quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Prolata recicla mais de 17 mil toneladas de latas de aço no segundo trimestre de 2022

Paraná, São Paulo e Pernambuco são os estados que mais reciclaram entre abril e junho deste ano


Os resultados da Prolata seguem em ascensão. Entre abril e junho de 2022, a associação reciclou mais de 17 mil toneladas de latas de aço, registrando um aumento de 9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As regiões que mais reciclaram foram Paraná (4.733), São Paulo (3.847) e Pernambuco (3.049).

O trabalho da Prolata possui quatro pilares muito importantes: apoio às cooperativas de catadores e catadoras de materiais recicláveis; parcerias com entrepostos e centrais mecanizadas; pontos de recebimento de latas de aço pós-consumo e educação ambiental.

Atualmente, a Prolata tem parceria com 70 cooperativas, em 18 estados, totalizando 1.761 cooperados. Também conta com 36 entrepostos parceiros, apoio e participação de 14 fabricantes de latas de aço, 28 fabricantes de tintas, 11 fabricantes de alimentos, 37 redes de varejo e 3 grupos siderúrgicos, que são responsáveis pela revalorização e reciclagem do material.

Para estimular os consumidores a fazerem o descarte correto das latas utilizadas, a associação tem investido na implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), em parceria com redes de varejo. Hoje, existem 221 PEVs distribuídos por todo o país, 15% a mais do que no primeiro trimestre do ano.

“Nossa meta para este ano é revalorizar mais de 60 mil toneladas de latas de aço pós-consumo. Todos os resultados serão submetidos à Central de Custódia, nosso parceiro e verificador independente, e passarão por auditoria de terceira parte, conforme estabelecido pelo novo Decreto Federal 11.044/2022.), afirma Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e diretora da Prolata.

Criada, em 2012, pela Abeaço, a Prolata tem como objetivo permitir que as latas de aço pós-consumo sejam descartadas de forma correta pelos consumidores e revalorizadas em siderúrgicas, transformando-as em novo aço infinitamente.

Sobre a Prolata
A Prolata é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2012, pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil. Iniciativa da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e coordenação e patrocínio em conjunto com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal, a Prolata obtém recursos de seus associados e parceiros investidores, os quais são integralmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

ONG Gerando Falcões inaugura nova loja do Bazar social em Suzano (SP)


O novo espaço contará com mais de 30 mil peças entre roupas, sapatos, acessórios e itens de beleza e tem foco em dar voz à comunidade

A Gerando Falcões, ecossistema de desenvolvimento social que atua em mais de 4.000 favelas de todo o Brasil, inaugurou em Suzano (SP), no dia 4 de agosto, a quarta loja física do bazar social da ONG. O novo espaço de 250 m² contará com mais de 30 mil peças entre roupas, sapatos, acessórios e itens de beleza.


A Vimer Retail Experience foi a responsável pelo desenvolvimento dos projetos de Arquitetura, Visual Merchandising e Comunicação que passam a definir o novo conceito estratégico de espaço do Bazar. O local tem como base o conceito de economia circular, onde todos os produtos - novos e usados - doados à ONG, são colocados à venda por valores até 80% mais baratos, oferecendo, assim, acesso a bens de consumo para população de baixa renda. O valor arrecadado com as vendas é reinvestido por completo em programas de transformação nas periferias e favelas.


A sócia-fundadora da Vimer e especialista em varejo, Camila Salek, explica que o fator central da criação do novo conceito de loja do Bazar está em potencializar o espaço e a voz das comunidades. "Toda jornada no espaço e design refletem uma experiência que respeita e promove o senso de pertencimento da comunidade e a amplia, abrindo espaço de valor para integração das doações que compõem o mix de produtos da loja".


Entre os destaques, o conceito de comunicação da loja, voltada para um diálogo com o consumidor e narrativa da história das peças de roupa. “Toda estrutura flexível, layout voltado para a contação de histórias e comunicação humanizada, fazem da loja, um palco para conectar doadores, consumidores e todas as pessoas que mantêm o espaço vivo”.


Após a conclusão da aplicação das premissas de visual merchandising na montagem do Bazar, a Vimer disponibilizará um manual com detalhes para a manutenção da estratégia desenvolvida para o espaço, já que o volume de recebimento das peças é alto.


"O Bazar da Gerando Falcões é um negócio sustentável de ponta a ponta, que celebra a capacidade inventiva da favela, de inovação da periferia, o nosso ecossistema é vibrante e constrói acesso de empoderamento para ter uma favela ainda mais poderosa. Juntos, estamos construindo uma ponte rumo a um futuro sólido e próspero", enfatiza Mayara Lyra, Diretora de Negócios Sociais da GF.


O valor arrecadado com as vendas é reinvestido por completo em programas de transformação nas periferias e favelas.


Doações

Interessados em doar roupas, calçados e outros produtos em bom estado podem entrar em contato pelo e-mail bazar@gerandofalcoes.com ou pelo telefone (11) 3426-9800. As doações são retiradas pela própria ONG em São Paulo ou Grande São Paulo, após agendamento.


Serviço

Endereço: Rua General Francisco Glicério, 860, Centro, Suzano

Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 9h às 19h


terça-feira, 9 de agosto de 2022

Turma do Folclore lança série abordando os ODS da ONU relacionados à sustentabilidade

A animação 'Turma do Folclore', que aborda de maneira lúdica as lendas do folclore brasileiro adaptada à linguagem infantil, lança um projeto inovador neste mês de agosto com exclusividade no ZooMoo Kids, quando é nacionalmente celebrado o Dia do Folclore (22/08).

Cena da série "Turma do Folclore - Os Protetores da Natureza"Divulgação/ZooMoo Kids

O projeto, que tem produção da Canoa Produções e produção executiva da Tocha Kids e Stenna, foi selecionado na segunda chamada do Petrobras Cultural para Crianças em 2020 e conta com o apoio integral da Petrobras, é nomeado de “Turma do Folclore – Os Protetores da Natureza” e traz os principais personagens do Folclore Brasileiro (Saci, Curupira, Caipora e Iara) de maneira inédita, em forma de grupo, escalado pelo Dr. Jabuti, o novo líder da Turma, para missões relacionadas à sustentabilidade e preservação ambiental..

O filme (que também será exibido em 4 episódios), conta com 25 minutos de duração (com uma média de 6:30 minutos cada episódio). Nele, a Turma conta com a ajuda de outros 4 personagens do nosso folclore (como o Boto-cor-de-rosa, a Mula sem cabeça, a Vitória Régia e o Negrinho do Pastoreio) para encarar missões relacionadas a sustentabilidade, presentes em 4 dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU:

- Objetivo 6: Água potável e saneamento

- Objetivo 13: Ação contra a mudanças climáticas

- Objetivo 14: Vida na água

- Objetivo 15: Vida Terrestre

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo universal da Organização das Nações Unidas para erradicação da pobreza, proteger o Planeta e assegurar que todas as pessoas tenham paz e prosperidade.

O propósito do projeto é aproveitar a penetração que o conteúdo da Turma do Folclore tem nas escolas e reforçar os laços que os personagens têm com a natureza, criando uma ferramenta potente de Educação Ambiental e abordando de maneira lúdica e adaptada à linguagem infantil os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

A estreia do filme na TV será com exclusividade no Canal ZooMoo Kids (nas principais operadoras de TV por assinatura como Claro, Sky, Vivo e Oi), com exibição também no canal do Youtube da Turma do Folclore, e demais plataformas de distribuição, como nos apps infantis (Playkids e Funkids ) nos VODS (Net Now e VivoPlay) e streaming (Amazon Prime).

Não perca!

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

PEC do senador vitalício 'é tão inconstitucional que cai no primeiro recurso', diz jurista

Criminalista afirma que proposta para blindar Bolsonaro de processos depois do fim do mandato esbarra em duas cláusulas pétreas da Constituição

O Centrão pode até tentar, mas não vai conseguir blindar o presidente Jair Bolsonaro lhe entregando de presente um cargo de senador vitalício. A avaliação é da jurista e mestre em Direito Penal Jacqueline Valles. A advogada conta que a ideia é tão absurda quanto inconstitucional. “É uma aberração que viola o Artigo 1º, que é a base da democracia brasileira e estabelece que os representantes do Executivo e Legislativo são escolhidos, obrigatoriamente, pelo povo e por meio do voto”, diz.

Jacqueline explica que a iniciativa ainda esbarra em outra cláusula pétrea: o princípio da separação dos poderes. “A Presidência é um cargo do Executivo e o Senado é uma função do Legislativo. O Artigo 2º da Constituição estabelece a separação e independência dos Poderes, logo, não permite esse combo em que o eleitor votaria para presidente e ganharia um senador depois do fim desse mandato. A única forma de qualquer brasileiro conquistar uma cadeira no Senado ou na Câmara é por meio de uma eleição”, reforça.

Cláusulas pétreas não podem ser alteradas por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). “Esses artigos só podem ser modificados ou revogado por meio da convocação de uma nova Assembleia Constituinte, com representantes eleitos pelo povo especificamente para criar uma Constituição inteiramente nova, o que, convenhamos, é um processo complexo e longo, leva anos”, explica.


Parlamentares em sessão do Congresso Nacional de 12 de Julho

Queda certa

A jurista acredita que, mesmo que o Senado aprove a proposta, a medida deve cair no Supremo Tribunal Federal (STF). “Qualquer entidade legítima (partidos políticos; entidades representativas, como sindicatos e a OAB, e órgão do Judiciário, como o Ministério Público) pode entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao STF pleiteando a anulação de uma lei claramente anticonstitucional”, avalia a mestre em Direito Penal.

A proposta, que corre nos bastidores do Congresso, é de iniciativa de parlamentares do Centrão e visa impedir a prisão de ex-presidentes. Isso beneficiaria diretamente Bolsonaro, alvo de diversas investigações e processos na Justiça. “O cargo de senador vitalício daria aos ex-presidentes os benefícios do foro privilegiado, ou seja, só poder ser preso em flagrante e por crime inafiançável, ser processado apenas em tribunais especiais e ter imunidade de opinião”, detalha a criminalista.

Outros países

Jaqcqueline explica que o cargo de senador vitalício para ex-presidentes existe em alguns países, mas com limitações. “A Itália e o Paraguai, por exemplo, têm, mas neles a função tem caráter simbólico. Esses senadores têm direito a se manifestar no Senado, mas não a votar projetos de lei. O benefício do cargo para eles é, justamente, manter o foro privilegiado”.

Na Itália nem o presidente é eleito pelo voto popular, e sim pelo Parlamento. Isso permite ao país determinar que outros cargos representativos possam ser preenchidos mesmo sem voto. No caso do Paraguai, os senadores vitalícios também não votam, mas isso está na base da Constituição do país, o que não é o nosso caso.


Jacqueline Valles, mestre em Direito Penal

Vereadores e deputados vitalícios

Jacqueline Valles acredita que a criação do cargo de senador vitalício abriria precedente para que Estados e Municípios também criassem cargos de deputados estaduais e vereadores vitalícios, o que também garantiria foro privilegiado a ex-governadores e ex-prefeitos. “Isso poderia gerar um efeito cascata que levaria impunidade a gestores que cometessem crimes durante os mandatos no Executivo”, completa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Pesquisa do GEMAA mostra que inclusão de indígenas nas universidades públicas precisa ser potencializada

Os pesquisadores defendem também a implementação de políticas que garantam não apenas a inclusão, mas principalmente a manutenção dessa população nas universidades

Estudo do GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa), núcleo de pesquisas ligado ao IESP-UERJ, mostra que em 2019 apenas 53 das 106 universidades públicas brasileiras, distribuídas por 18 estados, tinham ações afirmativas formuladas especificamente para a população indígena. A pesquisa foi baseada na análise dos manuais de candidatos, dos editais e suas retificações, dos termos de adesão ao SISU e, adicionalmente, na apreciação de documentos judiciais e matérias jornalísticas.

A primeira política de ação afirmativa voltada exclusivamente para o ingresso de indígenas em cursos regulares de graduação foi criada no Paraná com a Lei estadual 13.134, em 2001, que assegurava apenas três vagas em cada uma das universidades do estado para esse grupo.

Mais de dez anos depois, em 2012, entrou em vigor a Lei 12.711, quando a existência de cotas indígenas se tornou obrigatória em todas as faculdades federais. Em paralelo, existia a situação dos pretos e pardos, que também tinham suas políticas públicas nas universidades. Com a nova lei, a situação se tornou mais favorável às “minorias”. A reserva de vagas se tornou diretamente proporcional ao número populacional dos três grupos – pretos, pardos e indígenas –, porém, mesmo com a extensão, ela faz parte de somente 50% das vagas. Mesmo com as cotas disponíveis, existe muita separação, pois elas podem ser preenchidas integralmente por pretos e pardos, excluindo os estudantes indígenas.

Estudos afirmam que, desconsiderando as reservas advindas da Lei 12.711, as faculdades federais disponibilizam apenas 2,2% de suas vagas ao grupo dos PPIs (Pretos, Pardos e Indígenas), enquanto nas estaduais esse índice chega a 5,7%. Em números, são 7.988 vagas designadas ao grupo indígena, distribuídas em 53 universidades.

A tabela a seguir apresenta o dado IIR (Índice de Inclusão Racial), que julga a eficácia inclusiva das políticas de ação afirmativa para indígenas nas universidades analisadas. O cálculo é baseado na proporção de vagas exclusivas para indígenas dividida pela proporção total desse grupo da população em cada um dos estados contemplados com o estudo.




Esses dados se mostram positivos e animadores, porém existe um questionamento. Será que esse público está, de fato, acessando tais políticas? As universidades e o Ministério da Educação não disponibilizam informações que comprovem que tais iniciativas estão sendo direcionadas corretamente ao público determinado. Não existem registros públicos das matrículas efetivas, portanto não há uma forma de comprovar a eficiência do programa.

Outro ponto importante é entender que, para considerar o processo de inclusão completo, não basta reservar vagas exclusivas aos PPIs, também é preciso mais investimentos para que os alunos permanecem nos cursos. “Para que as ações afirmativas continuem funcionando após os processos seletivos e vestibulares, é necessária a implementação de investimentos financeiros na permanência dos estudantes na universidade. A preparação de um material didático e capacitação pessoal para lidar com as diversidades presentes num curso de graduação são assuntos que devem ser discutidos e gerar ações por parte das instituições de ensino superior”, explica Jefferson Belarmino, sociólogo e vice-coordenador do GEMAA, que responde pela pesquisa.

É fato que as faculdades regidas pela Lei 12.711, na maioria das vezes, não colocam em prática as medidas específicas para beneficiar essa população. Isso é avaliado principalmente pelo processo de seleção, no qual todos os vestibulandos são avaliados com base em conhecimentos eurocêntricos, que são vistos como universais.

“Ao que tudo indica, políticas localizadas, com medidas específicas para inclusão e manutenção dessa população nas universidades, podem apresentar maior efetividade. Isso é especialmente relevante para o caso em questão, pois processos migratórios não costumam ser vantajosos para os indígenas, que têm o direito à terra como uma de suas principais bandeiras políticas”, reforça Belarmino.

Mesmo com todos os avanços dos últimos anos, o estudo mostra que ainda é necessária a discussão das políticas públicas que regem o programa de reserva exclusiva de vagas. Dentro desse contexto, o GEMAA reforça a necessidade de maior acesso a informações que garantam que os grupos menos favorecidos estão, efetivamente, se matriculando nas faculdades, realizando e terminando seus cursos.

O estudo completo pode ser acessado em: https://bit.ly/Estudo_GEMAA_AAINDIGENAS

Resumo do estudo:

a) Em 2019, havia 53 universidades públicas com ações afirmativas desenhadas exclusivamente para a população indígena, distribuídas por 18 estados brasileiros;
b) 26 universidades públicas (de um total de 106) possuíam processos seletivos exclusivos para indígenas;
c) 44 universidades federais (de um total de 67) destinavam cotas para indígenas apenas com base na Lei 12.711, de 2012; e
d) no geral, nas 53 universidades investigadas, a proporção de vagas formalmente reservadas para indígenas supera a proporção da população de indígenas nos estados, o que acontece, em grande medida, porque essa população é bastante reduzida, ficando abaixo de 1% na maioria dos casos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Trabalho híbrido: por que flexibilizar pode reconectar


*Por Priscila Pellegrine

A pandemia provocou uma revolução nas relações de trabalho. O modelo remoto, estabelecido para conter o avanço da transmissão do coronavírus, vem sendo substituído pelo trabalho híbrido por muitas empresas, na tentativa de resgatar as atividades presenciais, uma vez que a vacinação já avançou bastante no país. Nesse desafio de vermos os escritórios vazios e sem a energia que as pessoas trazem, o que ficou claro para a área de Recursos Humanos é que essa nova forma de trabalhar pode trazer benefícios para todos.

Uma empresa é por essência uma comunidade e como tal abre espaço para as relações humanas. O ambiente de trabalho é um local de troca, conhecimento e conexão, onde os aprendizados se tornam mais enriquecedores à medida que o processo colaborativo contribui para o desenvolvimento profissional e pessoal. Por outro lado, a pandemia fez com que todos descobrissem o valor de um bem muito precioso: o nosso tempo (quando empregado com qualidade...).

O estudo “Great Expectations: Making Hybrid Work Work”, da Microsoft, revelou que mais da metade dos profissionais (53%) está mais propensa a priorizar sua saúde e bem-estar sobre o trabalho do que antes da pandemia. O levantamento aponta, ainda, outros aspectos considerados “muito importantes” para os colaboradores, como a cultura positiva (46%), benefícios de bem-estar e saúde mental (42%), senso de propósito (40%) e flexibilidade no horário de trabalho (38%).

E é exatamente essa flexibilidade que se pretende manter com o estabelecimento do modelo híbrido, com alguns dias de trabalho presencial e outros em home office, com a liberdade para chegar mais tarde ao escritório, sempre que preciso (dentro de uma margem de horas pré-estabelecidas) e para sair mais cedo todas às sextas-feiras, escapando dos engarrafamentos.

Ainda que a tecnologia tenha ajudado a manter as pessoas conectadas durante a pandemia, existe uma “falsa” sensação de maior produtividade quando trabalhamos em casa. Analisando a fundo percebemos que situações simples, que poderiam ser resolvidas numa virada de cadeira, numa conversa rápida no corredor ou durante o cafezinho, se transforma num link de mais uma reunião dentre as tantas que acontecem sequencialmente em um tradicional dia de trabalho remoto.

Após dois anos, o tempo de reunião semanal para o usuário médio do Teams aumentou 252%, e os bate-papos enviados por pessoa a cada semana cresceram 32% - e ainda estão subindo. Esse excesso de links, mensagens e multicanais para o trabalho, quando a gente já retornou a um cenário de normalidade, é prejudicial às relações, ao que se entende por produtividade e ao bom funcionamento das relações humanas nessa “comunidade” que é uma empresa.

Um dos pontos importantes do trabalho híbrido é que as equipes e os profissionais precisam ter bastante domínio sobre suas atividades, capacidade de autogestão e autonomia. Por isso, é necessário um conjunto de ações favoráveis a essa evolução do modelo de trabalho, com políticas claras e objetivas, treinamentos, quando necessário, e práticas que sustentem a real flexibilidade no mundo corporativo.

Pouco tempo após voltarmos ao trabalho presencial, no modelo híbrido, vários foram os feedbacks de colaboradores admitindo que gostavam mais de vir ao escritório do que podiam se lembrar, mas também vários deles ainda estavam com as rotinas muito acomodadas ao modelo remoto, e resistiram a entender a importância do retorno à cultura organizacional. Portanto, o modelo híbrido vem para atender o melhor desses dois mundos e mostrar que sim, é possível vivenciar as duas realidades.

Um dos objetivos do modelo híbrido é tirar as pessoas da inércia provocada pelo isolamento do trabalho remoto, que gera solidão e desconexão com as práticas e rituais corporativos. O senso de pertencimento faz parte da experiência humana e estar no ambiente de trabalho é uma das formas de valorizar essa experiência e de sentir valorizado também. Afinal, mesmo os colaboradores com mais tempo de casa enfrentaram, ainda que em algum momento pontual, um descolamento do senso de pertencimento por estarem fisicamente distantes dos colegas de trabalho após meses de formato remoto.

Se a autonomia e a flexibilidade são as principais vantagens para os colaboradores, no modelo de trabalho híbrido as empresas experimentam a redução de custos operacionais, menores taxas de absenteísmo e otimização das atividades. Muitas companhias estão apostando nesse formato como futuro do trabalho, mas vale lembrar que ele requer planejamento, processos e ferramentas adequadas para que todos possam tirar o melhor proveito dos dois mundos: o presencial e o remoto.

*Priscila Pellegrine é diretora de Recursos Humanos e Comunicação da Farmacêutica Zambon. Formada em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, é especializada em psicologia organizacional.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Vivo amplia apoio à cultura com patrocínio ao Grupo Corpo

Empresa incentiva um dos mais importantes grupos de dança do Brasil, que tem apresentações previstas para cidades como São Paulo, Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais

Grupo Corpo. Foto de JOSE LUIZ PEDERNEIRAS 

Reconhecida pelo incentivo às artes cênicas e visuais em todo país, a Vivo amplia sua atuação apoiando também a dança, com o patrocínio ao Grupo Corpo. Fundado em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo consagrou‐se como uma das mais relevantes companhias de dança contemporânea brasileira. Com um trabalho focado na brasilidade, ousadia e rigor estético, construiu um repertório importante, com apresentações realizadas nos cinco continentes.

“Vemos muita sinergia entre as iniciativas da Vivo e do Grupo Corpo, referência em produções de excelência e que tem como propósito valorizar a cultura brasileira. Este patrocínio busca aproximar a sociedade da arte por meio da dança, ampliando o apoio da marca a esse segmento, capaz de inspirar os mais diversos públicos”, destaca a diretora de Marca e Comunicação da Vivo, Marina Daineze.

A companhia mineira de dança contemporânea já tem temporadas confirmadas para São Paulo (agosto), Belo Horizonte (setembro e dezembro) e municípios do interior de Minas Gerais.

Vivo Cultura

A Vivo acredita na digitalização como uma importante forma de aproximar os brasileiros da arte, da educação, do esporte e do entretenimento. Há 20 anos, investe na cultura como elemento de transformação da sociedade, fomentando patrocínios no âmbito das artes cênicas e visuais em todo o território nacional. Mantém o Teatro Vivo em São Paulo e apoia importantes espaços multiculturais como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Pinacoteca de São Paulo, Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), Museu de Arte Moderna do Rio – MAM (RJ) Museu Oscar Niemeyer (PR), Instituto Inhotim (MG) e Palácio da Artes (MG). Também esteve presente nas últimas edições da SP-Arte. No Rio de Janeiro, mantém, desde 2015, o patrocínio à casa de espetáculos Vivo Rio e ao Museu do Futebol (localizado na sede da CBF).

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Plataforma divulga oportunidades de trabalho home office para pessoas com deficiência

As vagas podem ser vistas por meio do site www.ester.org.br e é necessário que o candidato tenha os equipamentos exigidos para realizar o serviço fora das dependências da empresa



O Instituto Ester Assumpção, que trabalha em prol da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e na educação, atua como elo entre organizações e profissionais com a condição que buscam uma oportunidade. A instituição divulgou em sua plataforma 100% acessível várias oportunidades de trabalho 100% remoto em diversas áreas. É necessário que o candidato tenha os equipamentos necessários para realizar o trabalho fora das dependências da empresa.

De acordo com Cíntia Santos, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Ester
Assumpção, a grande vantagem do trabalho 100% remoto para as pessoas com deficiência, é que nesse formato ele pode ser realizado de forma flexível, com foco nas tarefas e não na preocupação do tempo de deslocamento. “A pandemia colocou em destaque o trabalho remoto, que conquistou os gestores por causa da praticidade. E para as pessoas com deficiência, que às vezes necessitam de adaptações físicas no espaço, essa tendência veio para ajudar ainda mais a incluir, já que o profissional já está habituado com a sua casa e, geralmente, tem lá tudo o que precisa para as suas necessidades”, explica.

Várias vagas estão disponíveis, tanto para o formato remoto, quanto presencial, como, Desenvolvedor Full Stack Pleno - Vuejs, Nodejs, Analista Jurídico LGPD, Analista Ui/Ux Designer, Assistente de Análises de Documentos, Auxiliar de Atendimento, Assistente de Auditoria de Qualidade no Atendimento, Gerente Financeiro, Assistente de Processos de Gente e muitas outras oportunidades. O link para acesso à plataforma é www.ester.org.br.

Instituto Ester Assumpção

Fundado no ano de 1987, o Instituto Ester Assumpção é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos criada por Ester Assumpção, educadora nacionalmente conhecida pelo caráter pioneiro e inovador no campo da educação. A instituição atua no campo da inclusão da pessoa com deficiência e tem como foco contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva, onde a diversidade seja aceita e respeitada na sua integralidade. As principais frentes de atuação são a qualificação e inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e a consultoria para que as organizações se adequem e cumpram o papel social de promover a inclusão.

Site para cadastro de vagas e currículos: https://www.ester.org.br




segunda-feira, 1 de agosto de 2022

A privacidade em um mundo instagramável


*Por Chris Santos

Sabemos que os relacionamentos e comportamentos das pessoas na vida cotidiana são complexos e as alterações nem sempre são visíveis imediatamente, mesmo para quem se dedica a estudá-las. Sob o amplo conceito de “mundo contemporâneo” ou “pós-moderno”, vários fenômenos sociais são objetos de reflexão dos profissionais de áreas como a Sociologia, a Antropologia e a Psicologia.

Lançado em 1997, o SixDegrees é considerado a primeira rede social on-line do mundo, que atingiu a marca de 3,5 milhões de usuários. Hoje, os números de usuários das redes ultrapassam o patamar dos bilhões. Estima-se que o Facebook tenha 2,9 bilhões de usuários, o YouTube tenha 2,5 bilhões, enquanto o número de usuários do Instagram gire em torno de 1,4 bilhão, conforme dados do DIGITAL 2022: GLOBAL OVERVIEW REPORT.

Com o advento e o crescimento das redes sociais, o principal palco das interações cotidianas foi ampliado e talvez possamos dizer que o universo virtual ganha mais protagonismo. Muitos de nós têm “amigos” com os quais interagimos apenas por meio das redes sociais e acompanhamos as suas atividades diárias. Mas, será que refletimos sobre o quanto de nossa privacidade relevamos ou o quanto os outros revelam de sua intimidade?

Se, até bem pouco tempo, existia uma linha mais delimitada entre comportamentos públicos e os privados, podemos dizer que, atualmente, esta linha é bem mais tênue. Mesmo cercados por grupos de estranhos, as discussões de questões pessoais ocorrem no feed das redes sociais.

Como conduzir debates sobre proteção da privacidade quando o espaço doméstico, o corpo, a família, o sexo, os filhos e o trabalho são expostos diariamente em mais de uma rede social?

Mesmo que a tarefa seja difícil, existem perguntas que devemos enfrentar: o que deveria ser compartilhado abertamente ou o que deveria ser reservado para a intimidade? Até que ponto o usuário está disposto ou consciente de que precisa gerenciar sua privacidade? Estarão as pessoas cientes dos impactos de posts e comentários em sua reputação? Como a criação de um ambiente lindo e “instragramável (esteticamente bonito e estilizado) afeta a saúde mental?

Como disse Edgar Morin, “a complexidade não é a chave do mundo, mas o desafio a enfrentar, por sua vez, o pensamento complexo não é o que evita ou suprime o desafio, mas o que ajuda a revelá-lo e às vezes a superá-lo”.

Por isso, acredito que as perguntas apresentadas neste artigo lançam as sementes para uma reflexão sobre a evolução, as possibilidades, as limitações e os perigos da sociabilidade em rede, que serão pontuados em artigos futuros no Reflexões do Dia, inclusive por meio de resenhas de livros.


*Chris Santos é uma profissional com mais de 30 anos de experiência em comunicação corporativa, assessoria de imprensa e marketing digital. Com bacharelados em Relações Públicas e em Ciências Sociais, pela USP; especialização em Gestão de Processos Comunicacionais (USP); MBA em Gestão de Marcas (Branding), pela Anhembi-Morumbi; e mestre em Comunicação e Política, pela UNIP. Tem se dedicado ao estudo de tendências nas áreas de marketing digital, jornalismo, comunicação e política e tecnologias da comunicação e informação.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Livro Arte do Jornalismo terá distribuição gratuita para 226 escolas públicas

Ao todos serão distribuídos 2.400 exemplares do livro que reúne as reportagens vencedoras do projeto sobre sustentabilidade. Reportagens são de autoria dos próprios alunos participantes e foram realizadas em 10 cidades de 6 estados brasileiros
Livro: Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade
(edição exclusiva para distribuição gratuita nas escolas públicas participantes do projeto).

Horizonte Educação


Alunos das 226 escolas públicas participantes do projeto Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade recebem em agosto, na volta às aulas, exemplares do livro homônimo do projeto que impactou mais de 4 mil crianças com o desafio de discutir, por meio do jornalismo sério, a sustentabilidade em suas cidades, tendo como foco principal as metas de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidas na agenda da ONU até 2030.

Com a entrega gratuita dos 2.400 exemplares do livro para as 226 escolas públicas participantes, o projeto chega a sua última etapa. O livro reúne 30 reportagens vencedoras, de autoria dos próprios alunos, e é o produto final do projeto que vem percorrendo 10 cidades brasileiras desde setembro de 2021 com oficinas de capacitação, workshops e entrega dos jornais estudantis regionais. Nesta maratona, os alunos foram estimulados a refletir sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e, com a orientação de seus professores e das equipes pedagógicas do projeto, puderam realizar pesquisas ou entrevistas e redigir suas reportagens. As matérias selecionadas compuseram um jornal estudantil de cada cidade, cuja nomeação e montagem também aconteceu com a participação dos alunos e professores num wokshop de diagramação realizado nas escolas. Foi um dia do design em que os alunos aprenderam a editar o jornal impresso, definir fonte, cores, imagens e o nome do jornal que representaria sua escola.

Alunos contam sua experiência com o jornalismo

Relatos de alunos que participaram do projeto destacam que a experiência com o jornalismo foi um estímulo ao debate e à conscientização para a sustentabilidade. Grande parte dos temas das reportagens vencedoras, e que integram o livro, são sobre questões que já refletem no dia a dia de suas cidades, como poluição dos rios, ausência de espaços verdes para lazer, qualidade do transporte público, entre outros. Mas no radar dos jovens alunos houve interesse também por temas ligados à desigualdade social, como é o caso do aluno Ivonaldo, de Uberaba. “O tema que eu escolhi foi mulheres na política e fala sobre a luta que elas tiveram para conquistar seu lugar”, comenta o adolescente Ivonaldo Alves dos Santos, aluno da escola estadual Gabriel Toti e autor de uma das reportagens selecionadas pelo projeto e publicadas no jornal da sua cidade, o Uberaba Sustentável.

“Fico muito orgulhoso de saber que meu nome está naquele jornal, que a gente conseguiu produzir a capa, que tivemos ideias. Para mim foi uma experiência muito legal e a gente ainda está falando de uma coisa muito importante que é o Rio Itapetininga”, afirmou Luiz Fernando Nascimento Felício, co-autor da reportagem sobre o documentário Rio Itapetininga e seu Significado Cultural, do Coletivo Aliança Socioambiental (ASA). Luiz é aluno da escola Darcy Vieira, em Itapetininga – SP, e sua reportagem foi publicada no jornal da sua cidade, o Itapê News.

Balanço do projeto do Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade

Segundo dados da Horizonte Educação e Comunicação, criadora do projeto, a iniciativa impactou 4.380 estudantes e 152 professores do ensino público das cidades por onde o projeto passou. O Arte do Jornalismo teve o patrocínio da Dexco, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e passou por 10 cidades em 6 estados brasileiros: Santa Catarina (Urussanga e Criciúma), São Paulo (Jundiaí, Agudos e Itapetininga), Pernambuco (Cabo de Santo Agostinho), Paraíba (João Pessoa), Rio de Janeiro (Queimados) e Minas Gerais (Uberaba). Ao todo, 169 reportagens foram inscritas com temáticas como consumo consciente, poluição de rios, abastecimento de água, energia limpa, melhorias no transporte público, preconceito, gravidez na adolescência, mulheres na política, entre outros.

“Com a distribuição gratuita do livro fechamos um ciclo vitorioso de um projeto que se mostrou eficiente para engajar alunos e professores numa temática cada vez mais relevante que é a sustentabilidade. Entendemos que ao discutir os caminhos da sustentabilidade por meio do jornalismo como expressão é proporcionar reflexão e pensamento crítico nesta juventude” avalia Allan de Amorim, coordenador do projeto na Horizonte.

Galeria de imagens

Confira fotos com o registro das entregas dos jornais nas escolas

Assista o vídeo institucional com depoimentos de alunos e professores

Baixe gratuitamente o pdf do livro Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade

Saiba mais sobre todas as etapas acessando o site oficial do projeto em: http://artedojornalismo.com.br/

Ficha técnica – livro e projeto

Realização: Horizonte Educação e Comunicação

Diretor Geral: Peter Milko

Diretor Administrativo: Mauro de Melo Jucá

Coordenador de Projeto: Allan de Amorim

Diretor de Arte: Roberto Morgan

Texto: Ricardo Prado, Edson Grandsoli e Pollyana Ferrari

Oficinas: Thaís Brianesi

Workshops: Joana Brasileiro

Apoio: Mirella Tavares da Silva, Ane Coelho e Danilo Takahara

Comissão Julgadora: Aron Belinky, Cláudia Costin, Geraldo Junior e Jhonathan Oliveira

Comissão Avaliadora: Thais Brianezi e Carmen Gattas

Patrocínio (Lei Federal de Incentivo à Cultura): Dexco


quinta-feira, 28 de julho de 2022

Circo social lança livro com apoio do governo de São Paulo e da Coca-Cola FEMSA




"Mágica para salvar o planeta" é lançado no interior do estado após estreia na Bienal do Livro

A entidade Lona das Artes acaba de lançar o livro “Mágica para salvar o planeta”. A primeira edição conta com recursos do governo do estado de São Paulo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, ProAc ICMS da Secretaria estadual de Cultura e Economia Criativa, e da Coca-Cola FEMSA. Mais de duas mil cópias foram doadas para bibliotecas, espaços culturais, organizações sociais e escolas públicas do estado.

A programação do lançamento da primeira edição começou na 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no estande da editora All Print. A segunda edição teve o lançamento promovido em Campinas, na livraria Leitura, no Parque Dom Pedro Shopping, recebeu os personagens da segunda edição do livro, para autografar, tirar fotos e realizar performances circenses.

Antes mesmo de ser publicado, o livro inspirou o espetáculo “Aqua Circus”, que somou 150 apresentações em escolas públicas e ONG`S localizadas nas cidades de Sumaré, Campinas e Hortolândia.

O livro “Mágica para salvar o planeta” conta a história dos palhaços Risadinha e Espoletinha, que têm as férias na praia interrompidas pela sujeira deixada na areia e pelas más condições da água do mar. O projeto educativo é voltado para o público infantil e aborda os temas meio ambiente e sustentabilidade. “Esse projeto é muito importante para a entidade, mostrando como a arte pode ajudar na conscientização sobre a preservação ambiental”, ressaltou o artista, Carlos Corrêa, que é educando da entidade desde os 12 anos, assina as ilustrações do livro e interpreta o palhaço Espoletinha em “Aqua Circus”.


O projeto da publicação foi idealizado no ano de 2018 pelo escritor e diretor Rodrigo Cachanco. A proposta da Lona das Artes é compor uma trilogia, a partir do lançamento de “Mágica para salvar o planeta”. A segunda edição da publicação está disponível por R$30,00 nos sites da All Print, da Amazon, entre outros sites. A venda do livro vai contribuir para a sustentabilidade econômica da instituição.



Sobre a Lona das Artes:

A Lona das Artes é um espaço de arte, cultura e educação para centenas de jovens em situação de vulnerabilidade econômica. Por meio da arte, a missão da companhia é educar e transformar a realidade social de crianças e adolescentes. Atualmente, a Lona das Artes integra a Rede Circo do Mundo Brasil e está entre as dez melhores do país. Além da Casa da Bailarina, a instituição possui entre os seus principais projetos: o Circo Social, o PIEJ (Programa de Inclusão Econômica de Jovens), a Profissionalização Artística, dentre outras ações educativas.

Em 2019, o Instituto Doar classificou a entidade entre as 10 melhores ONG’s (Organizações Não Governamentais) do país e, em 2020, concedeu ao Projeto Lona das Artes o selo doar, que incentiva, legítima e destaca o profissionalismo e a transparência nas organizações ONGs, na forma de um atestado independente de sua adequação aos PGTD (Padrões de Gestão, Transparência e Doação).

Espetáculo Aqua Circus - Ficha Técnica:

Elenco:
Direção: Rodrigo Cachanco
Risadinha: Giovanna Bernal
Espoletinha: Carlos Correa
Marinheiro: Samuel Ithalo
Tartaruga: Gustavo Delmonte

Direção Geral: Rodrigo Cachanco
Figurinos: Hugo Hector Marinelli
Fotos: Danillo Sabino
Costura: Janice Souza

terça-feira, 26 de julho de 2022

Estudo analisa preposições do Congresso Nacional para a reforma do sistema tributário

Pesquisadores do Centro de Estudos da Metrópole mostram que parlamentares são ativos em propor mudanças na legislação tributária, mas não buscam reformar a regressividade do sistema (foto: Wikimedia Commons)


Em 31 anos, apenas 5% de todas as quase 5 mil proposições legislativas em matéria tributária apresentadas à Câmara dos Deputados caminharam no sentido de deixar o regime mais progressivo, o que tornaria a cobrança de tributos menos pesada para os mais pobres.

É o que aponta a Nota Técnica “Políticas Públicas, Cidades e Desigualdades”, série de publicações científicas do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP, sediado na Universidade de São Paulo (USP) e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

O relatório, que teve apoio da instituição Samambaia Filantropia, traz os resultados de estudo conduzido por Eduardo Lazzari e Rodrigo Mahlmeister, pesquisadores do CEM, e da professora Marta Arretche, uma das pesquisadoras principais do CEM.

Eles avaliaram as propostas dos parlamentares entre 1989 e 2020 e descobriram que o tema é de grande interesse dos congressistas. Neste período, 4.841 proposições legislativas – projetos de lei, projetos de lei complementar, medidas provisórias ou propostas de emenda à Constituição – que tratam de assuntos tributários foram submetidas à Câmara dos Deputados. “Essa cifra representa uma média de 154 proposições por ano, o que está longe de caracterizar baixa prioridade parlamentar a este tipo de matéria”, apontam no texto.

No entanto, somente 5% de todas as proposições legislativas em matéria tributária apresentadas à Casa no período podem ser classificadas como progressivas. “A regressividade do sistema tributário brasileiro não pode ser atribuída à omissão do Congresso e, sim, às preferências dominantes. O comportamento parlamentar padrão na política tributária não visa reformar a regressividade do sistema tributário brasileiro”, destacam os pesquisadores na Nota Técnica.

O modelo regressivo, hoje em vigor, se baseia na criação e existência de mais tributos indiretos, como o que incide sobre o consumo de bens e serviços. Um exemplo de tributo indireto é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Já no sistema progressivo os tributos são diretos, recaindo sobre o rendimento e a propriedade, caso, por exemplo, do Imposto de Renda (IR).

Benefícios para grupos específicos

Segundo o estudo, a principal preferência dos parlamentares ao fazerem proposições na área tributária é a concessão de novos benefícios fiscais, que se destinam a beneficiar grupos específicos. Das 4.841 proposições legislativas em matéria tributária apresentadas à Câmara dos Deputados no período, 67,2% criavam uma despesa dedutível no imposto de renda, uma isenção no mesmo imposto, isenção no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ou ainda um regime especial, beneficiando grupos específicos em dois ou mais tributos. “Em outras palavras, de cada 100 projetos na política tributária, 67 buscam criar uma norma que reduz a tributação para algum grupo por meio de um benefício”, revelam no estudo.

Além disso, os números levantados indicam que os parlamentares das regiões mais pobres priorizam regimes especiais, ao passo que os das áreas mais prósperas priorizam deduções do IR. A análise geográfica mostra ainda que, de forma geral, as bancadas de todas as regiões apresentam patamar baixo de proposições progressivas, mas os deputados federais da região Nordeste submeteram um número maior, enquanto as regiões Sul e Norte apresentaram uma taxa inferior à média.

Quanto ao aspecto político, os pesquisadores identificaram que partidos de esquerda apresentam maior propensão a enviar propostas de tributação progressiva para análise na Câmara dos Deputados, e o fazem com mais intensidade quando estão na oposição, mas a relação com o governo não altera o comportamento parlamentar em matéria de concessão de novos benefícios fiscais.

*Com informações da Assessoria de Imprensa do CEM.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Softtek lança projeto para plantar 2 mil árvores em 2022

Multinacional mexicana se une ao movimento Plant for the Planet para criar a Floresta Softtek, iniciativa para ajudar a combater as mudanças climáticas através do plantio de árvores em nome de seus colaboradores, clientes e parceiros




A Softtek, multinacional mexicana líder em soluções de TI na América Latina, anuncia o lançamento do projeto Floresta Softtek, com o objetivo de realizar o plantio de 2 mil árvores até o final deste ano.

Desenvolvido por meio de sua organização de responsabilidade social, chamada Fundação Solidária, o projeto será viabilizado por meio de uma parceria com o movimento global Plant for the Planet, que fomenta a plantação de árvores ao redor do mundo para o combate da crise climática.

“Sabemos da urgência de iniciativas palpáveis, mensuráveis e concretas de ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança), que são responsabilidade de toda sociedade. No Brasil, por exemplo, a situação é preocupante e merece atenção especial. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no primeiro trimestre de 2022 a taxa de desmatamento na Amazônia Legal Brasileira (ALB) registrou o maior número acumulado de alertas de desmatamento na história do monitoramento. O total chega à 941,34 km², maior índice desde 2016”, diz Miguel Garcia, country manager da Softtek Brasil.

ESG em ação


As primeiras 86 árvores foram plantadas em nome de alguns de seus clientes no projeto “Corredores pela Vida” do IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), que aborda simultaneamente as mudanças climáticas, apoia as comunidades locais e conserva a biodiversidade.

As demais árvores serão plantadas em diversas áreas do país, mas, predominantemente, no Estado de São Paulo. Em breve, a empresa promoverá um evento de plantio presencial com atividades em meio à natureza para seus colaboradores e familiares.

A meta do projeto é plantar as 2 mil árvores em lugares estratégicos, promovendo o reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas, auxiliando na recuperação do potencial de um ecossistema equilibrado e no combate às mudanças climáticas.

“Diante do atual cenário econômico, as práticas de ESG se fazem ainda mais urgentes e necessárias de serem implementadas, não só para superarmos a atual crise climática e econômica, como para construirmos um legado de iniciativas concretas no Brasil e no mundo. Por isso, nós da Softtek estamos comprometidos com o projeto permanente da Floresta Softtek e com o fortalecimento das ações contidas em nossa Agenda ESG. Afinal, acreditamos fortemente na tecnologia como uma aliada indispensável na busca por soluções sustentáveis e eficientes, em todas as escalas da economia”, conclui o executivo.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Kimberly-Clark apoia mais uma turma do Projeto Pescar para capacitação de jovens em produção industrial em Suzano

 Colaboradores da empresa atuam como voluntários, ministrando alguns módulos do curso voltado à inserção de jovens no mercado de trabalho


Divulgação

Empenhada em desenvolver as comunidades em que atua, a Kimberly-Clark, multinacional norte-americana de produtos de higiene pessoal, apoia, desde 2013, o Projeto Pescar, que tem como objetivo capacitar jovens de baixa renda, entre 17 e 18 anos, para ampliar suas oportunidades de inserção no mercado de trabalho. A empresa custeia, em Suzano, uma turma do curso de produção industrial por ano e incentiva seus colaboradores a participarem como professores voluntários. Além disso, da última edição, com 18 alunos, sete aprendizes foram contratados.

"Acreditamos muito no cuidado, e atuamos para que ele não fique restrito somente aos nossos colaboradores, os quais incentivamos a passar nosso propósito de 'um melhor cuidado para um mundo melhor' adiante, por exemplo, com programas de voluntariado. Temos uma meta ambiciosa de contribuir com o bem-estar de 1 bilhão de pessoas no mundo. Pensar no futuro das próximas gerações nunca foi tão importante e acreditamos que as empresas têm esse poder para fazer a diferença", comenta Carlos Eduardo Pereira, diretor de operações da Kimberly-Clark no Brasil.

Divulgação

A Kimberly-Clark apoia, desde 2013, o Projeto Pescar,
 que tem como objetivo capacitar jovens de baixa renda, 
entre 17 e 18 anos, para ampliar suas 
oportunidades de inserção no mercado de trabalho

O curso, que tem carga de 800 horas, duração de 11 meses e será pela primeira vez em formato híbrido, tem início em maio e conta com grande procura na região de Suzano. No ano passado, foram 3.700 inscritos para as 20 vagas oferecidas.

Os profissionais que se voluntariarem poderão contribuir de duas maneiras, ministrando uma das disciplinas oferecidas ou palestrando sobre um tema de interesse, que deve ser alinhando com a educadora responsável pelo Projeto Pescar dentro da organização, que dá suporte para o voluntário, apoiando no conteúdo e em como conduzir as conversas. "O voluntário é parte essencial do programa. Além de ajudar a construir os sonhos, contribui diretamente na formação dos jovens e se torna uma referência, trazendo o seu conhecimento técnico, a sua experiência profissional e de vida para despertar e aprimorar competências. Dessa forma é possível ampliar as condições dos alunos de ingresso no mundo do trabalho", reforça Carlos.

Até 2021, a Kimberly-Clark disponibilizou 453 colaboradores que participaram ativamente como voluntários do Projeto Pescar. Nas últimas sete edições do curso, 403 jovens concluíram o projeto.

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O pilar de impacto social da Kimberly-Clark, que conta com metas estabelecidas para cumprimento até 2030, direciona seus esforços para áreas como: cuidado com a saúde e bem-estar das pessoas em todas as fases da vida; desafio a estigmas e defesa do progresso das mulheres; e promoção de um mundo onde todos possam desfrutar de acesso à água potável e saneamento.

Criada em 1995, a Fundação mantenedora do Projeto Pescar pretende expandir e consolidar um programa pioneiro de formação socio profissionalizante voltado para o desenvolvimento de jovens. Mais de 35 mil jovens já se beneficiaram do programa desenvolvido em parceria com empresas e organizações e norteado por princípios comunitários. A Fundação tem como valores a ética, a excelência, a flexibilidade, a busca por inovação, primando pela fidelidade aos seus objetivos, e observando os princípios da transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Mercur já restaurou mais de 93 mil árvores do Bioma Mata Atlântica em 12 anos

Empresa tem fluxo de ações de proteção contínua das florestas e regeneração do planeta

O aquecimento global, a contaminação dos solos, da atmosfera e das águas são resultados das atividades humanas nocivas ao ecossistema e ao planeta. Em 2015, o Brasil se comprometeu em reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025, em 43% até 2030 e neutralizar a emissão até 2050. Uma das principais formas desses resultados serem alcançados é por meio da eliminação do desmatamento e queimada ilegal. No entanto, nos últimos anos o país segue sem conseguir atingir suas metas.

Preservar a floresta em pé
Divulgação Mercur

O desmatamento na Amazônia, em 2021, foi o pior em 10 anos, segundo pesquisa do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon): mais de 10 mil quilômetros de mata nativa foram destruídos, um crescimento de 29% em relação a 2020. Em 2021, foram destruídos 10.362 quilômetros quadrados de mata nativa, o que equivale à metade do estado de Sergipe.

A Mercur, indústria gaúcha das áreas da saúde e educação, tem focado sua gestão no desenvolvimento de produtos e soluções que priorizem os processos de relação com o meio natural e com as comunidades. Dessa forma, cada uma das ações da empresa passou a ser questionada e refletida com o propósito de fomentar um mundo bom para todas as pessoas, com o objetivo de regenerar o planeta.

João Carlos Trinks, da área de Impactos da Mercur, explica que durante o processo de desenvolvimento de cada produto é problematizado: "Esse produto merece nascer de verdade? Quais serão os recursos necessários? A matéria-prima é renovável? É de fonte reciclável? Esse produto servirá a quem? Como é feito o descarte depois que ele deixa de ser utilizado? Há uma cadeia formada que se interessará em reciclar esse material? Essas e outras questões são elaboradas e respondidas, porque entendemos que é responsabilidade da indústria colocar no mercado soluções que tenham sentido e estejam em consonância com o planeta".

Todas as pessoas sentem os impactos das mudanças climáticas, seja com a redução dos recursos hídricos, secas, extinção de espécies, chuvas que impactam a agricultura, frequência de aumento de inundações, além de perda da biodiversidade com o aumento da temperatura de 2 a 3°C acima dos níveis pré-industriais.

Para ir contra esses dados, um bom exemplo que a empresa vem investindo esforços é o projeto Borracha Nativa, que contribui na preservação da floresta ao fortalecer a relação com os seus protetores - os povos originários e tradicionais da Amazônia. O trabalho com os extrativistas do norte do país considera a preservação e o cuidado com a floresta em pé e o modo de vida das populações que a conservam, ao propiciar a geração de renda para as comunidades locais. Desde o início do projeto, há 12 anos, foram compradas mais de 22 toneladas de borracha da região amazônica.

Restauração do bioma Mata Atlântica
Diculgação Mercur

Para a Mercur, manter a floresta em pé significa apoiar os povos tradicionais e originários no desenvolvimento da economia florestal por meio do comércio justo, na qual as plantas podem gerar renda de produtos não-madeireiros, como frutas, castanhas e sementes - e combater o desmatamento e a queimada ilegal, se aproximando assim de um mundo mais verde. "Beneficia o planeta, porque equilibra a temperatura, as águas, garante a existência da biodiversidade", complementa João.

Nesta perspectiva, as florestas são essenciais por serem morada de plantas, animais e possibilitarem que outros elementos do ecossistema, como água e ar puro, atendam a todos. Ainda, são parte do meio de vida de aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas no mundo, conforme dados do Instituto de Pesquisa WRI Brasil.

Outra ação importante da Mercur, é seu inventário de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), desenvolvido desde 2009, que garante o trabalho de compensação e redução. Por meio dele foi possível perceber que a maior emissão de GEE é gerada por meio do transporte, tanto de distribuição de produto pronto, quanto de entrada de matéria-prima.

Na busca de soluções, conta com a parceria das empresas de transporte que também fazem as suas compensações, por meio do plantio de árvores. Além disso, inspiradas pela Mercur, estas empresas passaram a desenvolver suas ações de responsabilidade socioambiental. Desde 2015, os processos da empresa são carbono neutro.

A Mercur também busca modais alternativos de transporte, como a cabotagem. Assim, reduz, em média, 58% na emissão do transporte dos produtos. Para a neutralização e compensação da emissão de carbono a empresa faz o plantio e restauração florestal, observando os biomas das áreas. A empresa mantém uma área de proteção permanente próxima ao distrito industrial, em Santa Cruz do Sul/RS. Desde que começou a compensar CO², a Mercur já restaurou 93 mil árvores plantadas, do bioma Mapa Atlântica com espécies como Coqueiro Gerivá, Caroba, Guajuvira, Paineira, Cedro, Araçá, Cerejeira, Guabiroba, entre outras espécies. Essa ação possibilita a proteção dos solos e da biodiversidade, além de melhorar o clima. Para cada tCO2e (tonelada de CO2 equivalente), são plantadas 6,3 árvores.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Judicialização não é o remédio adequado para a saúde

*Gabriel Schulman 

Um em cada quatro brasileiros utiliza os planos de saúde. Essa modalidade contratual tão importante frequentemente gera discussões na justiça, e, entre os temas mais debatidos, a extensão da cobertura com certeza tem destaque. Entre outros aspectos, os tribunais discutem a natureza do rol de procedimentos estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em outras palavras, a questão é definir em quais situações os planos de saúde são obrigados a cobrir os procedimentos, exames e tratamentos.

Gabriel Schulman, doutor em Direito, especialista em
Direito da Medicina,  advogado e
professor da Escola de Direito e Ciências Sociais
 da Universidade Positivo (UP).
Crédito: divulgação

Em recente decisão, a 2.ª seção do Superior Tribunal de Justiça estabeleceu que o rol da ANS é taxativo. Esse julgamento teve ampla repercussão, afinal, estabelece que as operadoras são obrigadas a cobrir somente procedimentos que estejam na lista da ANS. A tese, ou seja, a interpretação pode ser dividida em quatro itens: o rol de procedimentos da ANS, em regra, é taxativo; o plano de saúde não é obrigado a arcar tratamento que não conste do rol da ANS, desde que esteja prevista uma alternativa eficaz, efetiva e segura prevista na listagem; é possível contratar coberturas adicionais, ou seja, “extra rol”; e, por fim, se não houver alternativa de tratamento no rol, pode ser coberto o tratamento indicado por médico ou odontólogo desde que, ao mesmo tempo, sua inclusão não tenha sido negada pela ANS, existam evidências científicas suficientes e recomendações de órgãos técnicos de renome. Exige-se também, sempre que possível, que o juiz escute pessoas ou entes com especialidade em saúde, inclusive a própria comissão responsável pela atualização do rol.

Em termos práticos, a decisão do Superior Tribunal de Justiça confere uma importância central para o rol da ANS, antes considerado uma simples referência. Além disso, estabeleceu regras mais claras acerca das possíveis exceções, restringindo a possibilidade de ultrapassar o rol.

É interessante notar que essa mudança de entendimento veio acompanhada da mudança na sistemática da atualização da lista da ANS. A legislação vigente reduziu o tempo de análise pela ANS para 180 dias (prorrogáveis por mais 90), e, no caso de inclusão de novos medicamentos para tratamento oral e domiciliar contra o câncer o prazo é de apenas 120 dias (prorrogáveis por mais 60). Uma vez que o procedimento é incluído no rol, a cobertura se torna obrigatória em apenas 10 dias. E o que acontece se a ANS não cumprir os prazos? Ocorre a inclusão automática da cobertura. Em outra mudança importante, as tecnologias incorporadas ao SUS são igualmente acrescentadas no rol da ANS em um prazo de 60 dias.

Verifica-se um amplo conjunto de mudanças em relação ao rol. A interpretação de sua natureza taxativa certamente limita o acesso a alguns procedimentos, mas, por outro lado, organiza o sistema, confere mais previsibilidade para os pacientes, médicos e planos de saúde. A maior velocidade na avaliação e incorporação dos procedimentos igualmente beneficia os pacientes, com uma vantagem a mais: o Judiciário deixa de ser uma etapa necessária para alcançar o acesso aos tratamentos. Entre críticas e elogios, não resta dúvida que a judicialização não é o remédio adequado para a saúde.



*Gabriel Schulman, doutor em Direito, especialista em Direito da Medicina, advogado e professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo (UP).

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Sopão Solidário: VONO® distribui sopas para aquecer os dias frios de quem vive em situação de vulnerabilidade




A ação é idealizada pela ONG ABCP e conta com a parceria do Instituto Ajinomoto desde 2020

Começou na sexta-feira (08/07/2022), o Sopão Solidário da Associação Beneficente do Povo (ABCP) em parceria com o Instituto Ajinomoto e VONO®, marca de sopas da Ajinomoto do Brasil e líder no segmento de sopas individuais. A ação acontecerá durante cinco sextas-feiras (08, 15, 22, 29 de julho e 05 de agosto), no Pateo do Collegio, no centro de São Paulo. Serão distribuídas cerca de 500 sopas por dia para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.

Para fortalecer a campanha do agasalho realizada pelo Instituto Ajinomoto, a marca de sopas desenvolveu a ação para contribuir com a alimentação de pessoas nas ruas. Assim, foi estabelecida em 2020 a parceria com a Associação Beneficente do Povo (ABCP), visando fortalecer a ação de inverno com o Sopão Solidário.

“A parceria muito bem-sucedida entre a marca VONO, Instituto Ajinomoto e ABCPovo leva a mais de 2000 pessoas alimentos nas noites frias de São Paulo, além da distribuição de alimentos, a organização social atua na reintegração das pessoas em situação de rua a sociedade com acolhimento e formação profissional.” Alessandra Tapi – Gerente de Responsabilidade Social Corporativa.

Nutrição e afeto na alimentação

Este é o terceiro ano em que VONO® participa da ação e contribui com a alimentação de centenas de pessoas em vulnerabilidade social. Segundo o Censo da População em Situação de Rua, realizado em 2021 pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMDS, cresceu em 31% o número de pessoas morando nas ruas da capital paulista, em comparação ao ano de 2020.

Desde 2010, o Instituto Ajinomoto é parceiro da ONG ABCP com diversas iniciativas que oferecem a reintegração social às pessoas em situação de rua. Entre as atividades estão oficinas de esporte e cultura para crianças e adolescentes.

Sobre VONO®

VONO® é uma marca de sopas com duas linhas de produtos. A sopa instantânea individual perfeita para quem busca a liberdade de uma refeição prática, leve e versátil, sem complicações. Descubra os vários sabores de VONO® e viva a liberdade no seu prato. A marca também oferece a linha VONO® Chef, da categoria de sopas claras e cremosas voltadas para o uso culinário, ideais para uma refeição em família.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Projeto do Instituto Marielle Franco, VMLY&R e Vetor Lab usa arte e tecnologia para defender a memória e multiplicar o legado da vereadora assassinada há 52 meses

O Instituto Marielle Franco lança hoje, dia em que se completam 52 meses desde o assassinato da vereadora, o site "A Voz de Marielle", um projeto global que traz de volta a voz da política e ativista social brasileira em mais de dez de seus discursos emblemáticos.

Quatro anos após seu assassinato, o rosto de Marielle Franco se tornou mundialmente um ícone político e cultural, espalhado nas mídias, artes de rua e outras formas de expressão; mas com o passar do tempo sua voz e seus discursos vêm sendo menos reproduzidos.

O projeto desenvolvido pela VMLY&R em parceria com o Instituto Marielle Franco, não quer deixar a memória se apagar e apresenta de um jeito interativo alguns de seus principais discursos para encorajar as pessoas a seguirem sua luta por igualdade, justiça de gênero, raça e direitos humanos.

No centro do projeto está uma experiência interativa inovadora de realidade virtual desenvolvida pela Vetor Lab, que transforma o rosto de Marielle em um portal para sua voz. Ela usa reconhecimento facial e inteligência artificial para identificar retratos da ativista (fotografias, grafites, ilustrações etc.). As pessoas devem simplesmente acessar o site, apontar a câmera do celular para o rosto da Marielle para ativar imediatamente seus discursos mais fortes. Cada discurso conta com uma trilha feita em parceria com a produtora de áudio DaHouse, que com a ajuda de uma inovadora tecnologia de sintetizadores, instrumentalizou a voz de Marielle para criar a composição.

As pessoas podem gravar suas interações e compartilhá-las nas redes sociais com a hashtag #AVozDeMarielle.


"Parte da nossa missão no Instituto é inspirar mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas, e fazemos isso através da defesa da memória e da multiplicação do legado de Marielle. Muitas pessoas conhecem seu nome, mas não sabem o que ela defendia. Conectar sua voz às suas imagens é uma forma de não deixarmos que a luta se esvazie e perca o sentido. Estamos usando a tecnologia para garantir que a memória de mulheres negras estará para sempre protegida e difundida, atravessando gerações.", comenta Anielle Franco, Diretora Executiva do Instituto Marielle Franco e irmã de Marielle.

“Há quatro anos, Marielle foi morta por causa de seus discursos poderosos. No mês em que se comemora seus 43 anos estamos colocando sua voz em milhares de grafites que estampam seu rosto em todo o mundo. Esta é uma grande oportunidade para lembrarmos de sua força e mantê-la viva. Em um país onde a injustiça social e o preconceito se agrava a cada dia eternizar a voz de.uma mulher negra, LGBTQIA+, favelada que chegou ao parlamento lutando por igualdade é fundamental", afirma Manir Fadel, Diretor de Criação da VMLY&R Espanha.

O projeto está sendo lançado uma semana antes da inauguração da estátua de Marielle Franco no centro do Rio de Janeiro, que será apresentada ao público em 27 de julho - dia em que comemoraria seus 43 anos - com o intuito de criar um local especial onde as pessoas possam ouvir sua voz. O Instituto Marielle Franco convidará estudantes de pré vestibular, ativistas, políticos e o público para a inauguração com uma aula pública sobre a memória das mulheres negras e, por meio da experiência "A Voz de Marielle", todos que visitarem a estátua ouvirão seus poderosos discursos.

Para o lançamento do projeto foi produzido um vídeo que será veiculado nas redes sociais e contará com o suporte de influenciadores que convidarão as pessoas a entrarem no aplicativo na web. A experiência é facilmente acessível através do celular para qualquer pessoa com uma câmera.

Ativistas, grafiteiros e artistas da Rede de Sementes do Instituto Marielle Franco, espalhadas por todo o Brasil também ajudarão a divulgar a campanha com cartazes e grafites com o rosto de Marielle e um QR Code com link para o site.

A Rede de voluntárias do Instituto também foi importante na transcrição dos discursos de Marielle, que estarão disponíveis na íntegra em documentos online para pesquisadoras e pessoas interessadas em conhecer a fundo suas ideias, além do canal de YouTube do Instituto.


Ficha Técnica

Criação: VMLY&R Madrid

Chief Creative Officer EMEA: Jaime Mandelbaum

Chief Creative Officer Spain: Manir Fadel

Diretor Executivo de Criação: Adrian Rios

Diretor de Criação: Leandro Bordoni

Criativos: Manir Fadel, Adrian Rios, Leandro Bordoni, Fernando Heredia, Silvia Oton

Designer: Fernando Heredia



Tecnologia: Vetor Lab

Diretor de Tecnologia: Giovani Ferreira

Direção Executiva: Alberto Lopes

Atendimento: Raphael Stanzani

Gerente de Projetos: Daniela Murai

Desenvolvedores: Luiz Felds Liscia, Tiago Canzian, William Queen

DA: Artnoc (Marcos Rodrigues)

Assistente de Arte: Matheus Carrera

UX: Giovani Ferreira


Front-End Developer: Julio Cesar Almeida


Produtora de Audio: DaHouse

Direção Musical: Lucas Mayer e Silvinho Erné

Produção e Composição: Lucas Mayer & Rodrigo Lemos

Mix: Rodrigo Deltoro & Thiago Becker

Executive Producer: Lari Miranda & Andrea Oliveira



Estratégia, conteúdo e comunicação: Instituto Marielle Franco

Diretora Executiva: Anielle Franco

Gestão: Marcelle Decothé, Luna Costa, Rafa Rezende

Relação com a Rede de Sementes: Laris Santos

Audiovisual: Mayara Donaria

Redes Sociais: Andressa Almeida

Transcrição: Anna Orzech e José A dos Santos Junior