quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Anatel lacra 9,8 mil aparelhos irregulares em centros de distribuição do Mercado Livre



Trata-se da primeira ação de fiscalização presencial da Agência
em centros de distribuição de marketplaces

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou, em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB), ação de fiscalização nos centros de armazenagem e distribuição da plataforma de vendas online Mercado Livre. Ao longo da última semana, os fiscais da Anatel lacraram 9,8 mil produtos irregulares de telecomunicações, em valor estimado de R$ 1,2 milhão.

Essa foi a primeira ação de fiscalização presencial da Anatel em centros de distribuição de redes varejistas online, conhecidas como marketplaces. Foram identificadas mais de 80 categorias de aparelhos irregulares, como carregadores de celulares, baterias, TV boxes, fones de ouvido, relógios inteligentes, câmeras sem fio, roteadores e microfones sem fio.

Fabricantes e vendedores de equipamentos de telecomunicações homologados denunciaram a comercialização de produtos irregulares na plataforma online à Anatel, em reuniões do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, órgão ligado ao Ministério da Justiça. A partir disso, em consultas ao site daquele marketplace, a fiscalização da Agência verificou um provável quantitativo significativo de produtos não homologados nos Centros de Distribuição.

Os agentes da Anatel estiveram em sete centros de armazenagem e distribuição na capital paulista e em outras cinco cidades do estado – Barueri, Cajamar, Campinas, Guarulhos e Louveira. O trabalho envolveu a participação de 25 agentes de fiscalização da Agência, quatro equipes da RFB, além do apoio da Procuradoria Federal Especializada junto à Anatel (PFE-Anatel) e de servidores da Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação (SOR) da Agência.

Produtos homologados. Os consumidores devem estar atentos à existência de código de homologação do produto nos anúncios e se a empresa dispõe de garantia de que o fornecedor ou vendedor daquele produto possui autorização do detentor da homologação no País. Esses códigos podem ser verificados no Portal da Anatel.

A homologação da Anatel é necessária para que produtos de telecomunicações sejam comercializados no País. A homologação garante que os produtos observam padrões mínimos de qualidade e segurança. Ao adquirir um produto não homologado, o consumidor não tem a garantia de assistência técnica em caso de defeito, nem a garantia de que aquele equipamento não ocasionará um acidente doméstico.

Se o consumidor adquirir um produto irregular, recomenda-se que devolva ou troque o produto com o vendedor. Em caso de insucesso, pode-se entrar em contato com os órgãos de defesa ao consumidor e registrar uma denúncia nos canais de atendimento da Anatel.

Combate à pirataria. A atividade de fiscalização da última semana integra o Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da Anatel. Em 2021, as ações da Agência retiraram do mercado 2 milhões de produtos irregulares. Na página da Anatel na internet é possível acompanhar o resultado das ações de fiscalização.

“Essa ação de fiscalização foi um importante avanço no que tange ao combate à pirataria de produtos de telecomunicações. Empresas como o Mercado Livre trazem ao cidadão a sensação de regularidade em relação aos produtos vendidos em suas plataformas e é importante que essa confiança depositada na empresa pelos usuários de produtos de telecomunicações seja confirmada na prática”, disse o superintendente de Fiscalização da Anatel, Wilson Diniz Wellisch.

“É importante, entretanto, destacar a cooperação das equipes do Mercado Livre na identificação dos produtos em seus Centros de Distribuição. A empresa demonstrou uma postura proativa no sentido de auxiliar os agentes de fiscalização na verificação dos produtos comercializados. Além disso, no curso da ação de fiscalização, os representantes do marketplace procuraram a Anatel para aderir à estratégia de construção de ações para prevenção da publicação dos anúncios de produtos ou equipamentos irregulares em sua plataforma”. complementou Wellisch.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Novo estudo de sustentabilidade da Kantar mostra que maior preocupação ambiental dos latinos é com a água e muitos ainda não sabem reciclar seus resíduos




No Brasil, número dos que têm pouca preocupação com meio ambiente cresceu em dois anos, contrariando tendência global

A terceira edição do estudo Who Cares, Who Does?, da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, que relaciona atitudes sustentáveis dos consumidores aos comportamentos de compra, aponta mais uma vez, que os latino-americanos demonstram maior preocupação com desperdício e qualidade da água quando o assunto é preservação do meio ambiente.

Em relação aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos em 2015 pela ONU a serem alcançados até 2030 para proteger o ambiente e o clima do planeta, os respondentes do estudo da Kantar sinalizaram as seguintes prioridades na esfera social: qualidade da educação (56%), seguida de pobreza e condições dignas de trabalho e crescimento econômico (51%). No âmbito do meio ambiente, lideram a preocupação dos entrevistados água potável e saneamento básico para 54% e cidades e comunidades sustentáveis para 38%. Apesar dessa preocupação com desperdício de água, menos de 1/3 diz que limitará o uso de água no banho no próximo ano.

Para 62% dos respondentes, a pandemia tornou a questão da sustentabilidade mais importante do que era antes da pandemia e 35% acreditam que governos/ políticos são os maiores responsáveis pelo combate aos danos ao meio ambiente, número que chega a 46% entre os brasileiros.


O consumidor ainda faz pouco pelo meio ambiente, apesar de ter consciência do impacto de suas ações. 38% dos entrevistados gostariam de fazer mais pelo planeta, mas não agem para isso.

“É necessário desmistificar o consumidor EcoActive. Ele não é mais nicho, consome como qualquer outro e é o que mais gasta com bens de consumo massivo. Se pensarmos que os EcoActives devem chegar a quase metade da população em 2029, é urgente que as marcas considerem cada vez mais esse público e atuem de maneira efetiva e com propósito legítimo para fidelizá-lo.", afirma Kesley Gomes, Diretora Latam de LinkQ da divisão Worldpanel da Kantar.

Grupos de Consumidores

O estudo Who Cares, Who Does? divide os consumidores em três grupos de relação com o meio ambiente: EcoDismissers, que têm pouco ou nenhum interesse pelos desafios ambientais do planeta e não estão fazendo nada para mudar esta postura; EcoConsiderers, que tomam algumas medidas para reduzir seu impacto ambiental; e EcoActives, que trabalham constantemente para diminuir os níveis de resíduos plásticos e para proteger o meio ambiente.

Na América Latina o número de EcoDismissers caiu de 65% em 2019 para 47% em 2021. Os EcoActives, que eram 11% em 2019, passaram para 16% este ano e os EcoConsiders foram de 24% para 37%. Globalmente, se viu a mesma tendência. No entanto, no Brasil houve movimento inverso de EcoDismissers, que eram 68% em 2019 e agora são 71%. Os EcoActives brasileiros são apenas 8%, menor taxa entre os países pesquisados, apesar de ter aumentado 2% em dois anos. O Chile é o país com consumidores mais conscientes quanto à sustentabilidade, tendo 31% de EcoActives, grupo que deve se tornar a metade da população até 2029, ressaltando a importância de questões ligadas a meio ambiente e consumo consciente para as marcas.

Ao analisar os hábitos de compra desses consumidores, a grande maioria (63%) diz tentar comprar produtos com embalagem eco-friendly, mas apenas 25% evitam embalagem de plástico, apesar de ela ser considerada a mais danosa ao meio ambiente pela maioria (55%) na região.

Sobre itens que levam em conta ao comprar um produto, a maioria respondeu que procura embalagens que possam ser recicladas (49%) ou feitas de material reciclado (39%). Embalagens zero carbono aparecem como escolha de apenas 11% dos latinos.

A educação sobre reciclagem se mostrou um grande desafio em todos os países da amostra. Consumidores latinos ainda têm dúvidas sobre o que pode ser reciclado, como reciclar e onde obter informação. No Brasil, 36% não têm certeza dos produtos que podem ser reciclados e 46% não sabem onde e como descartar invólucros biodegradáveis.

Os consumidores revelaram grande influência das ações das empresas em suas escolhas. 64% disseram ter parado de comprar produtos e/ou serviços devido ao seu impacto negativo ao ambiente e 68% migraram para outros de impacto positivo. Marcas de bens de consumo massivo que têm boa relação com EcoActives são as que progrediram mais rápido nos últimos anos. No Brasil, de junho de 2020 a junho de 2021, o crescimento delas foi de 51%.

O estudo trouxe as 10 marcas mais lembradas pelos latinos pela sua responsabilidade ambiental. Entre elas aparecem três brasileiras: Natura, O Boticário e Ypê. A lista completa, em ordem, é: Coca-Cola, Natura, Nestlé, Omo, Ypê, Colgate, Bimbo, Avon, Gloria e O Boticário.

A edição América Latina do estudo Who Cares, Who Does? entrevistou 18.300 pessoas de Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru e México. Mais informações em www.kantar.com/whocareswhodoes

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Mariana Varella é a nova colunista de VivaBem


Em seus textos, a jornalista abordará temas relacionados a saúde pública


Para oferecer ainda mais análises de qualidade aos seus leitores, o UOL, maior empresa brasileira de conteúdo, tecnologia e serviços digitais, anuncia a estreia da jornalista de saúde Mariana Varella como colunista em VivaBem, plataforma de saúde e bem-estar do UOL.

Cientista social e editora-chefe do portal Drauzio Varella, Mariana vai publicar artigos semanais no VivaBem, às quartas-feiras. Pós-graduanda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Mariana Varella conquistou recentemente o Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa, sendo eleita a melhor colunista de saúde e bem-estar do país.

Em VivaBem, Mariana Varella vai abordar principalmente questões de saúde pública. "Ainda há pouco espaço para discutir o assunto na mídia. Falamos muito de doenças, seus sintomas e tratamentos, mas quase não abordamos as questões de saúde na perspectiva da saúde pública, que é fundamental em um país com o tamanho e as desigualdades do Brasil", acredita a jornalista.

Em seu primeiro artigo para VivaBem, Varella explicou por que acredita que saúde pública é, sim, política e não devemos ter medo de afirmar isso. Isso porque os maiores avanços em saúde são, em geral, frutos de políticas públicas bem articuladas e desenhadas, que consideram fatores socioeconômicos, raciais, ambientais e até comportamentais, além das evidências científicas que embasam os processos de decisão.

Já no segundo texto, ela discutiu o fim da obrigatoriedade do uso de máscara ao ar livre e defende que, para isso acontecer, é preciso reforçar a importância da utilização das máscaras em ambientes fechados. Mariana Varella ressalta que, em um momento no qual muitas fake news são disseminadas e há tanta desinformação sobre saúde, é fundamental ter um espaço para discutir e esclarecer assuntos como esses, que impactam diretamente na saúde coletiva.


Novos colunistas de Equilíbrio e Saúde

Além de Mariana Varella, o time de colunistas de VivaBem ganhou recentemente outros dois integrantes. O psicólogo Lucas Veiga estreou sua coluna no final de setembro. Com artigos publicados semanalmente às terças-feiras, o mestre em psicologia clínica pela UFF (Universidade Federal Fluminense) vai abordar assuntos sobre saúde mental e bem-estar.

Outra estreia foi a coluna da endocrinologista Fernanda Victor. Mestre em ciências da saúde na UPE (Universidade de Pernambuco), a médica irá publicar às quintas-feiras artigos que falam sobre como identificar, prevenir e tratar problemas cada vez mais comuns em nossa sociedade, como diabetes, obesidade, síndrome metabólica, disfunções da tireoide etc.

Para acompanhar a frequência de cada coluna, acesse o link.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Pacientes com câncer de mama que dependem do SUS não têm atualização terapêutica há quase 20 anos



Planos de saúde já contam com terapias mais avançadas, mas milhares de pacientes jovens com câncer de mama avançado ainda seguem sem perspectivas

Neste Outubro Rosa, as pacientes com câncer de mama metastático do tipo mais comum, o RH+ e HER2-, ainda aguardam motivos para comemorar. Isso porque a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (CONITEC) deve decidir, até o fim deste mês, sobre a inclusão de medicamentos inovadores para tratar a doença, que corresponde a 70%[1] dos casos de câncer de mama e que há quase duas décadas não recebe atualização de terapias disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, em que a neoplasia ocupa a segunda posição. O Sudeste é a região com maior mortalidade proporcional, com 16.9%[2]. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer, a doença afeta mais de 66 mil mulheres por ano no Brasil[3] e cerca de 35%[4] dos casos são identificados já em fase metastática. Apesar disso, dados do Radar do Câncer demonstram quedas significativas na realização de mamografias e demais exames de rastreamento durante a pandemia; com uma baixa de 48%[5] em 2020 e 50%[6] em 2021.

Na Agência Nacional de Saúde (ANS), responsável pela definição do rol de tratamentos para os planos de saúde, a atualização mais recente foi em fevereiro de 2021 e contou com a inclusão de medicamentos inovadores como a classe CDK, que são responsáveis por interromper o processo pelo qual as células se dividem e se multiplicam, sendo capazes de prolongar a sobrevida das pacientes.

Segundo o Dr. Ricardo Caponero, Médico oncologia do Hospital Oswaldo Cruz e presidente do Conselho Técnico Científico da FEMAMA, o câncer de mama RH+ e HER2- se manifesta com mais agressividade em mulheres mais jovens, com taxas de mortalidade mais elevadas quando comparadas às mulheres de idade mais avançada, apesar da crença popular de somente mulheres mais velhas são afetadas. "Essa atualização é extremamente importante, principalmente por ser capaz de tratar mulheres jovens que foram acometidas pela doença. Hoje, sabe-se que ter acesso a terapias avançadas e inovadoras impacta diretamente no tempo e qualidade de vida dessas pacientes", explica do Dr.Caponero. "É injusto e irresponsável permitir que aquelas que têm condições para ter plano de saúde sejam privilegiadas. Precisamos garantir tratamento para todas as pacientes", completa.

Ter acesso a terapias inovadoras que ofertam melhor jornada de tratamento, com mais conforto e segurança - como as "quimioterapias orais", por exemplo -, geram menos impacto na vida social, profissional e acadêmica dessas mulheres que estão em idade econômica ativa e, por vezes, são a principal fonte de renda da família.

"Contamos com a atualização do arsenal de terapias disponíveis para o câncer de mama avançado no SUS, como resultado da última consulta pública, para fazer valer um dos princípios do SUS, que é a equidade. Existem inequidades dentro do próprio Sistema Único de Saúde, tendo em vista que recentemente houve incorporação de medicamentos mais modernos para 20% das pacientes de câncer de mama avançado. Precisamos melhorar a oferta de terapias, fator que impacta não somente na vida do paciente, mas saúde pública, economia e em toda a sociedade", finaliza o especialista.

Referências

[1] Estudo AMAZONA III/GBECAM 0115 - P2-09-11. Prevalence of patients with indication of genetic evaluation for hereditary breast and ovarian syndrome in the Brazilian cohort study - AMAZONA III. 2019. Disponível em: https://www.abstractsonline.com/pp8/#!/7946/presentation/701

[2] https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/mortalidade

[3] Instituto Nacional do Câncer. Estatísticas do Câncer. Disponível em: https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer.

[4] Estudo AMAZONA III/GBECAM 0115 - P2-09-11. Prevalence of patients with indication of genetic evaluation for hereditary breast and ovarian syndrome in the Brazilian cohort study - AMAZONA III. 2019. Disponível em: https://www.abstractsonline.com/pp8/#!/7946/presentation/701

[5] Radar do Câncer. Painel Covid. Disponível em: http://radardocancer.org.br/painel/covid/.

[6] Radar do Câncer. Painel Covid. Disponível em: http://radardocancer.org.br/painel/covid/.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Associação Médica Brasileira lança manifesto em defesa da cobertura estabelecida em lei aos pacientes/usuários de planos de saúde



É imprescindível a proteção assistencial de 48 milhões de pacientes/usuários do sistema de saúde suplementar por meio da garantia de cumprimento dos contratos de planos de saúde. Operadoras não podem dizer não à cobertura quando seus beneficiários mais precisam - ou seja, quando necessitam se submeter a um tratamento ou procedimento indicado pelo médico. As entidades signatárias desse manifesto alertam para o risco de grave retrocesso na rede de saúde suplementar, caso o STJ (Superior Tribunal de Justiça) altere o entendimento histórico sobre a natureza exemplificativa do rol de procedimentos de cobertura obrigatória da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Rol de procedimentos: parâmetro mínimo de cobertura

O acesso a tratamentos e tecnologias de saúde é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal, mesmo nos casos em que o serviço é prestado pela iniciativa privada. A Lei de Planos de Saúde, por outro lado, determina que todos os tratamentos das doenças incluídas na CID (Classificação Internacional de Doenças) da OMS (Organização Mundial de Saúde) são de cobertura obrigatória.

A mesma norma indica de maneira explícita os procedimentos cuja exclusão da cobertura é permitida - a saber, tratamentos ou cirurgias experimentais, procedimentos, órteses e próteses para fins estéticos, medicamentos importados não nacionalizados, dentre outros.

Isso significa que o consumidor tem o direito a todos os procedimentos diagnósticos e terapêuticos para tratamento das doenças listadas pela OMS, desde que indicados pelo médico que lhe assiste, sendo vedadas quaisquer restrições de coberturas exceto as expressamente previstas na própria Lei.

É nesse espírito que a ANS edita o chamado Rol de Eventos e Procedimentos em Saúde. Esta lista é um parâmetro mínimo ou exemplificativo desde suas edições iniciais nos anos 2000. Isso significa que, nos últimos vinte anos, as negativas de cobertura baseadas na ausência de determinado procedimento no rol têm sido majoritariamente caracterizadas como abusivas.

Mudar esse entendimento histórico coloca em risco a assistência adequada à saúde dos pacientes e a autonomia dos médicos, que são as únicas autoridades sanitárias com prerrogativa para determinar o melhor tratamento para cada pessoa.

Decisões do Poder Judiciário não prejudicam financeiramente as operadoras de planos de saúde

Não há risco econômico ou de colapso financeiro às operadoras diante da manutenção do entendimento de que o rol é o exemplificativo. O rol de procedimentos vem sendo entendido há décadas como exemplificativo e as operadoras continuam apresentando lucros, majorados durante a pandemia.

Por outro lado, é evidente a assimetria entre o poder econômico das empresas e os consumidores. Para o consumidor, o impacto de uma interpretação restritiva do rol seria profundo. Além da mensalidade do plano de saúde, reajustes anuais, por faixa etária e por sinistralidade, haveria custos imprevisíveis e incalculáveis de tratamentos e procedimentos nos momentos de maior necessidade e vulnerabilidade.

Os argumentos de equilíbrio econômico das empresas não podem ser utilizados em prejuízo da saúde dos pacientes. Ao contrário da lógica do atendimento necessário ao paciente, que está legislada e devidamente garantida por nosso Poder Judiciário, os aspectos econômicos ainda carecem de transparência.

Pela defesa da manutenção do entendimento histórico da Corte

As entidades signatárias:

● Confiam que o Poder Judiciário, cumprindo seu papel institucional de garantia de justiça social e regras justas, continuará protegendo os pacientes-usuários de planos de saúde e a autonomia dos médicos - as únicas autoridades sanitárias capazes de determinar a pertinência de um tratamento ou procedimento;

● Defendem que o rol de cobertura da ANS é um parâmetro mínimo que deve ser entendido como exemplificativo;

● Alertam para o retrocesso e o efeito desastroso que a limitação de cobertura pode ter sobre os consumidores nos momentos de maior necessidade, em que se encontram especialmente desprotegidos e vulneráveis diante do poder das operadoras.

Brasil, 21 de outubro de 2021.

Associação Médica Brasileira (AMB)

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Fundação Procon

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP)

Promotoria da Saúde de São Paulo



Também são signatárias e apoiam o Manifesto:

  • Associações Médicas Estaduais


Associação Catarinense de Medicina

Associação Médica de Brasília

Associação Médica de Minas Gerais

Associação Médica de Pernambuco

Associação Médica de Roraima

Associação Médica de Tocantins

Associação Médica do Mato Grosso do Sul

Associação Médica do Paraná

Associação Médica do Rio Grande do Sul

Associação Paulista de Medicina

Sociedade Médica de Sergipe

Sociedade Médica do Estado do Rio de Janeiro


  • Sociedades de Especialidades Médicas


Academia Brasileira de Neurologia

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica

Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Associação Médica Homeopática Brasileira

Associação Nacional de Medicina do Trabalho

Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Federação Brasileira de Gastroenterologia

Sociedade Brasileira de Anestesiologia

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular

Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular

Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear

Sociedade Brasileira de Nefrologia

Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

Sociedade Brasileira de Pediatria

Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

Sociedade Brasileira de Radioterapia


  • Outras Entidades Apoiadoras

Núcleo Especializado de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Fórum dos Procons Paranaenses

Instituto Oncoguia

Procon Estadual de Pernambuco

Associação das Donas de Casa da Bahia

Associação das Donas de Casa, dos Consumidores e da Cidadania de Santa Catarina

Defensoria Pública do Estado da Paraíba

Instituto Defesa Coletiva Procon Municipal de Caruaru-PE

Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública de Alagoas

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

PROJETO SOCIAL EM PROL AO COMBATE À FOME


 Corrida de rua que acontecerá no Rio de Janeiro e online, complementará pratos de comida para pessoas em vulnerabilidade social

No dia 21 de Novembro, o Rio de Janeiro vai sediar a corrida de rua Corre da Reserva®, com um importante propósito social. Aos que não puderem ir à capital fluminense, também será possível participar de maneira online e de qualquer lugar do Brasil. A marca de roupas brasileira, é quem está à frente da ação e organização da corrida. As inscrições estarão disponíveis a partir do dia 16 de outubro pelo aplicativo da marca e darão direito a um kit exclusivo no valor de R179. Cada inscrição complementará 10 pratos de comida por meio do programa 1P5P (1 peça, 5 pratos doados) da marca, além de mais 1 prato doado a cada quilômetro percorrido por participante.
No Rio de Janeiro haverá três modalidades de corrida: amadores, atletas e público em geral, ou seja, um evento para todos. Os participantes serão direcionados ao local de partida distribuídos entre pontos distintos pela Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da capital, até chegar na Marina da Glória onde completarão seus 2, 5, 10 ou 15 km de corrida, de acordo com a modalidade escolhida. O evento seguirá todas as normas sanitárias, como o uso de máscaras e disponibilização de álcool em gel em todo o percurso, além da adoção de diferentes pontos de partida, a fim de evitar aglomerações.
Para quem não estiver presente será possível adquirir seu kit e participar de forma remota, correndo junto com os demais. A Reserva tem um compromisso com o combate à fome e investe em maneiras inovadoras para seguir se transformando em uma empresa mais sustentável. Com a pandemia, o número de pessoas em insegurança alimentar no Brasil subiu para 116,6 milhões, ou seja, 1 a cada 2 brasileiros, e, por isso, a mobilização de outras empresas é ainda mais necessária. O número de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave, segundo a Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), é de mais de 19 milhões.
Os pontos de largada da corrida serão Praia do Flamengo para 2 km, Botafogo (Mourisco/Fogo de Chão) para 5 km, Copacabana (Posto 5) para 10 km e Parque da Figueira (Lagoa) para quem for correr 15 km, até finalizarem a corrida na Marina da Glória, próximo ao centro da cidade.
Para se inscrever é preciso baixar o aplicativo da Reserva no celular, disponível nas versões Android e IOS. O valor arrecadado na corrida será revertido para o programa 1P5P, em que a empresa complementa 5 pratos de comida por peça vendida. O projeto já doou mais de 50 milhões de refeições complementares desde 2016.

Aqui você encontra outra publicação de combate à fome. 


terça-feira, 19 de outubro de 2021

Associação Cactus lança maratona nacional de matemática para estudantes da rede pública


Escolas de todo o país podem inscrever seus alunos para a jornada de aprendizado, totalmente virtual. Estudantes, professores e colégios vencedores serão premiados

Estão abertas, até o dia 24 de outubro, as inscrições para a Maratona Cactus 2021. Com apoio do Arco Instituto, braço social da Arco Educação, a organização - que atua por meio da educação para criar uma cultura de protagonismo - fará uma jornada de aprendizado por meio de desafios matemáticos, com o objetivo de despertar o senso de protagonismo e o engajamento de estudantes do 6º ao 9º ano do ensino público de todo o Brasil.

“A experiência da Cactus mostra que tem muita criança precisando apenas de um empurrãozinho. Nós oferecemos oportunidades para que esses alunos subam mais um degrau da sua jornada de sucesso. Fazemos isso com o máximo de empatia, para engajar e abrir oportunidades para esses estudantes. A maratona é sua primeira oportunidade. E melhor, uma jornada divertida, cativante e engajadora”, explica Jefferson Vianna, presidente da Cactus.

Para participar, o professor ou responsável deve inscrever a escola pelo site https://associacaocactus.com.br/maratona-cactus/. No portal também é possível acessar o edital com todas as regras. A Maratona é composta por três fases que terão caráter eliminatório, sendo o desempenho na 3ª fase o critério de premiação final e a 2ª fase o critério de desempate. Os alunos do 6º e 7º ano irão competir pelo Nível 1 e os alunos do 8º e 9º ano pelo Nível 2. Os grupos que participarem e concluírem a Fase 3 serão premiados com medalha de Ouro, Prata, Bronze ou Menção Honrosa, de acordo com o seu desempenho. O anúncio dos vencedores está previsto para acontecer na segunda semana de dezembro.

“O trabalho desenvolvido pela Cactus está alinhado ao propósito do Arco Instituto de ‘empoderar jovens a irem além do que imaginavam ser possível, por meio da educação’. Acompanhamos de perto o trabalho desenvolvido por eles e estamos muito felizes de apoiar a Maratona Cactus. Temos certeza de que o projeto terá grande impacto positivo na vida dos estudantes que participarem”, afirma Juliana Gregory, diretora de Impacto na Arco Educação.

A Maratona Cactus conta também com o apoio de Doar Futuro, Nova Escola, Ensina Brasil, CEU e Sistema Positivo de Ensino.

A gestora municipal Edneide Moura comenta a experiência do ano passado: “as escolas de Pereiro, no Ceará, participaram da 1ª Edição da Maratona Cactus de Matemática, em 2020. Entendo a maratona como uma grande oportunidade para desenvolver as habilidades do nosso alunado junto ao componente da Matemática, e o mais fantástico de tudo isso é vê-los protagonizando seus enredos estudantis, superando desafios e instigando-os, uns aos outros, num clima de aprendizagem dinâmica e assistida por um Professor-Mentor rumo ao alcance de seus objetivos”.

“Durante a pandemia foi muito difícil acompanhar a aprendizagem dos meus estudantes e estimulá-los a estudarem, ainda mais se tratando de uma escola rural. A Maratona Cactus nos deu a oportunidade de desenvolver com os estudantes competências básicas como pensamento crítico e criativo, comunicação e argumentação, a autonomia e autogestão e trabalho cooperativo, além das habilidades da BNCC. Na premiação da medalha de ouro em nossa escola, os responsáveis relataram o quanto a maratona havia estimulado o estudo e a autonomia das crianças e o impacto positivo no estímulo de suas potencialidades”, relata o professor João Pedro Meireles Cardoso, da Escola Municipal José Esmerindo Ribeiro, de Petrolina (PE).

A aluna Naila Fontenelle, da Escola Cosme Rodrigues de Souza, localizada em Carnaubal (CE), ganhou a medalha de ouro na edição da maratona de 2020: “Tive a oportunidade de colocar na prática o que só havia conhecido no papel”, conta a estudante.

Cronograma da Maratona Cactus: a Fase 1 da Maratona Cactus começa no dia 25 de outubro e se estende até o dia 19 de novembro. A Fase 2 terá início no dia 22 de novembro e irá até o dia 28 de novembro. Já a Fase 3 começa no dia 06 de dezembro e acontece até o dia 12 de dezembro.

Sobre a Cactus - A Cactus é uma ONG que busca, através da educação e da criação de uma cultura de protagonismo, transformar a vida de todos que têm oportunidade de viver essa experiência.

Sobre o Arco Instituto - Lançado publicamente em 2021, o Arco Instituto foi criado para estruturar e ampliar as ações de terceiro setor realizadas pela Arco Educação. Por meio de apoio a projetos e organizações, o instituto tem a missão de “empoderar jovens a irem além do que imaginavam ser possível, por meio da Educação”. A companhia já apoia organizações como Associação Cactus, Edisca, Ensina Brasil, Iteva, Nubo, Primeira Chance e o Instituto Ser +. Informações: https://arcoinstituto.com.br/

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Projeto Mais Verde: voluntários plantam árvores em Londrina (PR)

Ação de voluntariado contribui para o meio ambiente
Crédito: Divulgação


Ao todo, 40 pessoas participaram da ação sustentável do Instituto A.Yoshii, no distrito de Maravilha, onde foram plantadas mudas de 15 espécies diferentes, nativas da Mata Atlântica

Embaúba, Aroeira Pimenteira, Figueira Branca, Ipê Amarelo. Ao todo, 40 mudas de 15 espécies de árvores nativas da Mata Atlântica foram plantadas por voluntários do Instituto A.Yoshii, por meio do projeto Mais Verde. A ação aconteceu na Gaviãozinho Farm, localizada no distrito de Maravilha, na zona sul de Londrina (PR), em alusão ao Dia da Árvore (21/09).

Instituto A.Yoshii tem como um dos pilares
a realização e o envolvimento em iniciativas
voltadas à sustentabilidade
Crédito: Divulgação
Os responsáveis pela fazenda, que existe há 48 anos, vêm trabalhando para restaurar o bioma da região e incentivar ações voltadas ao meio ambiente, especialmente por meio de parcerias como esta firmada com o Instituto A.Yoshii, entidade fundada em 2006 e que tem como um dos pilares a realização e o envolvimento em iniciativas voltadas à sustentabilidade. O objetivo do projeto Mais Verde é promover o voluntariado, o contato com a natureza, preservar o meio ambiente e propiciar aos participantes a experiência ao ar livre e a emoção de plantar uma árvore, que pode se tornar um marco especial para muitas pessoas.

Para o voluntário Vitor Shiroma, a experiência foi inesquecível. “Hoje eu tive a oportunidade de plantar minha primeira árvore. Foi um sentimento único e quero continuar participando de ações como esta. É muito bom disseminar a conscientização sobre a importância do meio ambiente”, relata o colaborador da A.Yoshii Engenharia.

A vice-presidente do Instituto A.Yoshii,
Maria Fernanda Beneli, também participou da ação
Crédito: Divulgação
A ação também é uma forma de todos refletirem sobre a importância de pequenas atitudes de cuidado com o planeta. "A sustentabilidade é um pilar importante do Instituto A.Yoshii e a ideia deste projeto é colaborarmos com as questões ambientais e sustentáveis para deixarmos um mundo melhor para nossos filhos”, completa a vice-presidente do Instituto, Maria Fernanda Beneli Vicente.

Ela lembra ainda que as árvores são responsáveis por filtrar o gás carbônico e produzir oxigênio. Dão sombra, regulam a temperatura atmosférica, além de abrigarem flora e fauna, entre inúmeros outros benefícios.

Os fundadores da Gaviãozinho Farm, Paulo Maurício e Guilherme Acquarole, têm a expectativa de plantar mil mudas de árvores até o final do ano. “E, para nós, é muito importante termos parceiros como o Instituto A.Yoshii, que dá sustentação cada vez maior para o nosso projeto e para a conservação do nosso planeta”, destaca Guilherme.

Além de instruir e promover ações de incentivo ao consumo consciente, a Gaviãozinho Farm fomenta o plantio de árvores com o projeto Adote Floresta. A propriedade está localizada a aproximadamente 2 km do Rio Tibagi e é cortada pelo Rio Gaviãozinho, que deu origem ao nome da fazenda.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

ClimateScience realiza Semana da Conscientização Climática

Evento gratuito e aberto à comunidade ocorre nos dias 18, 19 e 20 de outubro às 19h pelo YouTube

A organização não governamental ClimateScience, que nasceu no Reino Unido, com apoio das Universidades de Cambridge e de Oxford, em parceria com as iniciativas nacionais Uniclima e Clima de Mudança (Movimento universitário que busca combater a crise climática e pensar soluções para o desenvolvimento sustentável), realizam a Semana de Conscientização Climática, em evento gratuito e on-line destinado a todos que se interessam em entender as mudanças climáticas, seus efeitos e soluções.


Serão três encontros com os seguintes temas e palestrantes:



18/10: Por que o clima é importante?
Palestrante: Daniel Mota - Engenheiro ambiental




19/10: A importância dos catadores de rua como agentes ambientas
Palestrante: Anemone Santos - Coordenadora do Fórum de Catadoras e Catadores de Rua da Bahia; diretora da Federação CataBahia




20/10: É possível se adaptar? Qual o destino da vida no planeta em tempos de mudanças climáticas?

Palestrante: Flavia Nogueira - Doutora em Ecologia pela UNICAMP
        


O link para transmissão no YouTube será enviado para o e-mail inscrito no forms: https://forms.gle/RqSzeqb7Ls4bSYiw9                                                                                                                                                                                                                                                           

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Idec lança manual sobre moderação de conteúdo para usuários das mídias sociais



Em parceria com organização latino americana, instituto elaborou materiais com orientações aos consumidores

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lança o guia “Seus Direitos nas Mídias Sociais”, voltado para orientação de usuários sobre moderação de conteúdo em blogs, sites, redes sociais, apps e outros tipos de plataformas digitais controladas por empresas.

Organizado em quatro capítulos, o guia busca informar os consumidores sobre este contexto com exemplos práticos sobre o que é moderação de conteúdo, quais são seus direitos e como é possível reivindicá-los em caso de decisões consideradas injustas.

Estes mecanismos para solucionar problemas relacionados à remoção de conteúdo ou exclusão de contas nas mídias sociais existem há anos, no entanto, consumidores desconhecem ou conhecem pouco sobre tais procedimentos.

"Em tempos de acalorada discussão sobre o poder que as plataformas têm sobre os debates públicos, este material surge como uma tentativa de preencher esta lacuna, apresentando os direitos dos cidadãos nas redes sociais, mas também explicando como exercer tais direitos no seu cotidiano”, afirma Luã Cruz, pesquisador do programa de Telecom e Direitos Digitais do Idec.

Estas empresas, que detêm as mídias, estabelecem regras privadas das quais os usuários estão sujeitos mas nem sempre têm ciência delas; além de terem o poder de decidir o que não é visto, o que é falso e o que é verdadeiro, o que é ofensivo ou indecente.

O material, disponibilizado de forma online e gratuita, foi desenvolvido originalmente pelo Observacom (Observatorio Latinoamericano de Regulación, Medios y Convergencia) no Uruguai, em 2020. No Brasil, o Idec é representante desta ação e adaptou o conteúdo.

"A iniciativa de traduzir e adaptar um material tão informativo, e originalmente criado em língua espanhola, nos pareceu oportuna, uma vez que as regras de moderação de conteúdo das grandes plataformas costumam ser as mesmas, seja no Brasil, no Uruguai ou em qualquer outro país da América Latina", complementa o pesquisador do Idec.

A publicação do Idec também traz exemplos de conteúdos que podem ser moderados e explica o que são termos como ShadowBan e Flagging, por exemplo. Estes termos se popularizaram após algumas plataformas sinalizarem conteúdos como desinformação, em especial, durante as eleições norte-americanas e em meio à pandemia de covid-19.


Acesse a página "Seus Direitos das Mídias Digitais" aqui.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Empresas se unem para promover desafio de corrida virtual e arrecadar cestas básicas


Divulgação


No Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, acontece o Desafio Virtual Connection - Corrida e Caminha Contra a Fome; previsão é de 500 participantes e arrecadação de centenas de cestas básicas digitais


Para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, que acontece no próximo dia 16 de outubro, o grupo de networking Connection, reuniu 13 empresas e instituições das cidades de Jundiaí, Itupeva, Sorocaba, Osasco e São Paulo para realizar o Desafio Virtual ConnectionCorrida e Caminhada Contra a Fome. A previsão é de 500 participantes e arrecadação de centenas de cestas básicas digitais.

Idealizado pelo Connection e desenvolvido pela UniRun – Universidade da Corrida, o evento tem como objetivo promover a prática da atividade física e, ao mesmo tempo, incentivar a solidariedade.

Todas as empresas e instituições patrocinadoras e apoiadoras do evento poderão convidar seus respectivos colaboradores e parceiros para participarem do desafio de corrida e caminhada. A inscrição para os convidados será gratuita e, opcionalmente, caso desejem, eles poderão doar valores de R$ 50, R$ 100 ou R$ 150 ao Instituto Stop Hunger, que é uma ONG de combate à fome presente em mais de 80 países, atuando, de forma independente, dentro do ecossistema da multinacional Sodexo.

O valor arrecadado será revertido, integralmente, em cestas básicas digitais por meio do cartão alimentação Stop Hunger, e entregues a entidades parceiras do instituto nas regiões onde as empresas participantes do evento estão instaladas.

Em Jundiaí, a iniciativa conta com o patrocínio e apoio da Faculdade de Medicina de Jundiaí; do Laboratório Biológico; da CM Global Business; do Mundo Verde Jundiaí e do Time Jundiaí Atletismo.

Também participam a Apter (de Sorocaba); a Amede Medicina Ocupacional (de Itupeva), a Agência WHIZZ de publicidade (de Osasco), o HearthBrasil, representando Instituto HeartMath, e a Favo Comunicação (de São Paulo).

“Fazemos parte de um grupo de networking que tem ajudado mutuamente empreendedores e empresas a crescerem seus negócios. Agora, estamos muito felizes por reunirmos tantos parceiros em prol de algo ainda maior, que é o combate à fome. Ao mesmo tempo, ainda estamos incentivando a atividade física. Tenho certeza de que essa é a primeira de muitas ações solidárias que ainda faremos”, comenta Renato Martiniano, fundador e CEO do Connection.

“O objetivo da ação é arrecadar cestas básicas e colocar movimento, gerando vida dentro de nossas empresas e de nossos parceiros, além de promover o bem-estar físico e mental por meio da prática de corrida e caminhada”, declara Juliana Oruê, fundadora da UniRun, empresa que atua com clubes de corridas corporativos.

Desafio virtual

O Desafio Virtual Connection – Corrida e Caminha Contra a Fome acontecerá por meio da plataforma www.unirun.com.br, na qual os convidados podem realizar suas inscrições e, depois, enviar os resultados para a composição do ranking. Cada corredor receberá um kit contendo uma camiseta e uma medalha.

A prova não tem ponto de partida e nem de chegada; basta completar a distância do percurso que pode ser 3 km de caminhada ou 5 km de corrida. Cada corredor escolhe o melhor momento para realizá-la e também o local do trajeto, por exemplo, em um parque, no próprio bairro onde reside ou até mesmo em uma esteira ergométrica de sua residência e/ou clube seguindo as normas de distanciamento social de sua região. É preciso comprovar a conclusão da prova e o tempo que levou para cumpri-la por meio de aplicativos.

Sobre o Connection - O Connection é uma empresa especializada em promover networking entre empreendedores. Foi fundado em 2017 na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo. Atualmente, engloba 60 empresas participantes nas cidades de Jundiaí, Osasco e Sorocaba. Até o fim de 2022, a previsão é expandir e ter grupos em, no mínimo, 10 cidades.

Os membros do Connection se dividem em grupos e realizam reuniões semanais e virtuais. Nos grupos, as empresas não encontram concorrentes em sua área de atuação. O objetivo é gerar oportunidade de negócios com a rede de relacionamento de cada um dos participantes, por meio de indicações e ajuda mútua.

Renato Martiniano, fundador e CEO do Connection, é formado em Ciências Contábeis, atuou em grandes empresas, como UOL, Submarino.com e B2W, e tornou-se consultor em 2011, tendo se especializado em técnicas de prospecção.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Marfrig doa 8,3 milhões de reais para concluir a construção de barco hospital no Amazonas




Verba destinada pela companhia possibilitará ao Barco Hospital São João XXIII oferecer atendimento médico para as comunidades ribeirinhas da região

A Marfrig, líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, anuncia a doação de 8,3 milhões de reais para a efetivação do projeto Barco Hospital São João XXIII. A verba será utilizada para comprar equipamentos e concluir a construção da embarcação, mantida pela Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. A expectativa é oferecer cerca de 5.000 atendimentos por expedição às comunidades ribeirinhas do Amazonas.

A partir da doação destinada pela companhia, o barco auxiliará em atendimentos de saúde preventivos, laboratoriais, ambulatoriais, cirúrgicos e odontológicos, além de prestar suporte aos casos de covid-19 na região. A embarcação, que possui 48 metros de comprimento e quatro andares, tem previsão para iniciar os trabalhos médicos no primeiro semestre de 2022.

“Creio que iniciativas como esta da Marfrig possibilitam o acesso a uma saúde de qualidade e de forma gratuita para uma população ribeirinha que tem uma dificuldade de ser atendida nos hospitais, proporcionando uma sociedade melhor e mais justa. Um exemplo é a nossa missão no Barco Hospital Papa Francisco, um hospital fluvial que atende no Rio Amazonas no estado do Pará. Lá os pacientes passam por todos os processos de atendimento médico, consulta, exames e cirurgias se necessário. E o mais importante: ele sai amparado, pois leva do próprio Barco Hospital o medicamento prescrito, gratuitamente devido a empresas e benfeitores que possibilitam isso”, afirma Frei Francisco Belotti.

Em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, a Marfrig anunciou a doação de 1 milhão de reais para a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, mantida pela ordem dos franciscanos. A entidade é responsável por mais duas embarcações - Barco Hospital Papa Francisco e Barco Hospital São João Paulo II - que atuam em conjunto e se complementam na prestação de serviços de saúde a mais de 1.000 comunidades no estado do Pará. A ação foi uma das diversas iniciativas da companhia para auxiliar no combate ao novo coronavírus no país.


Doar é um ato de ajudar o próximo. É oferecer aquilo que não nos fará falta e será  tudo de bom para o outro. Aqui no Reflexões do Dia já publicamos outras iniciativas que marcaram a vida de muitas pessoas. Leia o post 1 e o post 2 para conhecer outras doações realizadas.