quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Lixo Tem Valor: primeira usina para geração de energia a partir do lixo será construída na região metropolitana de Campinas



Será construída a partir do segundo semestre de 2022, na região metropolitana de Campinas, interior de São Paulo, a primeira usina de produção de energia a partir do lixo. A planta fica na cidade de Nova Odessa, próximo da rodovia Anhanguera.

Denominada Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Consimares, o projeto nasceu do movimento Lixo Tem Valor, e faz parte de um consórcio entre sete municípios vizinhos: Capivari, Elias Fausto, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Barbara d’Oeste e Sumaré, que juntos somam aproximadamente 942 mil habitantes.

A usina vai promover o tratamento térmico diário de 650 toneladas de lixo produzidas pela população, gerando 160 mil MWh/ano— o suficiente para abastecer quase metade da demanda da região. O empreendimento surgiu perante a necessidade de se buscar um destino mais sustentável para os resíduos sólidos, que crescem exponencialmente, ao mesmo tempo em que os aterros sanitários da região estão próximos do fim de sua vida útil.

Em âmbitos gerais, o Brasil carece de destinação final ambientalmente adequada para os resíduos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), apenas 2% são reciclados, e outros 2% passam pela biocompostagem. Enquanto aproximadamente 96% são enviados para aterros sanitários e lixões, sem qualquer tipo de tratamento. Além dos riscos ao meio ambiente e à saúde pública, isso também significa uma oportunidade perdida na geração de energia.

Para além da questão energética, no entanto, a Central de Tratamento irá oferecer soluções sanitárias e ambientais aos municípios e, principalmente, será responsável pela geração de centenas de empregos diretos e indiretos, desde sua construção, operação e manutenção constante.

Benefícios da tecnologia

Essa tecnologia é mundialmente reconhecida como a única capaz de mitigar as emissões de gases de efeito estufa produzidos nos aterros sanitários. Além disso, com a reciclagem de 99% do volume tratado, evita-se a contaminação do solo e lençóis freáticos, eliminando também odores desagradáveis, contaminantes e presença de animais e insetos no perímetro.

O resíduo final pós-tratamento é um material inerte e inofensivo, utilizado, por exemplo, como complemento na produção de asfalto para melhorias na infraestrutura de regiões periféricas e como aditivo no concreto empregado na construção de moradias populares, postes de transmissão de energia elétrica e manilhas de água e esgoto.

“Para entender melhor o processo de tratamento, todo o resíduo que chegar à Central será triado, sendo que os materiais recicláveis provenientes da coleta seletiva, serão separados pelos catadores - parte essencial nesse processo - e totalmente reaproveitados.

Já os rejeitos – materiais sem valor econômico e/ou não recicláveis, como o isopor – são destinados ao tratamento térmico sendo transformados em energia elétrica”, explica o engenheiro elétrico Antonio Bolognesi, à frente do projeto, e um dos maiores especialistas na área de gestão de energia no Brasil.

Outro destino importante é dado aos resíduos orgânicos provenientes de podas de árvores, praças, canteiros e limpeza de feira livre. Eles são tratados a partir de um eficiente sistema de biocompostagem, para posteriormente serem utilizados como adubo orgânico, retornando aos canteiros, parques, praças e agricultura familiar.

Segundo mapeamento do setor elaborado pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (Abren), quase 80 milhões de toneladas de lixo por ano poderiam funcionar como fonte de energia, como é feito em vários países.

Alemanha, Japão, Cingapura, Estados Unidos, Portugal, China, França, Noruega, entre outros, possuem mais de 2.500 unidades de tratamento em operação. Somente na Alemanha, após a adoção da tecnologia nos últimos 20 anos, as taxas de reciclagem passaram de 3% para mais de 27%. Um salto de qualidade vital ao meio ambiente e à saúde humana.

Marco regulatório

O mercado de recuperação energética de RSU - Resíduos Sólidos Urbanos poderá se consolidar graças ao novo marco regulatório do saneamento, aprovado pelo Congresso em 2020. Além da PNRS de 2010, que veta a partir deste ano, a criação de novos aterros sanitários, pressionando os tomadores de decisão para que formas mais sustentáveis de destinação de resíduos sejam adotadas.

Levando em conta esse cenário, o Ministério de Minas e Energia (MME) organizará leilões para que as centrais de tratamento de resíduos possam vender sua energia, viabilizando assim os projetos. As concessões poderão ter validade de até 30 anos.

Atualmente existe no Brasil um potencial para a instalação de mais de 120 unidades geradoras de energia a partir do lixo nas 28 regiões metropolitanas. Para a Abren, tais empreendimentos também seriam grandes geradores de empregos, com investimentos na ordem de R$ 75 bilhões nos próximos anos.

Ainda de acordo com a entidade, apenas durante a construção dessas usinas seria possível disponibilizar 24 mil vagas, além de outras 9 mil quando já estiverem em operação.

Com início da construção programada para o segundo semestre de 2022 e conclusão no segundo semestre de 2025, num custo total de R$ 500 milhões, a previsão é que Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Consimares comece a operar no mesmo ano para responder aos desafios do lixo de maneira sustentável e responsável.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Jasmine Alimentos assina compromisso com ONU Mulheres pelo empoderamento feminino e equidade de gênero

Fábrica Jasmine Alimentos
Divulgação Jasmine Alimentos


Indústria líder no segmento de alimentação saudável no Brasil possui um quadro geral composto por 41% de mulheres e visa acelerar ações que promovam o engajamento feminino

A Jasmine Alimentos assinou a Carta de Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs) em 24 de novembro e, assim, tornou-se signatária do compromisso da ONU Mulheres e do Pacto Global para promover a equidade de gênero em todas as suas atividades sociais e econômicas. Com essa iniciativa, a indústria passa a integrar o seleto grupo formado por mais de 500 instituições signatárias que assumem o compromisso com o empoderamento das mulheres, além de fazer parte de um movimento global para priorizar ações voltadas à igualdade de gênero.

Com o processo de associação ao valioso compromisso, a Jasmine Alimentos inicia a elaboração de uma agenda interna de ações voltadas para a equidade de gênero. Cabe destacar que a empresa já possui programas de paridade de gênero como a não discriminação em seus processos seletivos, bem como não diferenciação salarial entre homens e mulheres que ocupem o mesmo cargo. A empresa ainda selou compromisso interno de fomentar a participação de mulheres em cargos de gestão. Por fim, ciente da importância de realizar ações, a Jasmine também firmou parceria com o Instituto Consulado da Mulher, ação social da Consul, para promover o curso "Elas Empreendem – Gestão de Pequenos Negócios”. O projeto oferece qualificação e orientação profissionais gratuitas para 100 empreendedoras do ramo de alimentos, com o intuito de impulsionar seus pequenos negócios.

“Estamos muito felizes e orgulhosos em participar de um compromisso tão importante como a adesão da Jasmine aos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU Mulheres! É nossa crença que a diversidade é a melhor e mais autêntica forma de promovermos debates e tomarmos as melhores decisões como companhia. Queremos estar presentes em todas as frentes do negócio, seja realizando ações internas com as nossas colaboradoras, ou atuando em projetos sociais voltados para o empoderamento feminino”, explica Thelma Bayoud, diretora de marketing da Jasmine.

“Nossa principal meta é pensar e concretizar ações que ajudem a mudar a raiz dos problemas sociais que enfrentamos hoje e não somente ações esporádicas. Entendemos que esse compromisso irá nos ajudar a acelerar e aprofundar as ações que já realizamos há algum tempo, além de nos proporcionar ferramentas poderosas para mediação e acompanhamento da nossa evolução quanto ao tema”, complementa Rodolfo Tornesi Lourenço, CEO da empresa.

A transformação social da Jasmine já é uma realidade nos últimos anos. A cultura organizacional da empresa é pautada no respeito e cumprimento do Código Global de Ética Empresarial que inibe qualquer forma de discriminação entre funcionários.

Uma história estabelecida por uma grande mulher

A Jasmine Alimentos foi oficialmente fundada em 1990 por Rosa e Christophe Allain, mas, desde 1970, o casal já dava os primeiros passos na trajetória da Jasmine Alimentos, ao oferecer aos amigos alimentos macrobióticos – alimentação da qual eram adeptos. As atividades começaram com a produção de um pão integral na garagem do casal paranaense. A partir daí, a dupla criou um pequeno negócio de alimentos saudáveis, que, ao longo dos anos, se transformou num dos principais players do setor. A missão do casal fundador é mantida até hoje: compartilhar com o mundo os benefícios da comida de verdade.

Conheça os sete Princípios de Empoderamento da ONU Mulheres:

1 – Estabelecer liderança corporativa de alto nível para a igualdade de gênero.

2 – Tratar todos os homens e mulheres de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação.

3 – Garantir a saúde, a segurança e o bem-estar de todos os trabalhadores e as trabalhadoras.

4 – Promover a educação, a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres.

5 – Implementar o desenvolvimento empresarial e as práticas da cadeia de suprimentos e de marketing que empoderem as mulheres.

6 – Promover a igualdade através de iniciativas e defesa comunitária.

7 – Mediar e publicar os progressos para alcançar a igualdade de gênero.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Câmeras serão utilizadas nos uniformes de policiais no Estado do Rio de Janeiro




L8 Group ganhou contrato de licitação de quase 22 mil câmeras

A Hikvision, referência mundial no fornecimento de soluções e produtos de segurança, em parceria com a L8 Group, ganhou o contrato de licitação de quase 22 mil câmeras, que vão fazer parte do Programa Estadual de Transparência em Ações de Segurança Pública, Defesa Civil, Licenciamento e Fiscalização do Estado do Rio de Janeiro.

A licitação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro. As câmeras portáteis serão implantadas nos uniformes dos colaboradores dos Órgãos de Segurança, Fiscalização e Defesa Civil do Estado - a expectativa é que o sistema comece a ser usado no fim do ano em Copacabana, bairro que recebe um grande fluxo de turistas nesse período. “Esta é a maior licitação desta ferramenta já feita no Brasil. O equipamento vai garantir mais transparência e segurança para os agentes e para a população.”, disse o governador Cláudio Castro.

O uso dos equipamentos nas fardas policiais já é realizado em São Paulo e Santa Catarina, com resultados positivos. De acordo com o estudo realizado por pesquisadores das universidades de Warwick, Queen Mary e da London School of Economics, no Reino Unido, e da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), baseado em um experimento realizado junto à Polícia Militar de Santa Catarina, houve queda de até 61,2% no uso de força pelos agentes de segurança e na qualidade dos dados reportados pelos policiais. “Observamos uma tendência no uso dessa tecnologia, e estamos felizes em fazer parte desse projeto e ver que as soluções da Hikvision vão contribuir para uma evolução e melhora na segurança da população e dos Agentes de Segurança Pública”. relata Jefferson Timo, responsável pelo mercado de Governo na Hikvision.

Essa foi a maior licitação do país e contempla treze órgãos: Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil, Operação Segurança Presente (Secretaria de Governo), Lei Seca (Secretaria de Governo), Operação Foco (Casa Civil), fiscais da Secretaria de Fazenda, Detran, Procon, Instituto de Pesos e Medidas, Departamento de Recursos Minerais, Instituto Estadual do Ambiente e Detro.

"A solução ofertada ao Rio de Janeiro está tecnologicamente falando, pelo menos 1 ano à frente de qualquer outra solução fornecida no Brasil. Por exemplo, temos reconhecimento facial dos agentes públicos de segurança, transmissão ao vivo das imagens, assinatura digital dos vídeos para evitar a adulteração das imagens, marca d'água para conhecer os responsáveis pela captação e supervisão das imagens, e armazenamento híbrido do conteúdo, tanto na câmera quanto na nuvem", explica Leandro Kuhn, CEO da L8 Group.

O contrato já foi assinado e as primeiras entregas estão programadas para 2021 ainda, segundo da empresa. As câmeras são do modelo DS-MH2311(C)/64G da Hikvision, já o software é composto por soluções da Hikvision e Visiologix, fabricante americana especializada em soluções para bodycams.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Com 40 mil inscritos, 46º Concurso de Redação anuncia vencedores; primeira colocada é de Pernambuco



Destinada a estudantes do Ensino Médio de escolas públicas estaduais e municipais de todo o país, a 46ª edição do Concurso de Redação chega à reta final, contabilizando 40 mil inscritos e mais de 100 premiados. Desenvolvida pelo Instituto Chamex - que tem como mantenedora a Sylvamo do Brasil -, a iniciativa contou com a parceria do Redação Online. A primeira colocada é Marcelly Silva dos Santos Brito, aluna do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco.




O Instituto Chamex anuncia os vencedores da edição de 2021 do Concurso de Redação, destinado a alunos de escolas públicas estaduais e municipais brasileiras e que chega à sua 46ª edição. A iniciativa, que conta com a parceria do Redação Online, superou a marca obtida no ano anterior e contabilizou 40 mil alunos inscritos – mantendo o título de maior competição do gênero em redações corrigidas. O concurso impacta a vida de estudantes de todo o país, preparando milhares de alunos para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A edição deste ano premiou mais de 100 estudantes de todo o Brasil; Marcelly Silva dos Santos Brito, aluno do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco conquistou o primeiro lugar.

Com o objetivo de incentivar jovens estudantes a transformarem as próprias realidades por meio da escrita, o concurso deste ano teve por tema “Como os livros podem contribuir para a educação no Brasil e serem agentes transformadores no ensino e na sociedade?” – relacionado à meta 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), educação de qualidade. Um dos destaques da iniciativa é o impacto social gerado: para que se preparassem melhor para escrever a redação, o concurso ofereceu aos alunos videoaulas específicas de escrita voltada à redação do ENEM, e, após a correção, eles receberam orientações gerais de como poderiam melhorar suas escritas.

Para Mariana Claudio, gerente-executiva do Instituto Chamex, a iniciativa reforça a importância de fortalecer nos estudantes a capacidade de análise crítica da sociedade para que possam ser cidadãos ativos e agentes de mudança. “O ano de 2021 foi desafiador para vários setores e, em especial, para o setor da Educação. De forma criativa, o 46º Concurso de Redação continuou superando os desafios da modalidade on-line e chegando em todo o Brasil para auxiliar cada dia mais os jovens que se preparam para a importante etapa que é o ENEM. O Concurso está crescendo a cada ano e conectando mais e mais pessoas que também acreditam que a Educação transforma o mundo”, afirma.

Premiações


O 46º Concurso de Redação premiou não apenas os estudantes como também as escolas e os professores. Confira a premiação.
Os 100 primeiros alunos colocados receberam um plano de aulas on-line, com validade de 12 meses na plataforma do Redação Online.
A melhor nota de cada Estado recebeu um vale-compras no valor de R$ 500 e o vencedor nacional, um vale-compras de R$ 1.500 – todos para aquisição de livros e materiais escolares.
As três instituições com maior número de estudantes inscritos ganharam, cada uma, 10 caixas de Chamex A4 – marca referência de papel da Sylvamo do Brasil – e livros educativos totalizando até R$ 5 mil.
Os 20 professores que tiveram a maior quantidade de alunos inscritos foram presenteados com um treinamento para correção de redação no modelo ENEM e um vale-compras cada no valor de R$ 300 para aquisição de livros e materiais escolares.

A lista completa dos ganhadores pode ser consultada no site https://concursoaipi.redacaonline.com.br/. Acesse e prestigie!

Sobre o Instituto Chamex - O Instituto Aipi, inspirado pelo poder transformador da criatividade, passou a se chamar Instituto Chamex em 2021. A mudança reforça o objetivo de promover reflexões, desafios e mudanças reais na vida das pessoas e alia todo o trabalho de anos do Instituto a novos estímulos e a infinitas possibilidades que a educação oferece. Com o lema “A criatividade transforma a educação. A educação transforma o mundo”, o objetivo do Instituto Chamex é dar continuidade à estrutura e ao aprendizado conquistados ao longo dos 14 anos de existência, usando o potencial criativo como ferramenta para que estudantes, professores e agentes da educação promovam oportunidades de desenvolvimento para as próprias comunidades. Criado em 2007, o Instituto já investiu mais de R$ 13 milhões em ações e projetos e tem como mantenedora a Sylvamo do Brasil, empresa que produz os papéis para imprimir e escrever Chamequinho, Chamex e Chambril.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Projeto Saúde e Alegria dá início às atividades da Escola de Redes Comunitárias da Amazônia

Promovida pelas organizações APC e Rhizomatica, a escola é parte da iniciativa global “Conectando os Desconectados”, que acontece até março de 2023

O Projeto Saúde e Alegria deu início, no dia 03/12, às atividades da Escola de Redes Comunitárias da Amazônia. Após sete meses de pesquisa, estudo do território e seleção de especialistas e organizações, foi realizado o primeiro encontro para a elaboração do conteúdo programático da escola.

O objetivo do projeto “Conectando os Desconectados”, do qual escola é o pilar de formação e treinamento, é buscar conectar comunidades desconectadas por meio do desenvolvimento de modelos, capacidades e formas de sustentabilidade para populações com foco em assistência técnica, capacitação, assessoria para advocacy, e mobilização comunitária.

Por meio de uma metodologia de criação coletiva, o conteúdo a ser abordado com os 21 alunos de organizações em três estados da Amazônia Legal (Acre, Amazonas e Pará), começou a ser criado a partir desse primeiro encontro entre lideranças dessas comunidades e especialistas. A expectativa é que se faça um mapeamento coletivo dos temas importantes para fortalecer as redes comunitárias envolvidas e que as atividades com os alunos dessa primeira turma aconteçam de junho a dezembro de 2022.

O conselho de especialistas é formado por Beatriz Tibiriçá (Coordenadora Geral, Coletivo Digital), Georgia Nicolau (Diretora de Projetos e Parcerias Pró Comum), Jader Gama (Pesquisador – UFPA), Doriedson Almeida (Professor – UFOPA), Karina Yamamoto (Pesquisadora – USP e Jeduca), Guilherme Gitahy de Figueiredo (Profº UEA – Tefé – AM) e Carlos Afonso (Diretor Executivo – Instituto NUPEF).


As comunidades selecionadas para, num primeiro momento cocriar o programa e, depois, ter integrantes participando da formação são: no Pará, os projetos Ciência Cidadã na Aldeia Solimões e Guardiöes do Bem Viver no PAE Lago Grande – ambos no município de Santarém – e a Rede Águas do Cuidar/ Casa Preta na Ilha de Caratateua, grande Belém. No estado do Amazonas, a Aldeia Marajaí, município de Alvarães – Médio Solimões; o Grupo Formigueiro de Vila de Lindóia em Itacoatiara; e a Rede Wayuri em São Gabriel da Cachoeira. No Acre, a Aldeia Puyanawa em Mâncio Lima.


Aldeia Solimões, uma das microorganizações selecionadas, integra o Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia, utilizando o aplicativo Ictio para o monitoramento de espécies de peixes através da parceria com a Sapopema, Mopebam e PSA. Foto: Sapopema.



“O Projeto Saúde e Alegria tem uma longa trajetória na inclusão digital desde a criação da Rede Mocoronga de Comunicação Popular em 1986. Em 2008 fomos Pontão de Cultura Digital”, diz Paulo Lima, coordenador do Saúde e Alegria à frente deste projeto. “É uma alegria imensa podermos voltar com mais força a essa agenda e num momento de atualização de conceito em que ampliamos o olhar da inclusão digital para as redes comunitárias, que hoje faz muito mais sentido”.

O que são Redes Comunitárias?

As redes comunitárias são grupos organizados para realizar sonhos coletivos para o território, onde partilham conhecimentos e expressam o desejo de conquistar o direito ao uso da internet, ao acesso de tecnologias para participação social, participação em rádios comunitárias e processos formativos de comunicação.

Um dos pilares de uma Rede comunitária é o processo de gestão compartilhada em que um grupo de pessoas se organiza para debater e articular ações em torno de suas necessidades, qualidade de vida e bem estar. Nesse processo de empoderamento social e autonomia, as organizações e associações comunitárias buscam formas de integrar os membros da rede, buscando levar o acesso à informação e/ou a tecnologia para dentro da comunidade.

Criadas com o viés de um espaço democrático, as Redes comunitárias partem do princípio de respeito à liberdade e neutralidade da rede. Com uma dinâmica de participação ativa de seus membros, operam com ou sem apoio de entidades do terceiro setor, objetivando uma propriedade coletiva.

Apesar da rede possibilitar o fortalecimento de experiências locais, promover espaços de sociabilidade, engajamento ambiental e acesso à informação em processos participativos, ainda existem muitos desafios na implementação de redes comunitárias. Dentre eles:

QUESTÃO LEGAL: necessidade de instituição de lei e novos incentivos que legalizem as redes comunitárias.

ENERGIA: comunidades ribeirinhas sofrem com a dificuldade de acesso à energia, o que prejudica o uso da internet e de rádios comunitárias. Há necessidade de instalação de sistemas de energia solar.

EXCLUSÃO DIGITAL: muitas redes estão localizadas em áreas de difícil acesso, em que a conexão à internet é precária.


Guardiões do Bem Viver do PAE Lago Grande é uma das sete microorganizações confirmadas na Escola de Redes Comunitárias da Amazônia. Foto: Tapajós de Fato.


Saúde e Alegria em Desconectando os Desconectados

Em 2021 o Projeto Saúde e Alegria passou a integrar a Rede do Projeto Redes Comunitárias que busca conectar comunidades desconectadas por meio do desenvolvimento de modelos, capacidades e formas de sustentabilidade para populações da Amazônia.

O projeto visa apoiar estratégias lideradas pela comunidade para endereçar a dificuldade digital é uma iniciativa da Associação para o Progresso das Comunicações (APC) em parceria com a Rhizomatica. No Brasil, o PSA é a organização parceira no nível meso, credenciada para o desenvolvimento de redes comunitárias na região Amazônica.

Com o apoio financeiro do Programa de Acesso Digital do Governo do Reino Unido, o projeto busca desencadear soluções de conectividade mais acessíveis e inclusivas para comunidades excluídas em áreas rurais e urbanas. O projeto está em execução entre 2020/2023 e fornece assistência técnica, capacitação, assessoria para advocacy, e mobilização comunitária, focando em em cinco países prioritários: Brasil, Indonésia, Quênia, Nigéria e África do Sul.

O fundador da Rhizomatica, representante do conselho de Redes Locais (LocNet) Peter Bloom, explicou que com a execução do projeto, são esperados os seguintes resultados: “Aumento da capacidade e dos recursos para indivíduos, principalmente mulheres, e organizações que promovem modelos de inclusão digital capazes de proporcionar acesso a populações não conectadas ou com baixa conectividade (nível micro); fortalecimento de organizações que apóiam redes comunitárias para articular maneiras viáveis de lidar com barreiras comuns por meio de conhecimento compartilhado, plataformas compartilhadas, ação coletiva e mobilização das partes interessadas (nível meso) e criação de um ambiente político, legal e regulatório melhor para as redes comunitárias, enquanto um modelo complementar de conectividade inclusiva, na esfera macro, endereçando barreiras enfrentadas pelas organizações locais de nível micro e meso”.

Instalação de telecentro na comunidade São Pedro em 2010. Arquivo PSA.





quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

No Pará, estado com menor número de médicos por mil habitantes do Brasil, atuação da ONG Zoé faz a diferença na vida das pessoas




Em uma semana, equipe de 20 médicos montou o centro cirúrgico do Hospital Municipal de Belterra, que estava há 30 anos sem funcionar, e realizou 50 cirurgias de hérnia e 108 exames de endoscopia. Os preparativos para a próxima expedição já estão em andamento

Uma mudança importante aconteceu em prol da saúde dos moradores de Belterra, município localizado à beira do rio Tapajós, no Pará, de 28 de novembro a 5 de dezembro. Nesse período, foi inaugurado o centro cirúrgico no Hospital Municipal de Belterra (HMB), depois de 30 anos parado por não contar com a infraestrutura necessária. Além disso, foram realizadas 53 cirurgias de hérnia e 108 exames de endoscopia em pessoas da cidade e arredores. Os números referem-se à atuação da terceira expedição da Zoé, ONG paulistana que tem o propósito de levar saúde à população amazônica. A ação foi viabilizada por um time de 20 médicos e enfermeiros da Zoé e pela doação de equipamentos e insumos médicos por diversas empresas e pessoas físicas que se engajaram ao projeto.

O impacto dessa ação revela-se nas histórias contadas pelas pessoas beneficiadas. Entre elas, Divanilson Guimarães Campos, pescador, que estava há um ano sem trabalhar, prejudicando muito o orçamento da família, por causa das dores provocadas por uma hérnia. “Não estou conseguindo trabalhar direito e o que mais queria era ser operado dessa hérnia”, disse. Já Rosemiro Peres de Sousa, técnico de enfermagem, acompanhou a filha Keliane, estudante universitária, que estava há três anos na fila de espera do sistema público para uma endoscopia, sofrendo de dores recorrentes no abdômen. “Ainda bem que teve essa parceria da Secretaria Municipal de Saúde e essa ONG”, relatou o pai muito emocionado.

Ana Sara veio para fazer uma endoscopia. “Já faz algum tempo que sinto dor de estômago, mas como não tenho renda fixa, fica difícil pagar uma consulta particular”, contou. Fernanda Andrade foi operada de hérnia. “Apesar de ser uma cirurgia simples, é difícil conseguir pelo sistema público porque tem muita gente em Belterra precisando e a fila é grande no hospital de Santarém”, afirmou.

E são muitos os relatos como esses de pessoas que estão há um, dois ou três anos na fila de espera por uma cirurgia ou exame que, até então, só poderia ser realizado em Santarém, a 45 quilômetros de Belterra, o que implica em gastos com transporte e estadia de acompanhante que nem sempre o paciente e sua família, mesmo quando chega sua vez de ser atendido, têm condições de arcar. Agora, com o centro cirúrgico funcionando, procedimentos de médio e pequeno portes poderão ser realizados pelo médico plantonista do hospital local que tem especialização, Paulo Henrique Albuquerque de Oliveira.

Um futuro polo de atendimento a saúde

O médico cirurgião e colonoscopista Marcelo Averbach, um dos fundadores da Zoé, explicou que o centro cirúrgico faz parte de um projeto maior que tem a meta de transformar o Hospital Municipal de Belterra em um polo de atendimento à saúde na região, incluindo Aveiro e parte de Santarém. “Escolhemos começar nossa atuação pelo estado do Pará, que tem a menor quantidade de médicos por habitante do Brasil e em termos de distribuição desses profissionais está entre as cinco piores. Cidades menores do estado estão, muitas vezes, desprovidas de médicos”, disse.

Paralelamente à assistência a saúde, que é o braço mais importante da Zoé, a ONG também atua com os pilares educação – ao levar em suas expedições acadêmicos e médicos residentes, com objetivo de proporcionar uma experiência única de aprendizado – e ciência, com a compilação de dados de cada expedição com objetivo de favorecer a realização de estudos científicos. A terceira expedição contou com a presença de três alunos da graduação de medicina e dois médicos residentes. Além disso, foram ministradas quatro aulas a agentes de saúde de Santarém pelas médicas Beatriz Souza Dias e Beatriz Averbach.

A cada expedição, muito aprendizado

Fabio Atui, cirurgião do aparelho digestivo e um dos fundadores da Zoé, contou que quando decidiram que viriam fazer cirurgias de hérnia e exames de endoscopia, acreditava que o procedimento cirúrgico teria mais impacto na vida das pessoas do que o exame de endoscopia, mas aconteceu o contrário. “Minha ideia era de que a cirurgia de hérnia teria mais impacto na vida dessa população porque muitos são trabalhadores braçais e a hérnia impede que o paciente faça esforço físico. Mas o impacto da endoscopia foi maior porque diagnosticamos dois casos de câncer, com tumores em fase avançada, que poderiam ter um prognóstico melhor se os pacientes tivessem feito a endoscopia antes. E encontramos um câncer precoce com alta chance de cura”, afirmou.

Para o médico, fatos assim levam o time da Zoé a refletir ainda mais sobre como atuar de modo cada vez mais eficiente para fazer diferença na vida das pessoas da região foco do projeto, dentro do que os profissionais da Zoé podem oferecer. “É assim que trabalhamos, fazemos o reconhecimento das necessidades da população que vamos atender dentro do escopo de especialistas que formam a ONG e das parcerias, como a que já temos com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) para utilização do barco hospital Abaré”, disse Atuí.

Todos podem ajudar a Zoé

Plinio Averbach, diretor-executivo e um dos fundadores da Zoé, reforça que para fazer parte do projeto não é preciso ser médico ou profissional da saúde. “Também precisamos de voluntários de outras especialidades que podem nos ajudar com conhecimento de logística, comunicação, recursos humanos e muitas outras áreas”, informou. Além disso, fundamental para dar continuidade e ampliar o projeto são as parcerias com empresas que podem contribuir com recursos financeiros ou com doação de passagens aéreas, hospedagem, transporte, insumos e equipamentos médicos utilizados em cada expedição.

Sobre a Zoé

Nascida em São Paulo (SP), a Zoé tem entre seus fundadores, médicos - como, Fábio Atuí (cirurgião do aparelho digestivo), Fábio Tozzi (cirurgião geral e vascular), Marcelo Averbach (cirurgião e colonoscopista), Marco Aurélio D’Assunção (endoscopista), Paulo Chapchap (cirurgião infantil) – e não médicos, como o diretor-executivo Plínio Averbach.

A decisão de fundar a Zoé foi motivada por experiências anteriores dos médicos na Amazônia e o desejo de dar continuidade ao trabalho de contribuir para melhorar o atendimento à saúde dessas populações.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Planos de saúde e Parlamentares: Eles, de novo, contra o povo




*Por Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi criada com o objetivo de propor nova legislação para a rede suplementar e os planos de saúde.

Hoje, o setor é normatizado pela Lei 9.656/98 que, diga-se de passagem, coibiu parte dos abusos das empresas contra os pacientes-usuários, a despeito de estar longe de ser perfeita.

Os ajustes do arcabouço jurídico em vigor viriam após a Comissão apresentar parecer sobre o Projeto de Lei nº 7.419, de 2006, do Senado Federal, e mais 247 projetos apensados, que dispõem sobre mudanças na legislação da saúde complementar.

Bom, a princípio, registro que a ideia de aperfeiçoar leis e moldá-las às mudanças de tempo e sociais é válida, naturalmente. Só que esse não é bem o caso.

Até agora, o movimento na Câmara dos Deputados aponta para uma tragédia (mais uma) aos pacientes. Redução de coberturas, aumento de mensalidades de idosos e diminuição do valor de multas aplicadas às operadoras são algumas das propostas que nossos deputados estão engendrando.


Uma das proposituras “iluminadas” é liberar a comercialização de planos com menor cobertura, dando direito somente a consultas, certos exames e poucos procedimentos. É um retrocesso sem precedentes, pois o doente pagará a vida toda e, quando precisar de algo mais importante para sua saúde, não terá acesso.

Todos sabemos bem que existe no Brasil uma facilidade enorme de ludibriar consumidores em acordos e vendas de produtos/serviços. Ou falto com a verdade? Ou o que são as letrinhas contratuais que ninguém enxerga?

Especificamente sobre os reajustes a idosos, friso que eles já são cruéis e colocam as pessoas para fora dos planos de saúde bem quando mais necessitam, isso depois de pagarem mensalidades por décadas. Pior do que isso, só mesmo alguns deputados têm a capacidade e o desplante de inventar.

Temos de nos mobilizar, médicos, pacientes e todas as pessoas do bem para brecar mais esse ataque contra os brasileiros. Um bom começo é levantar os nomes de todos os deputados que vão contra os interesses da população e deixá-los à mingua nas eleições de 2022, sem um voto. Vamos varrê-los da política.

Enfrentamos incertezas e forte crise financeira devido à pandemia da Covid-19. Enquanto outros países se desdobram na expansão de sistemas públicos de saúde para garantir bem-estar a seus concidadãos, aqui escreve-se uma história de Hobin Hood às avessas nos bastidores dos gabinetes regados a luxo em Brasília.

Os médicos lutaremos em defesa de nossos pacientes. Àqueles que buscam reduzir direitos e tirar-nos a autonomia em Medicina, fica o aviso: não passarão!

*Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Instituto FAR faz parceria com projeto do Serginho Escadinha


Imagem retirada do site https://institutoserginho10.com.br/


Ação visa apoiar causa nobre do bicampeão olímpico do Vôlei

O Instituto FAR, braço filantrópico do Grupo Hinode, está apoiando o Instituto Serginho 10, que atende em torno de 500 crianças e jovens, em Guarulhos, São Paulo, criando oportunidades por meio do esporte e educação.

O trabalho desenvolvido pelo bicampeão olímpico da Seleção Brasileira de Vôlei, Sergio Dutra Santos, o Serginho Escadinha, tem como foco promover o desenvolvimento humano e coletivo, por meio da prática esportiva, sendo aulas de vôlei, como também preparar crianças e jovens para as oportunidades por intermédio da educação, com aulas de reforço escolar.

O desabafo de Serginho em suas redes sociais sobre a invasão ocorrida em outubro no Instituto, onde roubaram eletroeletrônicos e destruíram parte do local, chamou a atenção do Instituto FAR, que busca sempre apoiar ações de responsabilidade social. “Não podíamos deixar de ajudar o projeto, que após os danos sofridos com certeza teria perdas no atendimento a tantas pessoas que dependem da iniciativa para continuarem com seus sonhos, informa Angelo Teixeira, diretor executivo do FAR.

Os interessados em colaborar com o instituto devem acessar https://institutoserginho10.com.br/.
Para contribuir com o Instituto FAR, basta acessar https://institutofar.apoiar.co/.

Instituto FAR – Criado em 2015 para compor as ações de responsabilidade social do Grupo Hinode, tem como causa a educação e o propósito de gerar a transformação de vidas. Busca promover conhecimentos e a atitude empreendedora em crianças e jovens, por meio de apoio a iniciativas terceiras e de projetos próprios, gerando oportunidades para milhares de pessoas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

AstraZeneca plantará 20 mil árvores no Baixo Tietê

Em parceria com a ONG SOS Mata Atlântica, a iniciativa contribui com o cuidado do meio ambiente e ajuda na mitigação do aquecimento global

Funcionários da AstraZeneca e seus filhos na sede do SOS Mata Atlântica, em ITU/SP,
para dar início a ação de restauração ambiental no último sábado, dia 4


Ao longo dos próximos meses, a biofarmacêutica AstraZeneca realizará o plantio de 20 mil mudas de árvores em Reginópolis e cidades vizinhas, na região do Baixo Tietê, em São Paulo. A quantidade equivale a 80 mil m2 ou 10 campos de futebol.

O investimento feito pela AstraZeneca Brasil foi de, aproximadamente, R$ 330 mil e contempla a manutenção e o monitoramento da região a longo prazo, além do envio de relatórios periódicos. A atividade auxiliará, também, na recuperação de bacias e sub-bacias hidrográficas.

Carlos Sánchez-Luis, presidente da AstraZeneca Brasil, explica que a partir de agora a empresa se torna oficialmente uma parceira da SOS Mata Atlântica. "É uma honra contribuir ativa e diretamente para uma causa tão urgente, em um país com tanto potencial para seguir protegendo sua flora, como é o Brasil", afirma.

Além da ação principal, a ONG passa a desenvolver em conjunto a empresa uma proposta de educação ambiental, além de contar com funcionários e seus familiares como voluntários em diversas atividades.

COP26

O CEO global da AstraZeneca, Pascal Soriot, esteve presente durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021, que ocorreu entre os dias 1 e 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia. Na COP26, o executivo lançou a Força-Tarefa Iniciativa de Mercados Sustentáveis (SMI) para Sistemas de Saúde, na presença do Príncipe de Gales e com líderes globais dos setores de saúde público e privado. A Força-Tarefa está unida em torno de um objetivo comum para acelerar a entrega do net zero (meta de zerar as emissões de carbono), para sistemas de saúde sustentáveis, para melhorar a saúde individual, social e planetária.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Dasa doa 14 mil vacinas da gripe a três comunidades em situação de vulnerabilidade social da Grande SP




Ação foi viabilizada por meio de parceria entre Lavoisier e Gerando Falcões. Ação acontece de 1 a 16 de dezembro em bairros de Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano

A Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, vai doar 14 mil vacinas contra gripe (Influenza) para moradores de comunidades vulneráveis das cidades de Poá, Suzano e Ferraz de Vasconcelos, na grande São Paulo.

Viabilizada por meio de parceria entre o Lavoisier Laboratório e Imagem, que é da Rede Dasa, e a Gerando Falcões, a ação acontece entre os dias 1 e 16 de dezembro (mais detalhes abaixo) e é apoiada pelas secretarias de saúde dos três municípios. “A iniciativa é fundamental para levar a vacina a quem não se imunizou ainda”, diz Fabio Cunha, Diretor Jurídico, ESG, Compliance e Regulatório da Dasa.

Para Aline Amália Lopes de Araujo Giovannetti, Diretora Regional de Diagnósticos, responsável pela marca Lavoisier, a ação é também uma forma de contribuir para a saúde coletiva.

“Queremos as pessoas protegidas e sabemos que essa cobertura vacinal maior será um benefício para toda a comunidade, pois, além de reforçar o sistema imunológico, a imunização contra Influenza é importante para reduzir complicações associada à gripe”, afirma.

Serviços

A campanha teve início na comunidade de Poá, na sede do Gerando Falcões (Avenida Niterói, 96 - Kemel), com doação de 5 mil vacinas, entre os dias 01 a 03 de dezembro e 6 de dezembro, das 9h às 17h.

A segunda etapa ocorrerá em Ferraz de Vasconcelos, entre os dias 07 e 10 de dezembro e 13 de dezembro, das 9h às 17h, na Sede do Projeto Saúde nos Bairros, Rua Stella mazzucca 1022 Vila Margarida, com a doação de seis mil vacinas,

E em Suzano na Associação Beneficente Vinha Deluz, (Rua: São Vicente de Paula,51), entrada pelo portão 3, Centro Educativo, entre os dias 14 e 16 de dezembro (das 9h às 17h), com doação de 3 mil vacinas.

#SeCuidaComAGente

O #SeCuidaComAGente faz parte do conjunto de iniciativas de impacto social positivo que a Dasa tem colocado em prática nos últimos anos, alinhando-se cada vez mais aos princípios de ESG.

Destacam-se, por exemplo, a doação de quase R$ 40 milhões para o combate e enfrentamento ao novo coronavírus em 2020, assim como a doação para o governo do Distrito Federal de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o apoio de R$ 1 milhão ao projeto social Estímulo 2020, para fornecer capital de giro para pequenos negócios do Rio de Janeiro atingidos pela pandemia. Como parceiros do programa, também estão entidades, como Gerando Falcões e o Instituto Cores do Mará.

Sobre Gerando Falcões

A Gerando Falcões é um ecossistema de desenvolvimento social que atua em rede para acelerar o poder de impacto de líderes de favelas de todo país que possuem um sonho em comum: colocar a pobreza das favelas no museu. Seu foco são iniciativas transformadoras, capazes de gerar resultados de longo prazo. O projeto entrega serviços de educação, desenvolvimento econômico e cidadania e executa programas de transformação sistêmica em comunidades, como o Favela 3D.

Sobre o Lavoisier

O Lavoisier Laboratório e Imagem, que faz parte da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, tem mais de 70 anos de tradição na realização de exames para a família brasileira. O Lavoisier foi o primeiro laboratório no Brasil a receber a Certificação de Qualidade ISO 9002 em todos os seus processos e foi pioneiro na implantação de unidades em shopping centers e hipermercados. Em suas mais de 90 unidades na Grande São Paulo, o Lavoisier oferece conveniência, segurança e qualidade para a realização de exames laboratoriais e de imagem e testes genéticos e genômicos de última geração. A marca mantém o programa Lavoisier Popular, que proporciona atendimento de qualidade a preços acessíveis e com facilidades de pagamento. Para mais informações acesse: www.lavoisier.com.br.


Sobre a Dasa

A Dasa é a maior rede de saúde integrada do Brasil. Faz parte da vida de mais de 20 milhões de pessoas por ano, com alta tecnologia, experiência intuitiva e atitude à frente do tempo. Com mais de 40 mil colaboradores e 250 mil médicos parceiros, existe para ser a saúde que as pessoas desejam e que o mundo precisa, estando presente em cada etapa de cuidado.

Acredita que para cuidar sempre é preciso cuidar por inteiro. Por isso, olha para a gestão da saúde de um jeito preventivo, preditivo e personalizado. Integra medicina diagnóstica, hospitais, genômica, oncologia, coordenação de cuidado, pronto atendimento, telemedicina, pesquisa clínica e ciência. Ao todo, conta com 16 hospitais referências (considerando rede própria, crescimentos inorgânicos e os deals que ainda estão sob aprovação dos órgãos reguladores), e mais de 59 marcas entre medicina diagnóstica e hospitais, distribuídas em mais de 900 unidades no Brasil.

A Dasa garante uma navegação ágil, descomplicada e sem atritos na jornada da saúde, tanto para pacientes quanto para médicos, por meio da sua plataforma de gestão, o Nav. Além disso, oferece soluções integradas e inovadoras de saúde corporativa, por meio do Dasa Empresas.

Somos Dasa e somos para toda a vida. Para mais informações, acesse: www.dasa.com.br

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Estudo indica caminhos para transformar lixo em materiais para a indústria avançada

Grupo que envolve cientistas da UFSCar, da Embrapa e colaboradores internacionais mostra que a biomassa descartada de baixo custo pode ser convertida em bioplásticos, produtos eletrônicos, equipamentos para geração, armazenamento e transmissão de energia e outros dispositivos de alto valor agregado (fotos: acervo dos pesquisadores)



Entre 118 e 138 milhões de toneladas de lixo orgânico são geradas anualmente em todo o mundo. Dessas, cerca de 100 milhões de toneladas correspondem a resíduos da cadeia de produção e distribuição de alimentos. Apenas 25% do montante é reaproveitado. Os outros 75% são simplesmente “jogados fora”, configurando um grande desperdício de recursos potenciais e um enorme impacto para o meio ambiente.

Esses números foram apresentados num relatório publicado em 2018 pela European Environment Agency. Embora constituam a mais recente tentativa de totalização disponível, estão provavelmente subestimados, pois correspondem a uma base de dados de 2011.

Transformar resíduos em recursos – ou, como dizem os norte-americanos, transitar from trash to cash (do lixo ao dinheiro) – é um dos vetores da chamada economia circular. Quando esses resíduos são advindos da biomassa, caracteriza-se a bioeconomia circular. O tema foi explorado em estudo recente publicado na revista Advanced Materials, no artigo The Food–Materials Nexus: Next Generation Bioplastics and Advanced Materials from Agri-Food Residues, tendo sido inclusive destacado na contracapa da revista – uma das de maior impacto na área.

“Nós, que já enxergamos diferentes tipos de resíduos como matéria-prima há mais de uma década, fizemos uma revisão crítica de toda a literatura e reposicionamos o estado da arte nas estratégias para transformar perdas e desperdícios agroalimentares em bioplásticos e materiais avançados. Procuramos, mas não encontramos argumentos para não fazê-lo. É um ganha-ganha”, diz Caio Gomide Otoni, professor do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMa-UFSCar), idealizador do grupo maTREErials e primeiro autor do artigo.

Como alternativa às modalidades mais rústicas e ambientalmente duvidosas de aproveitamento dos resíduos agroindustriais, como, por exemplo, seu emprego na alimentação do gado, o estudo mostra que a biomassa descartada ou subutilizada, de baixo custo, pode ser convertida em bioplásticos e materiais avançados, utilizáveis em uma ampla gama de dispositivos de alto valor agregado.

As aplicações englobam embalagens multifuncionais, inclusive embalagens antivirais, antimicrobianas e antioxidantes; equipamentos eletrônicos flexíveis; dispositivos biomédicos; equipamentos para geração, armazenamento e transmissão de energia; sensores; materiais para isolamento termoacústico; cosméticos etc.

“O nexo alimentos-materiais-energia é muito relevante para a bioeconomia circular. Nosso objetivo foi apresentar as estratégias mais avançadas para desconstruir resíduos agroalimentares; converter o resultado em blocos de construção monoméricos, poliméricos e coloidais; e, com base neles, sintetizar materiais avançados”, afirma Daniel Souza Corrêa, pesquisador do Laboratório de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em São Carlos, professor orientador nos programas de pós-graduação em Química e Biotecnologia da UFSCar e outro autor do artigo.

A conversão de perdas e desperdícios na cadeia de produção e distribuição de alimentos em “materiais verdes” para a indústria avançada é uma opção emergente nas políticas dos países mais desenvolvidos, como o European Green Deal (Pacto Ecológico Europeu). Diz a página oficial da Comissão Europeia: “A bioeconomia circular maximiza o uso de fluxos laterais e residuais da agricultura, processamento de alimentos e indústrias de base florestal, reduzindo assim a quantidade de resíduos depositados em aterros”.

Como acrescenta o artigo em pauta, se a estratosfera for tomada como um limite, não há descarte. Não existe a opção de “jogar o lixo fora” porque não há um “fora” para onde seja viável descartar o lixo. Então, entre cobrir o planeta de lixo, como ainda vem sendo feito, ou transformar o lixo em uma formidável fonte de recursos, como é possível fazer, a escolha racional parece bem clara.

“A composição complexa e heterogênea da biomassa derivada de FLW [food loss and waste, termo em inglês para perda e desperdício de comida] representa um desafio tecnológico e econômico. Temos de enfrentar o que chamamos de ‘recalcitrância da biomassa em se desconstruir’. Outro fator adverso é a sazonalidade da produção agroindustrial. Determinados resíduos são abundantes em certas épocas do ano e escassos em outras. Quando disponíveis, a própria composição é, geralmente, variável. Mas o principal obstáculo a um upcycling [reutilização] em larga escala é de natureza política. A esperança é que startups e empresas altamente inovadoras rompam essas barreiras e conduzam o processo adiante”, pondera Otoni.

As vias tecnológicas para isso existem, como mostra o artigo. E seus autores já as dominam, em escala de bancada, ou, dependendo do caso, em escalas semipiloto ou piloto. “Há vários exemplos a mencionar, incluindo trabalhos com produção de materiais a partir de resíduos de manga, banana, trigo, caju etc.”, descreve Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo, outra autora do artigo e pesquisadora do LNNA da Embrapa.

Nas imagens que acompanham esta reportagem, materiais resultantes do processamento mínimo da cenoura exemplificam potencial para conversão em bioplásticos mediante processo, em escala semipiloto, realizado no LNNA.

Além disso, os pesquisadores produzem espumas antimicrobianas a partir de bagaço de cana-de-açúcar; embalagens derivadas de quitina extraída das carapaças de crustáceos e insetos; e partículas para estabilizar emulsões, com potencial de aplicação nas indústrias de fármacos, cosméticos e tintas.

Como se percebe, essas pesquisas estão fortemente afinadas com a economia do país, que se destaca como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e de cítricos, além de ocupar também posição de destaque mundial na produção de muitos outros alimentos. Ademais, deve-se considerar que uma fonte altamente significativa de perdas e desperdício de alimentos está associada a frutas e hortaliças, das quais cerca de um terço da produção é perdida ao longo da cadeia.

“Muitos desses FLW contêm elevados níveis de vitaminas, minerais, fibras e proteínas que, idealmente, poderiam ser convertidos de volta em alimentos. No entanto, devido aos padrões alimentares, a maioria dos FLW são microbiologicamente e sensorialmente inadequados e, assim, preteridos. Daí a alternativa de converter os resíduos em plataformas químicas e materiais úteis, potencialmente em dispositivos com alto valor agregado. Devido ao grande e crescente volume de FLW, existe um interesse genuíno por parte dos produtores de alimentos em valorizar tais fluxos”, sublinha Otoni.

Um exemplo é a produção de bioplásticos comestíveis desenvolvida por Luiz Henrique Capparelli Mattoso, um dos líderes dessa linha de pesquisa no LNNA da Embrapa.

A pesquisa é conduzida em rede, com contribuições de dezenas de pesquisadores engajados no tema. O artigo em pauta é também assinado por Bruno Mattos, pesquisador da Aalto-yliopisto (Finlândia); Marco Beaumont, pesquisador na BOKU Wien (Áustria); e Orlando Rojas, diretor do BioProducts Institute da University of British Columbia (Canadá).

Segundo Mattos, “a qualidade dos building blocks [blocos de montar] obtidos de biomassa residual é a mesma quando comparada a fontes mais puras e menos processadas, como algodão ou polpa celulósica. Os resíduos, no entanto, por conterem diversas outras moléculas residuais, como pectinas ou lignina, oferecem uma paleta maior de propriedades que podem ser exploradas para a introdução de funcionalidades nos bioplásticos”.

O financiamento concedido pela FAPESP a essa linha de pesquisa inclui os seguintes apoios: 14/23098-9; 17/12174-4; 17/22401-8; 18/22214-6; 20/11104-5.

O artigo The Food–Materials Nexus: Next Generation Bioplastics and Advanced Materials from Agri-Food Residues pode ser acessado na íntegra e de forma gratuita em https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/adma.202102520.

Fonte: Agência Fapesp

sábado, 4 de dezembro de 2021

A Lei do Superendividamento e o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana


*Por Ricardo Melantonio e Raquel Trivelin


Partindo da premissa de que diretrizes, normas e princípios constitucionais devem ser respeitados pelas leis infraconstitucionais (leis hierarquicamente inferiores à Constituição Federal) o nosso propósito, ao tecer brevíssimas considerações sobre a Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181, de 1º de julho de 2021), é o de destacar a salutar importância do princípio constitucional da dignidade da pessoa humana para melhor compreensão dos termos de acolhimento e tratamento dos superendividados (aqueles que se veem com a renda pessoal extremamente comprometida, com dívidas de consumo vencidas e vincendas, totalizando mais de 50% da renda mensal) e especialmente a inovação da negociação das dívidas de forma conjunta, envolvendo todos os credores (que assim desejarem) e contando com a homologação judicial.


A Constituição Federal prevê o mencionado princípio da dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, nos seguintes termos:

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

III - a dignidade da pessoa humana;

(CF, artigo 1º, III)

O alcance da conceituação e do entendimento desse princípio é descomunal, porque, como fundamento do Estado Democrático brasileiro, deve ser observado, respeitado e, consequentemente, orientar a forma digna de existência da vida humana e das relações jurídicas firmadas por qualquer pessoa, incluindo as obrigações financeiras contraídas.

A Lei do Superendividamento traz como premissa de dignidade que uma pessoa (de boa-fé) não pode se ver amedrontada em momentos de negociação de dívidas contraídas, notadamente quando se tratar de dívida de valor extremado, que retira da pessoa condições mais racionais e dignas de negociar valores, por vezes, impossíveis de adimplemento.

O STF, na ADI 3.510/DF, assim se pronunciou sobre o princípio em comento (com grifos nossos):

25. A constitucionalização do princípio da dignidade da pessoa humana modifica, assim, em sua raiz, toda a construção jurídica: ele impregna toda a elaboração do Direito, porque elemento fundante da ordem constitucionalizada e posta na base do sistema. Logo, a dignidade da pessoa humana é princípio havido como superprincípio constitucional, aquele no qual se fundam todas as escolhas políticas estratificadas no modelo de Direito plasmado na formulação textual da Constituição. No inciso III do art. 1º da Constituição brasileira, ele é posto como fundamento da própria organização política do Estado Democrático de Direito nos termos do qual se estrutura e se dá a desenvolver, legitimamente, a República Federativa do Brasil. A expressão daquele princípio como fundamento do Estado brasileiro significa, pois, que esse existe para o homem, para assegurar condições políticas, sociais, econômicas e jurídicas que permitam que ele atinja os seus fins; que o seu fim é o homem, e esse é fim em si mesmo, quer dizer, como sujeito de dignidade, de razão digna e superiormente posta acima de todos os bens e coisas, inclusive do próprio Estado. É esse acatamento pleno ao princípio que torna legítimas as condutas estatais, as suas ações e as suas opções.

(STF - ADI 3.510 / DF, decisão de 29 de maio de 2008, Relator Ministro Ayres Brito, pág. 359)



Observados esses preceitos de dignidade ao superendividado e condições de se manter as relações econômicas que garantam o exercício de direitos e obrigações, a Lei do Superendividamento busca o olhar cauteloso da imprescindível conscientização de se manter uma vida financeira saudável e condizente com os rendimentos, com hábitos de consumo compatíveis com a renda obtida, bem como formas de proteção digna ao superendividado, que, muitas vezes, está nessa situação por razões de desemprego, ou de perda brusca de rendimentos antes obtidos.

Por essa razão, dentre outras, a Lei do Superendividamento inova na intervenção jurisdicional para negociação coletiva do devedor superendividado com credores diversos, buscando o tratamento digno à pessoa e, na nossa visão, uma forma de também atuar na melhor compreensão e ajuste de vontades de todos os envolvidos nessa negociação coletiva. Isso também porque não há dúvidas da importância do adimplemento dos créditos, mas, para que este adimplemento ocorra, o superendividado não pode se ver numa situação de difícil ou impossível resolução. A Lei busca a solução a ambas às partes, devedores e credores, mas com olhar especial ao tratamento digno do devedor superendividado.

Portanto, ao superendividado deve ser garantido o direito a uma negociação justa e mais igualitária possível, não devendo ficar sujeito a cobranças desrespeitosas, inconvenientes, ou até assediadoras, porque, como consumidores que são, a doutrina jurídica os entendem como vulneráveis ou hipervulneráveis da relação de consumo, ou seja, os fornecedores de produtos e serviços são considerados mais fortes (especialmente pelo poder econômico) e notadamente detém maior poder de negociação do que os superendividados, que sofrem, ainda, com a pressão psicológica decorrente das dívidas contraídas e de difícil pagamento.



Por fim, para que não reste qualquer dúvida quanto ao cuidado e à aplicação desta Lei, até para que ninguém venha a se utilizar dessa conceituação (superendividamento) da maneira que melhor lhe aprouver, o artigo 54-A, § 1º, do CDC expressamente prevê o conceito de superendividamento e traz, em sua redação, como princípio orientador e regulamentador o princípio da boa-fé do superendividado, ou seja, há de se observar e evidenciar a boa-fé do superendividado para fins dessa negociação coletiva digna e tutelada pelo Estado.



Ricardo Melantonio, superintendente Institucional do CIEE

Raquel Barros Araujo Trivelin, gerente Jurídica e de Compliance do CIEE

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Pandemia torna a sustentabilidade mais importante para 62% dos latino-americanos



Levantamento da Kantar mostra que mais da metade da população alterou seu comportamento de compras

Nos últimos anos, falar a respeito de sustentabilidade e adotar medidas que colaboram com o meio ambiente deixou de ser um diferencial para transformar-se em uma obrigação. Os estudos Who Cares Who Does (WCWD) e Consumer Insights 2021, elaborados pela divisão Wordpanel da Kantar, líder em dados, insights e consultoria, mostram que a pandemia de Covid-19 fez muita gente refletir sobre os impactos humanos na natureza.

De acordo com os levantamentos, 62% dos consumidores latino-americanos afirmam dar mais importância à sustentabilidade hoje e mais da metade do público declara que houve alteração em seu comportamento de compras. Além dos impactos causados pelo próprio vírus, fatores como crises hídricas, falta de insumos, aumento dos preços e escassez de itens contribuem para esse resultado e reforçaram a necessidade de preservar o meio ambiente.

Os compradores que se preocupam muito com o assunto e estão tomando as medidas necessárias para reduzir o desperdício são chamados de Eco Actives. Há também os Eco Considers, que demonstram preocupação com o tema, mas nem sempre agem em prol da causa. Um terceiro grupo, batizado de Eco Dismissers, pouco se preocupa com a preservação ambiental.

Atualmente, os Eco Actives representam 8% da população brasileira, com um impacto na cesta de FMCG de R$ 7,9 bilhões. O grupo vem crescendo desde 2019, e as projeções indicam que ele representará mais da metade (56%) da população mundial nos próximos 10 anos. No Brasil, um em cada cinco consumidores terá esse perfil.

Alerta para as empresas

O crescimento da parcela da sociedade mais engajada com sustentabilidade desperta um alerta para marcas que, atualmente, apresentam baixos desempenhos de vendas com Eco Actives. Por isso, companhias que não abordam o assunto com responsabilidade correm o risco de perder cada vez mais espaço no mercado no futuro.

Segundo dados da Kantar, marcas que atendem demandas de sustentabilidade e comunicam seus esforços crescem de duas a sete vezes mais rápido com esse grupo de consumidores. Entretanto, ganhar a confiança e passar credibilidade são ações que levam tempo e requerem esforços.

Marcas que desejam implementar mudanças relacionadas ao tema devem ficar atentas aos comportamentos e às necessidades dos clientes. No Brasil, por exemplo, observa-se que as pessoas valorizam fatos como a redução de plásticos, a adoção de embalagens retornáveis e o uso de produtos naturais e orgânicos.

Expectativas e preferências dos consumidores brasileiros

Para 53% das pessoas ouvidas pela Kantar, os sacos plásticos são os grandes vilões do ecossistema. As garrafas plásticas aparecem em segundo lugar (41%).

No geral, os consumidores brasileiros afirmam que dão preferência a produtos comercializados em embalagens recicladas (43%) ou feitas com material reciclável (36%). Os selos de orgânicos (27%) e de ingredientes sustentáveis (27%) também são bastante significativos para o público.

Apesar de demonstrarem mudanças de comportamento e hábitos de compra mais sustentáveis, apenas 23% das pessoas acreditam que as soluções para os problemas ambientais devem partir dos consumidores. Boa parte do público defende que essa responsabilidade precisa ser cumprida principalmente por políticos e governantes (46%), que podem contribuir com a criação e a execução de leis, assim como os fabricantes (25%).


Sobre a Kantar - A Kantar é líder global em dados, insights e consultoria. Atuamos em mais de 90 mercados e somos a empresa que mais entende como as pessoas pensam, sentem, compram, compartilham, escolhem e veem. Ao combinar nossa experiência sobre o conhecimento humano com tecnologias avançadas, ajudamos nossos clientes a entender as pessoas e inspirar crescimento.


Mais informações em www.kantarworldpanel.com/global.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Cepêra firma parceria com o Instituto Capim Santo e oferece 3 oficinas gratuitas de gastronomia na Comunidade da Rocinha (RJ)

Divulgação



O objetivo é profissionalizar pessoas que já atuam em restaurantes da região e criar uma fonte de renda nova para moradores locais

O movimento da gastronomia social vem expandindo no Brasil, e desde 2009, o Instituto Capim Santo (ICS) desenvolve projetos com o objetivo de conectar pessoas aos seus propósitos pessoais.

Fundado pela Chefe de Cozinha Morena Leite, o ICS tem como propósito despertar talentos, desenvolver competências e contribuir para a democratização da gastronomia, gerando emprego digno e renda para a superação dos grandes desafios que a população em situação de vulnerabilidade e risco social enfrentam.

E agora, em sua mais nova cozinha escola do projeto “Cozinha do Amanhã”, conta com o apoio da Cepêra, que realizará entre os meses de novembro e janeiro de 2022, 3 oficinas gratuitas para oferecer uma formação de excelência na área da gastronomia para as pessoas da Comunidade da Rocinha (RJ). As oficinas acontecerão dentro da Biblioteca Parque da Rocinha graças a um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria do Estado e Cultura com a Economia Criativa do Rio de Janeiro.

“Queremos divulgar as ações do ICS num dos grupos de maior formação de opinião dentro da comunidade, promovendo um curso de reciclagem para comunidade gastronômica local, além de apresentar a marca Cepêra, promovendo degustação, conhecimento e desenvolvimento de receita”, explica o presidente do Instituto, Luccio Oliveira.

As aulas terão início no dia 29/11 com a Oficina: Práticas de uma cozinha Social, Saudável, Saborosa e Sustentável. Em seguida, no mês de Dezembro teremos Oficina: Comidas de final de ano e, em Janeiro, Oficina: Comidinhas para Compartilhar e Botecar. As datas de cada uma serão divulgadas posteriormente.

Como explica a Gerente de Marketing da Cepêra, Ana Carolina Penteado, o propósito da Cepêra é contribuir para uma gastronomia mais democrática, capaz de gerar renda e transformar vidas. “Nas oficinas os alunos terão acesso aos produtos da marca, farão degustações e ainda serão orientados sobre combinações e sabores para suas receitas”.



Mais informações podem ser obtidas pelo site: https://institutocapimsanto.org.br e pelo faleconosco@institutocapimsanto.org.br e marifragosoc@gmail.com (com Mariana Fragoso).