terça-feira, 30 de novembro de 2021

Impacto Social Positivo: UOL divulga finalistas do Prêmio ECOA




Premiação reconhecerá pessoas, iniciativas e empresas transformadoras;

Os vencedores serão anunciados em transmissão on-line, no dia 2 de dezembro, às 11h;

O UOL, maior empresa brasileira de conteúdo, tecnologia e serviços digitais, divulga as empresas e pessoas finalistas da primeira edição do Prêmio ECOA.

A premiação é realizada com o respaldo editorial de ECOA - a plataforma do UOL por um mundo melhor -, e reconhecerá iniciativas de pessoas, movimentos sociais e empresas que estão promovendo transformações positivas no Brasil.

A ação conta ainda com uma parceria técnica com a ponteAponte, consultoria que qualifica o investimento social e amplia o impacto positivo de projetos Brasil afora.

Murilo Garavello, Diretor de Conteúdo do UOL, ressalta: “Com a premiação, ECOA segue com o propósito editorial de engajar pessoas, mudando a maneira como o brasileiro consome conteúdo sobre temas e ações que estão transformando o mundo”.


VOTO POPULAR

No total, são cinco categorias, sendo três delas definidas por um júri multisetorial, e duas por voto popular.

Na categoria “Vozes que Ecoam”, que irá eleger a personalidade que está ajudando a transformar o mundo, os finalistas são: o líder indígena Ailton Krenak, o ator Bruno Gagliasso, a atriz Christiane Torloni, a política Marina Silva e o ator Lázaro Ramos.

Já a categoria “Fizeram História”, que é uma homenagem a quem lutou antes de nós e ajudou a transformar o país, os finalistas são: Abdias Nascimento, Antonieta de Barros, Augusto Ruschi, Betinho, Câmara Cascudo, Carlos Alberto Caó, Darcy Ribeiro, Irmã Dulce, Laudelina de Campos Mello, Lélia Gonzalez, Lina Bo Bardi, Marietta Baderna, Milton Santos e Oswaldo Cruz.

As histórias e transformações realizadas por todas essas personalidades podem ser conferidas no site de ECOA.


CATEGORIAS VOTADAS PELO JÚRI

Em “Causadores”, que reconhece pessoas que possuem trajetórias inspiradoras e ações que impactam positivamente a vida de outros, os finalistas são: Carmen Silva, líder do Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC), Lia de Lourdes, responsável pela melhoria de vida de 600 famílias da Vila Nova Esperança, bairro localizado em São Paulo (SP), e Rhenan Cauê, que desenvolveu um projeto de revitalização e recuperação do córrego Brejinho, afluente do Rio Araguaia, em Araguatins (TO).

Na categoria “Iniciativas que inspiram”, que reúne coletivos, movimentos sociais, redes e organizações da sociedade civil (OSCs) que desenvolvem projetos criativos e inovadores para melhorar o bem-estar coletivo, temos como finalistas a Associação de Rede de Mulheres Produtoras de Pajéu, que atuam em Pernambuco para apoiar mulheres do sertão, o Instituto Biota de Conservação, organização que protege animais marinhos da costa de Alagoas, e a Uneafro Brasil, rede de cursinhos comunitários voltada para alunos negros de escolas públicas de periferia.

Por fim, na categoria “Empresas que mudam”, foram selecionadas histórias de empresas e negócios de impacto social que promovem ações propositivas para solucionar problemas sociais, econômicos e ambientais e o júri decidirá entre a empresa Conta Black, conta digital voltada para auxiliar quem não têm acesso a serviços financeiros em instituições tradicionais, a Marulho, organização que desenvolve produtos de pesca a partir de materiais descartados, e a Pantys, marca de calcinhas menstruais criada para oferecer às mulheres uma opção mais confortável e com menor impacto ambiental.


VENCEDORES

Os ganhadores serão anunciados em 2 de dezembro, às 11h, em uma cerimônia de premiação transmitida ao vivo pelo UOL.

Para outras informações, acesse.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Prolata promove ação oftalmológica para catadores de recicláveis da Zona Leste de São Paulo


Ação atendeu 59 catadores das Cooperativas de Reciclagem Central Tietê e Vitória do Belém, parceiras da Prolata


Prolata promove ação oftalmológica para catadores de
recicláveis da Zona Leste de São Paulo  

Divulgação Prolata

A Prolata, em parceria com o IRAPA (Instituto de Referência e Apoio a Projetos Assistenciais do Brasil) e o Instituto Verter, realizou uma ação de atendimento oftalmológico aos catadores de Cooperativas de Reciclagem da zona leste de São Paulo. Foram realizados exames de vista e doações de óculos, com lente e armação, para os catadores da cooperativa Central Tietê, do bairro Tatuapé, e da Vitória do Belém, do bairro Belenzinho. Ambas as cooperativas são parceiras da associação Prolata.

Da cooperativa Central Tietê, 47 catadores realizaram o exame de vista e 27 apresentaram necessidade de usar óculos. Já na Vitória de Belém, dos 12 examinados, 3 descobriram problemas de visão.

A diretora da Prolata, Thais Fagury, demonstra grande satisfação com os resultados da ação. "Para nós, é bastante gratificante poder contribuir com a qualidade de vida dessas pessoas, beneficiando a saúde visual". Thais ainda destaca que o trabalho dos catadores é fundamental para o meio ambiente e fortalece ainda mais o sistema de logística reversa.

Prolata promove ação oftalmológica
para catadores  de recicláveis  
da Zona Leste  de São Paulo

Divulgação Prolata

Os exames foram realizados em 22 de outubro e os óculos foram entregues em 08 de novembro.

Sobre o Prolata - A Prolata é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2012, pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil. Iniciativa da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e coordenação e patrocínio em conjunto com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI) para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal, o Prolata obtém recursos de seus associados e parceiros investidores, os quais são integralmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos.

Sobre a IRAPA - O IRAPA do BRASIL – Instituto de Referência e Apoio a Projetos Assistenciais do Brasil é uma associação sem fins econômicos, de direito privado, pautando-se em sua visão na defesa de projetos para redução das desigualdades sociais, econômicas e ambientais. Presta serviços voluntarias por meio de seus representantes, das fortes parcerias e apoios com mesmo campo de visão.

A missão do instituto é criar e viabilizar projetos sociais, contribuindo para o fortalecimento de outras organizações públicas e privadas, oportunizando crescimento de pessoas e famílias em vulnerabilidade social e econômica, combatendo as disparidades sociais. A visão é consolidar o IRAPA DO BRASIL como referência no atendimento das organizações, para elaboração de projetos que respeitem os objetivos de desenvolvimento sustentável, através de normativas institucionais gerando autossustentabilidade comprometida com as ações da Agenda 2030.

Sobre o Instituto Verter - Organização que tem certificação de OSCIP desde 2005 e promove projetos e ações sociais com foco na promoção da saúde ocular e prevenção de cegueira em comunidades carentes.O Verter já assistiu mais de 42 mil pessoas e tem 200 voluntários cadastrados.

Sua missão é produzir conhecimento e capacitar profissionais para atuar, desenvolver assistência e pesquisas nas áreas da promoção da saúde visual, da reabilitação e da inclusão de deficientes visuais, com responsabilidade social. A visão é se tornar referência nacional em ensino, pesquisa, facilitação do acesso à assistência e inclusão, através da capacitação de profissionais na área da promoção da saúde visual de forma sustentável.

Com pessoas socialmente responsáveis e profissionais empenhados, os valores do Instituto consistem na busca do conhecimento e em ações que promovam a qualidade da vida e da visão.

Aproveite e leia o artigo sobre reciclagem de latas, publicado aqui no Reflexões do Dia.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Estudo revela alto grau de letalidade e baixo índice de comunicação de operações policiais no Rio de Janeiro ao Ministério Público

Supremo deve julgar nesta quinta-feira (25) ação que estabelece série de medidas para evitar danos às comunidades e preservar vidas


Estudo inédito elaborado com base em dados do Ministério Público Estadual mostra que quase metade das operações policiais realizadas no Rio de Janeiro não são comunicadas ao MP, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O índice é ainda maior quando consideradas apenas as operações da Polícia Civil, chegando a mais de 90% de subnotificação. Produzido pelo Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI/UFF), o relatório “Por um Plano de Redução da Letalidade Policial e sua supervisão pelo Observatório Judicial sobre a Polícia Cidadã” considerou o período de junho a novembro de 2020, auge da pandemia da Covid-19, e também mostra o grau de letalidade dessas incursões.

Quanto maior o número de notificações, menor a probabilidade de mortes e, inversamente, quanto menor o número de notificações, maior a probabilidade de mortes. A Polícia Civil apresentou uma subnotificação de 91,1% e uma média de duas mortes por operação. Já a Polícia Militar, com uma porcentagem de subnotificação de 21,1%, registrou quatro mortes para cada dez operações - ou seja, uma taxa de probabilidade letal de 40%.

A análise das comunicações foi elaborada a partir do mapeamento dos dados do MPRJ e da base de operações do próprio GENI/UFF. Durante o período analisado, 268 operações foram comunicadas ao MP, embora haja registros de 494 ocorrências de operações policiais, uma subnotificação de 45,7%.

Dentre as áreas geográficas da Região Metropolitana do Rio, é a Baixada Fluminense (66,6%) quem apresenta maior subnotificação e o Leste Fluminense (14,5%) quem apresenta menor subnotificação. A Capital tem 17,2% de subnotificações.

Favorecimento de grupos armados (milícias)

O estudo também comprovou a vantagem coercitiva das milícias em relação aos demais grupos armados no Rio. Nos bairros onde há predominância de territórios em disputa e onde o grupo armado predominante é o Comando Vermelho concentram a maior quantidade de operações policiais, embora as milícias já tenham controle da maior parte da cidade. Nos bairros sob o controle das milícias, inversamente, ocorrem poucas operações policiais.

A análise dos dados foi possível por meio do “Mapa dos Grupos Armados do Rio de Janeiro”, também lançado pelo GENI/UFF em outubro de 2020 (leia aqui). O cruzamento das duas bases permitiu que os pesquisadores pudessem distinguir entre grupos com vantagem política e grupos em desvantagem política, tomando como critério a menor ou maior incidência de operações policiais nas áreas por eles controladas.

Justificativa das operações policiais

Outro ponto de análise levantado na pesquisa é referente à arbitragem das justificativas enviadas ao MPRJ pelas forças policiais para a realização das operações. As duas motivações mais relatadas foram: interrupção de bailes funk (17,5 %) e a retirada de barricadas (9%).

Segundo os pesquisadores, as motivações vão contra a decisão do ministro do STF Edson Fachin, no dia 5 de junho, proibindo operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro enquanto perdurar a pandemia de COVID-19. Baseada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635 - a chamada ADPF das Favelas, a decisão determina que, “sob pena de responsabilização civil e criminal, não serão realizadas operações policiais durante a epidemia do COVID-19, salvo em hipóteses absolutamente excepcionais, que devem ser devidamente justificadas por escrito pela autoridade competente, com a comunicação imediata ao MPRJ”.

“A análise dos dados mostra claramente que as forças policiais não enviam as comunicações de grande parte das operações policiais ao MPRJ e, quando enviam, os critérios não são compatíveis com as normativas feitas pelas próprias polícias. A falta de controle sobre as forças policiais contribui para a ineficiência, a brutalidade e a corrupção. É urgente que os ministros do STF votem a favor do plano de redução de letalidade policial e sua supervisão pela sociedade civil”, explica o pesquisador Daniel Hirata.

O STF incluiu a ADPF 635 na pauta de julgamentos da próxima quinta-feira (25). A Ação estabelece uma série de critérios para a realização de operações policiais, com o objetivo principal de evitar danos às comunidades e a perda de vidas em confrontos que, como mostra o relatório, poderiam ser evitados.

“Ações judiciais como a ADPF das Favelas são as iniciativas onde a ideia de um plano de redução da letalidade policial sob supervisão de um Observatório Judicial sobre a Polícia Cidadã vêm sendo discutidas em processos que envolveram movimentos de favela e de familiares de vítimas de violência de estado, organizações de direitos humanos, pesquisadores especialistas nos temas, partidos políticos e representantes de órgãos estatais” reitera o pesquisador.

Acesse a pesquisa completa neste link.


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

René Descartes e o descarte das latas de tinta pós-consumo

*Por Luiz Cornacchioni e Thais Fagury

O filósofo francês René Descartes, um dos pensadores mais influentes da história, já no século 17 advertia que não existem métodos fáceis para resolver problemas complexos. Embora todos sonhemos com soluções mágicas, elas não existem. O processo é sempre mais trabalhoso, exigindo grandes doses de estudo, planejamento, dedicação e criatividade. De maneira geral, envolve também parcerias, união de esforços e cooperação.

Esse é o caso, por exemplo, do descarte das embalagens de tintas pós-consumo e da estruturação do caminho para que cheguem à reciclagem. Há muito tempo sabemos que as latas de aço têm valor e que não chegam aos aterros. Pesquisas conduzidas muito antes que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) entrasse em vigor, em 2010, já mostravam isso. Porém, não existia – e fazia falta – um sistema organizado e racional voltado para o recebimento, a triagem e o encaminhamento desse material para reaproveitamento nas siderúrgicas, de onde retornará ao mercado na forma de novo aço.


Ao longo dos últimos anos, vêm sendo construídas soluções coletivas nessa direção, tendo como epicentro a Prolata, iniciativa sem fins lucrativos, criada pela Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e que conta com o patrocínio e a coordenação conjunta da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). Outros segmentos também vêm tomando parte na construção dessas soluções, assim como no planejamento e execução das ações a elas correspondentes.

O trabalho vem se desenvolvendo em várias frentes, como é recomendável ao se enfrentar uma questão complexa, tal como é a de garantir a destinação adequada às embalagens pós-consumo.

Uma dessas frentes atingiu um novo patamar em 2021: a instalação, em conjunto com o varejo e outros parceiros, de pontos de entrega voluntária (PEVs), pontos de recebimento e pontos de comunicação, para recepção das latas pós consumo devolvidas pelos consumidores e orientação para o descarte adequado dos materiais. Em poucos meses, o número de pontos passou de 28 a quase 200, localizados em seis estados e no Distrito Federal. Essa expansão prossegue, em função do crescente interesse dos revendedores de tintas e lojas de material de construção, que os perceberam tanto como um diferencial na sua imagem – diante do consumidor final e de outros públicos – quanto como uma comprovação de seu compromisso com o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Outra vertente muito importante da atuação do Prolata é a parceria com cooperativas de catadoras e catadores de materiais recicláveis. São mais de 60 cooperativas, em vários pontos do país, que contam com apoio técnico, regularização, treinamentos e doação de EPIs para trabalharem de acordo com as melhores práticas.

Uma terceira iniciativa que vem se revelando produtiva – e que também ganhou tração em 2020 e 2021 – é a ação coordenada com entrepostos (empresas que lidam com sucatas metálicas), que respondem por uma significativa parcela do recolhimento e triagem do aço reciclável.

Dentro desse combo de soluções, também existe espaço para o estabelecimento de projetos conjuntos com outros segmentos, intermediados por suas associações representativas – como é o caso da Artesp (Associação dos Revendedores de Tintas) e do Sincomavi (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo) para o varejo de tintas e do Sinduscon-SP (Sindicato da Construção do Estado de São Paulo) para as construtoras. O foco desses projetos é sempre facilitar o encaminhamento das latas de aço pós-consumo para a reciclagem.

Somado a tudo isso, existe um trabalho realizado junto às principais siderúrgicas, para que recebam – e remunerem condignamente – o volume cada vez maior de aço encaminhado a elas. Aço este que, deve ser sempre lembrado, se transforma em novo aço, em um ciclo infinito.

Essas são algumas das ações desenvolvidas, que, em conjunto, vêm se transformando em uma solução, como mostram os bons resultados que temos obtido. É uma solução complexa para enfrentar uma questão complexa, como já recomendava René Descartes. Mas exequível, com planejamento, muita dedicação e união de esforços.

* Luiz Cornacchioni é presidente-executivo da Abrafati – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas e vice-presidente da LatinPin (Federação Latino-Americana de Associações de Técnicos e Fabricantes de Tintas); Thais Fagury é presidente-executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço e diretora-executiva da Prolata Reciclagem

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

ABB e Zume fecham acordo para acelerar a transição para embalagens sustentáveis

 • Acordo para a criação de embalagens 100% compostáveis feitas de material agrícola à base de plantas


• Os robôs da ABB automatizarão a produção, permitindo a escala e a velocidade necessárias para tornar a embalagem da Zume uma alternativa econômica ao plástico descartável


• Menos de 10%1 das 380 milhões de toneladas de plástico produzidos globalmente todos os anos são reciclados. Embalagens à base de plantas podem reduzir significativamente o plástico que vai para aterros sanitários e nossos oceanos




A ABB Robótica assinou um acordo para colaborar com a Zume, fornecedora global de embalagens compostáveis inovadoras, com sede na Califórnia, EUA. A ABB fornecerá células robóticas que permitirão a produção de embalagens sustentáveis da Zume em escala global, ajudando a reduzir a dependência de plásticos descartáveis.


A ABB irá integrar e instalar mais de 1.000 células de manufatura de fibra moldada (MFC) - incluindo até 2.000 robôs nas instalações da Zume em todo o mundo nos próximos cinco anos. A ABB aproveitará seus recursos de gerenciamento de programa e especialistas em automação em sua rede de Centros de Soluções Globais para permitir a escala, modularidade e velocidade necessárias para lançar as soluções, que têm o potencial de produzir milhões de peças de embalagens sustentáveis anualmente. Os detalhes financeiros não foram divulgados.


Os fabricantes enfrentam uma pressão crescente de consumidores e legisladores para encontrar alternativas às embalagens plásticas descartáveis. As novas embalagens precisam ser sustentáveis, fáceis de moldar e tão econômicas quanto o plástico. A embalagem da Zume é feita de material vegetal colhido de forma sustentável que sobrou da produção agrícola, incluindo bambu, trigo e palha. O material vegetal usa significativamente menos água e energia e reduz as emissões de CO₂ quando comparado à produção e descarte de embalagens plásticas. Ao contrário do plástico, o material vegetal é 100% biodegradável e simplesmente se decompõe após o uso.


“Automatizar a produção da embalagem sustentável da Zume com robôs da ABB torna esta uma alternativa viável e econômica para plásticos descartáveis. Com a Zume, temos o potencial de remover trilhões de pedaços de plástico do mercado global, preservando recursos escassos e apoiando um mundo de baixo carbono ”, disse Sami Atiya, presidente da ABB Robotics & Discrete Automation. “Hoje, a automação robótica está ampliando as possibilidades, tornando o mundo mais sustentável por meio de uma produção mais eficiente que reduz o uso de energia, as emissões e o desperdício de produção. Nossa colaboração mostra o que é possível quando as organizações que estão comprometidas com a busca de uma sociedade de baixo carbono trabalham juntas. ”


A Zume desenvolveu e patenteou um processo de fabricação inovador para fazer embalagens compostáveis para qualquer coisa, desde alimentos e mantimentos a cosméticos e bens de consumo. Os recipientes são moldados a partir do material vegetal pelas células produtivas integradas com dois robôs ABB IRB 6700, com cada célula processando até duas toneladas de material agrícola todos os dias, criando 80.000 peças de embalagens sustentáveis. Trabalhando com a ABB, a Zume espera equipar as fábricas com até 100 células robóticas cada. Com a automação, velocidade e escalabilidade fornecidas pelo MFC, cada local teria o potencial de processar 71.000 toneladas de material agrícola anualmente, potencialmente produzindo até dois bilhões de embalagens por ano.


“Em 2050, estimamos que os oceanos do mundo terão mais plástico do que peixes, por isso é fundamental que afastemos todos os plásticos descartáveis”, disse Alex Garden, presidente e CEO da Zume. “Usar os especialistas em automação global da ABB para desenvolver e integrar soluções de automação para nossos clientes revolucionará as embalagens e demonstrará como a manufatura sustentável pode ser. A flexibilidade e escalabilidade dos robôs da ABB permitem um processo de fabricação automatizado eficiente. Isso significa que podemos oferecer uma alternativa viável, econômica e compostável ao plástico e ajudar os fabricantes a se tornarem mais ecologicamente corretos ”.


Um projeto piloto foi instalado pela Zume e pela ABB na Satia Industries Limited, uma das maiores fabricantes de madeira e papel agrícola da Índia, criando uma base de 10 células de manufatura que processarão 20 toneladas de palha de trigo diariamente, produzindo embalagens 100% compostáveis para uma gama de indústrias.


“Nosso trabalho com a Zume e a ABB permite que a Satia Industries atenda e supere as expectativas de nossos clientes por produtos de alto desempenho, acessíveis e confiáveis que são fabricados de forma sustentável e facilmente compostados,” disse o Dr. Ajay Satia, CMD Satia Industries. “Além de agregar valor significativo à empresa, somos capazes de apoiar o planeta, fornecendo soluções sustentáveis para ajudar nossos clientes na transição para produtos mais modernos, confiáveis e personalizados em comparação com os que usam hoje.”


Outras instalações piloto planejadas incluem o Parason Group, fornecedor líder global de maquinário de papel e celulose, também com sede na Índia, e a Jefferson Enterprise Energy, a primeira fábrica de embalagens compostáveis movida a energia 100% renovável, com sede no Texas, EUA.


1Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)




A ABB (ABBN: SIX Swiss Ex) é uma empresa líder global em tecnologia que energiza a transformação da sociedade e da indústria para alcançar um futuro mais produtivo e sustentável. Ao conectar o software ao seu portfólio de eletrificação, robótica, automação e movimento, a ABB expande os limites da tecnologia para levar o desempenho a novos níveis. Com uma história de excelência que remonta a mais de 130 anos, o sucesso da ABB é impulsionado por cerca de 105.000 funcionários talentosos em mais de 100 países. www.abb.com


Sobre a Zume: Fundada em 2015 e com sede em Camarillo, Califórnia, a Zume está reduzindo ativamente o lixo plástico do mundo com substitutos economicamente viáveis para as embalagens plásticas. Como criadores do sistema de fabricação de fibra moldada mais avançado do mundo, a Zume é uma fornecedora global de soluções de sustentabilidade e oferece uma gama crescente de soluções e serviços manufaturados sustentáveis nas categorias de alimentos, bebidas, saúde e CPGs. Para obter mais informações, visite www.zume.com.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Manaus cria sistema de reciclagem de eletrodomésticos para reduzir poluição de rios e igarapés

Foto: João Viana / Semcom

À frente de 21 capitais, cidade antecipou em 1 ano inauguração da 1ª Central de Logística Reversa de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos do Norte do país e já coletou seis toneladas de materiais

Viver em um mundo ambientalmente melhor exige que a teoria seja transformada em atitudes práticas. Na cidade de Manaus, eletrodomésticos e eletroeletrônicos usados, que iriam para o lixo comum e poderiam contaminar o solo, o leito dos rios e os igarapés, agora têm destino certo para serem descartados, armazenados, desmontados e, finalmente, reciclados. Fabricantes, importadores e distribuidores se beneficiam, reduzem custos e o impacto ambiental, e ainda contribuem para uma economia mais sustentável a nível local e nacional.

Segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana de Manaus (Semulsp), cerca de 27 mil toneladas de lixo são retiradas diariamente dos igarapés, ao custo de R﹩ 30 milhões por mês. Com a inauguração da 1ª Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos da Região Norte na cidade, ocorrida em setembro, o cenário está mudando. A Associação de Catadores de Recicláveis do Amazonas (Ascarman), responsável por coletar e receber os materiais, calcula que, até o mês de novembro, mais de 6 toneladas de eletroeletrônicos e eletrodomésticos serão recebidas, incluindo televisores, fogões, geladeiras, impressoras e cartuchos.

A Ascarman tanto recebe o material quanto coleta em empresas, instituições ou na casa das pessoas, por meio de agendamento. No total, 21 catadores de materiais recicláveis trabalham na operação. Ozileni Vital Noé, que está há mais de sete anos na associação, conta que, com o novo projeto da prefeitura, o volume de lixo eletrônico coletado dobrou. "Em setembro, tínhamos cerca de duas toneladas e agora já estamos com seis. É lucrativo para os associados e bom para o meio ambiente, pois retiramos lixo eletrônico das esquinas e dos igarapés. É uma iniciativa que está gerando emprego e renda para a comunidade", define.


Foto: João Viana / Semcom

Exemplo nacional

Segundo a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree), a mais antiga entidade representativa e gestora do setor, atualmente sete capitais além de Manaus contam com esse tipo de serviço, determinado pelo Decreto Federal 10.240/2020, que prevê a responsabilidade, por parte de todos os entes da cadeia econômica, de dar o destino ambientalmente correto para o volume de produtos colocados no mercado brasileiro. São elas: Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Maceió (AL), Brasília (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). Manaus foi a quinta do país a inaugurar o serviço.

Segundo a gerente executiva da Abree, Mara Ballam, ter um sistema como esse depende do esforço individual de cada município. E Manaus trouxe este compromisso junto a seus moradores. "A Região Norte é de extrema importância para o setor eletroeletrônico. Temos mais de 50% dos nossos associados com fábricas localizadas na Zona Franca de Manaus e, sem dúvidas, o maior impacto da inauguração da primeira central na capital do Amazonas será para a população. A destinação final ambientalmente adequada destes produtos colabora com o meio ambiente não só local, mas nacional", afirma.

Foto: João Viana / Semcom

O prefeito David Almeida acrescenta que o resultado a longo prazo dependerá do consumidor, que deve devolver seus produtos pós-consumo ao sistema de logística reversa. "É necessário que a população se conscientize da importância do descarte ambientalmente correto. E em Manaus isso pode ser feito de forma adequada no local estabelecido pela prefeitura, onde 100% dos produtos entregues ao sistema são destinados para o processo de reciclagem", cita o prefeito.


Em Manaus, a base da operação funciona na sede da Ascarman, localizada no bairro Santa Etelvina. A entidade está capacitada para receber materiais pós-consumo de todos os portes, como aspirador de pó, batedeira, ferro elétrico, fones de ouvido, liquidificador, máquina de costura, micro-ondas, purificador de água e televisão, entre outros. O recolhimento dos produtos é feito pela associação em parceria com a prefeitura, que disponibiliza o sistema de coleta agendada, via celular, para que os objetos sejam recolhidos e levados até a Central.

Do lixo à reciclagem



Seguindo a lógica da economia circular, que significa reduzir, reutilizar e recuperar materiais e energia, cidades de todo o mundo estão priorizando uma nova forma de pensar o futuro e de se relacionar com o planeta, evitando o consumo crescente de novos recursos. A ideia é depender menos de matéria prima virgem e usar mais materiais duráveis, recicláveis e renováveis. A estratégia da Prefeitura de Manaus é engajar a população nesse processo e beneficiar não só o meio ambiente, mas também a economia.

Para que isso se torne realidade, o consumidor é peça-chave. Quando o cidadão utiliza um produto e decide jogá-lo fora, deve permitir que ele siga seu caminho rumo à reciclagem. O correto a se fazer é levar aquela máquina de lavar sem uso, um micro-ondas quebrado, uma geladeira que não funciona mais, impressora, teclado, computador, liquidificador, furadeira, secador, medidor de pressão, TV, rádio, videogame ou qualquer outro eletroeletrônico e eletrodoméstico até a sede da Ascarman. Ali, esse produto será devidamente armazenado e depois enviado à Central de Logística Reversa, que fará o devido encaminhamento a uma empresa de manufatura reversa, onde o objeto será desmontado e, por fim, reciclado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Campanha pioneira para reciclagem de colchões é implementada pela Dow

Divulgação Dow


Idealizado pela Dow e co-idealizado pelo Instituto Estre, o projeto está sendo implementado pelo Instituto Akatu em parceria com a Prefeitura Municipal de Hortolândia e servirá como piloto para ser replicada em outras localidades.

A Dow está lançando uma campanha pioneira para a “circularidade” de colchões, no Brasil: Reuse, iniciativa que tem como objetivo apoiar a coleta seletiva, sensibilizar e mobilizar a população em relação ao descarte correto e à reciclagem de resíduos e que reforça o compromisso da companhia com a economia circular. Por meio do Reuse, a Dow quer garantir que a espuma de poliuretano e os demais materiais que compõem os colchões sejam reaproveitados em um novo ciclo de produção, fomentando a circularidade e o desenvolvimento sustentável na região. Até o momento, cerca de 1.800 sofás e colchões, que iriam para aterros sanitários, já foram recolhidos e recuperados pelo Reuse. Até a conclusão do projeto, prevista para dezembro de 2021, esse número deverá passar de 2.500 itens recuperados.

As tecnologias para poliuretano estão entre as principais soluções produzidas pela Dow e utilizadas em aplicações de colchões, móveis estofados, sistemas de refrigeração, entre outros. O desenvolvimento da campanha Reuse está alinhado à estratégia global e regional da companhia na instituição de ações voltadas para questões sociais e de sustentabilidade “Queremos promover a economia circular por meio da sensibilização e da educação, enfatizando os benefícios ambientais, sociais e econômicos da reciclagem de materiais. Estamos implementando uma estrutura que viabiliza a coleta e a entrega dos mais variados produtos, incluindo colchões, a fim de garantir o descarte correto da espuma de poliuretano”, explica Leonardo Censoni, diretor comercial do negócio de Poliuretanos da Dow para a América Latina.

Parceiros do Reuse

O projeto foi idealizado pela Dow e co-idealizado pelo Instituto Estre, organização especializada em educação ambiental com foco em resíduos, e que segue como parceiro do projeto, recebendo visitas sobre a economia circular do poliuretano em seu centro de educação ambiental. O Instituto Akatu é o parceiro responsável pela implementação do projeto junto à Prefeitura de Hortolândia, que disponibiliza a estrutura de suas Secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Serviços Urbanos, Educação, Ciência e Tecnologia e Inclusão e Desenvolvimento Social. O Akatu, que realizou os diagnósticos iniciais, irá monitorar os impactos das ações até o final do projeto, além de coordenar as atividades de comunicação, sensibilização e mobilização da comunidade. “A gestão de resíduos é um tema urgente e o projeto Reuse traz ações junto aos consumidores bem como a participação do poder público, com a revitalização da coleta seletiva e infraestrutura necessária para o descarte e o recebimento adequados dos materiais. Nossa expectativa é essa experiência possibilite identificar e sistematizar soluções, para serem, então, replicadas em outras localidades”, afirma Denise Conselheiro, gerente de educação do Akatu.

Para a Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Eliane Nascimento, “a parceria vem ao encontro da postura da Prefeitura Municipal de Hortolândia, que busca equilibrar o desenvolvimento econômico e social às práticas de sustentabilidade ambiental, características típicas de uma cidade moderna e inteligente. O trabalho desenvolvido colabora para fechamento do ciclo da espuma, tão comum em móveis estofados e colchões descartados pela população e tem os moradores como principais aliados".

Educação, comunicação e melhoria da gestão de resíduos

As ações da campanha Reuse estão centradas em diferentes frentes de atuação, entre elas, uma série de ações educacionais coordenadas pelo Instituto Akatu e direcionadas a professores e alunos da rede municipal, como capacitações e atividades pedagógicas sobre consumo consciente e gestão de resíduos. Ao todo, mais de 30 escolas participam da iniciativa. A adequação de seis PEVs – Postos de Entrega Voluntária - também faz parte do projeto. As unidades receberão infraestrutura para acomodar sofás e colchões descartados pela população bem como um sistema logístico para enviar esses produtos à cooperativa que realiza a recuperação de materiais, como espumas, madeira, molas e tecidos. A implantação da rede para coleta seletiva e gestão de resíduos contará com uma campanha de engajamento direcionada à população para divulgar pontos de coleta seletiva bem como os canais de informações e de atendimento para dúvidas e agendamento de retirada de sofás e colchões em domicílio.

Alinhamento às metas globais de Sustentabilidade

Os projetos da Dow com foco em reciclagem e reaproveitamento de materiais fazem parte do conjunto de ações globais para alcançar as Metas em Sustentabilidade da empresa até 2050: a neutralidade em carbono para proteção do clima e a eliminação dos materiais plásticos como resíduos para fortalecer a economia circular. Para se tornar a empresa de ciência dos materiais mais sustentável, centrada no cliente, inclusiva e inovadora do mundo, a empresa pretende: reduzir as emissões anuais de carbono em 5 milhões de toneladas até 2030 e alcançar a neutralidade em 2050; investir no desenvolvimento de tecnologias e processos para que 1 milhão de toneladas métricas de plástico sejam coletadas, reutilizadas ou recicladas até 2030; aprimorar o portfólio com foco em design para a reciclabilidade para que, até 2035, a companhia ofereça 100% de produtos reutilizáveis ou recicláveis para as aplicações de embalagens.

Informações sobre a Campanha Reuse e agendamento de coleta em Hortolândia:

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

O reúso de água no setor automotivo


* Por Diogo Taranto

O reúso de água – prática atualmente indispensável nos setores industriais e até dentro do cenário urbano, tem cada vez mais ganhado força por meio dos benefícios técnicos, financeiros e socioambientais que ele proporciona.

Dentre os mais diversos setores industriais, o automotivo merece ser analisado com profundidade. Esse setor está entre os que apresentam cases relevantes e impressionantes pelo reúso de água em suas operações. Puxado por pressão de grandes players, ele avançou muito nos últimos anos, mas ainda carece de expressivos investimentos, principalmente quando olhamos para a cadeia de autopeças ou de fornecedores que atuam, exclusivamente, para atender a esse mercado.

Atualmente é muito difícil apontar uma montadora, como exemplo, que não possua reúso de água em suas fábricas. Há cases admiráveis, como o da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) que em suas três fábricas no País alcança a impressionante marca de 99,17% de reúso de toda a água em circulação. O louvável patamar é fruto de investimentos na ordem de R$ 10 milhões na construção de um sistema de tratamento de efluentes e reúso da água iniciado na década de 90.

A Toyota é outra montadora com um robusto projeto de gestão de água e com metas ousadas como a de diminuir em 35% a utilização do líquido em cada automóvel produzido até 2025.

Há ainda muitas outras montadoras com projetos de reúso de água cujo volume anual economizado alcança cerca 70% do consumo bruto, causando um impacto significativo na redução do custo deste recurso nas atividades cotidianas e propiciando um rápido payback do investimento realizado.

As aplicações da água de reúso são das mais diversas, desde a utilização para lavagem de peças e locais de produção, até aplicação na própria produção, mediante o uso de tecnologias avançadas de tratamento, que produzem uma qualidade de água que atendem aos mais elevados parâmetros requisitados, superiores, inclusive, a água fornecida pelas concessionárias públicas.

Porém, se por um lado as gigantes multinacionais caminham para ampliarem cada vez mais seus níveis de reúso e tratamento de efluentes, as indústrias periféricas ainda carecem de conhecimento técnico, incentivos e implantação de projetos eficientes.

Algumas montadoras exigem rigorosos padrões de compliance de seus fornecedores, incluindo a chamada ESG - Environmental, Social and Governance, que contempla as avaliações de políticas ambientais e gestão de água. Mas sabemos que a uniformidade em um País como o Brasil é algo extremamente complexo, algumas empresas operam aquém do que deveriam e outras, à margem da legislação.

Mas os benefícios em trilhar o caminho correto são imensos. A aplicação de medidas sustentáveis é condição indispensável para a obtenção de certificações e incentivos fiscais, refletindo diretamente na reputação das marcas perante seus públicos de interesse.
A preservação dos recursos hídricos é uma questão urgente em âmbito global. O reúso de água no setor automotivo promove economia de milhares de litros diariamente, o que contribui com a sustentabilidade e a disponibilidade do recurso para as próximas gerações.
A indústria automotiva corre contra o tempo em uma metamorfose para produzir veículos mais eficientes e movidos a fontes de energias renováveis. A água, o bem mais precioso, precisa ser protagonista nessa nova fase industrial.


*Diogo Taranto é diretor de Desenvolvimento de Negócios no Grupo Opersan, especializado em soluções ambientais para o tratamento de águas e efluentes. diogo.taranto@opersan.com.br

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Nota aos brasileiros sobre o Relatório Técnico sobre Manejo da Covid Ambulatorial enviado à Conitec



A Associação Médica Brasileira, por meio do Comitê Extraordinário de Monitoramento da Covid-19, o CEM COVID_AMB, expressa preocupação quanto ao fato de a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, CONITEC, seguir sem deliberar oficialmente a respeito do relatório encomendado pelo Ministério da Saúde sobre a eficácia de medicações em casos de Covid ambulatorial.

O parecer técnico-científico, que contou, entre outros membros, com especialistas da AMB nem ao menos foi enviado à consulta pública. Isso já passados 20 dias de votação encerrada em embate, aos 21 de outubro. Na ocasião, a CONITEC se comprometeu a abrir com brevidade o canal de debate público.

Faz-se essencial reafirmar que o relatório teve como principal bússola a avaliação crítica da literatura, sendo usados os mais refinados métodos da medicina baseada em evidências, após mais de três meses de reuniões semanais. Trata-se de parecer construído com expertise de algumas das principais sociedades de especialidades médicas e de instituições de ensino e pesquisa no Brasil.

Ainda é mister registrar que o mesmo grupo de assessoria já desenvolveu vários documentos fundamentais ao manejo da doença aprovados pela CONITEC.

Entretanto, o relatório sobre o manejo ambulatorial da Covid-19 parece sofrer de aparente resistência. Anteriormente, aos 7 de outubro de 2021, foi retirado de pauta da outra reunião da CONITEC sem discussão com os pares que participaram da elaboração.

Enquanto isso, seguem sendo disseminadas falsas notícias que desestimulam a vacinação e o uso responsável de máscaras, além orientações persistentes e de risco a respeito do tratamento com medicações sem comprovação de eficácia na Covid ambulatorial.

O CEM COVID conta com a sensibilidade das autoridades para assumirem firmemente suas responsabilidades com os brasileiros, colocando a saúde dos cidadãos acima de quaisquer outros interesses. Só assim teremos a tranquilidade de manter o apoio técnico científico de nossas sociedades de especialidades ao Núcleo de Assuntos Estratégicos do Ministério da Saúde.


São Paulo, 9 de novembro de 2021.


Associação Médica Brasileira - CEM COVID_AMB
​Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular
Associação Brasileira de Medicina de Emergência
Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação
Associação de Medicina Intensiva Brasileira
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
Sociedade Brasileira de Clínica Médica
​Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Sociedade Brasileira de Infectologia
Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
​Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial
Sociedade Brasileira de Pediatria
​Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
Sociedade Brasileira de Reumatologia
Associação Paulista de Medicina



Sobre o CEM COVID_AMB - A Associação Médica Brasileira (AMB) e Sociedades de Especialidade Médica diretamente relacionadas a assistência de pacientes acometidos pelo vírus SARS-Cov2 criaram o Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19, CEM COVID_AMB aos 15 de março de 2021.

O CEM COVID_AMB monitora permanentemente a pandemia em todo o território nacional e as ações dos órgãos responsáveis pela saúde pública, com o intuito de consolidar informações e, a partir de retratos atualizados, transmitir orientações periódicas de conduta para cuidados e prevenção aos cidadãos e aos profissionais da Medicina.

Iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira com as Especialidades, o CEM também tem apoio de associações estaduais federadas e de Regionais das Sociedades Médicas. Em seu primeiro boletim, trouxe mensagem que leva à reflexão por se manter absolutamente atual.

“Nós, os médicos, estaremos sempre disponíveis para ajudar; e ajudaremos. Mas não trazemos a solução; hoje não a temos. A solução para a Covid não está nas mãos de mais de meio milhão de médicos do Brasil. Será resultado das atitudes responsáveis e solidárias de cada um dos cidadãos do País e das autoridades públicas responsáveis por implantar as medidas efetivas que se fazem necessárias para mitigar a enorme dor e sofrimento da população brasileira.”


A composição de membros do Comitê está em https://amb.org.br/cem-covid/cem-covid/; e (assim como todos os demais conteúdo do CEM COVID_AMB) passa por atualização permanente.


[Rectangle: Rounded Corners: Clique aqui para conhecer todos os Boletins emitidos pelo CEM COVID_AMB grupo]

Clicando aqui, você pode ler outra nota de manifesto da AMB.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Instituto XP vai premiar pessoas e projetos que contribuem para melhorar a vida financeira das pessoas com R$ 420 mil

Crédito: https://www.premioeducacaofinanceira.com.br/home



Prêmio Educação Financeira Transforma possui 7 categorias, com premiação de R$40 mil cada. Inscrições vão até o dia 15/11

O Instituto XP lança o Prêmio Educação Financeira Transforma. A iniciativa visa homenagear e valorizar pessoas e projetos que inspiram, valorizam e conectam a diversidade de soluções e visões de quem acredita no poder da transformação da educação financeira no Brasil. São sete categorias, com premiação de R$ 40 mil para cada vencedor e R$ 10 mil para cada um dos finalistas, totalizando R$ 420 mil.

Nesta primeira edição, especialistas e pessoas que acreditam e se engajam na disseminação da educação financeira de todo o país, que se inscreverem para concorrer ao prêmio, serão avaliadas em sete categorias: Professor/Professora, Pesquisador/Pesquisadora, ONG, Solução Digital, Nano Influenciador/Influenciadora, Micro Influenciador/Influenciadora e Macro Influenciador/Influenciadora. Os critérios de avaliação são relevância, impacto social, inovação, transformação, diversidade & inclusão, alcance e engajamento. Além desses sete vencedores/vencedoras, outras 21 pessoas serão homenageadas. O público também poderá participar do processo de escolha por meio de uma votação popular.

“Quase metade da nossa população (47%) tem medo de lidar com informações financeiras. Esses são dados que retratam um país com pessoas ainda com baixo preparo para conduzir suas próprias finanças, dificultando a realização dos seus sonhos. Por outro lado, poucas nações são tão diversas quanto o Brasil. E é justamente nessa diversidade - de pessoas, de experiências, de percepções de mundo - que podemos encontrar soluções e expandir possibilidades para fazer um futuro melhor para todos e todas”, destaca Marta Pinheiro, diretora ESG da XP Inc.

“Através do Prêmio Educação Financeira Transforma, esperamos incentivar novos projetos e, também, apoiar iniciativas existentes, estimulando a convergência das ações no sentido de ampliar o acesso da população à educação financeira. Estamos de olho em iniciativas que visam a formação, ações educativas continuadas e conhecimento sobre o funcionamento da economia para lidar com o mercado financeiro. Quanto mais cedo começarmos, mais chances teremos de diminuir os índices de analfabetismo financeiro no Brasil. Uma sociedade bem educada financeiramente auxilia na promoção da cidadania e pessoas capazes de lidar com seu dinheiro são mais livres para fazerem escolhas. 86% dos brasileiros e brasileiras acreditam que o dinheiro pode acabar com amizades, famílias e casamentos, ou seja, é um tema que precisa ser cada vez mais aprofundado pois afeta muito a vida das pessoas”, avalia Marcella Coelho, Head de impacto social da XP.

Criado em março de 2021, o Instituto XP tem o objetivo de levar educação financeira a 50 milhões de pessoas em dez anos, disseminando conteúdos gratuitos. A ideia central da iniciativa é transformar a realidade atual na qual 7 entre 10 brasileiros são considerados “analfabetos financeiros” e poucas pessoas conseguem poupar dinheiro.

Para concorrer, é preciso se inscrever até o dia 15 de novembro no site www.premioeducacaofinanceira.com.br. O público também poderá participar do processo de escolha por meio de uma votação popular, entre os dias 27 de novembro a 6 de dezembro. Finalizado o processo de avaliação, será o momento de conhecer os vencedores/vencedoras de cada categoria em uma cerimônia, a ser realizada no dia 08 de dezembro. O evento em formato híbrido seguirá todos os protocolos sanitários de segurança e contará com transmissão para todo o Brasil.

Categorias

Professor/Professora: aberto para pessoas físicas, que atuem comprovadamente como professores e professoras do Ensino Infantil, Fundamental, Médio e Superior de organizações públicas e/ou privadas. Enquadram-se nesta categoria profissionais que apresentem o trabalho realizado junto aos alunos, como projetos que ampliem a consciência da comunidade escolar e seu entorno.

Pesquisador/Pesquisadora: aberto para pessoas físicas, de qualquer formação acadêmica, com foco na educação financeira da população brasileira e sua importância para o crescimento econômico pessoal e profissional. Os trabalhos devem ter sido concluídos a partir de 2018 e não terão restrições quanto à publicação prévia. Enquadram-se nesta categoria teses, dissertações, artigos e monografias. Os trabalhos submetidos que tenham tamanho superior a 40 (quarenta) páginas deverão ser, obrigatoriamente, acompanhados de um resumo de no máximo 2 (duas) páginas.

ONG: aberto para Organizações Não Governamentais, sem fins lucrativos, formalizada como pessoa jurídica, que tenham projetos e/ou programas relacionados ao tema da educação financeira que beneficiem a população brasileira e valorizem sua importância para a prosperidade pessoal, planejamento de seu futuro, e o crescimento econômico pessoal e profissional e que suas iniciativas sejam oferecidas de forma gratuita.

Solução Digital para Educação Financeira: enquadram-se nesta categoria soluções digitais implantadas por pessoas jurídicas, que promovam educação financeira para públicos diversos ou específicos.

Influenciador/Influenciadora: Aberto para pessoas físicas, reconhecidas como influenciadores digitais que possuam canal próprio relacionado aos temas de educação financeira e tenham, comprovadamente na data de sua inscrição, a quantidade abaixo de seguidores em ao menos uma das seguintes plataformas: Facebook ou Instagram ou TikTok ou Youtube.

ð Nano = até 15 mil seguidores

ð Micro = entre 15.001 e 100 mil seguidores

ð Macro = entre 100.001 e 800 mil seguidores


Mais informações: https://www.premioeducacaofinanceira.com.br



Sobre o Instituto XP - O Instituto XP possui como principal missão: “Transformar a educação financeira para melhorar a vida das pessoas e construir o Brasil que sonhamos.”. Seu objetivo é levar educação financeira para 50 milhões de pessoas no prazo de 10 anos. A entidade atua focada na realização de programas e projetos que têm como beneficiários finais grupos minorizados, prioritariamente, jovens, estudantes da rede pública de ensino e mulheres. Todos os cursos e projetos serão 100% gratuitos a seus beneficiários.

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Copa Energia completa 15 anos de parceria com a Fundação Abrinq




Desde 2006, a empresa doou mais de R$ 1,5 milhão e beneficiou mais de 1,2 mil crianças e adolescentes do Programa Adotei um Sorriso.

A Copa Energia, portadora do Selo Empresa Amiga da Criança da Fundação Abrinq, pelo 15º ano consecutivo se mantém como patrocinadora máster do programa Adotei um Sorriso, criado pela organização. Apoiadora do programa desde 2006, quando ingressou na campanha por meio de sua tradicional marca Copagaz, a empresa já doou mais R$ 1,5 milhão e beneficiou mais de 1,2 mil crianças e adolescentes no período.

A Copa Energia reverte uma porcentagem das vendas de botijões de gás de cozinha, das marcas Copagaz e Liquigás, para o programa Adotei um Sorriso no atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, oferecendo acesso gratuito a atendimentos odontológicos e psicológicos, em 106 municípios brasileiros. Em 2020, o montante doado pela Copa Energia foi de R$ 121.129,70.

Para Eduardo Elias Zahran, vice-presidente de Sustentabilidade da Copa Energia, a parceria com a Fundação Abrinq está em linha com os valores de ESG da empresa, fundamentados no propósito da companhia desde a sua fundação, e que visa contribuir para o bem comum e impactar positivamente a sociedade. “Consciente de seu papel junto à sociedade, a Copa Energia empenha-se no envolvimento com entidades e instituições que realizam trabalhos de cunho social. A empresa sente-se honrada em fazer parte do programa Adotei um Sorriso e, com isso, poder contribuir com a saúde e a autoestima de milhares de crianças e adolescentes em todo o país”, afirmou o executivo.

O Programa Adotei um Sorriso tem como objetivo viabilizar o acesso gratuito aos serviços de saúde bucal e atendimentos psicológicos, por meio de voluntários, para crianças e adolescentes das organizações sociais parceiras do programa. Para isso, o programa mobiliza dentistas e psicólogos que queiram se dedicar voluntariamente ao atendimento de uma ou mais crianças e/ou adolescentes em seu consultório ou realizar ações preventivas nos espaços das organizações.

De acordo com Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq, a participação da Copa Energia, enquanto Empresa Amiga da Criança, contribui significativamente para o fortalecimento de uma rede de empresas engajadas com a causa da infância e adolescência. “São doações como a da Copa Energia que nos permitem alcançar resultados importantes no que tange à transformação do cenário da infância e da adolescência no Brasil e mudar para melhor, a vida de tantas crianças e adolescentes que passam pelo programa. Em todos esses anos de parceria, muitos pequenos puderam voltar a sorrir sem medo e de forma saudável e esse sonho só se tornou realidade, devido ao engajamento da Copa Energia com a nossa iniciativa. É uma honra tê-los na nossa rede de empresas parceiras”, disse.

Apesar da pandemia de Covid-19, que, em 2020, obrigou dentistas a fecharam seus consultórios, devido aos riscos de contaminação durante os atendimentos clínicos, o Adotei um Sorriso teve como resultados: 206 crianças e adolescentes beneficiados por atendimentos clínicos, 133 organizações participantes, 69 voluntários com atendimentos clínicos realizados, 10.188 escovas de dentes doadas e 2.801 cremes dentais doados. Ao todo, foram 8.673 crianças e adolescentes beneficiados pelo programa em 2020. Com o retorno das atividades acontecendo neste ano, o programa já atingiu a marca de 11.110 crianças e adolescentes beneficiados entre janeiro e outubro e o objetivo é intensificar os atendimentos até dezembro.

“O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores, sem dúvidas, para toda a população. Quando os noticiários começaram a divulgar uma epidemia, não imaginávamos a proporção que tomaria. Com o passar dos dias, as ações desenvolvidas pelo programa precisaram ser canceladas e para contornar a situação, rapidamente mudamos o rumo das atividades previstas para não deixar as crianças e os adolescentes desassistidos. Dessa forma, conseguimos manter o nosso compromisso de fazer a diferença na vida de quem mais precisa”, completa Victor Graça.