis universidades públicas (cinco federais e uma estadual) de todo o Brasil que participam do ONMP, entre elas a Universidade Federal do Paraná, representada por Luciana Panke e Eneida Desiree Salgado.

Segundo a Dra Luciana Panke essa é uma excelente oportunidade de aliar o conhecimento acadêmico à prática política, fomentando o debate sobre a equidade de gênero nos espaços deliberativos. “É muito importante que o conhecimento gerado na academia seja levado ao parlamento para que possamos, juntas, aumentar a visibilidade feminina na política e, assim, naturalizar a presença das mulheres na esfera pública”, destaca Panke.

Além das Assembleias Legislativas estaduais e do Distrito Federal, integram o ONMP, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, o Grupo Mulheres do Brasil, Instituto Alziras, Instituto Artemisias, Instituto Patrícia Galvão, Virada Feminina, Women’s Democracy Netword e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.