terça-feira, 31 de agosto de 2021

Pesquisa da UFSCar aponta ações que podem diminuir desperdício de alimentos em supermercados

Estudo analisou motivos e identificou que a própria cultura, a legislação brasileira e a falta de comunicação contribuem para que milhões de toneladas de frutas, legumes e verduras sejam jogadas fora todos os anos


O Brasil, quarto maior produtor mundial de alimentos e apontado como principal exportador do planeta na próxima década, ainda enfrenta sérios desafios relacionados ao desperdício. De acordo com a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), das 140 milhões toneladas produzidas por ano, 26,3 milhões vão para o lixo. No mundo, o desperdício atinge 931 milhões de toneladas de alimentos por ano, seja na produção rural, seja na indústria, no supermercado, em feira livre, restaurantes ou mesmo na casa do consumidor.

Pesquisa da UFSCar aponta ações que podem
diminuir desperdício de alimento (Imagem: Divulgação)
De acordo com os pesquisadores, caso esse problema não seja resolvido a tempo, o bem-estar das gerações futuras pode estar ameaçado, pois enquanto a população mundial aumenta, o desperdício não diminui. Logo, a segurança alimentar se torna uma questão cada vez mais urgente.

Para apontar ações que possam reduzir o prejuízo, uma pesquisa de doutorado realizada na UFSCar pela professora e pesquisadora Camila Moraes, sob a orientação de Andrea Lago da Silva, docente do Departamento de Engenharia de Produção (DEP), estudou as causas do desperdício de alimentos que ocorre entre fornecedores e supermercados e apontou que a própria cultura e a legislação brasileira, além da falta de comunicação entre diferentes setores da cadeia produtiva, contribuem para que milhões de toneladas de frutas, legumes e verduras sejam jogadas fora todos os anos.

Camila Moraes, que desenvolveu sua tese - "Mitigação do desperdício de alimentos: práticas e causas na díade fornecedor-supermercado" - junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade, analisou, em sua pesquisa, quatro redes de supermercados de diferentes estados do Brasil e dois fornecedores de cada uma delas, sendo três redes no estado de São Paulo e uma em Santa Catarina. Com base nessa análise, ela mapeou 27 causas do desperdício.

Principais causas do desperdício

O estudo avaliou atividades de distribuição, armazenagem, exibição, manuseio e descarte de frutas, legumes e verduras em lojas e centros de distribuição. "Os supermercados não dizem para os fornecedores quanto eles esperam vender ou mesmo quanto eles costumam vender daquele produto. Essa falta de informação e medição gera problemas gigantescos. Há muita dificuldade em prever a demanda e planejar a produção. Os fornecedores, em geral, acabam se baseando apenas no que venderam de cada alimento, sem saber, de fato, quanto está sendo comprado pelo cliente final", destaca Moraes. Já dentro dos supermercados, uma das situações identificadas é a divergência de dados. Além disso, muitas pessoas que trabalham com o manuseio dos alimentos não o fazem corretamente quando vão limpar ou organizar as gôndolas. "Esses profissionais precisam de treinamento. Muitos não sabem, mas determinadas frutas e legumes quando ficam próximos demais têm seu processo de maturação acelerado. Faltam embalagens e transporte adequados, e muitas vezes refrigeração", ressalta.

Os padrões rígidos de aparência e forma de frutas, legumes e verduras impostos pelos supermercados também influenciam diretamente no desperdício dos fornecedores. De acordo com a pesquisa, a própria cultura do consumidor brasileiro, como apertar os alimentos na hora da compra e exigir uma estética perfeita, também contribui para a alta quantidade de alimentos que vão para o lixo. "Embora os alimentos sejam desperdiçados em todos os estágios da cadeia, suas causas não ocorrem necessariamente no mesmo estágio que o próprio desperdício. De acordo com a pesquisa, quando o desperdício aparece nos elos finais, isso indica que, provavelmente, todos os processos anteriores também tiveram perdas", explica a pesquisadora.

Do total de alimentos desperdiçados todos os dias no país, 40%, ocorre na distribuição após o processamento, sendo que o varejo é responsável por 12% desse total. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados, os principais motivos do desperdício para produtos perecíveis são validade vencida (36,9%), impropriedade para venda (30%), avaria dos produtos (18,2%) e danos em equipamentos (4,8%), seguidos de furto externo (19,8%) e erros de inventário (13,5%). Entretanto, Moraes ressalta que a taxa de 12% não reflete a realidade, pois o varejo centra suas ações na redução do seu próprio desperdício, transferindo custos para outros elos da cadeia. "A pesquisa identificou um comportamento individualista dos supermercados. Devido ao seu grande poder de mercado, o setor empurra o desperdício. Ou o supermercado faz uma promoção para o consumidor ou ele pede para devolver o produto", explica.

Além de identificar as causas do desperdício, a pesquisa realizada na UFSCar ainda analisou quais são as barreiras que impedem que o cenário seja alterado. E um dos principais obstáculos é a própria legislação brasileira sobre doação de alimentos. "É um fator que gera receio em algumas redes de supermercados, dificultando o trabalho de doação que poderia evitar que o alimento fosse para o lixo. Órgãos como Procon e Anvisa têm critérios rígidos e, muitas vezes, divergentes entre si. Faltam incentivos fiscais e governamentais para a realização de doações e compostagem, por exemplo. Se o que não fosse vendido no supermercado, que não é pouco, fosse para doação, a gente começaria a ter uma mudança no panorama da fome no Brasil", lembra a pesquisadora.

Os aspectos culturais também foram caracterizados como barreiras. Pesquisadora da área de Cadeia de Suprimentos há 30 anos, a docente da UFSCar Andrea Lago da Silva ressalta que o próprio comportamento do consumidor brasileiro gera um alto volume de desperdício.

"É uma questão cultural. Crescemos acreditando que precisamos ter a mesa farta e abundante, que muitas vezes gera sobra e desperdícios, e preferimos, de modo geral, comprar alimentos perfeitos, sem defeitos. Essa tendência aumenta o desperdício. Até 15% das frutas, legumes e verduras produzidas são desperdiçadas no varejo", comenta Silva.

Desafios e perspectivas

O desperdício de alimentos no Brasil gera impactos sociais, econômicos e ambientais, por exemplo, com a emissão de gases do efeito estufa durante a produção de um alimento que não é consumido e vai para o lixo. A professora do DEP lembra que, quando o alimento é jogado fora, os recursos naturais e da sociedade não são recuperados. Explica ainda que a troca de informações com fornecedores, previsão de demanda mais precisa, treinamentos e o acesso à tecnologia podem ajudar a criar ações que diminuam o desperdício. Incentivos à redução do desperdício nos restaurantes e lares também são uma ação relevante.

De acordo com a pesquisa da UFSCar, o baixo estímulo à cooperação entre os elos da cadeia e empresas é uma das principais barreiras para adoção das práticas de redução do desperdício, principalmente quando dependem da ação em conjunto. Para Silva, o início da solução desse problema está nos supermercados, que são o centro do sistema alimentar moderno e têm o poder de ensinar as pessoas a pensarem diferente, atingindo tanto o público consumidor quanto os fornecedores. "O desperdício é um problema complexo, do qual as práticas para mitigação devem seguir uma visão sistêmica e integrada. Devido ao seu grande poder de mercado e à possibilidade de influenciar as decisões na cadeia de suprimentos, os supermercados podem disseminar inovações e informações, exercendo também um papel de coordenador desse processo e importante elo de comunicação", afirma.

O combate também deve passar pelo treinamento de funcionários do varejo para a redução do desperdício nas atividades ligadas a frutas, legumes e verduras. Ainda de acordo com a docente, supermercados que contam com nutricionistas e outros profissionais que usam alimentos que já estão machucados, porém continuam saudáveis, para criar produtos, como sucos e compotas na própria loja, desperdiçam bem menos. "Uma cenoura machucada, por exemplo, continua com todos os seus nutrientes, apesar de estar feia", lembra Silva. De acordo com a tese de doutorado da UFSCar, o varejo brasileiro (em especial, as redes de grande e médio portes) dispõe de acesso a pesquisas, metodologias, tecnologias e bons exemplos de trabalhos desenvolvidos no que diz respeito à redução do desperdício. Porém, as práticas que necessitam de maiores investimentos dependem diretamente do interesse desses agentes, que preconizam o retorno financeiro imediato, mais do que a redução.

Para Camila Moraes, a atenção do público sobre a dimensão ética do desperdício de alimentos pressiona cada vez mais as empresas a mostrarem seus esforços de redução, sob uma perspectiva de responsabilidade social. "As descobertas do estudo podem ajudar os gerentes a identificarem e mapearem as causas do desperdício de alimentos em suas operações, bem como analisar quais as melhores práticas de redução de acordo com as particularidades de cada organização", defende. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltam a urgência de padrões de produção e consumo sustentáveis e a necessidade de reduzir pela metade o desperdício de alimentos no nível de varejo e consumidor, além de reduzir as perdas ao longo da cadeia de produção e fornecimento.

Em 2050, a população mundial deve ultrapassar os 9,5 bilhões de habitantes. Esse aumento criará um desafio para atender à demanda estimada de alimentos. O Brasil tem capacidade para expandir sua produção em 41%, enquanto os Estados Unidos em apenas 10%, União Europeia em 12% e China em 15%, de acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Isso pode ser visto como uma oportunidade do ponto de vista político-econômico.

No Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar, outras pesquisas são desenvolvidas para analisar o desperdício de alimentos. Para o futuro, a professora Andrea Lago da Silva acredita que inovações tecnológicas direcionadas ao rastreio de produtos, compartilhamento de dados, embalagens, além de uma discussão sobre o conceito de prazo de validade também podem ajudar a enfrentar o desperdício. "Desde já, precisamos ter a consciência e mudar o comportamento dentro de casa. Quando for jogar um alimento fora, se questione se não daria para fazer outra receita com ele. Temos que buscar alternativas", ressalta.

* O presente trabalho foi realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), processo nº 2017/00763-5, do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Brasil (305819/2016-0) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), código de financiamento 001


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Instituto BRF e Eats For You se unem no combate à fome


Companhia já doou R$100 mil e, ao longo de seis meses, oferecerá 9,5 toneladas de alimentos para o projeto #100MilSemFome

O Instituto BRF, associação privada que direciona de forma estratégica os investimentos sociais da BRF, iniciou uma parceria com a Eats for You, uma ESG foodtech que conecta pessoas que gostam de cozinhar a quem busca comida caseira. A Companhia doou R$100 mil e, ao longo de seis meses, fornecerá 9,5 toneladas de proteína para contribuir com o projeto #100MilSemFome. A iniciativa, criada pela foodtech, tem com o objetivo de distribuir, em São Paulo, 100 mil refeições para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. 

O valor da doação viabilizou a produção de 10 mil refeições. Além disso, 15 tios e tias – como são chamados os donos e donas de casa participantes do projeto – já receberam 1,5 toneladas de alimentos para o preparo de refeições que foram entregues pessoas em situação de rua. Com essa iniciativa, a Eats For You também gera renda formal para os cozinheiros inscritos na plataforma, por meio da inclusão produtiva e do fomento ao empreendedorismo. 

“A pandemia afetou profundamente a sociedade e procuramos fazer a nossa parte. Inovação, tecnologia e responsabilidade social precisam caminhar juntas para potencializar o impacto positivo na vida das pessoas. Para nós, é um grande prazer unir forças com uma empresa que compartilha do mesmo propósito de fazer a diferença nas comunidades onde estamos presentes e ajudar àqueles que precisam”, diz Grazielle Parenti, vice-presidente global de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF e diretora-presidente do Instituto BRF. 

"Até agora, mais de 40 mil refeições já foram doadas e mais de R$ 400 mil foram gerados em renda formal para as famílias dos tios e tias da plataforma. Para atingirmos a meta de 100 mil refeições, contamos com o apoio de doações de pessoas e empresas. Nosso objetivo é alimentar quem tem fome e gerar renda formal para as famílias. Desde o surgimento da Eats, já nascemos com o DNA de ser um grande negócio capaz de impactar positivamente a vida de muitas pessoas e agradecemos a todos que estão se unindo conosco nesta missão”, comenta Nelson Andreatta, CEO da Eats for You. 

As doações para o projeto, assim como outras organizadas pela BRF, estão em linha com os mais R$ 50 milhões anunciados em março para auxiliar no combate à pandemia. A iniciativa contempla ações em 15 estados brasileiros e em países onde a Companhia possui operações. 

A BRF já havia direcionado R$ 50 milhões em doações em 2020, que continuam beneficiando a população de 175 municípios distribuídos pelo território nacional, além de países como Emirados Árabes, Kuwait, China, Turquia, Cingapura, Catar, Arábia Saudita e Omã. As doações realizadas pela companhia podem ser acompanhadas pelo site https://www.brf-global.com/sobre/seguranca/comunicado-coronavirus/.

Sobre o Instituto BRF:

O Instituto BRF é uma associação privada para direcionar de forma estratégica os investimentos sociais da BRF. Fundado em 2012, seu objetivo é promover comunidades sustentáveis, fomentando inclusão socioeconômica, inovação social e cidadania corporativa, a partir da alimentação e da redução do desperdício de alimentos.

Desde a sua criação, por meio das ações de voluntariado e projetos de investimento direto, o Instituto BRF já impactou mais de 400 mil pessoas, mobilizou 30.000 voluntários e realizou mais de 2 mil ações sociais em 60 cidades ao redor do país.


Outra ação social de impacto, você pode ler aqui

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Instituto Butantan e munícipio de Guaxupé (MG) fecham parceria para realização de inquérito domiciliar e sequenciamento de variantes da COVID-19



Serão 616 residências e cerca de 1.300 moradores participantes do projeto

O Instituto Butantan e o município de Guaxupé (MG) oficializaram na última segunda-feira (23) uma parceria para mapear a transmissão local da COVID-19 por meio de um inquérito epidemiológico e realização do sequenciamento de variantes na cidade.

De sexta-feira (27) até domingo (29), o Butantan realizará a testagem dos munícipes de Guaxupé (MG). A iniciativa tem como objetivo verificar a transmissão local da Covid-19 por meio da testagem para detecção do novo coronavírus e aplicação de uma estratégia de combate à pandemia a partir do isolamento de quem estiver com diagnóstico confirmado de Covid-19.

Para isso, o instituto vai fornecer testes rápidos de antígeno ao município. Serão testados munícipes de residências localizadas em regiões variadas da área urbana, conforme sorteio. As informações coletadas pelos profissionais de saúde serão integradas à plataforma Tainá, contribuindo para mapear a transmissão do vírus nos municípios.

“Iniciativas como essa parceria realizada hoje são fundamentais para compreendermos não somente a disseminação do vírus, mas também a evolução das variantes no território nacional e os estudos e estratégias necessárias para combater a COVID-19”, afirmou o Presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

O inquérito domiciliar vai contar com 616 residências, divididas em clusters – que são áreas demarcadas. Em cada cluster, haverá o sorteio de residências que serão visitadas por dois agentes de saúde. Todos os moradores poderão realizar o teste rápido de antígeno para detectar a presença do coronavírus.

Está em avaliação a possibilidade de incluir munícipes de Guaxupé (MG) nos ensaios clínicos da Butanvac, nova vacina do Butantan contra a Covid-19. Os voluntários fariam parte da fase 1 do projeto, que avalia se o imunizante é seguro e não causa efeitos adversos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Novos desafios: empresas buscam formas de amparar colaboradores com covid longa e suas sequelas

Fadiga, névoa cerebral e mal-estar pós esforço físico e mental estão entre os sintomas mais comuns que se mantêm após a doença

Novas pesquisas sobre as sequelas da covid-19 apontam para mais de 200 sintomas associados em dez diferentes órgãos. Segundo um estudo publicado no portal Lancet com 4 mil pacientes, perda de memória, alucinações, tremores e fadiga estão entre os problemas mais comuns, fazendo com que 45% dos participantes precisem diminuir as horas trabalhadas após a doença. O estudo sugere, ainda, que alguns sintomas podem surgir meses após a infecção pelo coronavírus e que 90% deles ainda sejam persistentes após 6 meses da doença.

Aplicativo auxilia instituição a acompanhar
saúde dos colaboradores infectados pela covid
Créditos: Divulgação
Diante dessa nova realidade, muitas empresas estão procurando novas formas de apoiar seus colaboradores e familiares tanto no período da doença como no retorno ao trabalho. “Tive a confirmação da covid-19, fiquei 23 dias na UTI e 13 intubado. Como profissional da saúde, sabia tudo o que estava acontecendo e o que poderia acontecer comigo. E, mesmo com todo conhecimento, ter orientação foi fundamental para saber o passo a passo e a hora certa de procurar o atendimento presencial”, explica o enfermeiro do Grupo Marista, Edilson Rodrigues.

Infectado no início da pandemia, o caso dele acendeu o alerta para que a instituição procurasse uma forma de apoiar seus 12 mil funcionários e passasse a utilizar o aplicativo Flowing. O App inicia com um questionário e vai orientando os colaboradores de acordo com as respostas inseridas. Assim, em casos suspeitos ou confirmados, é acionada uma equipe de suporte que realiza o acolhimento e o acompanhamento diário por telefone. “O aplicativo dá o suporte para toda uma estrutura de backoffice que precisa entrar em ação nesses momentos”, comenta o gerente corporativo de Recursos Humanos do Grupo, Andree Dias.

Lançada em setembro, a ferramenta oferece diversas possibilidades para atender as mudanças de cada fase da pandemia. “O aplicativo começou pequeno e acabou crescendo. Agora temos uma preocupação grande com o pós-covid também, já que muitas pessoas acabam ficando com sequelas. Em parceria com operadoras de saúde, oferecemos o suporte com psicólogos, fisioterapeuta e médicos clínicos”, explica. “Como o colaborador é o protagonista no funcionamento do App, contamos com a abertura deles para o atendimento durante o caso agudo e para o acompanhamento de sequelas, além da sensibilidade dos gestores das áreas para sinalizar a necessidade desse atendimento posterior”, complementa Andree.

Teleconsulta diminui busca por serviço

A empresa Bosch também sentiu essa necessidade. Após perceber que muitos colaboradores acabavam procurando os hospitais em estado tardio, de muita gravidade, enquanto outros procuravam a emergência sem estarem com sintomas leves, que poderiam ter sido tratados em domicílio. “Nós buscamos um serviço que pudesse fazer esse acompanhamento dos nossos colaboradores e suas famílias, nos trazendo segurança que eles estariam sendo orientados por equipe médica especializada, com conhecimento da rotina dos hospitais no cenário de Pandemia, e seguindo o tratamento”, conta a médica coordenadora do Espaço Saúde da Bosch Curitiba, Isabela Lanaro.

As teleconsultas são realizadas por médicos do Hospital Marcelino Champagnat, de Curitiba (PR), que realizam atendimento on-line, orientam e acompanham os infectados. Em quatro meses, foram realizadas 456 consultas e apenas 7% dos casos precisaram buscar pronto atendimento. “Conseguimos fazer o acompanhamento do quadro do paciente, orientar para que ele faça a medição de febre, batimentos cardíacos e com oxímetro três vezes ao dia. Solicitamos exames sempre que necessário e mostramos quais sintomas são indicam que é preciso ir ao hospital. Assim, a pessoa fica segura e evita sair de casa sem necessidade, reduzindo até mesmo a sobrecarga do sistema”, esclarece a cardiologista e coordenadora do Ambulatório, Aline Moraes. “Quando o paciente tem sinais de alguma sequela, encaminhamos para avaliação por profissionais com experiência no cuidado ao pós-covid”.

A assistente social, Ana Letícia Cunha, 28 anos, é casada com um operador de máquina da Bosch e precisou do atendimento. Como já apresentava algumas comorbidades, o diagnóstico positivo para coronavírus acendeu o alerta. “A primeira sensação é de pânico. Mas fiz consultas on-line e o atendimento constante me deu mais segurança. A médica pediu exames e assim que saíram os resultados, me orientou a ir até o hospital. Já fui com a minha malinha pronta, pois sabia que seria internada, mas mesmo assim estava confiante”, diz.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Reciclagem e o desafio dos resíduos de embalagens: conheça o case da eureciclo


Você sabia que o Brasil recicla menos de 4% de todo o lixo (Abrelpe) gerado em seu território? Isso ocorre não apenas pela falta de hábito dos brasileiros, mas porque a cadeia de reciclagem é pouco desenvolvida. Por isso, é necessário incentivar discussões e negócios que buscam uma solução para esse problema. A reciclagem, por exemplo, é uma das maneiras de garantirmos um futuro mais sustentável e promissor para as próximas gerações, mas em um país de dimensões continentais, implementar sistemas de logística reversa é quase impossível, o que dificulta a ação das empresas para este fim.

Para melhorar o cenário de reciclagem brasileiro, em 2010 foi criada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), complementada por decretos estaduais e acordos setoriais, que obriga as empresas a reciclarem pelo menos 22% de suas embalagens. "Comparado ao que temos no país, esse número é realmente alto, mas na Europa, que faz isso há décadas, a meta fica entre 80% e 90%, o que mostra que por aqui estamos apenas começando e temos muito a evoluir", explica Thiago Carvalho Pinto, CEO da eureciclo, maior certificadora de logística reversa de embalagens do país.

A logística reversa é um conjunto de ações que visa ao encaminhamento ambientalmente correto de resíduos pós-consumo, ou seja, depois de descartados pelo consumidor, para que as companhias possam reaproveitar os materiais, evitando que cheguem à natureza. Considerando que um produto comprado em São Paulo (SP) pode ser descartado em Rio Branco (Acre), uma distância de mais de 3,4 mil quilômetros, é possível entender o enorme desafio do qual estamos falando. E é aí que entra a melhor alternativa para o problema: a compensação ambiental.

Se não dá para reciclar os mesmo resíduos, a melhor alternativa é compensar

O conceito de compensação ambiental define o mecanismo de direcionar resíduos equivalentes, em peso e material, para a reciclagem, com remuneração extra para os operadores de coleta e triagem pelo serviço ambiental prestado e é um mecanismo reconhecido legalmente. A eureciclo trouxe o modelo para o Brasil, inspirado no caso de sucesso da Espanha, que passou de 4,7 para quase 80% (entre 1998 e 2018) o índice de embalagens recicladas por compensação ambiental.

"Desde que iniciou sua atuação, a eureciclo já repassou mais de R$ 16 milhões a 225 cooperativas e operadores, que impactaram diretamente mais de 5,7 mil trabalhadores e 17 mil famílias", comemora o CEO, que completa: "Ao todo, em conjunto com nossos mais de 4,5 mil clientes em todo o país, já compensamos mais de 300 mil toneladas de recicláveis, evitando que esse resíduo chegasse ao meio ambiente e causasse ainda mais prejuízo".

Para saber mais sobre esse assunto, assista o vídeo: https://info.eureciclo.com.br/especial-esg

Sobre a eureciclo  -  A eureciclo certifica a logística reversa de embalagens pós-consumo de empresas de todo o Brasil, por meio de uma plataforma de tecnologia que rastreia os dados da cadeia de reciclagem e confere consistência e escalabilidade ao processo, fornecendo para a indústria certificados de reciclagem robustos e transparentes. Para isso, utiliza o modelo de compensação ambiental, que consiste em garantir que uma massa de resíduos equivalente a das embalagens que uma empresa coloca no mercado foi destinada à reciclagem. A homologação de seus operadores parceiros é um dos pontos-chave de sua operação, uma vez que promove a formalização e o desenvolvimento do setor e os torna aptos a receberem os investimentos provenientes das empresas que buscam a adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Dessa forma, as empresas que realizam a contratação da eureciclo e optam pela compensação a nível nacional, recebem, então, o selo eureciclo para estampar suas embalagens e comunicar aos consumidores seu compromisso com a reciclagem. Todo o processo é auditado pela Ernst & Young. A empresa é certificada como Empresa B, conceito que indica um modelo de negócio voltado para o desenvolvimento social e ambiental e é a única brasileira presente no ranking 50 To Watch, lista que reúne companhias de todo o mundo que buscam soluções para combater a crise climática.


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Livro analisa os principais temas da conjuntura das comunicações no Brasil

O Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da Universidade de Brasília lançou na quarta-feira, (11/8), um livro que analisa os principais temas da conjuntura das comunicações. O 1º evento de lançamento foi online, com transmissão pelo Canal do LaPCom no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCq-2yFiSZGP1g2RYGho_4eA).

A obra é uma parceria com a União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura-Seção Brasil (Ulepicc-Brasil) e inicia um projeto que passará a ser publicada anualmente, avaliando a evolução do cenário do campo no Brasil.

O livro – chamado "Cadernos LaPCom-Ulepicc de conjuntura das comunicações 2021: pandemia, liberdade de expressão e polêmicas regulatórias na comunicação eletrônica" – analisa o cenário brasileiro e a relação do governo Bolsonaro com os veículos de comunicação, incluindo os ataques à liberdade de expressão.

Entre as iniciativas do governo federal estão a Medida Provisória que alterou temporariamente os ataques à comunicação pública, as regras de transmissão de jogos de TV, a reforma da área das telecomunicações e a implantação do 5G no país.

Os capítulos também analisam os impactos da pandemia em alguns temas. São examinadas iniciativas no campo da coleta de dados e do vigilantismo e como as disputas pela proteção de dados foram construídas tanto na esfera do Executivo quanto do Judiciário.

Por fim, a obra também faz um mapeamento de temas relevantes relacionados à comunicação em debate no Parlamento, como o Projeto de Lei 2.630 de 2020, que trata de medidas de transparência, condutas vedadas e moderação de conteúdos em provedores de aplicação e projetos de lei voltados ao audiovisual online e sob demanda.
 
Após o lançamento, está programada a publicação do livro no site: https://ulepicc.org.br/


quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Samsung registra aumento de participantes na oitava edição do Solve for Tomorrow no Brasil


Programa global da Samsung, que desafia escolas públicas a encontrar soluções com ciência e tecnologia, tem entre os temas mais sugeridos projetos de produção sustentável, Saúde, Educação e Preservação e recuperação da Biodiversidade

A 8ª edição do Prêmio Respostas para o Amanhã, iniciativa brasileira do Solve For Tomorrow, programa global da Samsung que desafia todos os envolvidos na rede pública de ensino a desenvolverem soluções para demandas locais por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), teve o prazo de inscrições encerrado no dia 19 de julho. Em seu segundo ano acontecendo de maneira 100% remota, o Prêmio, em comparação a última edição, registrou aumento de 22% na participação de estudantes, como também em 40% na de professores e 52% na de escolas.

Em 2021, a iniciativa recebeu inscrições de todos os estados brasileiros, com destaque para São Paulo, Santa Catarina e Ceará. Entre as temáticas, projetos de produção sustentável (consumo consciente, gestão de resíduos), Saúde (bem-estar, alimentação e fome), Educação e Preservação e recuperação da Biodiversidade.

“Mesmo com o distanciamento social, percebemos com o aumento do número de inscritos que o Solve for Tomorrow tem ampliado o seu alcance e incentivado os participantes a buscarem soluções para demandas locais por meio da criatividade. Temos, como um de nossos objetivos, que as futuras gerações alcancem seu pleno potencial por meio da Educação, como indica a nossa visão global de Responsabilidade Social: ‘Together for Tomorrow! Enabling People”, afirma Isabel Costa, Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil.

Em 2021, a iniciativa, que tem edições anuais no país desde 2014, tem como uma das novidades um envolvimento ainda mais próximo com professores e alunos, por meio de workshops e mentorias virtuais, realizadas inclusive por voluntários da Samsung, tanto no período de inscrições quanto para os semifinalistas e finalistas. Incluindo a oitava edição, que encontra-se em andamento, a iniciativa já envolveu 165.036 estudantes, 22.753 professores e 5.497 escolas públicas.

“É muito importante chegar em mais professores(as) e estudantes de diferentes regiões do país. Isso mostra que há, além de uma demanda por projetos de investigação científica, uma possibilidade de ampliar a formação de alunos e alunas para a pesquisa e o protagonismo por meio das áreas das Ciências da Natureza e da Matemática e suas Tecnologias. O aumento no número de inscrições nos possibilita atuar mais de perto na redução das desigualdades educacionais, ao oferecermos, de forma gratuita formação, materiais de apoio e mentoria”, afirma Ana Cecília Arruda, Coordenadora de Programas e Projetos do CENPEC Educação.

A edição brasileira do Solve For Tomorrow conta com uma rede de parceiros, como a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil), da Rede Latino-Americana pela Educação (Reduca) e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), além do apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a coordenação geral do CENPEC Educação.


Confira o cronograma para a edição brasileira de 2021 do Solve For Tomorrow
:


Até 19 de julho – Inscrições, com workshops virtuais para auxiliar as equipes

21 de julho a 22 de agosto – Avaliação dos projetos que cumpriram os critérios de participação

24 de agosto – Anúncio dos semifinalistas

28 de agosto a 30 de setembro – Mentorias aos semifinalistas

8 de outubro – Anúncio dos finalistas

13 de outubro a 8 de novembro – Mentorias aos finalistas

12 a 17 de novembro- Votação para definir vencedores do Júri Popular

17 de novembro – Avaliação da comissão para definir vencedores nacionais durante a II Mostra Respostas para o Amanhã

18 de novembro – Cerimônia de anúncio dos Vencedores Nacionais e no Júri Popular


PREMIAÇÃO

Semifinalistas: O professor orientador e, eventualmente, o professor parceiro de cada um dos 20 projetos semifinalistas serão contemplados com 1 notebook Samsung Flash.

Finalistas: Cada estudante das 10 equipes finalistas será contemplado com 1 Notebook Samsung Flash.

Vencedores pelo júri popular: Troféu “Projeto Vencedor pelo Júri Popular” para as escolas dos três projetos eleitos pelo público e fones de ouvido Samsung Buds+ para cada um dos estudantes e o respectivo professor orientador.

Vencedores nacionais

Cada escola desses projetos será contemplada com uma Smart TV Samsung

1º lugar: Cada aluno da equipe vencedora será contemplado com 1 smartphone Galaxy Samsung.

2º lugar: 1 tablet Samsung para cada um dos alunos da equipe vencedora.

3º lugar: 1 Smartwatch Samsung Active para cada um dos alunos da equipe vencedora.


Confira os vencedores das edições anteriores do Solve For Tomorrow no Brasil:

● 7ª edição (2020)

EEEP Edson Queiroz


Vespertílio 01- robô semeador para a agricultura familiar

Cascavel (CE)


● 6ª edição (2019)

EEMTI Marconi Coelho Reis

Desenvolvimento de biofilme a partir da Psidium guajava para aplicações diversas

Cascavel (CE)


● 5ª edição (2018)

IFRS – Campus Osório

BCA: biossorvente da casca de arroz para remoção de metais da água de poço do litoral norte gaúcho Osório (RS)


● 4ª edição (2017)

EIEEFM Sertanista José do Carmo Santana

Plantas medicinais do Povo Paiter: resgatando o conhecimento tradicional Cacoal (RO)


● 3ª edição (2016)

ETEC Eng. Agrônomo Narciso de Medeiros

Projeto Implantação do cultivo de palmito juçara e pupunha pela cooperativa dos alunos, para reflorestamento de mata atlântica e geração de renda para a aldeia indígena Itapuã – Tupi Guarany no Vale do Ribeira – SP Iguape (SP)


● 2ª edição (2015)

Colégio Estadual Dom Veloso

Avaliação da atividade da moringa oleífera no tratamento da água na zona rural

Itumbiara (GO)


● 1ª edição (2014)

EE Tristão de Barros

Equilíbrio – para uma inclusão sustentável e um meio ambiente melhor

Currais Novos (RN)

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Em 3º aniversário, plataformas de cursos gratuitos da UFSCar atingem 150 mil usuários



PoCA e site Inovaeh completam mais um ano e oferecem 67 cursos em 11 categorias

Neste ano de 2021, o Portal de Cursos Abertos - PoCA (https://cursos.poca.ufscar.br) e o site Inovaeh - Espaço de Apoio ao Ensino Híbrido (https://inovaeh.sead.ufscar.br), ambos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), completam três anos de atividades, oferecendo cursos gratuitos, na modalidade a distância, destinados à comunidade acadêmica e ao público em geral, com certificação também gratuita. Neste momento, estão disponíveis 67 cursos em áreas como Educação, Ética, Tecnologias na Educação, Saúde, Matemática, entre outras.

O PoCA conta com mais de 150 mil usuários cadastrados de diferentes países - isso é possível pois o usuário pode acessar a plataforma de qualquer localidade. Também já estão em produção novos cursos em diferentes temáticas. Para ter acesso, basta criar uma conta no site do Portal (https://cursos.poca.ufscar.br/login/signup.php?).

O PoCA é uma iniciativa da Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD) da UFSCar, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e cumpre a missão de levar conhecimentos e oportunidades de aprendizagem a todas as pessoas, sem restrição.

Propostas de cursos

Docentes e técnico-administrativos da UFSCar e de outras instituições de Ensino Superior públicas e privadas podem submeter propostas de cursos no PoCA, que segue em fluxo contínuo. Para isso, basta acessar a opção "Como propor cursos", no site, e preencher com as informações solicitadas.

A SEaD oferece apoio na produção de materiais didáticos, criação de banco de questões, edição da sala virtual no Moodle, além de suporte e orientação durante todo o processo de propositura. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail contato@poca.ufscar.br.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Livro revela necessidade de se repensar a educação com foco em cidadania socioambiental



A obra, publicada pelo Selo Editorial Livros Legais, é resultado de estudo de campo realizado com alunos do Ensino Fundamental em escola pública da Vila Parolin, em Curitiba

A advogada Maria Amélia Rennó Casanova, especialista em meio ambiente e mestre em educação, acaba de lançar o livro “Educação para a Cidadania Socioambiental”, publicado pelo Selo Editorial Livros Legais. A obra é resultado de estudo de campo realizado com alunos do Ensino Fundamental em escola pública da Vila Parolin, em Curitiba. O lançamento aconteceu no Espaço Elefante Voador, do Hostel Bebel, no Vale do Pinhão do bairro Rebouças, na capital paranaense.
Maria Amélia Rennó Casanova 

A autora explicou que o referencial teórico fundamentou a pesquisa de campo qualitativa como estudo de caso, levantando dados com docentes e equipe pedagógica quanto a conceitos e práticas de Educação Ambiental. Já com os alunos, a pesquisadora buscou identificar qual era o entendimento a respeito de meio ambiente e cidadania. “Os resultados revelaram entendimento genérico e de senso comum de meio ambiente pela maioria do pessoal escolar”, ressaltou Maria Amélia.

No entanto, o estudo revelou que a Educação Ambiental é considerada como cuidado dos ambientes, desvinculada de uma educação socioambiental cidadã. “A cidadania como visão de respeito ao outro e ao entorno local-planetário não tem relação com o exercício de direitos e deveres”, observou.

A autora também constatou que as práticas de Educação Ambiental caracterizaram-se incipientes, dificultada pela qualificação deficiente do pessoal escolar pela falta de interação de interação entre os participantes.

“A pesquisa de campo verificou uma prática pedagógica desconectada do exercício da cidadania”, disse. A autora evidenciou um senso inicial de cidadania, ligado a deveres e não a direitos, numa perspectiva individualista, sem dimensão coletiva.

A realidade de vida apresentou-se socioambientalmente precária. Apesar dessa condição, a maioria dos alunos expressou uma visão esperançosa de futuro, sublinhou. “O estudo evidencia a necessidade de a escola repensar a educação sob o foco da cidadania socioambiental”, concluiu Maria Amélia.

Sobre a autora - Maria Amélia Rennó Casanova – graduada em Direito (1994), UFPR, especialista em Meio Ambiente, Desenvolvimento e Educação (2009) e mestre em Educação (2012), ambas pela UFPR. Ex-assessora jurídica do Ministério Público do Estado do Paraná. Advogada colaborativa, mediadora extrajudicial, membro do Instituto Brasileiro de Práticas Colaborativas - IBPC (2016), do Instituto dos Advogados do Paraná (2020) e presidente da Comissão da Advocacia Colaborativa da OAB/PR (2019)

Sobre a editora - Selo Editorial Livros Legais - parceria da NCA Comunicação e Editora, especializada em assessoria de imprensa e produção de conteúdo físico e digital, e da produtora de livros Edição por Demanda. Conta com um conselho editorial, presidido pela professora Vera Karan de Chueiri (UFPR), e formado por mestres de diversas áreas acadêmicas. Produz a edição de teses e dissertações de mestrado e doutorado, coletâneas de conteúdo jurídico de órgãos não governamentais, institutos e escritórios de advocacia e publica de livros de autores independentes. Mais informações em: www.livroslegais.com.br.