quinta-feira, 31 de março de 2022

Chef Aprendiz apresenta livro com receitas autorais dos jovens da edição Vila Andrade

As nove receitas criadas pelos participantes do projeto social foram muito bem avaliadas na opinião de representantes do Casa Santo Antonio, Restaurante 31, La Minuta, hotel Renaissance, hotel Intercontinental e hotel Emiliano



Já pensou em fazer pratos que poderiam ser de restaurantes renomados? Assim foram descritas as receitas criadas pelos jovens que participaram da 9ª edição do Chef Aprendiz que estão reunidas em um livro digital gratuito. Divididos em grupos, os participantes apresentarem um menu completo com entrada, principal e sobremesa para a avaliação de um corpo de jurados formado por chefs e representantes de estabelecimentos que tinham a intenção de contratá-los. Veja abaixo os menus com receitas criadas por eles:

Grupo 1: Victoria, Bárbara, Tarsilla e Max

Menu Clássico Brasil

Entrada: mini tapiocas coloridas com carne seca e geleia de pimenta.

Principal: rabada com arroz e agrião com molho de limão. Acompanha pirão ao molho de rabada.

Sobremesa:cocada de forno com sorvete de baunilha



Grupo 2: Jefferson, André, Leandra e Kelly

Contemporâneo

Entrada: bruschettas com queijo boursin e tomates (pão artesanal).

Principal: cappeletti recheado com carne seca e abóbora ao molho de tomates defumados.

Sobremesa: banoffe



Grupo 3: Manuella, Carol e William

Culinária latinoamericana e sazonalidade

Entrada: nachos com creme de abacate e vinagrete de feijão fradinho

Principal:escondidinho de inhame com carne seca e brie gratinado

Sobremesa:crumble de pêra e sorbet artesanal de banana

O evento encerra um ciclo de 40 oficinas com atividades voltadas para habilidades socioemocionais, trabalho em equipe, introdução ao universo da gastronomia, técnicas culinárias e mercado de trabalho. Os jovens participantes do Chef Aprendiz Vila Andrade mostraram que estavam inteiros no processo e os comentários dos jurados durante a avaliação dos pratos foram unânimes: tanto a apresentação, quanto o sabor, estavam em um nível muito alto.

“Esperamos que este livro traga bons momentos na cozinha, seja com você mesmo ou com as pessoas com quem pretende compartilhar essas delícias. Neste livro digital, você encontrará opções de entradas, pratos principais e sobremesas dignas de restaurante, mas com a vantagem de poder colocar ingredientes e temperos especiais para servir todo carinho e sentir toda alegria que a comida pode despertar em cada um de nós.”, comenta Beatriz Mansberger, fundadora do projeto.

A finalidade principal de uma edição do Chef Aprendiz é desenvolver pessoas, utilizando a gastronomia como fio condutor de todo o currículo com atividades voltadas para habilidades socioemocionais, trabalho em equipe, introdução ao universo da gastronomia, técnicas culinárias e mercado de trabalho. Ao longo do processo, que dura aproximadamente um semestre, o principal objetivo é empoderar os jovens para que ingressem no mercado de trabalho de forma mais segura e preparada. A 9ª edição do projeto contou com o patrocínio master via lei de incentivo pelo Pro-Mac da rede atacadista holandesa Makro.

Acesse o livro por meio do link: https://issuu.com/chefaprendiz/docs/livroreceitas_vcandrade

Chef Aprendiz Comunidades

Somos um projeto de desenvolvimento humano e inserção social que usa a gastronomia como tema central. Capacitamos jovens em situação de vulnerabilidade social para conseguirem seu primeiro emprego em cozinhas de parceiros. Ao longo de quase seis meses, aproximadamente 20 jovens vivenciam aulas teóricas e práticas sobre gastronomia e autodesenvolvimento de modo a prepará-los para o mercado e para a vida. Uma competição final coloca à prova os conhecimentos adquiridos durante as oficinas, e encerra o processo com chave de ouro. Os jurados presentes oferecem vagas de empregos para os jovens que querem iniciar uma carreira como auxiliar de cozinha.

Já atuamos em oito comunidades (Paraisópolis, Campo Limpo, Glicério, Jd. Colombo, Valo Velho, Capão Redondo, Chuvisco e Liberdade) e 90% dos alunos receberam pelo menos uma oportunidade na área. Alguns iniciaram carreira na cozinha e seguiram por outros caminhos, como enfermagem, engenharia e psicologia. Temos aproximadamente 74% dos jovens trabalhando ou participando de entrevista, mesmo com o cenário da pandemia. Para saber mais: assista o vídeo e visite o site.

Casa Chef Aprendiz

Recém inaugurada, a Casa Chef Aprendiz é um espaço que conta com atividades de reciclagem e apoio psicológico aos jovens que já passaram pelo projeto, além de cozinha de pré-produção para eventos. Pensando no mundo digital e nas demandas do mercado, temos também uma cozinha-modelo para a produção de conteúdos digitais para marcas parceiras e para realização de workshops. A ideia é que esta casa seja ocupada por nossa equipe, jovens, parceiros e amigos com a finalidade de fortalecer os nossos vínculos e sustentar nossas ações no longo prazo.

terça-feira, 29 de março de 2022

Carlos Monforte discute os efeitos da digitalização do jornalismo em novo livro

Ética jornalística em tempos de redes sociais é tema central da obra de uma das grandes figuras do jornalismo brasileiro


Um dos primeiros âncoras do telejornalismo brasileiro, Carlos Monforte começou a carreira na década de 1970, quando atuou em jornais como A Tribuna e O Estado de S. Paulo. Ele viu o surgimento e a expansão das mídias digitais, que agora colocam em cheque o exercício da profissão.

Em O Papel do Jornalismo Sem Papel, lançado pela Matrix Editora, Monforte levanta o debate sobre o impacto da internet nas redações. Afinal, somente em 2021, o declínio no número de jornais impressos foi de 13,6%, confirmando a tendência de queda registrada há anos nas tiragens dos principais periódicos brasileiros.

Monforte viveu um período marcante das redações de jornais impressos brasileiros. No livro, ele descreve com riqueza de detalhes e toques de nostalgia a agitação dos repórteres na busca incessante por informações, o cheiro de tinta que saía direto das máquinas de escrever e os sons de passos apressados, telefonemas e conversas que tomavam conta do ambiente.

O principal debate levantado na obra é a relação entre a internet e a veracidade das informações que circulam a todo momento. As inovações digitais garantiram que as notícias rápidas ganhassem mais a atenção do público, mas também passassem a ser questionadas. Para o autor, a busca pela credibilidade é o único caminho para combater fake news e distorção de fatos.

Haverá cada vez mais a interação dos indivíduos interferindo nessas formas de comunicação, no tráfego dessas informações. Cada um tem sua visão de mundo, não necessariamente a visão com a qual todos concordam, e é preciso saber escolher em quem acreditar. (O papel do jornalismo sem papel, pg. 192)

Apesar de concordar que os veículos impressos fatalmente deixarão de circular, Monforte acredita que o jornalismo seguirá essencial para a defesa da democracia. Neste sentido, o autor defende o potencial de renovação do profissional para se manter como personagem essencial no debate e disseminação dos temas de interesse público.

Ficha técnica

Livro: O Papel do Jornalismo Sem Papel
Autor: Carlos Monforte
Editora: Matrix Editora
ISBN: 978-65-5616-197-6
Páginas: 208
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 47,00
Onde encontrar: Matrix Editora


Sobre o autor
: Carlos Monforte é jornalista, trabalhou em jornais como A Tribuna, O Estado de S. Paulo e O Globo. Foi um dos primeiros âncoras da televisão brasileira e participou da história de diversos programas jornalísticos, entre eles, Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico e Jornal da Globo.

Sobre a editora: Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país com mais de 800 títulos publicados e dez novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.

sexta-feira, 25 de março de 2022

Programa Novo Rio Pinheiros: 85% das águas já têm mais oxigênio e menos poluição




Mais de 1,6 milhão de pessoas agora contam com esgoto tratado; nova etapa prevê instalação de Unidades Recuperadoras em córregos

O Programa Novo Rio Pinheiros já está garantindo a melhora da oxigenação e a redução da matéria orgânica nas águas, segundo dados de janeiro da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Dos 13 pontos de monitoramento do rio, 11 já apresentaram o chamado DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) abaixo de 30 mg/l, quantidade mínima para que a água não tenha odor, melhore a turbidez e permita vida aquática.

Os pontos que registraram a melhor qualidade estão próximos às pontes Eusébio Matoso e Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista. Em seguida estão os trechos das pontes Cidade Universitária, Nova Morumbi e Socorro.

A melhora na qualidade das águas se deve às ações do Governo do Estado que, desde 2019, promove uma grande ação de saneamento básico para reduzir o esgoto lançado nos afluentes do Pinheiros: até agora mais de 554 mil imóveis já foram conectados à rede de esgoto, evitando que toda carga orgânica desses locais chegasse ao rio.

Paralelamente a este trabalho, já foram removidas também mais de 62.753 toneladas de lixo entre garrafas pet, bicicletas, pneus e plásticos que são jogados nas águas de diversas formas. Ainda há o trabalho de desassoreamento que já removeu mais 687.456 m3 de sedimentos do fundo do rio.


Nova etapa: Unidades Recuperadoras (URs)

Em nova etapa do programa estão sendo construídas unidades de recuperação da qualidade das águas que ajudarão ainda mais a reduzir o esgoto que chega ao rio proveniente, principalmente, de áreas informais e/ou locais onde não há viabilidade para passagem dos coletores de carga orgânica. Serão cinco URs instaladas próximo aos córregos: Jaguaré, Pirajussara, Antonico, Cachoeira e Água Espraiada. As obras devem ser concluídas até o segundo semestre de 2022 e irão retirar 1.560 litros de esgoto por segundo.

Impactos na Represa Billings e no Rio Tietê

As medições de esgoto doméstico que chegam por meio de afluentes ao Pinheiros também tiveram redução de 45 para 26 toneladas/dia. Com menos carga orgânica no Pinheiros, o volume de esgoto carregado para a represa Billings e o Tietê também diminui.
A partir de 2020, com o programa de despoluição, a Cetesb ampliou o número de afluentes monitorados de seis para 18. Se considerarmos apenas as cargas orgânicas dos seis principais afluentes, os valores médios ficaram em 38 no ano de 2019, 39 em 2020 e 21 toneladas/dia em 2021, respectivamente.


Sobre o Programa Novo Rio Pinheiros

O programa de despoluição do Governo do Estado é baseado em ações de saneamento básico, limpeza, desassoreamento e educação ambiental. O projeto é coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente e conta com participação da Cetesb, DAEE, EMAE, Sabesp, CPTM, Prefeitura de São Paulo, entre outros. Mais informações: www.novoriopinheiros.sp.gov.br

quinta-feira, 24 de março de 2022

Congresso pode votar pacote contra pacientes de planos de saúde




Maior retrocesso da história para o mercado de saúde suplementar. É assim que organizações médicas, de pacientes e de defesa dos direitos dos consumidores qualificam o projeto de lei 7419/2006, que tramita na Câmara dos Deputados.

O manifesto divulgado em 22 de março pela AMB (Associação Médica Brasileira) e Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), tem apoio de entidades como a ​​APM (Associação Paulista de Medicina), ABN (Academia Brasileira de Neurologia), SBN (Sociedade Brasileira de Neurocirurgia), a AME (Amigos Múltiplos pela Esclerose) e a CDD (Associação Crônicos do Dia a Dia).

O texto final do PL ainda não foi apresentado pelo relator, o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), mas uma minuta que já circula entre representantes de diversos setores fez disparar alarmes na opinião pública.

Entre as medidas presentes no texto extraoficial estão a extinção dos planos referência e a consequente redução de coberturas; a subsegmentação dos planos ambulatoriais; o afrouxamento das regras para a notificação de consumidores inadimplentes; a legalização de práticas expulsivas e discriminatórias contra as pessoas idosas; a criação de barreiras para a concessão de liminares, nos casos de judicialização; e a blindagem das operadoras contra multas derivadas de negativas de cobertura.

De acordo com o manifesto, as operadoras vêm pressionando para que o texto seja analisado em regime de urgência - o que poderia significar uma aprovação sem qualquer debate público. Para as entidades, isso significaria “uma vitória sem precedentes para as operadoras de planos de saúde e suas entidades representativas, que há anos tentam desmontar o sistema regulatório para ampliar lucros”.

O texto também destaca que os problemas no sistema de saúde do país foram exacerbados com a pandemia por Covid-19 e que, ao invés de enfrentar estes problemas, a proposta “reforça o poder das operadoras de planos de saúde frente aos consumidores”. As entidades também pedem que os parlamentares protejam os mais de 48 milhões de usuários de planos de saúde e repudiam qualquer tentativa de alterar a Lei de Planos de Saúde em regime de urgência. Veja a seguir o manifesto na íntegra.


Manifesto em defesa dos usuários


Nos últimos meses, uma comissão especial na Câmara dos Deputados vem analisando o Projeto de Lei nº 7.419/2006 e as cerca de 250 propostas a ele apensadas para alterar aspectos centrais da Lei de Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98), que em seu momento representou um enorme avanço na proteção dos usuários e na regulação do mercado de saúde suplementar.

Uma minuta do relator, o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), foi apresentada por ele a representantes de setores diversos. Seu conteúdo vem causando consternação e preocupação entre entidades de proteção do consumidor, associações médicas e de pacientes.

Se apresentada e aprovada como está, a proposta representará o maior retrocesso legislativo no âmbito da saúde suplementar da história. Ao mesmo tempo, significará uma vitória sem precedentes para as operadoras de planos de saúde e suas entidades representativas, que há anos tentam desmontar o sistema regulatório para ampliar lucros.

Entre as medidas presentes no texto extraoficial estão a extinção dos planos de referência e a consequente redução de coberturas; a subsegmentação dos planos ambulatoriais; o afrouxamento das regras para a notificação de consumidores inadimplentes; a legalização de práticas expulsivas e discriminatórias contra as pessoas idosas; a criação de barreiras para a concessão de liminares, nos casos de judicialização; e a blindagem das operadoras contra multas derivadas de negativas de cobertura.

Não bastasse o pacote de retrocessos, nos últimos dias tem aumentado a pressão para que o texto seja votado em regime de urgência, ou seja, sem qualquer debate público. Vale destacar, uma vez mais, que o relatório sequer foi apresentado oficialmente, de modo que a sociedade ainda não conhece seu conteúdo final.

Também é preciso pontuar que a discussão tem acontecido em plena crise sanitária, um processo que exacerbou as distorções do mercado de saúde suplementar e levou o sistema brasileiro de saúde ao limite. Ao invés de enfrentar estes problemas estruturais, o PL 7419/06 reforça o poder das operadoras de planos de saúde frente aos consumidores.

As entidades que subscrevem este manifesto defendem o aperfeiçoamento da Lei de Planos de Saúde e sua compatibilização com outros diplomas em vigor, como é o caso do Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

O texto deve proteger melhor os consumidores, e pode fazer isso com garantias de acesso a coberturas, proibição do cancelamento de contratos em caso de inadimplência sem observância do direito à informação, proibição de cancelamento de contratos coletivos, fixação de um teto de reajuste anual para todas as modalidades contratuais, segurança na proteção de dados, proibição de reajustes camuflados, entre outras medidas.

Também precisa proteger a dignidade e a autonomia do trabalho médico com normas mais claras e protetivas aos prestadores de serviço na saúde suplementar, a definição da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) como referência para honorários profissionais, o efetivo reajuste na remuneração dos prestadores, a instituição do reembolso obrigatório para consultas médicas, com regras claras para o descredenciamento de médicos, clínicas e laboratórios e, por fim, com regras para o controle externo das operadoras de planos de saúde.

Como se vê, não são poucos os desafios do mercado de saúde suplementar, e a proposta em discussão perde uma oportunidade única para enfrentá-los de maneira adequada - ainda mais se for discutida e aprovada a toque de caixa, sem participação social e transparência.

As entidades signatárias instam os parlamentares, em particular os membros da comissão especial que analisa o PL 7419/06, a protegerem os 48 milhões de brasileiros e brasileiras usuários do sistema de saúde suplementar nos termos da Constituição Federal e do Código de Defesa do Consumidor. Também repudiam qualquer tentativa de alterar a Lei 9.656/98 em regime de urgência e sem o devido debate público.

terça-feira, 22 de março de 2022

Tigre e UNICEF doam 500 lavatórios para escolas do Norte e do Nordeste



Iniciativa do ICRH, braço social da Tigre, visa contribuir para higiene prevenção em escolas de seis estados

O Grupo Tigre, multinacional brasileira líder em soluções para construção civil e cuidado com a água, e o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estão instalando 500 lavatórios em escolas do Norte e Nordeste de seis Estados em março, mês em que é celebrado o Dia Mundial da Água (22/3).

Dados do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados demonstram a urgência de um melhor serviço de água a ser ofertado à população do país – são cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água potável (5,5 milhões, nas 100 maiores cidades). Além disso, 100 milhões de pessoas não têm acesso à coleta e ao tratamento de esgotos, sendo 21,7 milhões nos maiores municípios. Em relação à situação do fornecimento às escolas, segundo Censo Escolar 2020, cerca de 24 mil escolas municipais não têm acesso adequado à água no Brasil.


“Levar saneamento às escolas é um desafio e a Tigre tem orgulho em poder contribuir com esse projeto. A escolha pelas escolas dessas duas regiões se deu em razão de sua situação mais crítica. Na região Norte, por exemplo, menos de 10% dos colégios têm acesso a serviços públicos de esgoto”, informa Otto von Sothen, presidente do Grupo Tigre.

“Saúde e educação são direitos de cada criança e adolescente. Em parceria com Tigre, contribuiremos para criar ambientes mais saudáveis nas escolas desses seis Estados. Graças à parceria, meninas e meninos terão acesso a mais estruturas de lavagem de mãos, cuidando da saúde e prevenindo doenças”, afirma Juan Calvo, chefe de parcerias e arrecadação de recursos do UNICEF no Brasil.



segunda-feira, 21 de março de 2022

Shell Brasil solicita licença ambiental para projetos de eólicas em alto-mar no país


Pedido abrange áreas nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste

A Shell Brasil informa que deu entrada esta semana em pedidos de licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA) para geração de energia eólica offshore em seis áreas, nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Estes seis projetos em desenvolvimento, juntos, terão capacidade instalada de 17GW. A iniciativa demonstra o compromisso da Shell com o Brasil, bem como a materialização da estratégia “Impulsionando o Progresso”, centrada nas metas de descarbonização para a transição energética.

Enquanto aguarda a definição do restante da regulamentação que guiará o desenvolvimento desses projetos no país, o envio do Formulário de Caracterização de Atividade (FCA) ao IBAMA é um primeiro passo para garantir o melhor estudo das áreas e o desenvolvimento sustentável e responsável dos investimentos necessários para o licenciamento. Os estudos ambientais começarão ainda em 2022.

“Com mais de 20 anos de atuação em energia eólica no mundo e mais de 50 anos de tradição em projetos offshore, a Shell pretende aliar sua expertise nestas duas frentes com o objetivo de fornecer mais energia e energia limpa para o país,” afirmou Gabriela Oliveira, gerente de Geração Renovável da Shell no Brasil.

terça-feira, 15 de março de 2022

Médicos Sem Fronteiras realiza atividades de saúde mental após as enchentes em Itabuna, na Bahia




A organização treina os profissionais da linha de frente para identificar e referenciar aos serviços de saúde mental as vítimas das chuvas que atingiram o estado

As famílias afetadas pelas tempestades na Bahia, no final do ano passado, ainda sofrem com as consequências das inundações. Mesmo aqueles que já voltaram para casa e estão retomando suas vidas, precisam lidar com os traumas e os medos provocados pela tragédia. Para ajudar as equipes locais no atendimento à população, Médicos Sem Fronteiras (MSF), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Itabuna, está realizando uma ação de capacitação na área de saúde mental em contexto de emergências e desastres para cerca de 500 profissionais da cidade, que fica localizada no sul do estado.

São agentes comunitários, médicos, enfermeiros e psicólogos da linha de frente, que estão recebendo capacitação à distância para identificar e referenciar pacientes que necessitem de atendimento em saúde mental. A opção pela realização das aulas remotas está alinhada com as medidas de prevenção à COVID-19.

A enfermeira Tercilia Maria Sousa Soares está participando do curso. Ela conta que o Rio Cachoeira subiu nove metros, destruindo completamente casas, lojas e a Unidade de Saúde Familiar Dr. Nilton Ramos, no bairro de Mangabinha. “Quando conseguimos chegar no local, o cenário era de guerra. Carros no meio da rua, lama para todo lado e algumas residências não existiam mais. No posto de saúde, só sobraram as cadeiras e as lixeiras que são de plástico. Todo o resto foi perdido”, explica Tercilia. A unidade de saúde continua interditada pela Defesa Civil e a equipe com 22 profissionais está trabalhando em uma igreja na parte mais alta do bairro.

Marta Maria de Jesus Santos é agente de saúde na Zona Leste da cidade. Ela diz que as pessoas até hoje não acreditam no que aconteceu. “O pior momento das chuvas foi nos dias 25 e 26 de dezembro, quando as águas levaram tudo. Muitas pessoas carentes perderam todos os pertences que juntaram ao longo da vida. Elas não vão esquecer essa tragédia nos próximos Natais”, afirma Marta.

No treinamento de saúde mental, a agente aprendeu a importância de ouvir. “Neste momento, será muito importante escutar o que o outro tem a dizer e procurar ajuda psicológica para aquele paciente que precisa”, explica. E ela já tem algumas ideias de como estimular a população a falar e elaborar os sentimentos. “Vamos tentar promover rodas de conversa e oficinas para as vítimas com o apoio de uma universidade daqui”, conta Marta.

A estratégia de Respostas de Saúde Mental e Apoio Psicossocial em Emergências e Desastres, que está sendo utilizada no treinamento em Itabuna, é uma das ferramentas que MSF aplica em seus projetos ao redor do mundo. “Temos a oportunidade de compartilhar nossa experiência neste tipo de atendimento em situações de catástrofes e crises humanitárias junto aos profissionais da rede pública, contribuindo com a resposta psicossocial nas áreas mais afetadas pelas cheias”, explica Bruno Cardoso, coordenador de projeto de MSF. Durante as enchentes, a organização também realizou doações de água potável e insumos hospitalares na região.

segunda-feira, 14 de março de 2022

BNDES financiará geração de energia solar por consumidores na Região Norte de maneira inédita



Objetivo é ampliar uso da energia limpa na região com implantação de cerca de 1.600 sistemas geradores com redução de até 90% nas contas de luz

Emissão de R$ 60 milhões em debêntures verdes, que viabiliza a operação, conta com 95% de participação do banco

Região ainda possui cerca de 250 sistemas isolados que contam com geração térmica e diesel para o fornecimento de energia elétrica



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou operação que permitirá o consumidor de energia da Região Norte do Brasil, principalmente da Amazônia, a substituir seus geradores a diesel por usinas fotovoltaicas. O banco adquiriu 95% dos R$ 60 milhões em debêntures “verdes” emitidas pela Amazônia Solar Companhia Securitizadora de Créditos Financeiro. A emissão viabilizará a parceria com a fintech Solfácil, especializada em financiar a instalação de sistemas de microgeração solar fotovoltaica.

A operação permitirá o financiamento a cerca de 1.600 projetos num prazo de até 150 meses para a instalação de sistemas solares fotovoltaicos em residências e empresas localizadas na região. Será a Solfácil a responsável por avaliar a capacidade do contratante e do contratado, além de verificar a viabilidade do sistema para o consumidor antes de aprovar o crédito.

Cada investimento, na ponta, deverá apresentar um custo médio em torno de R$ 37 mil e será 100% financiado. Ao todo, serão cerca de 12 MWp de capacidade instalada, equivalente ao consumo de quase sete mil famílias.

Esta é a primeira vez que o BNDES atua neste formato. O volume total estimado de carbono evitado é da ordem de 30.500tCO2e em 15 anos, que é equivalente a emissão de 1.017 veículos por ano.

Trata-se de operação piloto, visando promover a aceleração da geração solar distribuída na Região Norte, na qual existem problemas de fornecimento de energia e cerca de 250 Sistemas Isolados que utilizam a geração térmica a diesel para fornecimento de energia elétrica.

Na opinião da diretora de Concessão de Crédito à Infraestrutura do BNDES, Solange Vieira, a operação é inovadora na forma de atuação do BNDES, ao permitir o acesso do consumidor final aos recursos do BNDES sem a intermediação tradicional de bancos. “A operação vai contribuir para democratizar o acesso à geração solar para os consumidores de energia da Região Norte, permitindo maior acesso ao crédito na ponta e promovendo a desconcentração bancária”.

Outro benefício para o consumidor é a redução no gasto com contas de luz, estimada em até 90%. A compensação será suficiente para pagar o financiamento. Após a liquidação do empréstimo, o consumidor será o proprietário do sistema fotovoltaico, quem tem uma durabilidade prevista de 25 anos.

Do ponto de vista do desenvolvimento regional, serão gerados novos empregos e renda para a Região Norte, sobretudo para os instaladores locais dos sistemas fotovoltaicos.

O gerente Rodrigo Bacellar, da Área de Energia do BNDES, destacou que a operação reitera o compromisso do BNDES com o desenvolvimento sustentável: “O BNDES, junto com a Solfácil, está construindo uma iniciativa focada na transição energética da Amazônia, por meio do melhor aproveitamento de recursos renováveis disponíveis, beneficiando milhares de consumidores de energia da Região”, afirmou. Já, Fábio Scherma, chefe do Departamento de Energia Elétrica do BNDES ressalta que “este é um projeto piloto a partir do qual o Banco espera desenvolver muitos outros, em parceria com o mercado”.

As debêntures são caracterizadas como “verdes”, com base nas diretrizes do Green Bond Principles, emitidas pela International Capital Market Association (ICMA), conforme desempenho socioambiental avaliado por consultoria especializada em parecer independente.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Oxiteno lança Desafio de Inovação Social e Empreendedorismo

Startups e outras instituições que tenham projetos sociais, sustentáveis, criativos e eficientes para as comunidades do entorno das operações da companhia poderão se inscrever


A sustentabilidade é elemento central da estratégia da Oxiteno, líder na produção de tensoativos e especialidades químicas nas Américas. A empresa acredita que esta é a única forma de evoluir e deixar um legado para a sociedade. E quando se fala em inovação, a Oxiteno entende como um tema igualmente transversal, sendo o caminho para gerar soluções mais sustentáveis, que terão menor impacto ambiental e ajudarão nesta evolução. O Desafio de Inovação Social e Empreendedorismo surge como uma ação que une esses dois temas, concretizando o uso da inovação como ferramenta para transformar a sociedade.

Promover a transformação e o bem-estar das pessoas através da química, minimizando as adversidades sociais de suas comunidades do entorno, apoiando o desenvolvimento local com projetos sustentáveis, criativos e eficientes. Este é o desafio que a Oxiteno vai propor a empresas, universidades, institutos de pesquisa, associações e startups que tenham soluções focadas em uma das causas abaixo:
Combate à fome e a pobreza;
Educação;
Empreendedorismo;
Geração de renda.

Espera-se que as soluções apresentadas enderecem as causas por meio de ações e programas, assim como visa o desenvolvimento de novos produtos e até a geração de novos mercados.

A empresa busca parceiros para somar esforços e transformar a realidade de quem mais precisa. Os melhores projetos serão selecionados para apresentarem sua solução em um pitch day para a liderança da Oxiteno.

Para participar, o proponente deve se inscrever neste link (Desafio de Inovação Social e Empreendedorismo - Brazil (oxiteno.com), preencher integralmente o formulário de inscrição e, preferencialmente, anexar uma apresentação do projeto com impacto ambiental e social positivo. Além disso, é recomendado também apresentar os custos envolvidos para a realização de uma Prova de Conceito de até 3 meses. É importante deixar claro a independência financeira da solução no médio-longo prazo, a estimativa de stakeholders impactados e a sinergia com uma das temáticas do desafio.

“Estamos muito animados para este projeto. A Oxiteno tem o propósito de contribuir para o bem-estar das pessoas através da química, e busca por meio de atitudes sustentáveis deixar um legado positivo para toda a sociedade. Este desafio vem para nos ajudar a impulsionar e transformar ainda mais a realidade das pessoas do entorno de nossas unidades. Por isso buscamos Startups e instituições que acreditam na evolução e transformação de forma sustentável”, comenta Tulio Zozolotto, coordenador de Inovação da Oxiteno.

A inscrição poderá ser feita até dia 01 de abril e são elegíveis candidaturas de empresas, Startups, universidades, institutos de pesquisa com CNPJ no Brasil. As soluções mais bem avaliadas pela banca, participarão do Pitch Day, e seguirão para uma fase de construção de um potencial prova de conceito.

terça-feira, 8 de março de 2022

Instituto Consulado da Mulher e Jasmine Alimentos oferecem qualificação profissional gratuita para 15 empreendedoras

Fruto da parceria "ELAS EMPREENDEM" e em homenagem ao mês das mulheres, renomados profissionais da Jasmine e Consul apoiam mulheres a conquistar autonomia financeira e liderança em seus pequenos negócios

Hortense - Espaço Wena
Divulgação Instituto Consulado da Mulher

A Jasmine Alimentos celebra o mês das mulheres ao lado de incríveis empreendedoras. Durante dois meses (18 de fevereiro a 18 de abril), a empresa líder em alimentação saudável promove mentoria gratuita para 15 mulheres que detém negócios no ramo de alimentos. A ação é fruto do curso “ELAS EMPREENDEM - Gestão de Pequenos Negócios”, iniciativa do Instituto Consulado da Mulher, ação social da Consul, em parceria com a Jasmine. As participantes originárias do Ceará, São Paulo, Bahia, dentre outros, recebem apoio e mentoria de 18 profissionais convidados da empresa paranaense e da Consul com o intuito de impulsionar seus pequenos negócios e conquistar autonomia financeira.

Esta edição da iniciativa “ELAS EMPREENDEM” contou com 290 inscrições de mulheres de todo o país. Destas, 100 foram selecionadas para participar do Programa de Educação Empreendedora e aprender mais sobre empreendedorismo e gestão, marketing, finanças, relacionamento e pessoas. Ao final dessa etapa, as 15 participantes com o melhor desempenho foram selecionadas para participar da mentoria que oferece qualificação e orientação profissionais gratuitas. “O objetivo da mentoria é identificar os três principais pontos de dificuldade do pequeno negócio e elaborar juntas um plano de ação com foco em aumentar faturamento e renda dos negócios dessas mulheres”, explica a diretora de marketing da Jasmine, Thelma Bayoud. Ao final da mentoria, as dez participantes com maior engajamento e destaque receberão um prêmio em dinheiro da Jasmine para investir e impulsionar seus negócios.

Fazendo a diferença

Sônia - Minhas Delícias
Divulgação Instituto Consulado da Mulher

Alinhada aos princípios estruturais da Jasmine, a iniciativa do Instituto Consulado da Mulher é fazer a diferença na vida das mulheres. “É incrível fazer parte dessa iniciativa tão importante e acompanhar de perto o poder transformador que a capacitação profissional proporciona às mulheres. Acima do conhecimento em negócios, queremos proporcionar independência financeira, autoestima e senso de liderança para as participantes. Acreditamos que essa é a melhor maneira de mudar a realidade individual e coletiva do país”, comemora Thelma.

Em pouco tempo, os resultados já são visíveis. A participante Aparecida Oliveira da cidade de Araripe, no Ceará, compartilha seu relato: “Quero agradecer ao Consulado da Mulher e a Jasmine por disponibilizarem esse curso. Especialmente agora que eu estou começando o meu negócio de sorvete caseiro. Aprendi muitas coisas que eu não sabia como, por exemplo, como precificar corretamente o meu produto. Eu já tinha feito outros cursos de empreendedorismo, mas nenhum foi tão simples e fácil de aprender como esse. Sinto que agora estou mais apta a colocar o meu negócio em prática”.

Consciente de seu dever de engajar e transformar

Renata - Café Quintal de Casa
Divulgação Instituto Consulado da Mulher

Atenta à sua responsabilidade corporativa e à importância de realizar ações que promovam equidade de gênero em todas as suas atividades sociais e econômicas, a Jasmine Alimentos assinou, no fim do ano passado, a Carta de Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs) e, assim, tornou-se signatária do compromisso da ONU Mulheres e do Pacto Global. Com mais essa iniciativa, a indústria passa a integrar o seleto grupo formado por mais de 500 instituições signatárias que assumem o compromisso com o empoderamento das mulheres, além de fazer parte de um movimento global para priorizar ações voltadas à igualdade de gênero. Ainda no primeiro semestre de 2022, a Jasmine iniciará agenda interna de ações voltadas à equidade de gênero.



Sobre o Instituto Consulado da Mulher

O Instituto Consulado da Mulher é a Consul transformando sonhos em realidade. Incentivamos e viabilizamos geração de renda para melhorar a qualidade de vida das pessoas, investindo no empreendedorismo feminino. Apoiamos mulheres, que fazem de conquistas pessoais transformações em cadeia, conseguem impactar as suas comunidades e não deixam ninguém de fora dessa história. Em nossos 20 anos de atuação, são mais de 37 mil pessoas beneficiadas e só no ano de 2021 foram 909 pessoas beneficiadas diretamente. A gente faz história! Outras informações: www.consuladodamulher.org.br.

Sobre a Consul

Há mais de 60 anos no mercado brasileiro, a Consul é pioneira no desenvolvimento de soluções bem pensadas e criativas no segmento de eletrodomésticos. É parte da Whirlpool Latin America, empresa líder no setor de eletrodomésticos e da Whirlpool Corporation, maior fabricante de eletrodomésticos do mundo. Mais sobre a Consul em: www.consul.com.br.

Sobre a Jasmine Alimentos

A Jasmine Alimentos é uma empresa referência em alimentação saudável. Com produtos categorizados em orgânicos, zero açúcar, integrais e sem glúten, a marca visa atingir o público que busca alimentos saudáveis de verdade e qualidade de vida. A operação da Jasmine começou de forma artesanal há 30 anos, no Paraná. A Jasmine está consolidada em todo Brasil e ampliando sua atuação para a América Latina. Desde 2014, a marca pertence ao grupo francês Nutrition et Santé, detentor de outras marcas líderes no segmento saudável na Europa. Mais informações: www.jasminealimentos.com.

sábado, 5 de março de 2022

Projeto inicia plantio de 30 mil mudas em manguezais amazônicos



Além do reflorestamento, que tem apoio de pesquisadores e engajamento das comunidades, será lançado um guia inédito para replicar novas ações na região

Recuperar áreas degradadas na maior faixa contínua de manguezais do mundo, com apoio técnico-científico e envolvimento das comunidades locais, é o objetivo do plantio de mudas iniciado em fevereiro na zona costeira do Pará, mobilizando academia, poder público e diversas parcerias para a importância da conservação. “Trata-se de um ecossistema muito importante como fonte de renda e serviços ambientais, e esse trabalho coroa a relação entre homem e natureza na região”, destaca o biólogo Danilo Gardunho, coordenador de reflorestamento do Projeto Mangues da Amazônia.

Após o cultivo em dois viveiros de 300 metros quadrados, instalados em comunidades tradicionais e irrigados naturalmente pelo fluxo das marés, a estratégia é neste período chuvoso plantar 30 mil mudas das três espécies dominantes na região: Rhizophora mangle (mangue-vermelho), Laguncularia racemosa (mangue-branco) e Avicennia germinans (mangue-preto), destinadas a recompor 12 hectares de áreas impactadas em três reservas extrativistas marinhas nos municípios paraenses de Bragança, Augusto Corrêa e Tracuateua.

“Ao contrário da costa do Nordeste, onde ocorrem impactos severos da carcinicultura, nos manguezais amazônicos não há grandes áreas devastadas e a principal questão é a retirada de madeira pelas atividades comunitárias para construir casas, cercas e currais de pesca”, explica o biólogo.

Além da estrutura de viveiros, mantida com apoio dos moradores, o trabalho tem suporte do conhecimento tradicional de pescadores e coletores de caranguejo no mapeamento das áreas prioritárias para receber as mudas e na definição do método de plantio, juntamente às ações socioambientais do Mangues da Amazônia reflorestamento – iniciativa realizada pelo Instituto Peabiru e Associação Sarambuí, com patrocínio da Petrobras e apoio do Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA), da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O plantio de mudas começou pela Reserva Extrativista Caeté-Taperaçu, em Bragança (PA), nos dias 26 e 27 de fevereiro, estendendo-se de 11 a 13 de março para Tracuateua e 25 a 27 para Augusto Corrêa. Com um diferencial: a dinâmica do reflorestamento é fio condutor de todo um trabalho de sensibilizar as comunidades para a conservação, especialmente por meio de atividades educativas com crianças e jovens das diferentes faixas etárias. “Isso gera uma sensação de pertencimento, porque quem planta também cuida e protege”, ressalta Gardunho.

Como marco do plantio que se inicia, está previsto o lançamento de um guia inédito que ensina a planejar e plantar mudas nos manguezais da região, cuja demanda normalmente parte das comunidades locais. Com informações didáticas desde a manutenção dos viveiros até o monitoramento das áreas plantadas, o material inclui dois produtos: um manual simplificado de bolso para uso em campo na prática do reflorestamento, e uma cartilha com conteúdo mais detalhado dos procedimentos, de cunho mais técnico e destinado também ao público leigo, em geral.

A iniciativa tem o propósito de contribuir para transmitir e replicar o conhecimento e as lições aprendidas, dando continuidade e aumentando a escala de futuras ações de reflorestamento nos mangues na região pelas comunidades locais. O guia será disponibilizado em formato digital no site www.manguesdaamazonia.gov.br.

O atual plantio de mudas tem base na prática e no conhecimento científico adquiridos nos últimos anos por pesquisadores que integram o Projeto Mangues da Amazônia e – além da recuperação ambiental – servirá de laboratório e fonte de novos dados para estudos sobre manejo e uso sustentável do caranguejo-uçá e da madeira de mangue. Além disso, o monitoramento das áreas em recuperação, principalmente quanto à biomassa e carbono, fornecerá subsídios para melhor entendimento e maior valorização desse ecossistema no contexto da mitigação da mudança climática global.

“No âmbito do projeto, as atividades de reflorestamento dos manguezais têm uma abordagem preventiva, mais do que propriamente a recuperação de áreas que já foram degradadas, repondo o que foi perdido”, ressalta o pesquisador Marcus Fernandes, coordenador do LAMA. Segundo ele, na costa amazônica os manguezais têm sofrido poucos danos nos últimos 30 anos, com impactos que representam menos de 1% das áreas de manguezal perdidas no País. “Nossas atividades de reflorestamento são usadas no contexto da educação ambiental para sensibilizar sobre os riscos da degradação”, completa o pesquisador.

terça-feira, 1 de março de 2022

Rodobens doou mais de 2 mil cestas básicas


Campanha Vacina do Bem ajudou instituições carentes de várias regiões do País e vítimas do alagamento na Bahia



A campanha Vacina do Bem, realizada pelo Instituto Rodobens, braço social da empresa, que possui um amplo portfólio de serviços financeiros suportados por uma plataforma sinérgica de rede de concessionárias próprias de automóveis e veículos comerciais, arrecadou mais de 2 mil cestas básicas, que foram distribuídas para diversas famílias carentes em todo o País, nas regiões onde a empresa possui concessionárias.

A ação foi resultado de um trabalho que combinou o compromisso social da empresa com uma importante frente de incentivo à vacinação contra a covid-19 entre os colaboradores. “Para cada funcionário que completou seu ciclo vacinal, ou seja, se vacinou com as duas doses ou dose única, a empresa doou uma cesta básica. Esse foi o jeito de a nossa gente compartilhar a felicidade em estar imunizada e fazer o bem em dose dupla”, disse Tarcísio Adamek Grosso, diretor de Gente & Gestão da Rodobens.

Entre as instituições que receberam as cestas, estão: Instituto As Valquírias, Albergue Noturno Protetor dos Pobres, Associação Lar de Menores (Alarme) e Associação e Oficina de Caridade Santa Rita de Cássia. “Também destinamos 150 cestas para as vítimas das enchentes na Bahia, como forma de colaborar com quem perdeu tudo”, pontuou o diretor.

Desde que foi criado, há 18 anos, o Instituto Rodobens desenvolve ações para o desenvolvimento dos profissionais das empresas Rodobens e das comunidades onde atuam. Desde o ano passado, o instituto intensificou as campanhas sociais, com arrecadação de roupas e alimentos para as pessoas que foram impactadas pela pandemia.