quarta-feira, 25 de maio de 2022

Grupo do curso de Oceanografia da Univali é selecionado para projeto na África do Sul

Quatro estudantes e uma professora integram projeto oceanográfico internacional sobre as Correntes das Agulhas


Carolina Costa, Gustavo Munhoz, Lucas Gavazzoni e Thayse Fonseca, estudantes do curso de Oceanografia da Escola do Mar, Ciência e Tecnologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), acompanhados da professora e pesquisadora Camila Burigo Marin, foram selecionados para integrar equipe de programa de treinamento e pesquisa na Corrente das Agulhas, localizada no sudoeste do oceano Índico, junto à costa oriental da África do Sul.



O treinamento, que ocorre entre os dias 27 de junho e 7 de julho, contará com pesquisadores de diversas instituições e tem como foco a formação de profissionais, troca de experiências, tecnologia e a realização de pesquisas oceanográficas. Na ocasião, a professora Camila palestrará sobre qualidade de água e análise de microplásticos.

Para a atividade, o grupo da Univali desloca-se até a Cidade do Cabo, capital da África do Sul, onde receberá parte do treinamento. Na sequência eles embarcam para o cruzeiro oceanográfico no navio SA Agulhas II, do Departamento de Florestas, Pescas e Meio Ambiente da África do Sul. Na ocasião ocorrerá o treinamento combinado com pesquisa de uma série de estações de coleta ao longo da Corrente das Agulhas.


Conhecido como Agulhas System Climate Array (Asca), a iniciativa é um projeto oceanográfico internacional desenvolvido pela África do Sul em parceria com Estados Unidos e a Holanda. O foco da coleta de amostras é monitorar o sistema de Correntes das Agulhas para, por meio de diversos indicadores oceanográficos, acompanhar sua influência no clima bem como possíveis alterações provocadas pela ação humana.



segunda-feira, 23 de maio de 2022

A terceira via nas eleições presidenciais e os erros de Doria

* Por Chris Santos

"Sou gestor, não sou político. Eu estou na política". Essa frase pode ser lida na página do Facebook de João Doria Jr. (PSDB), ex-prefeito de São Paulo, ex-governador de São Paulo e, agora, ex-candidato à Presidência da República em 2022, conforme anunciado nesta segunda (23/05).

No twitter, Doria postou: "Saio da disputa à presidência com o coração ferido, mas com a alma leve. Seguirei como observador sereno do meu País. Sempre à disposição de lutar a guerra para a qual eu for chamado. Na vida pública ou na vida privada. Que Deus proteja o Brasil".




Essa desistência confirma a dificuldade dos candidatos à terceira via ao cargo de presidente de entrarem em um consenso para formação de chapa, que abordei no artigo: Apesar da torcida e empenho da imprensa, a terceira via não decola para a eleição presidencial de 2022.

Por mais que os presidentes do PSDB, do Cidadania e do MDB apontem para a senadora Simone Tebet (MDB) como a candidata, ainda sem vice definido (a), o crescimento que ela poderá obter quando a campanha efetivamente decolar deverá ser pífio. Mas, pode ser importante marcar uma posição no cenário político para 2026.

Vamos de volta à análise ao Doria, o "gestor", sua trajetória política é marcada pela ambição acelerada e por "traições". Assim, não existe motivo para ele se sentir traído pelo PSDB e vale apontar nessa trajetória alguns erros de Doria:

1) Doria foi acusado de "trair" seu eleitor quando foi eleito, em 2016, para o cargo de Prefeito de São Paulo, posto que largou 15 meses depois para disputar o Governo do Estado de Sao Paulo. O vice-prefeito, Bruno Covas, assumiu a posição. Foi chamado por seus eleitores de "Pinocchio".

2) Em 2018, tentou ser o candidato do PSDB à presidência, provocou um racha no partido e mostrou ao seu padrinho político, Geraldo Alckmin, que sua ambição era maior que a lealdade. Mesmo não deslanchando para presidente, durante a campanha para governador, ele deixou de lado o apoio ao então candidato Geraldo Alckmin na disputa à presidência. Se aproximou do candidato Jair Bolsonaro, então no PSL, e vestiu lançou a figura do "Bolsodoria" ainda no primeiro turno eleitoral.


3) Não faltaram conflitos internos com fundadores do PSDB, como o embate com o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, falecido em 2019, que declarou "que sempre viu Doria como um “sujeito muito ambicioso” e um “cidadão sem escrúpulo".

4) Mesmo com o embate com Jair Bolsonaro (PL) ao longo da pandemia e seu esforço na campanha de vacinação, a gestão de Doria no governo de SP terminou com reprovação de 36% e aprovação de apenas 23%, segundo pesquisa Datafolha, divulgada em 08 de abril de 2022. (vou falar da disputa interna com Eduardo Leite em outra oportunidade).

5) A aprovação de Doria no cargo de governador não garante nem a sua reeleição no estado de São Paulo. Pesquisadores e cientistas políticos consideram que, para ser reeleito, um candidato precisa ter de 40% a 60% de aprovação.


Será que Doria sairá de cena? Não se sabe ao certo. Com seu afã de galgar cargos aceleradamente em sua curta carreira política, Doria deixou a possibilidade de o PSDB não eleger o seu sucessor, pois Rodrigo Garcia é um grande desconhecido do eleitorado tucano - saiu do DEM e se filiou à sigla tucana em 2021.

O PSDB que já estava fraco na disputa presidencial, em 2018 com Alckmin, ficou ainda mais enfraquecido, pois nem candidato terá. Os tucanos precisarão pensar muito no que querem ser no futuro, o que defendem de ideias e políticas, pois o tempo de polarização com o PT ficou no passado.


*Chris Santos é uma profissional com mais de 30 anos de experiência em comunicação corporativa, assessoria de imprensa e marketing digital. Com bacharelados em Relações Públicas e em Ciências Sociais, pela USP; especialização em Gestão de Processos Comunicacionais (USP); MBA em Gestão de Marcas (Branding), pela Anhembi-Morumbi; e mestre em Comunicação e Política, pela UNIP. Tem se dedicado ao estudo de tendências nas áreas de marketing digital, jornalismo, comunicação e política e tecnologias da comunicação e informação.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Apesar da torcida e empenho da imprensa, a terceira via não decola para a eleição presidencial de 2022


* Por Chris Santos


A polarização política nas eleições é uma realidade no Brasil há vários pleitos para se eleger o Presidente da República, nos quais tivemos dois partidos na reta final da maior parte das disputas: PT e PSDB. Esta polarização, entretanto, vem escalando e se tornou exagerada, dividindo a sociedade em dois grupos antagônicos e que entram em constante conflito, com desavenças que se transformam em brigas discursivas ou nas quais os participantes lançam-se às vias de fato ou, como dizem, saem no tapa.

O cenário eleitoral está mais acirrado, desde a eleição de Bolsonaro (PL) em 2018. Não estamos mais no estágio da polarização, mas chegamos à fase da chamada hiperpolarização política. O Prof. Dr. Wilson Gomes (2019) descreve esta situação ao dizer que

cada parte considera que está em guerra e ainda pode eliminar o oponente e que, por conseguinte, tudo está valendo, inclusive inventar, exagerar e distorcer os fatos para demonizar e desmoralizar o adversário.


A perspectiva é binária e dicotômica do “nós contra eles”, do “bem contra o mal”, dos “bandidos” de um lado e os “mocinhos” do outro. No contexto da eleição presidencial de 2022, temos nos extremos Lula (PT) x Bolsonaro (PL).

A partir deste resumo da situação, podemos identificar um certo empenho de partidos políticos e mais ativamente da imprensa de lançar uma chapa denominada de terceira via, que seria formada por políticos mais ao “centro” do espectro ideológico – já que os dois principais são representantes da “esquerda” e “direita”.

Diariamente, são publicadas matérias e colunas de opinião sobre o assunto em veículos como Folha de S. Paulo, Estadão, CNN Brasil, BBC Brasil, entre muitos outros. Títulos como ‘“Temer apoia terceira via em 2022: "eleitor deve ter opção"´ (Migalhas, 2021); “Há demanda pela terceira via, problema está na oferta”, avalia cientista político’ (CNN, 2022); “Planalto e ‘caciquismo político’ travam promessa de terceira via unificada” (Estadão, 2022) são alguns exemplos.

Uma candidatura que se apresentasse como “terceira via” deveria ter a qualidade de construir pontes entre espectros ideológicos diferentes, estimular o diálogo, facilitar as negociações e as alianças partidárias, distensionar e diminuir o discurso de ódio e as crises institucionais. O mundo ideal. Mas, como uma chapa pode se formar com essas qualidades quando os potenciais políticos citados não abrem mão do seu próprio ego e todos querem ser o “cabeça de chapa” e ninguém quer ser vice?

Temos Simone Tebet (MDB), Dória Jr. (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e o mais desconhecido de todos Luciano Bivar (União Brasil, o dono do cofre do partido, que se formou a partir da fusão do DEM com o PSL). Todos sonham com a faixa presidencial, mas vão ficar longe dela, porque “quem muito quer, nada tem”. Em termos de nomes, vale lembrar que Sérgio Moro foi retirado da disputa presidencial pelo União Brasil, seja para não tirar votos de Bolsonaro ou pelo fato de Luciano Bivar ser um dos caciques do partido e querer os holofotes sobre si.

Certo é que após a falha de negociação desta terceira via, os candidatos deverão se preparar para serem novamente coadjuvantes na disputa à eleição presidencial (salvo se ocorrer alguma calamidade. Esperamos que não ocorra).

Melhor aceitar, como lamenta o colunista da Folha de S. Paulo, Joel Pinheiro da Fonseca, ao dizer que: “A terceira via não existe”. Mas, qual a possibilidade de criarmos uma sociedade mais pluralista, com melhor convívio entre pessoas de opiniões diferentes e de enfraquecer a hiperpolarização? Por enquanto, está distante também e vai demandar mais esforços de todos nós.



Referências bibliográficas

BULLA, Beatriz e VENCESLAU, Pedro. “Planalto e ‘caciquismo político’ travam promessa de terceira via unificada”. Estadão, 29 de abril de 2022. Disponível em https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,terceira-via-eleicoes-2022,70004051770, Acesso em 03 de maio de 2022.

FONSECA, Joel P. A terceira via não existe. Folha de S. Paulo, 02 de maio de 2022. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joel-pinheiro-da-fonseca/2022/05/a-terceira-via-nao-existe.shtml>. Acesso em 03 de maio de 2022.

GOMES, WILSON. As fake news entre digitalização e polarização da política. Revista Cult, 25 de outubro de 2019. Disponível em <https://revistacult.uol.com.br/home/as-fake-news-entre-digitalizacao-e-polarizacao-da-politica/>. Acesso em 03/05/2022.

ROMERO, Felipe. “Há demanda pela terceira via, problema está na oferta”, avalia cientista político. CNN Brasil. Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/politica/ha-demanda-pela-terceira-via-problema-esta-na-oferta-avalia-cientista-politico/. Acesso em 03 de maio de 2022.

Temer apoia terceira via em 2022: "eleitor deve ter opção. Migalhas, 17 de novembro de 2021. Disponível em https://www.migalhas.com.br/quentes/355023/temer-apoia-terceira-via-em-2022--eleitor-deve-ter-opcao. Acesso em 03 de maio de 2022.


*Chris Santos é uma profissional com mais de 30 anos de experiência em comunicação corporativa, assessoria de imprensa e marketing digital. Com bacharelados em Relações Públicas e em Ciências Sociais, pela USP; especialização em Gestão de Processos Comunicacionais (USP); MBA em Gestão de Marcas (Branding), pela Anhembi-Morumbi; e mestre em Comunicação e Política, pela UNIP. Tem se dedicado ao estudo de tendências nas áreas de marketing digital, jornalismo, comunicação e política e tecnologias da comunicação e informação.

CVM aperta o cerco contra influenciadores especializados em investimentos, mas há formas de se proteger


Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que 1,1 milhão de pessoas físicas passaram a investir em renda variável entre 2020 e 2021 e, com esse crescimento, cresceu também a relevância das redes sociais na tomada de decisão desses investidores que já somam 4,2 milhões de pessoas. Nesse cenário, os influenciadores digitais passaram a ser uma das principais fontes de informação para investidores, tanto que recentemente:

CVM e ANBIMA criaram um convênio para monitorar as atividades de influenciadores digitais que atuem com recomendações de investimentos nas redes sociais;
CVM emitiu um Ofício Circular com orientações sobre o tema; e
CVM incluiu em sua agenda regulatória para 2022 estudos sobre este assunto.

A preocupação se justifica se olharmos com ainda mais atenção para outros números, como por exemplo o crescimento do número de seguidores nas redes sociais desses influenciadores. Pesquisa divulgada recentemente pela ANBIMA, influenciadores de investimentos ganharam 36 seguidores por minuto só no ano de 2021. São, ainda de acordo com a pesquisa, 406 mil publicações sobre o tema nos perfis estudados – um post a cada dois minutos.

Jonathan Mazon, sócio do Junqueira Ie Advogados
Divulgação

“Os dados mostram o quanto este tema tem ganhado relevância no Brasil e no mundo”, afirma Jonathan Mazon, advogado sócio do Junqueira Ie Advogados, e que atua com mercado de capitais e governança. De acordo com Mazon, os influenciadores atendem uma demanda de interesse por investimento e por informações que acessíveis para quem não atua no mercado financeiro. Ainda assim, é sempre recomendável ter o respaldo de especialistas que conheçam as normas e leis de cada país, como forma de evitar dores de cabeça futuras – para o influenciador e para o seguidor.

Jonathan Mazon separou pontos positivo, negativo e o desafio deste novo cenário. Veja abaixo:

Ponto positivo: Educação financeira não requer registro na CVM e a democratização do conhecimento é, de fato, útil e necessária para o público ainda não familiarizado com a bolsa de valores, bem como com os ativos negociados e as operações realizadas naquele ambiente.

Ponto negativo: O problema começa quando um profissional passa a fazer recomendações de investimentos sem estar qualificado para isso ou em situação de conflito de interesse. É necessário garantir, por exemplo, que os profissionais que divulgam as suas análises com regularidade e recebem remuneração, ainda que indireta, para isso, estejam sujeitos às regras e à supervisão da CVM.

Desafio: Embora recomendação de investimentos seja sempre assunto para profissionais habilitados conforme as normas de cada país, nos Estados Unidos, por exemplo, existem também normas de transparência em relação à forma como os influenciadores digitais são remunerados pelas suas atividades. Ou seja, tanto os influenciadores quanto os negócios endossados por eles devem divulgar ao público a existência desses contratos. Por meio da Análise de Impacto Regulatório (AIR) que a CVM planeja realizar em 2022, a autarquia estará diante da sensível missão de definir a fronteira entre educação financeira e o exercício irregular da atividade de analista no Brasil.

CONCLUSÃO DO REFLEXÕES DO DIA: fique atento com promessas de lucro fácil e rápido. É preciso saber se o tal “influenciador” não está sendo pago para falar bem ou mal de uma instituição ou de uma aplicação. Sua opinião não será isenta. Nem sempre existe ética nesse meio.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

FecomercioSP encaminha sugestões para aprimorar segurança dos meios de pagamentos por aproximação


Entidade avalia ser necessária a adoção de algumas medidas para reduzir golpes e fraudes

O Comitê Meios de Pagamento – do Conselho de Economia Digital e Inovação (CEDI) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) – encaminhou recentemente, à Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), sugestões para aprimorar a segurança nas transações que envolvem pagamentos por aproximação (contactless).

Dentre as sugestões encaminhadas pelo comitê, está a necessidade de consentimento prévio do cliente para a liberação da modalidade de pagamento e a indicação de limite disponível para uso. O comitê também sugere o estabelecimento de limites de valores diferentes por MCC (Merchant Category Code), aliados à solicitação de pin ou senha.

Desde a sua implementação, a modalidade por aproximação tem facilitado o dia a dia de usuários e empresas, ao possibilitar a realização de pagamentos sem a necessidade de inserir o cartão na maquininha e digitar a senha. Esta inovação foi especialmente importante no cenário pandêmico, ajudando a evitar o risco de contaminação. Contudo, os golpes e as fraudes relacionados a esse tipo de transação têm aumentado a cada dia, prejudicando os usuários.

Os impactos também são percebidos no comércio. Muitos consumidores acabam cancelando as operações posteriormente porque não reconhecem a compra, uma vez que foram vítimas de roubo, furto, estelionato, fraude, entre outras ações criminosas. Sem ter como comprovar que o estabelecimento comercial foi vítima de um golpe, o empresário sofre com os prejuízos da operação, pois esta é cancelada.

Um dos fatores que acabam facilitando os crimes é que muitos clientes não sabem que têm o contactless habilitado no cartão, além do limite liberado para uso (alguns só descobrem quando são vítimas de golpes). Além disso, atualmente, cabe ao consumidor pedir à instituição financeira para desabilitar a funcionalidade.

Desta forma, a FecomercioSP sugere que a habilitação e o estabelecimento do limite de compra sem o uso de senha sejam expressamente consentidos pelo consumidor de forma prévia, não sendo incorporado, portanto, de maneira automática pela instituição bancária. Também é necessária a divulgação de materiais para o mercado, com orientações sobre os cuidados que devem ser adotados com a modalidade – por exemplo, a forma adequada de guardar o cartão na bolsa.

Outra questão que preocupa a Entidade é que o valor limite definido pela Abecs (R$ 200) nessas transações corresponde, praticamente, ao tíquete médio de algumas atividades do varejo, tornando o perigo ainda maior. Para a FecomercioSP, a determinação de valores diferentes por MCC, aliados à solicitação de senha ou pin, minimizaria eventuais riscos na transação.

Tal medida, estudada e estruturada junto ao mercado, assim como as demais apresentadas, potencializaria o uso do meio de pagamento com segurança e tranquilidade pelo consumidor. Assim, o ambiente de negócios também ganha, ficando ainda mais competitivo e inovador, acompanhando as tendências mundiais de meios de pagamentos.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Novos pontos de coleta de vidro para reciclagem são instalados em São Paulo

PEV instalado na rua Werner Von Siemens, LapaDivulgação



Instalação de containers na capital e cidades vizinhas é fruto de parceria entre a fabricante de embalagens de vidro, Verallia, e a Massfix, que atua na reciclagem de cacos de vidro

Aumentar a coleta de vidro destinado para reciclagem. Esse é o propósito de um projeto que prevê a instalação de 200 containers de Pontos de Entrega Voluntária (PEV), no eixo São Paulo – Campinas – Mogi das Cruzes, e que tem como meta alcançar cerca de 4 mil toneladas de cacos por ano. Os primeiros pontos foram instalados e já estão disponíveis para a população.

O projeto, intitulado Vidro Vira Vidro, é liderado por dois importantes atores da cadeia do vidro no Brasil: a Verallia, líder europeia e terceira maior produtora de embalagens de vidro para alimentos e bebidas do mundo, e a Massfix, líder nacional na reciclagem de cacos de vidros. No caso da cidade de São Paulo, a instalação dos PEVs conta com o apoio da ECOURBIS, concessionária responsável pela coleta, transporte e destinação ambientalmente correta de resíduos domiciliares, materiais recicláveis e resíduos dos serviços de saúde.

Endereços:

Capital paulista

- Rua Werner Von Siemens, 111, Lapa de Baixo

- Av. Das Nações Unidas, 22540, Cidade Monções

- Praça Ramiro Cabral da Silva Av. Antônio Barbosa da Silva Sandoval X Rua Lauzane

- Praça João Pedro da Luz - Av. Inácio da Cunha Leme, 515- canteiro central

- Praça Enzo Ferrari – Interlagos

- Praça Capitão Antonio Dell Zotto - Rua João P. Viegas, 1154 x Rua Eriberto B. Cajazeiras

- Av. Miguel Yunes, 500 – Bairro Usina Piratininga

- Parque Severo Gomes - R. Pires de Oliveira, 356 - Granja Julieta

- Supermercado Barbosa - R. Abel Tavares, 1149 - Jardim Belém, São Paulo

- Auto Posto Shell Rede Sena – Estr. Guarulhos Nazare, 2328 – Jd Novo Portugal

Outras cidades de São Paulo:

- Cond. Arujazinho V – Estrada Arujá-Itaquá, SP 56, 1637 – Jardim Limoeiro - Arujá

- Vila Gastronômica - Rua Jurandir Sanches Miolino, 135 – Caputera – Arujá

- Supermercado Styllus - Rua Major Benjamin Franco, 555 – Jardim Vitoria – Arujá

- Cond. Country Club – Rua Deolinda Nobrega de Almeida, km 40,5 – Centro – Arujá

- Posto Quality Aruã – Rua, Av. Pres. Gen. Dutra, 20, Mogi das Cruzes

- Posto Quality Vila Oliveira - R. Cel. Cardoso de Siqueira, 980 - Vila Oliveira, Mogi das Cruzes

- Auto Posto Shell Rede Sena - ESTR PRES JK DE OLIVEIRA, 401 - Jardim Albertina, Guarulhos

- Cond. Residencial Park San Diego - R. Onze de Abril, 2 - Pte. Grande, Guarulhos

Como funcionam os coletores

Os containers possuem uma tecnologia que auxilia na limpeza do coletor. Com isso, é possível fazer uma rota otimizada e organizada. O projeto prevê disponibilizá-los em locais públicos e privados, como postos de gasolina, supermercados e condomínios. Estes pontos serão estrategicamente selecionados, o que viabiliza a organização, a coleta adequada e incentiva a boa prática ambiental.

Números

Hoje, é estimado pelo setor que 75% dos vidros consumidos vão para aterros sanitários e apenas 25% são reciclados. Além do acúmulo de resíduo, os materiais destinados aos aterros possuem custo para as prefeituras.

Para reciclar, não é preciso que o vidro esteja intacto. Apenas com a utilização de cacos na produção de novas embalagens já é possível reduzir o consumo de energia, extração de recursos naturais e a emissão de CO2. Para se ter ideia, a cada 10% de caco utilizado na produção, pode-se reduzir 5% de CO2 e 2,5% a menos de consumo de energia no processo de fabricação. A Verallia tem como objetivo mundial atingir uma redução de emissão de carbono de 46% até 2030.

A Verallia assumiu um compromisso com os objetivos sustentáveis da Organização das Nações Unidas (ONU). Alguns deles englobam redução das emissões de CO2 e aumento da reutilização de vidro, que colabora na economia de matéria-prima virgem.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

ESET tem inscrições abertas para prêmio de Jornalismo em Segurança da Informação

Empresa convida jornalistas de toda América Latina para participar com suas reportagens ou artigos relacionados às temáticas de segurança da informação




A ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, anuncia que estão abertas as inscrições para participar da 15ª edição do Prêmio ESET de Jornalismo em Segurança da Informação. Jornalistas de toda a América Latina com reportagens ou artigos sobre o assunto publicados na mídia da região são convidados a concorrer. Para se inscrever acesse aqui.

Os interessados ​​em participar podem se inscrever em três categorias diferentes de acordo com seu desenvolvimento profissional: Imprensa Gráfica, Imprensa Digital e Imprensa Multimídia. As inscrições são permitidas com até um trabalho por categoria, que devem ter sido publicados entre 28 de agosto de 2021 e o final do concurso, previsto para 9 de agosto de 2022. O trabalho vencedor será premiado com uma viagem ao Mobile World Congress 2023, um dos mais importantes eventos tecnológicos do mundo, que será realizado em Barcelona, ​​​​Espanha e terá a oportunidade de viajar até à sede da empresa, na Bratislava, Eslováquia. Além disso, serão premiados os vencedores de cada categoria e, como todos os anos, serão dadas distinções especiais por região (Brasil, México, Região Andina, Região do Rio da Prata, Região da América Central e Região Sul-Americana do Caribe).

Um júri composto por jornalistas e especialistas da região avaliará os trabalhos apresentados. Para a qualificação e seleção, será levado em conta a abordagem socialmente relevante do tema escolhido em termos de segurança informática e seu interesse para a comunidade, a originalidade na investigação, o tratamento aprofundado da informação, a qualidade narrativa e o uso correto da terminologia técnica.

O vencedor da última edição foi Facundo Iglesia, jornalista da Revista Crise da Argentina por seu trabalho “Más bueno que un hacker”. Além disso, também foram premiados pela alta qualidade de seu trabalho, na categoria Imprensa Gráfica, Javier Méndez da Revista Enter.co da Colômbia com seu artigo "Viejas técnicas, nuevas trampas"; na categoria Imprensa Digital, Gabriel Francisco Ribeiro do portal UOL do Brasil por seu artigo “STATUS: VASCULHANDO... - Tilt mostra como peritos varrem celulares e descobrem até informações que o dono tentou esconder”; e na categoria Imprensa Multimídia, Julio López, da ARTEAR da Argentina por seu relatório sobre “Estafas Virtuales”.

Se você quiser saber mais e se inscrever no Prêmio ESET de Jornalismo em Segurança da Informação 2022, acesse: https://premios.eset-la.com/periodistas/index.php?idioma=pt

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Jada Pinkett Smith no Oscar: Violência, bullying e os estereótipos de beleza

*Artigo de Chris Santos

Na cerimônia de entrega do Oscar 2022, realizada no dia 27 de março, Will Smith deu um tapa no rosto do comediante e um dos apresentadores do evento, Chris Rock, após um comentário deste sobre a cabeça raspada da esposa de Smith, Jada Pinkett Smith. Mesmo já tendo passado algum tempo e de muitas especulações, resolvi elencar alguns pontos para reflexão, pois o ocorrido pode ser avaliado a partir de diferentes perspectivas.

Hora de dar voz a Jada Pinkett Smith: nessa história toda, Jada, alvo do comentário, não se manifestou imediatamente. Ela declarou, antes do evento em seus perfis nas redes sociais, que gosta do seu novo visual: “não dou a mínima para o que as pessoas sentem sobre essa minha careca. Sabe por quê? Eu a amo”. Assim, o protagonismo feminino necessita ser resgatado, os sentimentos e a voz de Jada foram abafados pelos hormônios masculinos. A atriz só se manifestou em uma publicação no Instagram na terça (29/03), com uma mensagem bem sucinta: “Essa é uma temporada de cura. E estou aqui para isso”. Enquanto muitos estão por aí interpretando fatos, ela se conteve e deixou as coisas “esfriarem”.

Cabeça raspada de Jada Pinkett Smith: diferentes tipos de alopecia, quimioterapia, anemia, lúpus e alterações na tireoide são algumas das doenças e tratamentos que podem levar a perda total ou parcial dos cabelos. Creio que já passou da hora de se normalizar este tipo de visual, que também é adotado espontaneamente por celebridades e pessoas em nosso cotidiano. Esta é uma oportunidade de se enfraquecer os estereótipos de beleza e do feminino, que definiu padrões do que pode ser considerado bonito e esteticamente atraente. Por décadas, as capas de revistas estamparam “celebridades” com seus cabelões, que ajudaram a firmar a imagem da mulher sexy. Pelo que ocorreu, podemos nos questionar que Will está mais incomodado com o visual de sua mulher do que ela mesma.

Bullying: a cerimônia do Oscar é chata por excelência, em minha opinião, e cheia de piadas sem graça, principalmente em função da Academia selecionar muitos comediantes para a condução da entrega, como Billy Crystal, Steve Martin e Ellen DeGeneres. Quantas vezes se ouviu bullying naquele teatro? Quantas vezes Will Smith riu de piadas que ridicularizavam alguém fora do seu círculo familiar? A Academia precisa continuar utilizando comediantes? Que tal utilizar jornalistas? Chris poderá aprender algo e outros profissionais do universo da comédia também, pois temas que fizeram sucesso no passado são, atualmente, inadequados.

Controle dos impulsos violentos e inteligência emocional: já que o comentário vindo de Chris Rock incomodou, não seria mais educado que Will Smith subisse ao palco, pedisse um microfone e dissesse que Jada é talentosa, linda e pode fazer o papel que ela quiser? Sem tapa, com classe. Nesta segunda-feira (28), em uma mensagem postada nas redes sociais, Will destacou que “a violência em todas as suas formas é venenosa e destrutiva. Meu comportamento no Oscar de ontem à noite foi inaceitável e imperdoável'. Violência não deve ser nunca a primeira opção. Seu ato repercutiu ao vivo em uma transmissão global. E não venha dizer que o amor leva a fazer loucuras! Essa é a justificativa de muitos que praticam feminicídios e violência contra outros seres humanos. O erro de Chris Rock não justifica a reação intempestiva de Will. Erraram todos.

Por fim, a “piada” de Chris Rock, que seria facilmente esquecida, como tantas frases que ouvimos por aí, ganhou repercussão na imprensa e redes sociais do mundo inteiro. Diante disso, só nos resta aprender algo e refletir sobre este acontecimento. Por outro lado, ocorrem cenas piores que estas no cotidiano de muitas famílias. E, volto a frisar, violência nunca deveria ser a primeira opção.

*Chris Santos é uma profissional com mais de 30 anos de experiência em comunicação corporativa, assessoria de imprensa e marketing digital. Com bacharelados em Relações Públicas e em Ciências Sociais, pela USP; especialização em Gestão de Processos Comunicacionais (USP); MBA em Gestão de Marcas (Branding), pela Anhembi-Morumbi; e mestre em Comunicação e Política, pela UNIP. Tem se dedicado ao estudo de tendências nas áreas de marketing digital, jornalismo, comunicação e política e tecnologias da comunicação e informação.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Prioridade para investimento do dano moral no caso Brumadinho tem sido salvar vidas



MPT e parceiros do comitê gestor já direcionaram R$ 119.297.068,63 para iniciativas nas áreas da saúde, segurança alimentar e outras


Os R$ 400 milhões pagos a título de reparação pelo dano moral decorrente do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho/MG, vêm sendo revertidos prioritariamente para iniciativas de preservação da vida nas áreas da saúde e da segurança alimentar. A gestão da verba é feita por um comitê interinstitucional, integrado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos (AVABRUM).

"Salvar vidas tem sido diretriz central para o comitê, na aplicação dessa verba que decorre, infelizmente, da perda de tantas vidas", enfatizam os membros do MPT que integram o comitê. Dos quase 120 milhões já destinados a 69 órgãos e entidades, até dezembro de 2021, cerca de 54 milhões foram especificamente para estruturar instituições da área da saúde, nos 48 municípios que compõem a bacia hidrográfica do Rio Paraopeba; R$ 22.500 milhões foram para viabilizar ações de combate a fome em diversos municípios de Minas Gerais. Outros 40 milhões foram para projetos de qualificação de trabalhadores e geração de emprego e renda; proteção de indígenas, idosos, crianças; educação e preservação da memória para que o acidente de trabalho que causou a morte de 274 pessoas não caia no esquecimento.

Em março de 2020, foi feita a destinação do maior montante, R$ 38 milhões, para municípios da região afetada pelo rompimento da barragem em Brumadinho. Na mesma ocasião, R$11 milhões foram destinados para municípios da região do Vale do Rio Doce. Em julho de 2020, R$ 9.824.905,12 foram para Belo Horizonte e outros 4 municípios da região central do estado.

Tanto nas destinações mais expressivas como em diversas outras tantas de menor valor, "hospitais, casas de saúde, municípios, universidades, fundações de pesquisa foram beneficiados e puderam investir em ampliação de número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI); na aquisição equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde; na compra de respiradores; ventiladores pulmonares e kits de testagem; no financiamento de pesquisas; no transporte de pacientes graves", descreve os membros do Grupo Especializado de Atuação Finalística em Brumadinho.

Em 2021, a persistência do cenário de pandemia colocou em evidência outras emergências decorrentes das implicações econômicas, como o combate a fome. Em maio, o Comitê destinou mais de R$ 22 milhões para projetos de combate a fome no estado de Minas Gerais. Dentre as iniciativas que foram beneficiadas estão os projetos Prato Cheio do Sesc e Comunidade Viva Sem Fome da Caritas em parceria com a AIC Agência Solidária, que juntos vão recebera a maior parte da destinação, cerca de R$ 17 milhões.

Conheça alguns dos projetos já concluídos com o uso do dano moral


Hospital da Baleia - Em novembro de 2021, o Hospital da Baleia reinaugurou o centro de Nefrologia, com um salão totalmente revitalizado e outro parcialmente reformado. O número de cadeiras passou de 56 para 70, o que resulta na ampliação da capacidade de atendimento de 336 para 420 pacientes, anunciou o hospital. O Centro passou a contar com um ambulatório exclusivo para atendimento dos pacientes em diálise peritoneal e transplantados. "Ampliar e revitalizar o centro de Nefrologia era um sonho antigo da instituição. Os pacientes ficam por horas nas cadeiras de hemodiálise e o tratamento se estende por anos e anos. Pacientes e profissionais mereciam um espaço revitalizado e mais humanizado", explicou Tereza Guimarães Paes, diretora-presidente da Fundação Benjamim Guimarães / Hospital da Baleia. Foram trocados revestimentos de pisos, paredes e tetos; substituídas portas, bancadas, instalações elétricas, hidráulicas, telefonia e TI, dentre outras obras.


Comunidade Viva Sem Fome - Outro projeto que já registra importantes resultados é o Comunidade Viva Sem Fome. "O projeto surgiu para atender a necessidade urgente de segurança alimentar durante a pandemia, situação de precariedade alimentar que persiste e aumenta nos dias de hoje. Mensalmente, são distribuídas 6.500 cestas na RMBH e 2.500 cestas no Vale do Paraopeba. Apesar do volume ser grande, a necessidade é muito maior: hoje temos um fila de espera de 35 mil famílias passando fome na região metropolitana", explica a coordenadora do projeto Emanuela São Pedro. O Viva Sem Fome é executado pela Agência de Iniciativas Cidadãs e pela Cáritas Brasileira. Ao todo o projeto já recebeu mais de R$ 17 milhões em três destinações de R$ 11.588.820,00, R$ 5.223.120,00 e R$ 500.000,00.


Segurança alimentar e qualificação profissional em Brumadinho e Região – Viabilizar a promoção de oficinas de capacitação e de cursos profissionalizantes a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Esse é o principal objetivo da Associação Talentos de Brumadinho (MG), beneficiada por três destinações viabilizadas pelo Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT/MG), que totalizaram R$ 658.999,43, quantia aplicada em dois projetos - “Solidariedade Talentos” e o “Proativos & Empreendedores – Música com Arte” e usada também para aquisição de uma caminhonete, fundamental para a entrega de cestas básicas, água e alimentos para as famílias beneficiadas, além de outras atividades da instituição. Ao longo de 8 meses, a Associação prestou assistência a 100 família por meio da doação de cestas básicas. Cerca de 500 pessoas já foram beneficiadas diretamente pelos dois projetos. A coordenadora Renata de Souza Pedroso explica que “o projeto de qualificação profissional foi desenvolvido a partir da grande procura por cursos profissionalizantes práticos, para que as pessoas já pudessem adquirir uma experiência ao adentrar para o mercado de trabalho. Além disso, diversas pessoas estavam procurando uma oficina de terapias para ocuparem a mente e saírem de um quadro de depressão”.


Esses são alguns dos projetos viabilizados a partir da reversão da multa por dano moral aplicado em decorrência do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, da empresa Vale S.A, em Brumadinho. Confira a relação de todas as entidades beneficiadas com as destinações e respectivos valores.

Confira todas as fotos: https://photos.app.goo.gl/VXjyewBtomZtdFri6

ACP: 0010261-67.2019.5.03.0028 – PAJ – 001243.2019.03.000/6

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Relatório Anual de Impacto Social do Zoom destaca US$ 16,5 milhões em apoio a ONGs

A empresa contemplou organizações relevantes com foco em grupos vulneráveis





Zoom anuncia seu Relatório Anual de Impacto Social e destaca US$ 16,5 milhões em apoio a ONGs. Em um período com desafios contínuos desde o início da pandemia global, a empresa e seu programa Zoom Cares, assumiu o compromisso de defender organizações em todo o mundo comprometidas em causar impactos positivos.

A equipe assumiu um papel decisivo para promover o programa de ações sociais. Esse é o segundo Relatório de Impacto Social anual e destaca as organizações apoiadas em 2021. Entre as organizações beneficiadas, estão ONGs que ajudam a remover as barreiras que os jovens – especialmente aqueles de famílias de baixa renda e comunidades negras – enfrentam diariamente, incluindo o acesso a oportunidades de aprendizado, apoio à saúde mental, igualdade social e redução dos riscos climáticos.

Em 2021, o Zoom doou US$ 11,38 milhões em subsídios para 192 organizações em 41 países. As áreas de foco são diversas, como as comunidades que atendem – desde o Kaleidoscope Youth Center - um espaço seguro para indivíduos LGBTQIA+ em Columbus, Ohio - até o Re:Coded, que disponibiliza cursos de programação de softwares e aplicativos para estudantes no Oriente Médio.

Aproximadamente metade dos fundos de subsídios envolveu o trabalho com consultores especializados no conhecimento dos problemas que afetam suas comunidades. O Zoom destaca a participação e integração com esses líderes comunitários que ajudam a conectar a empresa com entidades relevantes, com foco particular em servir jovens, indivíduos LGBTQIA+ e pessoas de cor.


Manter organizações conectadas com suas comunidades


Pessoas e organizações em todo o mundo usam o Zoom para se conectar e se comunicar diariamente. A plataforma de tecnologia desempenha um papel fundamental nas ações de impacto social e doou também diversos produtos no valor de US$ 3,4 milhões para 33 organizações que operam em 10 países.

Isso permite que diferentes indivíduos envolvam suas comunidades, mantenham operações e entreguem soluções inovadoras para as pessoas. Por exemplo, a Cambiar Education usou o Zoom para trazer oportunidades de orientação, palestrantes convidados, sessões de coaching e discussões de construção da comunidade para os alunos em seu programa.

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - CONASEMS - uma organização brasileira que capacita e treina os profissionais do SUS - treinou virtualmente socorristas e equipe médica durante a pandemia. Foi destaque o uso do Zoom e suas licenças gratuitas para impulsionar o debate sobre planejamento regional integrado e integralidade das ações e serviços públicos de saúde, fortalecendo a atuação das instâncias de pactuação e a definição de políticas de saúde no enfrentamento à Covid-19.

A ferramenta foi utilizada prioritariamente para implementar estratégias de Teleatendimento (teleconsulta, teleorientação, telemonitoramento, telematriciamento e televisita) na atenção primária à saúde. O quantitativo de licenças disponíveis permitiu, por exemplo, a ativação de licenças de uso para Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de cada município. É possível conhecer em detalhes o impacto social do Zoom nas ONGs no relatório anual.


Impacto Social


Os funcionários do Zoom doaram mais de US$ 940.000 em 2021, e a empresa adicionou mais US$ 900.000, quase dobrando seu impacto direto. As contribuições contemplaram até agora mais de 1.000 organizações em todo o mundo. No ano passado, com participação global, os funcionários arrecadaram quase US$ 100.000 para 45 organizações, incluindo a Asociacion Civil Plantarse, na Argentina, e o Human Rights Defense Center, na Flórida.

O Zoom continua com o compromisso de promover impacto social, fazer parcerias e destacar trabalhos e organizações importantes que fazem a diferença. O relatório completo oferece análise detalhada das atividades filantrópicas, doações de produtos, impacto dos funcionários e muito mais. Confira.

Escolas precisam se preparar para receber professores com deficiência

 Inclusão não passa apenas por estudantes; escola precisa acolher diferenças de todos os integrantes da comunidade escolar


Créditos: divulgação


Não bastam salas adaptadas e intérpretes de Libras. Uma escola verdadeiramente inclusiva precisa estar preparada para acolher as muitas diferentes características típicas de seres humanos. E, quando se trata de inclusão, os professores com deficiência também precisam ser respeitados. Afinal, com uma maior conscientização sobre a necessidade de trazer para dentro da escola a temática da inclusão, um número cada vez maior de pessoas com deficiência estão finalmente tendo acesso ao ensino superior e retornando à sala de aula como mestres.

A jornalista e ativista dos direitos das pessoas com deficiência Mariana Rosa é, ela mesmo, uma mulher com deficiência. Em entrevista ao podcast PodAprender, da Editora Aprende Brasil, ela afirma que é preciso “estar atentos a todos os grupos minoritários que estão sendo socialmente excluídos. Esse é um tema ao qual temos que prestar atenção, se queremos exercer a cidadania e viver em um mundo com igualdade de direitos”. No entanto, não se trata apenas de permitir que essas minorias participem da vida em sociedade. Incluir é, também, compreender que todas as pessoas - e não apenas as que têm deficiência - são diferentes umas das outras.

“Os estudantes com deficiência são um grupo que tem determinadas características, mas que não podem ser apreendidos a partir dessa característica específica que é a deficiência.  A diferença é o que faz com que cada um de nós seja único no mundo, irrepetível”, destaca. Olhar para essa minoria como uma minoria que se resume a essa característica é, em si mesma, uma atitude de preconceito. “Quando achamos que inclusão é pensar só no estudante com deficiência é porque elegemos algumas características para dizer que elas desviam da norma. Então é como se a gente dissesse que esse grupo é o diferente, o que não é verdade, porque a diferença nos compõe a todos e não é possível estabelecer qualquer tipo de hierarquia ou agrupamento a partir desse critério arbitrário.”

Mudança de paradigma

Mais que acolher estudantes com deficiência, portanto, a escola precisa se transformar. “Ao falar em inclusão estamos dizendo que a escola tem que mudar a maneira de dar aula, seu projeto político-pedagógico, seu espaço, suas relações”, defende Mariana. Para ela, somente uma escola capaz de se reinventar poderá oferecer um ambiente inclusivo para alunos e também professores com deficiência. 

Cada vez mais presentes nas escolas, esses educadores são reflexo de uma mudança da sociedade como um todo, lembra a ativista. Há poucos anos essa presença não era possível porque boa parte das pessoas com deficiência não acessava as escolas comuns. “Isso mudou muito fortemente de 2006 ou 2008 para cá. Hoje, mais de 95% dos estudantes com deficiência estão em salas de aula comuns. Isso significa que mais deles chegarão às universidades e, uma vez lá, ocuparão todos os espaços”, explica. E, de acordo com ela, essa é uma tendência civilizatória que, uma vez iniciada, alimenta a si mesma, porque professores com deficiência contribuem para que a escola tenha uma perspectiva anticapacitista e, assim, o currículo e as construções escolares podem se tornar ainda mais inclusivos com o passar do tempo.

Mariana Rosa é a convidada do episódio 41 do podcast PodAprender, produzido pela Editora Aprende Brasil, cujo tema é “Sua escola está preparada para incluir professores com deficiência?”. Todos os episódios do PodAprender estão disponíveis gratuitamente no site do Sistema de Ensino Aprende Brasil , nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts disponíveis no Brasil. 


quarta-feira, 4 de maio de 2022

Brandili transforma sobras de alimentos em adubo e resíduos têxteis em fios ecológicos

Exemplos práticos de economia circular também reduzem a emissão de gases de efeito estufa e a quantidade de lixo destinada aos aterros sanitários

O termo economia circular tem pautado cada vez mais as ações de grandes empresas que, quando preocupadas em minimizar os impactos ambientais e sociais, se desafiam a desenvolver novas soluções para uma recuperação inteligente de recursos. Na indústria têxtil Brandili, que emprega cerca de 1,2 mil colaboradores diretos e 700 indiretos em oficinas de confecção, iniciativas vêm gerando números positivos e mostrando que esse é o caminho para um mundo mais sustentável.

Horta na matriz da Brandili,
em Apiúna (SC)

Divulgação/Brandili

Já imaginou uma horta orgânica dentro da sua empresa, onde é utilizado adubo natural produzido a partir das sobras geradas no preparo e consumo de alimentos do refeitório? Na matriz da Brandili Têxtil, em Apiúna (SC), desde dezembro de 2021 isso é possível. Por meio de uma iniciativa da área de sustentabilidade, com o apoio de colaboradores de diversas áreas, a empresa tornou este projeto possível. “Foram adquiridas duas recicladoras de orgânicos. Estes equipamentos desidratam e reduzem os resíduos orgânicos da cozinha industrial a um composto orgânico inerte, o qual é utilizado como adubo. Passam pela máquina cascas, talos, sobras de frutas e vegetais, grãos crus ou cozidos e temperados, pães, bolos, tortas, cascas de ovos, ou sobras desse alimento cru e cozido, além de sopas ou ensopados”, explica o gerente de Sustentabilidade da Brandili, Leonir Felipe Soliman Filho.

A ação vem como um exemplo prático de economia circular em função de um melhor uso dos recursos naturais e da reciclagem de nutrientes e de matéria orgânica estabilizada. “Há uma base de cálculo para que não haja desperdício de alimentos. Mas, como oferecemos refeições em três turnos, sempre temos uma perda e também as sobras normais de preparo dos alimentos. Buscamos essa iniciativa para amenizar os impactos”, ressalta Filho.

Para o gerente de Sustentabilidade da Brandili, os aspectos sustentáveis deste projeto vão além da redução da quantidade de lixo destinada ao aterro sanitário. “Com base no volume de resíduos orgânicos gerado na Brandili em Apiúna (40 toneladas/ano), deixamos de emitir uma tonelada de gás metano (CH4) e 28 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano no aterro sanitário localizado em Timbó (SC), o que contribui positivamente para a redução da emissão de gases de efeito estufa e reflete diretamente no incentivo a práticas de economia circular”, detalha o gerente.

Hoje, na horta da Brandili, são cultivadas as hortaliças de época, como alface, chicória e também alguns temperos verdes. Ao todo, são cinco canteiros que compõem cerca de 75 metros quadrados. “Atualmente, nossa horta já supre de 10 a 15% da demanda de hortaliças da cozinha industrial”, explica Filho. A manutenção é feita pelo jardineiro e outros colaboradores voluntários da empresa, com o apoio da equipe de sustentabilidade que possui um engenheiro agrônomo. 

21,2 toneladas de resíduos têxteis viram fios ecológicos

Setor de costura
Divulgação/Brandili

Ciente de que faz parte de uma cadeia produtiva integrada, a Brandili foi além dos programas internos de gerenciamento de resíduos sólidos. Desde 2014, assegura também a reciclagem dos resíduos têxteis gerados nas mais de 40 oficinas de confecção responsáveis por uma parcela significativa do processo de costura e embalagem de produtos. Elas estão localizadas em 13 municípios de Santa Catarina e oportunizam inúmeros empregos diretos. Beneficiando e consumindo 2 mil toneladas de malha anualmente, a empresa catarinense é responsável pela produção de aproximadamente 18 milhões de peças por ano.

O processo funciona da seguinte forma: a matriz da Brandili em Apiúna (SC) recebe os resíduos de confecção produzidos pela unidade de Otacílio Costa (SC) e oficinas de costura. O material se junta aos resíduos de corte e confecção gerados pela empresa. Eles são pesados e identificados de acordo com o local de origem. A Brandili tem uma parceria com a empresa EuroFios, de Blumenau (SC), que faz a coleta do material e realiza o processo de desfibração do fio e a fabricação de um novo, que é chamado de fio ecológico. “Fazemos todo o controle do processo, desde o transporte do resíduo até a comprovação de destinação/reciclagem, de acordo com padrões e regulamentações ambientais”, complementa o gerente de Sustentabilidade.

O material desfibrado possui diversas aplicações, como enchimentos de pelúcias e almofadas, revestimentos acústicos, cobertores, mantas térmicas, geotêxteis, feltros, filtros, fios e barbantes reciclados. “Adotando de forma continuada ações de não geração, redução e reutilização, e cientes de que os aterros devem ser utilizados apenas depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento, recuperação disponíveis e economicamente viáveis, podemos afirmar que na Brandili, mensalmente, cerca de 21,2 toneladas de resíduos têxteis são transformadas em desfibrados e fios reciclados”, enaltece o diretor Geral, Jacques Douglas Filippi.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

AMPARA Animal convida população a participar de desafio mundial e fotografar a natureza

Municípios brasileiros, incluindo São Paulo (SP), entraram na competição que estimula observações da vida selvagem na cidade





Você já parou para observar a natureza ao seu redor, em um parque da cidade, por exemplo? É conhecido entre os amigos como aquele que adora uma selfie em meio as plantas? Se sim, essa missão é para você! De 29 de abril a 2 de maio, cidades brasileiras participam do Desafio da Natureza Urbana e a AMPARA Animal é uma das realizadoras dessa competição, super saudável, aqui no país.

Com escala mundial, o desafio estimula a prática da observação. No Brasil, a instituição que mais ajuda animais no país estará presente em ações na capital paulista e em Poconé (MT), onde a ONG atua na proteção da vida selvagem e terá o apoio do SESC Pantanal.

As expedições para registrar a biodiversidade de Sampa serão feitas em parceria com ONGs e a prefeitura de São Paulo e acontecerão em diferentes regiões da cidade, como no Horto Florestal, Parque Barragem da Guarapiranga (necessária inscrição), Parque do Carmo, Parque da Aclimação e Parque Chácara do Jockey. Biólogos e observadores da natureza parceiros da AMPARA estarão a postos para orientar sobre como fazer uma bioblitz completa.

"Estaremos nos parques ajudando as pessoas a encontrarem e identificarem a biodiversidade existente neles", explica o biólogo e gerente de pesquisa da AMPARA Silvestre, Maurício Forlani.

Para participar, basta ir até os locais ou realizar uma bioblitz por conta própria, buscando espaços que proporcionem o contato com a natureza. A ideia é que, pelo aplicativo iNaturalist, sejam arquivados os registros do máximo de animais e plantas que encontrar, ou pelo eBird (exclusivo para aves).

Criado em 2016 nos Estados Unidos, o Desafio da Natureza Urbana (City Nature Challenge - CNC) é um evento global com foco em trazer a natureza para perto do cidadão. Para isso, motiva pessoas de todo o mundo a encontrarem e documentarem a vida selvagem em suas cidades e essa bioblitz global resulta em uma competição colaborativa com um objetivo comum: reunir o máximo de pessoas em volta da vida selvagem das cidades e documentar o maior número de espécies.

Na edição do ano passado, 44 países se uniram no desafio, resultando em mais de 1 milhão de observações feitas e 45 mil espécies registradas. Além das ações em contato com a natureza, o Desafio da Natureza Urbana deste ano também conta com uma programação diária de workshops, entre os dias 25 e 28 de abril, com o tema “Ampliando o olhar para a biodiversidade”. As palestras estão disponíveis no YouTube.

Saiba mais: www.amparanimal.org.br/desafio-da-natureza-urbana