quinta-feira, 30 de junho de 2022

Equipe de MSF resgata 71 sobreviventes de naufrágio no Mediterrâneo Central

Crédito: Site MSF 


Ainda há pelo menos 22 pessoas desaparecidas e uma mulher grávida morreu


Pelo menos 22 pessoas estão desaparecidas e uma mulher grávida morreu no dia 27/06/2022, após o naufrágio parcial de um bote de borracha no Mediterrâneo Central. A equipe de Médicos Sem Fronteiras (MSF) resgatou 71 sobreviventes da frágil embarcação no navio de busca e salvamento da organização, o Geo Barents. Agora MSF está pedindo às autoridades maltesas e italianas que ofereçam um local seguro para o desembarque dos sobreviventes o mais rápido possível.

No mesmo dia 27/06), um barco em perigo foi interceptado pela Guarda Costeira da Líbia antes que o Geo Barents pudesse prestar assistência. Horas depois, a organização Alarm Phone[1] emitiu um alerta sobre outra embarcação em perigo na área, que MSF respondeu. A equipe a bordo do Geo Barents navegou por três horas antes de alcançar o bote, que estava em más condições e afundando, enquanto seus passageiros lutavam para sobreviver. Muitos deles já no mar.

A equipe de MSF resgatou os sobreviventes, trazendo a bordo uma mulher grávida que não sobreviveu, apesar dos enormes esforços de ressuscitação da equipe médica. Três outras pessoas precisaram passar por cuidados de emergência, incluindo um bebê de quatro meses. O bebê e sua mãe foram transferidos posteriormente para Malta. Agora, a equipe de MSF está fornecendo cuidados para os demais sobreviventes, a maioria está extremamente fraca e em estado de choque.

“O que enfrentamos foi o nosso pior pesadelo se tornando realidade. Quando nos aproximamos do bote em perigo e pudemos vê-lo com nossos binóculos, entendemos o quão complicado seria esse resgate. A embarcação estava afundando com dezenas de pessoas nele, enquanto muitas já estavam na água”, diz Riccardo Gatti, líder da equipe de busca e salvamento a bordo do Geo Barents.

Enquanto a equipe ainda coleta informações sobre as pessoas desaparecidas, duas mulheres já disseram às nossas equipes que perderam seus filhos no mar. Outra jovem explicou que havia perdido seu irmão mais novo. Através de entrevistas com os sobreviventes em luto, estão sendo coletadas informações de mais de uma dúzia de pessoas desaparecidas.

“Os sobreviventes estão exaustos; muitos ingeriram grandes quantidades de água do mar e várias pessoas sofreram de hipotermia depois de passar muitas horas na água”, diz Stephanie Hofstetter, líder da equipe médica de MSF a bordo. “Pelo menos 10 pessoas, a maioria mulheres, estão sofrendo de queimaduras médias a graves causadas por combustível e precisam de tratamento adicional além do que pode ser entregue a bordo”.

“As tragédias no mar continuam a custar milhares de vidas, e estas pessoas estão sendo perdidas às portas da Europa em absoluto silêncio e indiferença por parte dos membros da União Europeia. Este evento traumático é uma consequência mortal da crescente falta de ação e de engajamento dos estados fronteiriços europeus e de outros países, incluindo Itália e Malta, no Mar Mediterrâneo”, diz Juan Matias Gil, representante das operações de busca e salvamento de MSF.

“As organizações de busca e salvamento não podem preencher essa enorme lacuna sozinhas. Nós não temos essa capacidade. Além disso, essa é uma responsabilidade dos governos”, diz Gil. “O que aconteceu mostrou que, sozinhos, não podemos fazer o suficiente. Onde estão os estados?"

Atualmente, o mar Mediterrâneo continua sendo a fronteira mais mortal do mundo, com 24.184 migrantes desaparecidos desde 2014[2] e 721 pessoas somente em 2022. Os estados-membros da União Europeia (UE) e os estados fronteiriços com o Mar Mediterrâneo estão condenando as pessoas a se afogarem com as políticas de não assistência. MSF exige que os membros da União Europeia liderem, de forma dedicada e pro-ativa, uma resposta de busca e resgate no Mediterrâneo Central, e que forneçam uma resposta rápida e adequada a todos os pedidos de socorro.

“Estivemos no mar por 19 horas antes de sermos resgatados. Durante todas essas horas, vi muitas pessoas se afogando. Estou feliz por ter sido salvo, mas isso acompanha muitas lágrimas”, afirma o migrante camaronês, que foi resgatado e agora está seguro a bordo.

O Geo Barents agora se dirige para Itália e solicita junto às autoridades maltesas e italianas um local seguro. MSF pede um desembarque seguro e oportuno para os sobreviventes o mais rápido possível para evitar o aumento do sofrimento dessas pessoas e o agravamento da saúde mental.

MSF realiza atividades de busca e salvamento no Mediterrâneo Central desde 2015 e atuou em oito navios diferentes (sozinho ou em parceria com outras ONGs). No total, as equipes de MSF no Mediterrâneo Central resgataram mais de 85 mil pessoas. O Geo Barents é o atual navio fretado de busca e salvamento de MSF.

Entre junho de 2021 e maio de 2022, o navio esteve no mar por 11 vezes e conduziu 47 operações de busca e salvamento, resgatando 3.138 pessoas e recuperando os corpos de mais 10 pessoas que morreram no mar. As equipes de MSF a bordo realizaram 6.536 consultas médicas para cuidados primários de saúde, saúde sexual e reprodutiva e saúde mental.

Dentre os sobreviventes resgatados, 34% eram crianças, dentre as quais 89% estavam desacompanhadas e/ou separadas de suas famílias. 265 pessoas relataram às nossas equipes ter sofrido alguma forma de violência, tortura ou maus-tratos. Entre elas, 63 pessoas relataram ter sofrido violência sexual e outras formas de violência baseada em gênero.

Nossas equipes médico-humanitárias também registraram 620 incidentes de violência perpetrados contra ou testemunhados pelas pessoas resgatadas, que incluíram agressão física, tortura, sequestro, prisão arbitrária e detenção, principalmente na Líbia, mas também durante suas múltiplas interceptações e retornos forçados pela guarda costeira líbia.

[1]Organização Alarm Phone - Suporte de linha direta para pessoas que atravessam o Mar Mediterrâneo para a UE

[2]Projeto Migrantes Desaparecidos, OIM, 22 de junho de 2022

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Consumo mundial de alimentos deve aumentar 62% até 2025, o que exigirá aumento de produtividade e redução do desperdício



O consumo mundial de alimentos deve aumentar 62% até 2025, especialmente em países emergentes, o que significa mais produtividade por área cultivada. Além do aumento desta demanda, o desperdício de alimentos é algo preocupante. Para Godofredo Cesar Vitti, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o desperdício de alimentos diretamente pelo ser humano daria para alimentar 32 milhões de pessoas.

“O Brasil será responsável por 40% da produção de alimentos para o mundo, sendo que hoje o país já ocupa a liderança na produção de alimentos, energia e fibras”, observou Vitti, que foi responsável pela palestra magna do SolloAgro Summit, evento que acontece em Piracicaba (SP) e reúne, até quarta-feira (22), agentes do agronegócio – profissionais, empresas, universidades e instituto de pesquisa – em discussões sobre temas relevantes como agricultura 4.0, manejo de solo, balanço de carbono e sustentabilidade, entre outros.

Em sua palestra, com o tema Manejo de adubação e aumento da produção e qualidade de alimentos, Vitti ponderou que para satisfazer essa demanda crescente é preciso atuar em três frentes: aumento da área cultivada, aumento da produtividade e maior intensidade de cultivos e, dentro desse cenário, a adubação ganha importância como combustível na implantação das mais variadas culturas e a consequente melhoria do que é produzido.

“O Brasil, com sua base de terra, água e clima, é dotado de três dos recursos naturais críticos. Terra e água estão em escassez em todo o mundo. Se o Brasil puder implementar e manter as estratégias conhecidas, ele assumirá um papel de importante produtor e exportador”, salientou Vitti.

Para ele, nos próximos 50 anos, a humanidade vai enfrentar desafios como energia renovável, água doce, alimentos, meio ambiente, pobreza, educação e democracia, entre outros. “Dentro deste universo, a agricultura é algo que pode ser resolvido. Hoje em dia tudo está baseado em alimentos, se não houver alimentos há pobreza, fome, não há democracia, ocorrem doenças, terrorismo e guerras”, observou o professor.

Na solenidade de abertura do SolloAgro Summit, professor Luis Reynaldo Ferraciú Alleoni, coordenador da SolloAgro da Esalq/USP, comentou que o evento tem como objetivo estender o conhecimento da universidade para fora dos seus muros e trazer a comunidade do agronegócio para dentro da universidade. O SolloAgro Summit é uma iniciativa da SolloAgro e da Esalq/USP, com o apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

terça-feira, 28 de junho de 2022

Descubra como promover a inclusão de PCDs na sua empresa

Crédito: Site Keeggo

Especialista sugere 03 dicas de como as empresas podem usar a tecnologia a favor desse processo de inclusão

Segundo o IBGE, 24% da população brasileira se reconhece como pessoa com deficiência (PCD). A Organização Internacional do Trabalho (OIT), por sua vez, aponta que 87% das empresas desejam ser reconhecidas como diversas e inclusivas. No entanto, somente 60% conduzem ações ou programas de inclusão.

Amanda Pontes, Diretora de Cultura da keeggo, parceira na transformação digital das organizações, alerta que incluir colaboradores PCDs vai muito além de contratá-los. É preciso assegurar que eles se sintam realmente inclusos e confortáveis durante a jornada de trabalho, para que possam desempenhar melhor seu papel dentro do ambiente corporativo. Segundo Amanda, a tecnologia pode ser aliada nesse processo de real inclusão.

“A tecnologia é a chave para que as instituições se adequem à cultura da inovação e permitam que os PCDs cheguem mais longe, além do discurso da inclusão como meio de transformação social. Tornar o ambiente apto e as equipes preparadas é um dos pontos mais importantes para que a empresa se desenvolva, desenvolva seu quadro de colaboradores e seja considerada realmente inclusiva. E a partir dessa pluralidade, fica mais fácil alcançar um ambiente criativo e inovador”, afirma.

Sendo assim, Amanda separou três dicas de como as empresas podem usar a tecnologia na promoção de uma real inclusão:


1. Realize um recrutamento inclusivo

A estratégia de recrutamento usada pelo RH também precisa ser inclusiva e os profissionais que se envolvem nessa dinâmica precisam estar alinhados à cultura organizacional e ao propósito de fomentar a diversidade. Além disso, é possível recorrer a softwares de inteligência artificial que otimizam e direcionam com mais assertividade o processo de recrutamento, ajudando inclusive a eliminar predisposições inconscientes dos recrutadores que afetam a atração e seleção de determinados perfis de candidatos, diminuindo o potencial de diversidade das equipes.

2. Democratize o uso de tecnologias

As empresas precisam estar preparadas para garantir que todos os funcionários, sejam eles PCDs ou não, possam desempenhar suas atribuições de forma plena, atingindo seu máximo potencial de desenvolvimento e colaboração. Além de ofertar treinamentos e as capacitações necessárias, deve-se prever a adoção de tecnologias acessíveis, como leitores de tela para pessoas com deficiência visual, aplicativos para tradução simultânea de conteúdos para a língua brasileira de sinais e softwares de automação por reconhecimento de voz, para pessoas com baixa mobilidade. “Assegurar essa acessibilidade é tão importante quanto preparar a estrutura física de um escritório para que ele também seja acessível”, ressalta Amanda.

3. Mantenha um canal de escuta sigiloso e permanente

Quando inseridos na rotina de trabalho, os colaboradores podem se deparar com dificuldades ou desconfortos não previstos no processo de seleção. E nem sempre eles se sentirão seguros para expressar essas sensações. É fundamental oferecer um canal permanente de escuta e a tecnologia pode ajudar nesse sentido. “Além de preparar lideranças para o recebimento desse tipo de feedback, pode-se disponibilizar chatbots com garantia de privacidade e sigilo, para o atendimento e registro de reclamações, sugestões e até mesmo denúncias”, sugere a especialista.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Governo de São Paulo inaugura Fábrica de Cultura 4.0 em Osasco


Crédito: by Governo de São Paulo


Nova unidade irá oferecer 92 cursos e 1.750 vagas, além de 490 atividades de difusão; Localizada no Bairro Rochdale, a unidade de formação teve um aporte total do Estado entre 2021 e 2022 de R$ 8,2 milhões

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, inaugurou, nesta quarta-feira (15), a primeira Fábrica de Cultura 4.0 no município de Osasco. Localizada no bairro Rochdale, a unidade recebeu um investimento de R$ 4,5 milhões do Estado, aporte total em 2021 e 2022 de R$ 8,2 milhões, e terá um custeio anual de R$ 7,4 milhões. Serão oferecidos cerca de 92 cursos, 1.750 vagas e 490 atividades de difusão e a estimativa é de um público de 100 mil pessoas.

Estão previstas inaugurações de mais quatro Fábricas de Cultura 4.0 nas regiões de Iguape (junho), Ribeirão Preto (setembro), Santos (setembro) e Heliópolis, na capital (março/2023).

“Aqui na Fábrica da Cultura não vamos promover somente a cultura, vamos promover a economia criativa. Vamos formar jovens para ter emprego, ter uma vida digna e um futuro melhor”, disse Rodrigo.

Os cursos de formação da Fábrica 4.0 vão capacitar crianças e jovens de 10 a 21 anos em situação de vulnerabilidade social de Osasco e região. “É um projeto inovador e transformador, que vai oferecer a milhares de jovens uma formação de alto nível para trabalhar num dos setores que mais crescem e mais geram renda e emprego no mundo, que é a economia criativa”, afirma o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão. “Além disso, a nova Fábrica será um espaço de acolhimento, de colaboração e de lazer, que tem espaços de qualidade para amplificar a produção cultural da comunidade de Rochdale. Esse é o maior programa de inclusão do Brasil. E é uma iniciativa do Governo de SP.”.

Difusão tecnológica

Com 1.200m², a Fábrica de Cultura 4.0 Osasco irá oferecer cursos como: games, artes digitais, robótica, projeto maker, drones, modelagem impressora 3D. Também haverá diversas atividades culturais e de formação, como ateliês de criação e trilhas de produção, nas áreas de teatro, dança, foto e vídeo, e artes visuais. A unidade contará, ainda, com uma estrutura de serviços que inclui biblioteca e salas para atendimentos de ateliês de criação e trilhas de produção. Durante o 2º semestre, serão disponibilizados 15 Ateliês de Criação (325 vagas), 8 Trilhas de Longa Duração (155 vagas) e 4 Trilhas de Curta Duração (70 vagas), com inscrições abertas a partir da inauguração, no dia 15 de junho, além das atividades culturais.

O objetivo do projeto, gerido pela organização social Poiesis, é desenvolver atividades ligadas às artes presenciais e digitais, formação e fruição da criatividade, inovação e tecnologia. Para permitir o acesso e a participação das crianças e jovens nas atividades, a Fábrica de Cultura 4.0 Osasco oferece instalações adaptadas, biblioteca, espaço 4.0 e muitos eventos. Algumas programações culturais terão tradução em libras, tanto em atividades virtuais quanto presenciais, visando aquecer a demanda de profissionais que trabalham com inclusão e a participação de públicos com deficiência.

O governo prevê implantar o mesmo padrão nas futuras fábricas e nas demais unidades já em funcionamento em: Diadema, Cidade Tiradentes, Sapopemba, Itaim Paulista, Parque Belém, Vila Curuçá (zona leste); Brasilândia, Vila Nova Cachoerinha e Jaçanã (zona norte); Capão Redondo e Jardim São Luís (zona sul), além de São Bernardo do Campo, a primeira a seguir o modelo 4.0.

sábado, 25 de junho de 2022

O amor à natureza precisa ser nutrido na infância

Livro "O Canto da Serra" transmite às crianças a importância de respeitar o meio ambiente


Você certamente já ouviu a frase “educação vem de berço”. Esta é uma máxima tão popularizada quanto verdadeira e aplica-se perfeitamente também à educação ambiental. Com o livro infantil O Canto da Serra, da autora cearense Anna Oliveira, os pequeninos aprenderão de uma forma encantadora o que é sustentabilidade.

A obra conta a história de Sara, uma menina com oito anos de idade. Guiada por um canto hipnótico, ela vai subindo a Serra de Guaiúba, no Ceará, até o encontro com misteriosas bolinhas coloridas que a apresentam a um mundo desconhecido em meio à natureza.

“As gotas de chuva caíam das árvores proporcionando uma sinfonia para os animais. Rouxinóis apressados para fazer o ninho passavam, pica-paus bicando as árvores, e as lavadeiras lindas, em preto e branco, com todo o seu charme. O colorido e a cantoria dos pássaros envolviam a Serra de Guaiúba como um manto”.
(O Canto da Serra, p. 10)

O Canto da Serra é uma ótima forma de ajudar as crianças a desenvolverem um vínculo com o meio ambiente e observarem o mundo que as rodeia, ensinando-as a cuidar do planeta. A incrível experiência de Sara quando criança refletirá em suas atitudes e escolhas durante toda a vida. Uma rica lição para transmitir às novas gerações. O livro é coroado ainda pelas lindas ilustrações de Hidaru Mei.

Ficha técnica

Título: O Canto da Serra
Autor: Anna Oliveira
Editora: Ases da Literatura – Selo Asinha
ISBN-10: ‎6589952949
ISBN-13: ‎978-6589952947
Dimensões: 14 x 0.28 x 21.01 cm
Páginas: 46
Preço: R$ 39,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora


Anna Oliveira é natural de Fortaleza, Ceará. É diretora de Núcleo de Monitoramento Cultural e Educacional. Quando criança, na escola primária, sua redação foi escolhida como a melhor do colégio. O amor de sua avó materna despertou na autora o gosto pela literatura. Ficava na fazenda “Capão do Maxixe” a ler literatura de cordel para Dona Maria Leonarda Brito. Também é autora de “Meu Mineiro amor e outros contos”. Acompanhe o trabalho de Anna no Instagram.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Petrobras já doou mais de oito mil computadores a escolas públicas de SP, RJ e ES

Ação dá suporte ao projeto “Janelas para o Amanhã”, iniciativa de Inclusão Digital da companhia lançada há pouco mais de um ano, que prevê ampliar o acesso digital para cerca de 50 mil estudantes nos três estados contemplados



A Petrobras já realizou a entrega de um total de 8.027 computadores a 279 escolas públicas de 36 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, em pouco mais de um ano de existência do projeto “Janelas para o Amanhã”, iniciativa com foco em Inclusão Digital. Por meio do projeto, a companhia busca incentivar a inserção de estudantes e profissionais no universo tecnológico, com o fornecimento de equipamentos adequados e qualificação. De forma alinhada ao conceito de economia circular, os desktops e notebooks doados já foram utilizados na Petrobras e passaram por recondicionamento em perfeitas condições de uso e com vida útil ampliada. Além das doações, 476 participantes do projeto, entre alunos e profissionais de ensino, já finalizaram o processo de capacitação tecnológica e outros 365 inscritos devem concluir esse ciclo nos próximos meses.


Lançado em março de 2021, o “Janelas para o Amanhã” tem o objetivo de qualificar em tecnologia da informação 2,2 mil alunos e 2 mil professores da rede pública de ensino dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao longo de dois anos, a Petrobras irá destinar cerca de R$ 2,3 milhões para essa atividade, que está sendo executada em parceria com a Recode, organização da sociedade civil que utiliza a informática como mecanismo de inclusão e empoderamento digital de comunidades vulneráveis. Em paralelo, a companhia prevê doar mais de nove mil computadores, ampliando o acesso digital para cerca de 50 mil estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio, nos três estados contemplados pelo projeto.


A formação em tecnologia ofertada aos professores do Ensino Fundamental visa aprimorar o uso da tecnologia digital na prática pedagógica. Além dos docentes, os estudantes do Ensino Médio também passam por treinamento, mas com finalidade de auxiliar a inserção no mercado de trabalho. Complementando as ações, os alunos são acompanhados por educadores sociais e um gestor de comunidades, que facilita processos interativos junto às comunidades escolares.


“A Petrobras apoia iniciativas que geram impactos positivos para a sociedade e contribuem para o desenvolvimento das regiões onde a empresa atua. Por meio do Janelas para o Amanhã temos a possibilidade de contribuir para a melhoria da qualidade da educação das escolas participantes, para a inclusão digital e para que os adolescentes possam realizar atividades de educação para o trabalho com foco no mercado de tecnologia. Investir na educação é investir no futuro do nosso país, além de deixar um legado positivo para as comunidades mais vulneráveis”, destaca a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Rafaela Guedes.


Maratona virtual


Como forma de estimular os estudantes a desenvolver ideias e apresentar projetos para engajar alunos, melhorar a gestão escolar e facilitar a transição entre o colégio e o mercado de trabalho, a Petrobras e a Recode realizaram, no último fim de semana de maio, o hackathon “Janelas para o Amanhã”, voltado a alunos de escolas públicas dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Na competição 100% online, os estudantes foram divididos em 35 equipes e tiveram que propor soluções para desafios sobre educação e empregabilidade. Eles puderam contar com o apoio de mais de 100 profissionais de diferentes áreas de atuação, incluindo professores, empregados voluntários da Petrobras e outros especialistas do mercado convidados, que realizaram mentorias e ajudaram na elaboração dos trabalhos.


O evento envolveu mais de 400 participantes inscritos e foi aberto para pessoas que estivessem cursando, no mínimo, o Ensino Médio. No entanto, cada time teve que conter, obrigatoriamente, dois estudantes das escolas públicas que fazem parte do projeto. Os trabalhos elaborados na maratona virtual passaram pela análise de um júri especializado (formado por voluntários da Petrobras com experiência em áreas como tecnologia, comunicação, marketing, entre outras, além de profissionais indicados pela Recode), que avaliou e classificou os projetos em um ranking. Todas as equipes e mentores receberão certificado de participação. "Foi um grande prazer conseguir contribuir com esses projetos dos alunos, contribuir com a minha experiência, com meu lado profissional e também aprender sobre metodologias ágeis no desenvolvimento de projetos, aprender sobre tecnologias com essa garotada. Confesso que me impressionei demais tanto com as ideias quanto com a força e com a determinação dessa juventude", afirma Juliana Schuhli, gerente setorial na Petrobras, que atuou como mentora voluntária. As melhores ideias foram anunciadas durante a live de encerramento na última quarta-feira (08/06) e todas ficarão disponíveis para consulta online, em um banco aberto de soluções


A equipe vencedora, formada pelos estudantes Daniel Alves dos Santos, Laiza da Silva Nascimento, Luiz Paulo Arruda Borges, Maria Clara da Silva Damaceno e Rita Nicole da Silva Campos, apresentou o projeto Meteoro, uma plataforma de organização de equipes, gestão de projetos e curadoria de conteúdos para ajudar o professor a engajar seus alunos, utilizando metodologias ativas de times e resoluções de problemas reais. Em segundo lugar, ficou o time composto por Gabriel Augusto Santana Pereira, Kaio dos Santos Adão, Laila Stefani Alves Espírito Santo, Livya de Souza e Souza, e Rian Feliz de Oliveira. Seu projeto foi o Game Academy, um aplicativo para ajudar os jovens do ensino fundamental a não desistirem do âmbito escolar. Com a ferramenta, o aluno consegue estudar de maneira prática e divertida, deixando o ensino mais dinâmico e gratificante. E na terceira posição, a equipe formada por Andressa Trentini, Juliana da Silva Santiago, Karolyne Sena de Souza e Marco Antonio de Oliveira, com o projeto Mochila Digital, uma plataforma de aprendizagem de coleta de dados, com o objetivo de diminuir a carga de peso na mochila e acompanhar a evolução diária do aluno, promovendo a inclusão digital, comunicação, bem-estar e impactando positivamente o meio ambiente.


Cada integrante da equipe vencedora ganhará um notebook e os participantes das equipes classificadas em segundo e terceiro lugares receberão um tablet cada. Como prêmio especial, as duas escolas que mais inscreveram alunos no hackathon receberão um projetor: o CIEP Brizolão 199 Charlie Chaplin, em Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, e a Escola Estadual Professor José Antônio Coutinho Condino, em São José dos Campos, no Estado de São Paulo. "O hackathon foi um momento para a gente refletir a respeito do potencial da educação, do que significa inovar na educação. Para a gente pensar sobre a tecnologia, sobre como a tecnologia pode nos ajudar a fazer as coisas que a gente acha que devem ser feitas. E para a gente refletir sobre a questão da inovação em si. O que é fazer o novo? É o novo pelo novo ou é o novo com um propósito? Foi muito legal ver que essas reflexões estavam presentes nas soluções criadas pelos participantes", conclui Luiza Gianesella, coordenadora de Projetos Sociais do "Janelas para o Amanhã" pela Recode.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Destinação de R$ 400 mil feita pelo MPT vai custear reforma do Banco de Leite Humano do HC-UFU em Uberlândia (MG)



O Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), será reformado por meio da destinação de R$ 400 mil em recursos destinados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Os recursos são provenientes de indenização paga por empresa investigada pelo MPT que descumpriu cláusulas de Termo de Ajustamento de Conduta firmado. Segundo o procurador do Trabalho que atua no caso, Paulo Gonçalves Veloso, essa destinação, que tem como objetivo gerar reparação social a danos causados à coletividade, "foi definida tendo em vista a relevância social do trabalho desenvolvido pelo Banco de Leite em Uberlândia e Região e a urgência na viabilização de obras que possam melhorar a estrutura física para receber as lactantes".

Para o superintendente do HC-UFU, Luciano Martins da Silva, as obras vão trazer mais humanização para o atendimento às famílias. "Com essa reforma será possível adequar o espaço e oferecer mais conforto e segurança à assistência prestada. Agradecemos ao Ministério Público do Trabalho pela confiança e por tornar possível essas adequações", disse.

Banco de Leite Humano

O Banco de Leite Humano do HC-UFU/Ebserh desenvolve, durante todo o ano, ações para incentivar e apoiar o aleitamento materno. Ele oferece diversos atendimentos como consulta de amamentação, onde o bebê é avaliado por uma pediatra e as mães recebem orientações sobre aleitamento materno. O atendimento à população é realizado pelo telefone (34) 3218-2666. Endereço do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia - Campus Umuarama. Av. Pará, 1720 - Umuarama, Uberlândia - MG, 38405-320.

Com informações do site Gov.br




Ensinar as crianças a administrarem seu dinheiro ficou mais divertido

Lançamento da Matrix Editora, coleção de cartas proporciona conversas sobre educação financeira entre pais e filhos


Contemplado por um número insuficiente de iniciativas, o ensino de conceitos relacionados à educação financeira segue praticamente inexistente nas escolas brasileiras. Neste cenário, cabe aos pais proporcionar as noções de planejamento e cuidado com o dinheiro para que os pequenos cresçam conscientes dos gastos e investimentos que fazem. Para ajudar as famílias nesta missão, a Matrix Editora lança o livro-caixinha Finanças Para Crianças.

A novidade é composta por 40 cartas com perguntas que proporcionam conversas sobre a administração responsável da renda e alertam sobre os perigos do consumismo. Elaborados pela educadora financeira Paula Andrade, mãe de dois meninos, escritora e jornalista econômica, os questionamentos estimulam a adoção de comportamentos positivos quando o assunto é o bolso.

Finanças Para Crianças garante que pais e filhos conquistem tempo de qualidade juntos e criem laços a partir dos ensinamentos proporcionados pelas cartas. É a oportunidade ideal para que as famílias se reúnam e discutam temas que impactam profundamente a vida de todos como a necessidade de poupar, a importância da disciplina e a relação entre escolhas e consequências.

Ficha Técnica

Lançamento: Finanças Para Crianças
Autora: Paula Andrade
Editora: Matrix Editora
Preço: R$ 40,00
Onde encontrar: Matrix Editora, Amazon

Sobre Paula Andrade


Mãe do Otávio e do Theodoro, Paula Andrade é jornalista econômica por formação há mais de 20 anos e escritora por paixão. Tem como propósito mudar toda uma geração ensinando sobre bons hábitos e comportamentos financeiros. Autora da série da Turma da Dona Baratinha, composta por livros didáticos de educação financeira comportamental para crianças que já fazem parte do currículo escolar de mais de 90 escolas em todo o país.

Sobre a Matrix Editora

Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país com mais de 800 títulos publicados e dez novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Samsung e InCor firmam parceria em pesquisa de monitoramento remoto para pacientes cardiopatas

Iniciativa tem como objetivo contribuir no acompanhamento dos períodos pré-operatório e pós-operatório fora do ambiente hospitalar, a partir de dados registrados pelo Samsung Galaxy Watch4


Samsung Galaxy Watch4 | Imagem meramente ilustrativa

A Samsung e o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor), firmaram parceria para um projeto de pesquisa com foco no monitoramento remoto de pacientes que passaram por cirurgias cardíacas. Com duração inicial de 14 meses, a parceria tem como proposta desenvolver uma plataforma de telemonitoramento digital assistido, utilizando os smartwatches Galaxy Watch4 para aferição e coleta de dados de pacientes cardiopatas nos períodos pré-operatório e pós-operatório de cirurgia cardiovascular. Serão analisados no estudo os sinais vitais dos pacientes, tais como frequência cardíaca, pressão sanguínea, saturação de oxigênio, padrão do sono e eletrocardiograma. Dessa forma, será possível acompanhar os pacientes em relação ao tratamento, identificando riscos e permitindo intervenções antecipadas caso aconteça qualquer alteração relevante, evitando assim complicações mais graves.


No Brasil são realizadas mais de 100 mil cirurgias cardíacas por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), e o período pós-operatório requer observação contínua, além de cuidados médicos de alta complexidade e rápida tomada de decisões. Pensando nisso, uma solução de monitoramento remoto possibilitaria a saída mais rápida e controlada desses pacientes, gerando um impacto importante na saúde pública. A parceria inclui o uso de uma plataforma de monitoramento digital a ser desenvolvida e integrada por uma equipe do serviço de informática do InCor, com o apoio de equipe de inovação (InovaInCor) e de um time clínico do Instituto. A Samsung é a patrocinadora do projeto e atua no módulo de coleta de dados dos smartwatches usados na pesquisa. Esse módulo é desenvolvido pela área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil, localizado em Campinas.


“Essa parceria com o InCor contribui para um dos objetivos da empresa, que é ir além dos limites de usabilidade dos dispositivos como os conhecemos hoje”, afirma Luis Guilherme Selber, gerente de Inovação da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil. “A proposta desse projeto de pesquisa é permitir que, com a devida autorização prévia, os pacientes sejam assistidos por meio de dados coletados pelo Galaxy Watch4. Essa plataforma vai permitir que, mesmo fora do ambiente hospitalar, eles continuem sendo acompanhados durante seu tratamento, facilitando a identificação de possíveis quadros de risco viabilizando, assim, ações médicas preventivas”, explica.


O smartwatch usado no projeto é o Galaxy Watch4. O modelo mais recente da Samsung permite que os usuários monitorem a própria pressão arterial1, sendo possível até mesmo detectar um batimento cardíaco2 irregular por meio de um eletrocardiograma. O dispositivo permite também o monitoramento da saturação do oxigênio3, batimentos cardíacos e qualidade do sono4. O Galaxy Watch4 conta com um sensor para a avaliação da composição corporal5 por meio da bioimpedância – um teste que oferece compreensão mais profunda da saúde e forma física geral do usuário, com medições importantes como músculo esquelético, taxa metabólica basal, água corporal e porcentagem de gordura corporal.


“A inovação na saúde não se dá apenas nas novas ideias, produtos e soluções, mas também de como podemos integrá-los na assistência aos pacientes e para vencermos os desafios relacionados ao engajamento em sua jornada de tratamento, como por exemplo, o monitoramento remoto de alguns parâmetros fisiológicos do paciente. Esse é um dos grandes motivadores para essa parceria com a Samsung - criar as pontes de colaboração que fomentarão a inovação sinergética”, comenta o líder desse projeto, Prof. Fabio B. Jatene, vice-presidente do InCor e coordenador do InovaInCor.


Com os resultados obtidos ao final da iniciativa, existe a possibilidade de se replicar essa solução tecnológica em outros ambientes do sistema brasileiro de saúde (SUS), viabilizando seu uso no acompanhamento clínico de pacientes de forma escalável. Para esse público, os benefícios do projeto são diversos. Entre eles a redução dos riscos de contaminação em ambiente hospitalar, prevenção de sequelas e retorno mais rápido à rotina após uma cirurgia cardíaca. Para os hospitais o benefício é de ordem econômica, pois promove a longo prazo a redução de custos de hotelaria e medicamentos, e também a otimização do uso dos leitos.


1 Esse aplicativo não se destina a substituir os métodos tradicionais de diagnóstico ou tratamento. Os dados do Blood Pressure destinam-se apenas a uso informativo. O usuário não deve usá-lo para interpretar ou executar ações clínicas com base nos resultados do aplicativo. Havendo qualquer alteração ou dúvida sempre procure um médico de sua confiança. Para garantir a precisão, os usuários devem calibrar seus dispositivos pelo menos uma vez a cada quatro semanas. Os usuários devem medir sua pressão arterial em repouso, como fariam com uma braçadeira tradicional, e evitar medir quando estiverem fazendo exercícios, fumando ou bebendo. Destinado apenas para fins de uso informativo. O usuário não deve usá-lo para interpretar ou executar ações clínicas com base nos resultados do aplicativo. Requer emparelhamento com smartphone Galaxy executando o sistema operacional Android 7.0 ou superior. Indicado para adultos a acima de 22 anos. Registrado pela ANVISA sob o número 81549259004.


2 O recurso ECG está disponível apenas em mercados selecionados. Esse aplicativo nunca procura sinais de um ataque cardíaco e não se destina a substituir os métodos tradicionais de diagnóstico ou tratamento. O aplicativo ECG não se destina a substituir os métodos tradicionais de diagnóstico ou tratamento. O aplicativo ECG não se destina a usuários com arritmias conhecidas que não sejam fibrilação atrial ou usuários com menos de 22 anos de idade. Os usuários não devem interpretar ou tomar medidas clínicas com base na saída do dispositivo sem consultar um profissional de saúde qualificado. Registrado pela ANVISA sob o número SAMSUNG HEALTH MONITOR – ECG APP: 81549259006.


3 A função ‘Oxigenação Sanguínea’ do aplicativo Samsung Health no relógio é destinada apenas para fins gerais de bem-estar e atividades físicas. As medições não devem ser usadas para diagnósticos e ou tratamento de qualquer condição médica. Se estiver preocupado com a sua saúde, consulte um médico. O monitoramento da Oxigenação Sanguínea é definido como a saturação do oxigênio percutâneo. Os níveis humanos normais são de aproximadamente 95% a 100%. Fatores como exercícios intensos, a quantidade de oxigênio no ar, elevação e várias outras condições de saúde podem resultar em leituras inferiores. Requer emparelhamento com smartphone Galaxy executando o sistema operacional Android 7.0 ou superior.


4 As medições são apenas para referência pessoal. O recurso de sono avançado é apenas para fins de condicionamento físico e bem-estar e não se destina ao uso na detecção, diagnóstico, tratamento de qualquer problema de saúde ou doença. Consulte um médico para maiores informações. A disponibilidade pode variar conforme o país ou a região.


5 Destinado apenas para fins de bem-estar geral e preparação física. Não se destina ao uso em detecção, diagnóstico ou tratamento de qualquer condição médica ou doença. As medições são apenas para referência pessoal do usuário. Consulte um médico para maiores informações. Os resultados da medição podem não ser precisos se você tiver menos de 20 anos. NÃO meça sua composição corporal se você tiver um implante de marca-passo ou outros dispositivos médicos implantados. NÃO meça sua composição corporal se estiver grávida.

terça-feira, 21 de junho de 2022

O que é o Compliance na prática?

*Por Caio Fiche Zanforlin

Começo respondendo, objetivamente, à pergunta: Compliance não é simplesmente o nome de uma área da empresa, mas sim um valor institucional. O termo “Compliance”, do inglês, deriva da ação verbal “to comply with” ou “cumprir com algo”. No melhor esforço de tradução para o português, chegamos à palavra “Conformidade” – usada por muitos para classificar a área de Compliance –, que remete ao ato de agir conforme um direcionamento, uma regra ou uma convenção social. Mas, na prática, é bem simples: Compliance nada mais é que o compromisso de fazer o que é certo sempre.

Caio Fiche Zanforlin é especialista
em Compliance e co-fundador da Agência CMLab.    
Crédito: divulgação

Ouso dizer que, se não todos, a maioria dos profissionais de Compliance no Brasil, em algum momento, já se sentiu nadando contra a maré, falando para as paredes ou em um idioma que ninguém é capaz de entender. Todos os esforços em ditar como as pessoas devem agir são inúteis, se não estiverem associados aos valores e à cultura delas. Se os colaboradores não entendem os porquês, se não se sentem responsáveis pelas mudanças que desejam ou se não enxergam valor em agir corretamente, então, os Compliance Officers serão meros repetidores de regras que ninguém cumprirá.

Quantas pessoas atuam na área de Compliance da sua empresa? 1, 5, 10, 20? Que fossem 50! Seria possível que esses 50 sejam capazes de garantir a ética e integridade de todos os demais funcionários? Sem cultura, a resposta é não. E cultura se faz pelo exemplo. A mensagem precisa ser clara, CEO! Agir corretamente tem que ser prioridade de toda a diretoria executiva; fazer o que é correto tem que ser premissa fundamental de todas as decisões empresariais. E, invariavelmente, os desvios confirmados precisam ser exemplarmente disciplinados de forma justa e proporcional, sem olhar cara ou crachá.

Seria efetivo à ação investir zilhões na polícia e no combate ao crime, se o legislativo não for claro e coeso, se o judiciário não for justo, se o penitenciário não disciplinar de fato, se as escolas não formarem cidadãos de bem, se os pais não representarem exemplos para seus filhos e se as pessoas não se sentirem responsáveis pela mudança que tanto almejam? (Qualquer semelhança com o Brasil NÃO é mera coincidência).

Nas empresas não é diferente. De nada adianta os Compliance Officers atuando sozinhos. Cabe ao CEO garantir a governança correta, determinar as diretrizes e prioridades do negócio, orientar a conduta e ser o maior exemplo dos valores institucionais. Cabe ao RH recrutar pessoas alinhadas, apoiar o desenvolvimento dos colaboradores, garantir a formação de lideranças que serão exemplos para suas equipes. Cabe à comunicação disseminar os valores éticos e fortalecer a cultura da organização interna e externamente. Cabe à equipe de relações institucionais representar a companhia perante o poder público, com ética, transparência e disciplina. Cabe à área de suprimentos e ao comercial garantirem os preceitos de livre concorrência, a devida diligência e a relação com terceiros alinhados. Cabe ao financeiro garantir transações legítimas, registros íntegros e reportes completos. Ao jurídico, cabe o suporte legal da operação e a segurança contratual da empresa. Tudo isso é Compliance!

Ao time de Compliance propriamente dito, cabe orientar e apoiar as áreas quanto aos riscos e controles internos, detectar os desvios de conduta, coordenar apurações necessárias, orientar a aplicação de medidas disciplinares e corretivas, e realizar o reporte aos comitês. Por fim e mais importante, cabe a todos os colaboradores – especialmente aos líderes – a responsabilidade de agirem alinhados aos valores éticos institucionais, zelarem pela reputação da companhia, representarem o exemplo aos demais e serem a mudança que todos desejamos.



Caio Fiche Zanforlin é especialista em Compliance e co-fundador da Agência CMLab.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Mês do Meio ambiente - IoT como propulsora da sustentabilidade

Todos sabem que o transporte é um grande vilão na batalha contra a natureza, mas vale ressalvar como tecnologias têm se desenvolvido para a mobilidade criar soluções efetivas e sustentáveis


No Mês do Meio Ambiente, muitas discussões antigas e novas surgem a respeito de sustentabilidade, e é natural que o transporte apareça quase sempre no centro das atenções. Os veículos estão na lista dos maiores poluentes do planeta com o processo de queima e evaporação de combustível. Segundo dados do SEEG, os transportes de cargas e passageiros, foram responsáveis pela emissão de cerca de 1 Milhão de toneladas de Óxidos de Nitrogênio (NOx), em 2020.

Os NOx estão entre as substâncias tóxicas emitidas por veículos, e que quando absorvidas pelo sistema respiratório produzem efeitos negativos para a saúde, bem como também contribuem para a chuva ácida. No entanto, os valores apresentados em 2020 já são menores do que o demonstrado em 2013 de 1,4 Mt. Isso porque tecnologias têm sido atualizadas constantemente em busca de novas soluções, tais como os carros elétricos. E esse quadro não acaba no tanque, pois o desgaste de pneus também ajuda nessa jornada para o fim do mundo.

Embora um futuro promissor aponte no horizonte, o Brasil apresenta também um grande crescimento em sua frota veicular, que segundo o Relatório de Emissões Veiculares da CETESB, deve durar em média 10 anos. Portanto, até que todas as frotas sejam renovadas por carros elétricos, o que demandará muito tempo, reestruturação econômica e adaptação da sociedade, o uso de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT) se tornam primordiais, ressalta Daniel Schnaider, presidente da Pointer by PowerFleet Brasil, multinacional líder em soluções para frotas.

E o que a IoT pode fazer pelo Meio Ambiente? Schnaider responde:

- Redução de combustível: soluções disponíveis no mercado atualmente conseguem atingir uma economia de cerca de 26% de combustível por mês, em frotas com 8 mil veículos, por exemplo. Valor que se assimila em redução de poluentes pela combustão.

- Veículos em bom estado: ainda dentro do conceito de sustentabilidade, a IoT consegue planejar manutenções preventivas nos veículos, evitando assim que haja maior combustão de substâncias tóxicas por falhas mecânicas.

- Rotas: a roteirização de frotas por meio das soluções de IoT não só beneficiam a redução de custos e prevenção de acidentes, como também garante um menor tempo dos veículos nas ruas e com isso menor emissão de poluentes.

- Fator humano: se o motorista sabe como dirigir com segurança e proatividade, provavelmente reduzirá seus gastos com combustível e ações de desgaste desnecessários como os pneus, por exemplo, que são responsáveis por emitir partículas nocivas que saem da fricção deles contra o chão, e os freios também são um problema ambiental.

Segundo a Emissions Analytics (EA), sediada no Reino Unido carros modelos hacht novos, com pneus no calibre correto, em longas distâncias, emitem cerca de 5.8 gramas de partículas por quilômetro, enquanto escapamentos 4,5 miligramas por quilômetro. Em tempo real a tecnologia consegue identificar padrões não desejados como alta velocidade, pouca distância de outros veículos, freadas bruscas, entre outras ações e corrigir o motorista para que ele se torne melhor.

Daniel Schnaider é CEO da Pointer by Powerfleet Brasil, líder mundial em soluções de IoT para redução de custo, prevenção de acidentes e roubos em frotas. Integrou a Unidade Global de Tecnologia da IBM e a 8200 unidade de Inteligência Israelense. Especialista em logística, tecnologias disruptivas, economista e autor da obra "Pense com calma, aja rápido".

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Parceria entre Prolata e SindusCon-SP já reúne 17 construtoras e 104 obras

Termo de parceria firmado em 2020 contabiliza 237.028 Kg de latas de aço coletados pela Prolata nas obras das construtoras


A parceria entre a 
Prolata, associação sem fins lucrativos dedicada à cadeia de logística reversa das embalagens de aço, e o Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) já reúne 17 construtoras e 104 obras participantes. Por meio do trabalho de coleta da startup Rafa Resolve, parceira da Prolata que atua no mercado de resíduos da construção civil, as latas de aço utilizadas nos canteiros das obras estão sendo destinadas à revalorização. Até o momento, já foram coletados 237.028 Kg de latas.

As construtoras cadastradas são: Adolpho Lindenberg Construtora; Concrejato Serviços; Consórcio Lopes Kalil; Cyrela; Engelux; Even; Fawer; Pedro Rodolfo Engenharia; Lanças Engenharia; Tegra; Plano e plano; Patriani; Mbigucci; Sinco Engenharia, Trisul, Tecnisa e Vinx.

Firmada em outubro de 2020, a parceria tem como objetivo fortalecer o sistema de logística reversa, que viabiliza o procedimento de coleta e a restituição de determinados resíduos sólidos do setor empresarial, conforme previsto pela Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). 

De acordo com Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e diretora da Prolata, as embalagens e os resíduos originados em obras são geração de pessoa jurídica e a responsabilidade é exclusiva da obra. “O programa Prolata oferece uma facilidade para o descarte”, ressalta.

Sobre o Prolata
A Prolata é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2012, pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil. Iniciativa da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e coordenação e patrocínio em conjunto com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI) para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal, o Prolata obtém recursos de seus associados e parceiros investidores, os quais são integralmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos.

Sobre o SindusCon-SP
O SindusCon-SP é a maior associação de empresas da indústria da construção na América Latina. Congrega 850 construtoras associadas e representa as cerca de 50 mil empresas de construção residencial, industrial, comercial, obras de infraestrutura e habitação popular, localizadas no Estado de São Paulo. Tem sede na capital paulista, e representações em nove regionais e uma delegacia nos principais municípios do Interior. A construção paulista representa 27,6% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 4% do PIB brasileiro.

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Cremesp envia fiscalização ao Hospital Bela Vista

Local é destinado preferencialmente ao atendimento e internação de pessoas 
em situação de rua



O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) enviou ontem (7), pela manhã, fiscalização ao Hospital Bela Vista, localizado no centro da cidade. A instituição é destinada, preferencialmente, ao atendimento e internação de pessoas em situação de rua, atuando, principalmente, em casos de emergência.

Na vistoria, os profissionais de saúde informaram aos fiscais do Cremesp que as pessoas em situação de rua, em emergência psiquiátrica, são encaminhadas por meio da UPA Vergueiro, AME Sé e PS Barra Funda, para internação involuntária. No entanto, ao chegar no hospital, o paciente passa por avaliação médica para ver se, de fato, há necessidade de internação e, em caso negativo, é liberado.

Em situações nas quais o médico considere necessária a internação, é preenchido um formulário de comunicação de internação involuntária com os motivos que justificam a decisão do profissional, que é, posteriormente, enviado ao Ministério Público, no prazo de 72 horas.

O hospital conta com 88 leitos de internação geral, 10 de psiquiatria e 20 de UTI.

Casos indicados para internação

O Hospital Bela Vista possui um documento preliminar de Plano Assistencial. As internações psiquiátricas seguem as seguintes indicações: Risco de suicídio iminente (R.S)
Risco de homicídio iminente (R.H)
Risco de agressão iminente (R.A)
Risco de exposição moral (R.M)
Por reagudização de quadros psiquiátricos
Para esclarecimento do diagnóstico (quando, por exemplo, não se tem certeza do diagnóstico)


Sendo assim, nem todos que chegam involuntariamente ao hospital são encaminhados à internação, salvo aqueles que apresentam algum dos quadros expostos acima.

Vale ressaltar que a instituição de saúde afirmou que, até o momento, não houve nenhum caso de internação compulsória, ou seja, por determinação de juiz.

Esclarecimentos


O Hospital Bela Vista tem sido fortemente relacionado à internação involuntária de dependentes químicos, encabeçada pela Prefeitura de São Paulo. No entanto, é preciso esclarecer alguns pontos:

A instituição atende, preferencialmente, pessoas em situação de rua, sendo ou não dependentes químicos;
O hospital atende emergências psiquiátricas, podendo ser decorrentes do uso de drogas, por exemplo, ou não;
O paciente só será internado involuntariamente se apresentar algum dos quadros descritos no Plano Assistencial ou se estiver em emergência psiquiátrica;
As internações são previstas para durar de 10 a 20 dias. Passado esse período, o paciente é encaminhado ao CAPs
Dependentes químicos que não possuem quadro psiquiátrico grave, dentro dos previstos pelo Plano Assistencial, não são internados.


Visão do Cremesp

A posição do CREMESP passa pelo respeito ao código de ética médica, principalmente em seus artigos 22, 23, 24,25 31 e 32 no assunto em pauta, além de considerar o que a lei 13.840/19 traz sobre internações voluntárias e involuntárias.

Nesta última, em que pese haver a solicitação da família ou do representante legal ou mesmo de servidores públicos da área da saúde ou atenção social, a avaliação inicial é do médico, que vai verificar as condições físicas e psíquicas do indivíduo, somente indicando o que for pertinente ao caso avaliado. Somente será involuntária se o paciente não reunir condições psíquicas de expressar seu desejo e em existindo risco à sua integridade, que necessite de tutela ou curatela para aquele momento, o que pode acontecer, por exemplo, quando a pessoa está intoxicada ou em franco surto psicótico. Porém, assim que melhorar do quadro, terá condições de manifestar sua vontade e dizer se deseja prosseguir com o tratamento proposto.


Não cabe ao médico impor ou convencer qualquer pessoa a submeter-se a quaisquer tratamento que não seja da livre e espontânea vontade do indivíduo. Para isso existe o TCLE (termo de consentimento livre esclarecido). E ele pressupõe o entendimento, por parte do paciente, do que está sendo prescrito e orientado.”

Abaixo, os artigos citados do Código de Ética Medica:



É vedado ao médico:

Capítulo IV Direitos humanos

Art. 22. Deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte.

Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto.

Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo.

Art. 25. Deixar de denunciar prática de tortura ou de procedimentos degradantes, desumanos ou cruéis, praticá-las, bem como ser conivente com quem as realize ou fornecer meios, instrumentos, substâncias ou conhecimentos que as facilitem.

Capítulo V

Relação com pacientes e familiares

É vedado ao médico:

Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.

Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Livro traz análises da imagem internacional do Brasil na última década

"O Brazil é um país sério?" reúne artigos que refletem sobre a decadência da reputação política e econômica da Nação


"Dez anos separam dois Brasis distintos". O País que no início do século parecia estar decolando com perspectiva de se tornar uma das grandes potências do mundo perdeu o rumo em menos de uma década. Da euforia dos tempos em que era chamado de “bola da vez”, o Brasil viu seu prestígio desabar e passou à depressão de se ver quase um pária internacional, isolado e sem influência. É com essa avaliação que o jornalista e pesquisador em imagem internacional do Brasil Daniel Buarque inicia sua nova obra, intitulada O Brazil é um país sério? (editora Pioneira), a qual terá lançamento, em julho.

Em uma coletânea de ensaios e artigos produzidos pelo autor ao longo de mais de uma década e retrabalhados para o novo livro, o lançamento apresenta e propõe ao leitor reflexões sobre os diferentes aspectos relacionados ao status do País perante o mundo, os quais estão ligados à reputação política e econômica, entre os anos 2010 e 2020. Para tanto, o especialista analisa a percepção externa desta década por meio de aspectos teóricos e práticos, discutindo os impactos da imagem global para a realidade brasileira.

Apesar da pergunta que virou título da obra, o novo livro não pretende fazer um julgamento sobre a situação do Brasil, mas entender a transformação do prestígio nacional. Partindo deste pressuposto, o intuito é apenas mostrar como a reputação mudou ao longo dos anos e como esta oscilação impactou diretamente na imagem do Brasil. Na análise feita por Daniel Buarque, nota-se que, independentemente do trabalho para promover sua marca global, a percepção no resto do mundo é de que a falta de estabilidade interna faz parecer um País não muito sério.

CONSTRUÇÃO DA NARRATIVA

Para a produção da obra O Brazil é um país sério?, o autor reuniu ensaios escritos a partir de artigos acadêmicos, artigos de opinião, análises, crônicas, posts de blog, reportagens e entrevistas sobre a imagem do País no exterior. O material foi produzido em sua maioria entre 2015 e 2021, e é formado e influenciado pela atuação profissional e acadêmica de Daniel Buarque em torno do tema, que ocorre desde 2006.
Daniel Buarque

“Os textos foram retrabalhados e atualizados para consolidar uma narrativa mais coesa do período em que a reputação do Brasil desabou, além de explorar as raízes do interesse nacional pelo tema e analisar os impactos disso para o País. A coletânea trata de diversos aspectos da percepção do Brasil no exterior e permeia a discussão sobre essa possível seriedade do País. Seria o Brasil um país sério?”, questiona Daniel Buarque em um dos trechos do novo livro.

A pergunta, infelizmente, não tem uma resposta simples. “É fácil ver a oscilação de imagem citada acima. Houve um momento de ascensão em que o Brasil era visto como uma Nação cada vez mais séria, mas a sucessão de crises que pioraram sua reputação no mundo voltou a pôr em dúvida essa seriedade”, complementa o autor em outro trecho da obra.



SERVIÇO

FICHA TÉCNICA DO LIVRO


Título: O Brazil é um país sério? - Ensaios sobre a imagem internacional, da euforia à depressão

Autor: Daniel Buarque

Editora: Pioneira

Páginas: 208

Ano: Julho/2022 – Lançamento

ISBN: 9786587933047

Preço Sugerido: R$ 69,90



SOBRE O AUTOR:

Daniel Buarque é jornalista e pesquisador especialista em imagem internacional do Brasil. Desenvolve estudos sobre o status do País no exterior, desde 2009, como repórter e como acadêmico durante mestrado e doutorado em relações internacionais peloKing’sCollege London. É autor de seis livros, incluindo Brazil, um país do presente (Alameda), sobre o aumento do prestígio do País no início do século.

terça-feira, 14 de junho de 2022

DATA LITERACY: Hackathon interno como ferramenta para a alfabetização em dados dos colaboradores

Como a LEROY MERLIN tem usado essa ferramenta para disseminar a cultura de dados

O setor de tecnologia da informação enfrenta sérios problemas para recrutar funcionários qualificados. O relatório da Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais, divulgado em 2019, estima que as empresas de tecnologia demandem 797 mil talentos de 2021 a 2025. No entanto, o número de formandos anuais está abaixo da demanda. Por isso, o déficit anual estimado é de 106 mil talentos por ano.

Quando se analisa por segmento setorial, de acordo com uma pesquisa da hrtech Intera, a abertura de vagas para profissionais de dados no Brasil cresceu quase 500% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano anterior. Frente à escassez de profissionais e a alta demanda, as empresas estão precisando urgentemente investir na formação e qualificação de seus colaboradores, ou seja, promove a alfabetização em dados (data literacy).

Alessandra Domingues, Diretora Educacional do GRUPO IN, do qual fazem parte as empresas Academia IN e a A10 School, explica que uma das ferramentas para promover a formação do time em análise de dados é a realização de um hackathon interno e com a metodologia hands on, com as pessoas aprendendo na prática.

“Participamos de um hackathon, realizado recentemente pela LEROY MERLIN, no qual a rede de lojas contou com o envolvimento de 150 Colaboradores – de 49 localidades e 72 funções diferentes – organizados em 24 equipes. Este grupo recebeu 8 horas de treinamento intensivo e 16 horas de trabalho para solução dos desafios. Foi muito produtivo e com forte engajamento. Além de analisar os trabalhos, os nossos profissionais deram mentoria aos Colaboradores”, explica Alessandra.

Os grupos de Colaboradores LEROY MERLIN trabalharam com uma base de dados real e tiveram como desafio de negócios identificar o período de menos vendas, listar os motivos que justificassem o cenário e propor uma solução para o problema. A ferramenta oficial utilizada foi o Qlik Sense, capaz de combinar os dados para criar análises visuais interativas em ambiente de nuvem seguro. Além dos profissionais da Academia IN e da A10 School, a atividade contou com representantes de outros fornecedores de TI.



Diferentes perspectivas para um mesmo problema

Um dos pontos fortes do hackathon é a oportunidade de unir pessoas de várias áreas da empresa, que trazem diferentes perspectivas de resolução. “Uma das principais dificuldades dos funcionários é a de tomar alguma decisão baseada em dados. Nossa meta é consolidar conhecimento e experiência para que, por meio dos dados, eles possam realizar uma interpretação adequada, tomar decisões e gerar insights”, completa Alessandra.

Na opinião da executiva, se as empresas de qualquer tamanho fizessem grupos para exercícios como estes, é possível se construir uma cultura de análises de dados e promover o crescimento contínuo da alfabetização em dados.

Este tipo de hackathon proporciona integração do time, intercâmbio de vivências, “atividade mão na massa” e muito mais segurança às pessoas na hora de analisar os dados.

Para a LEROY MERLIN, o hackathon Talento de Dados foi um sucesso. “Formamos as equipes, trabalhamos e exercitamos a capacidade analítica dos times que foram desafiados a construir algo no qual não possuíam nenhuma experiência. Todo movimento teve como grande objetivo disseminar a cultura de dados de um modo inovador, gerando uma competição saudável para toda a empresa”, finaliza Rafael Attux, Data Architect Lead da empresa. Os vencedores ganharam como prêmio um bootcamp em Análise de Dados, com duração de 03 meses, no qual irão aprender as melhores práticas e como construir os desafios com dados do dia a dia, ministrado pela Academia IN e a A10 School.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Banco Sofisa financia projeto Girls in Tech

Apoio à iniciativa, que tem como objetivo promover ações para capacitar, empoderar e influenciar as mulheres da área de tecnologia, faz parte da agenda ESG do banco 

Atento às pautas ESG, sigla em inglês para os aspectos ambientais, sociais e de governança, o Banco Sofisa iniciou financiamento de programa, denominado Girls in Tech, promovido pela AFESU – ASSOCIAÇÃO FEMININA DE ESTUDOS SOCIAIS E UNIVERSITÁRIOS. O programa tem como principal objetivo formar mulheres para que atuem na área de tecnologia.

“O Sofisa entende a importância da diversidade de gênero dentro do mundo corporativo, sobretudo, em setores que são majoritariamente ocupados por homens, como é o caso da área de Tecnologia da Informação. Queremos, cada vez mais, estimular projetos de formação como o Girls in Tech e contribuir com a entrada de mais mulheres nesse mercado”, explica Sílvia Scorsato diretora de ESG do Banco Sofisa.

Girls in Tech / Divulgação

A iniciativa é uma oportunidade de estudos e iniciação profissional na área de tecnologia para meninas de 14 a 17 anos, matriculadas no Ensino Médio. A ideia é que as alunas do projeto se interessem pelo tema e adquiram conhecimentos básicos para o primeiro emprego no setor. O projeto oferece aulas práticas e teóricas em Computação, Programação, Robótica e Desenvolvimento de Apps, além de apoio escolar. Contempla lógica de programação, HTML, CSS, JavaScript, noções de banco de dados, Design Thinking e postura profissional. Além disso, as alunas podem escolher entre três turmas: Tecnologia Básica; Gestão e Tecnologia; Desenvolvedor Web e Redes.

O Girls in Tech é promovido pela AFESU, uma organização sem fins lucrativos e não governamental, que visa a dignidade humana por meio da formação cidadã, educacional e profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Os projetos de tecnologia da organização têm sido desenvolvidos em três unidades diferentes: AFESU Morro Velho, AFESU Moinho e AFESU Veleiros – todas na cidade de São Paulo.

Além do financiamento desse projeto o Banco Sofisa também realizou a doação de computadores para auxiliar o ensino e fomentar o desenvolvimento das unidades da AFESU.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Aos 50 anos, Ekma bate a marca de mais de 300 toneladas de materiais retiradas do meio ambiente

O volume já representa 22% das embalagens utilizadas pela indústria líder de mercado em molhos condimentados e atomatados para food service


A Ekma, indústria líder de mercado de molhos condimentados e atomatados para food service, comemora 50 anos de atividade com mais um avanço no programa de sustentabilidade. A empresa paulista supera a marca das 316 toneladas de materiais recolhidas por ano para reciclagem com a logística reversa, o que corresponde a 22% do total do volume de embalagens utilizadas nos seus produtos.

Certificada com selo Eureciclo, concedido pela New Hope Ecotech, empresa especializada em tecnologia de monitoramento de logística reversa e impacto social, às marcas que comprovadamente aderiram às práticas de compensação ambiental de resíduos pós-consumo recicláveis, a Ekma já retirou do meio ambiente 316 toneladas de embalagens ao longo de 2021. Deste total, 138 toneladas são de plástico e 178 toneladas de papelão. As embalagens pós-consumo recolhidas são destinadas às indústrias de reciclagem de todo o país.

Reúso de 100% de água - Para promover uma produção cada vez mais limpa e sustentável, preservando o meio ambiente e bem estar das pessoas, a Ekma já investiu mais de 1 milhão de reais na modernização do sistema de geração de vapor, usado para preparação e pasteurização de produtos. O novo equipamento oferece maior eficiência na produção e, consequentemente, é menos poluente do que o modelo anterior.

Em sua planta fabril, a Ekma conta com Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) biológico, por lodo ativado, e Estação de Tratamento de Água (ETA), que permitem que toda a água utilizada no processo de produção seja tratada e reutilizada, juntamente com água captada do poço artesiano. Toda água de reúso e do poço artesiano passam por um rigoroso controle de qualidade, atendendo as legislações da Cetesb e do Ministério da Saúde. Além da produção sustentável, o uso consciente da água já proporciona à fábrica uma economia de 75% na captação de água do poço artesiano.

“Ao longo dos 50 anos, a Ekma vem investindo em produção responsável, com preocupação ambiental e social. Acreditamos na colaboração financeiramente sustentável para as centrais de reciclagem e a importância do papel da indústria na preservação dos recursos naturais para futuras gerações”, afirma Dauto José Azarite Junior, diretor comercial da empresa.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Brasil propõe convenção internacional para trabalho por aplicativo na Cúpula da OIT



Antonio Neto, presidente da CSB, é o delegado dos trabalhadores brasileiros na 110ª Conferência Internacional do Trabalho, que acontece em Genebra até o dia 11 de junho

Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), viaja neste sábado para Genebra, na Suíça, para participar da Cúpula da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que acontece até o dia 11 de junho.

Como delegado dos trabalhadores brasileiros, Neto vai apresentar uma proposta de convenção internacional para os trabalhadores de aplicativos, nos moldes da que já existe para os marítimos.

“Esse é um tema urgente, pois se não houver regulamentação, daqui a 15, 20 anos, haverá milhões de trabalhadores sem proteção alguma, que nunca conseguirão se aposentar e não terão mais condições de continuar na ativa. É uma bomba social que certamente vai explodir lá na frente se não fizermos algo agora”, alerta Antonio Neto.

“O que acontece hoje é quase uma escravidão moderna, pois, além de não ter proteção previdenciária, os trabalhadores por aplicativo não têm descanso remunerado nem garantia de renda e fazem jornadas de até 18 horas diárias, sete dias por semana, para receber apenas cerca de 10 centavos de dólar por hora. Isso precisa mudar”, afirma.

Atualmente, há cerca de 1,5 milhão de trabalhadores por aplicativo no Brasil. Os efeitos do trabalho por plataformas vêm sendo estudados pela OIT desde 2015, mas ainda não há uma convenção internacional para esses trabalhadores.

A Conferência Internacional do Trabalho (CIT), também chamada de parlamento mundial do trabalho, é o maior encontro internacional da área. Participam do evento representantes de governos, empregadores e trabalhadores dos 187 estados membros da OIT. Os(as) delegados(as) discutem as principais questões relacionadas ao mundo do trabalho, adotam e monitoram a aplicação das normas internacionais do trabalho e definem as prioridades e o orçamento da OIT no nível global.

Esta 110ª Conferência Internacional do Trabalho teve sua sessão inaugural, de forma virtual, no dia 27 de maio. As comissões começaram os trabalhos no dia 30. As sessões plenárias acontecerão entre os dias 6 e 11 de junho. A Cúpula de alto nível sobre o Mundo do Trabalho será realizada no dia 10.

Entre as pautas a serem discutidas na CIT, está a possível alteração da Declaração da OIT sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, de 1998, para incluir condições de trabalho seguras e saudáveis. Também será realizada uma discussão inicial sobre aprendizagem, com vistas à possível criação de uma nova norma internacional do trabalho. Os comitês discutirão ainda o trabalho decente e a economia social e solidária e o objetivo estratégico do emprego como parte do mecanismo de acompanhamento da Declaração da OIT sobre Justiça Social para uma Globalização Justa.

É possível acompanhar o evento por aqui: https://live.ilo.org/events/110th-international-labour-conference-2022-05.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

LOTS Group e SEST SENAT lançam curso gratuito on-line sobre direção segura e responsável no trânsito

Alunos podem iniciar o aprendizado a partir de hoje pela plataforma virtual EAD do SEST SENAT



A LOTS Group, uma empresa de inovação e tecnologia para o setor de transporte, e o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), lançam o Curso Online de Direção Segura e Responsável no Trânsito. A capacitação será gratuita e realizada na modalidade de Ensino a Distância (EaD). Podem se inscrever todos os condutores brasileiros interessados em se atualizar na temática trânsito, com foco na direção segura e responsável no trânsito.

Com carga horária de 11 horas/aula e certificado de conclusão, o curso é dividido em: Percepção de Riscos; Cansaço e Fadiga ao Dirigir; Condições do Veículo; Condições do Ambiente; Condições das Vias; Meio Ambiente; Convívio Social no Trânsito; e Tecnologias para Segurança.

As adesões podem ser feitas a partir desta segunda-feira (30) pela plataforma virtual de ensino a distância do SEST SENAT (https://ead.sestsenat.org.br/cursos/direcao-segura-e-responsavel-no-transito-lots-group-e-sest-senat/). O aluno pode acessar por qualquer dispositivo (computador, celular, tablet) e fazer no tempo que achar necessário. Mais informações: 0800 728 2891 (telefone) ou pelo e-mail: suporteead@sestsenat.org.br

Segundo Huber Mastelari, CEO da LOTS Group para América Latina, o curso é uma ótima oportunidade para os condutores já habilitados refletirem sobre suas práticas no trânsito e, a partir disso, adotarem comportamentos mais seguros e responsáveis na condução de seus veículos.

“Nosso objetivo é externalizar a cultura de segurança que passamos para os nossos motoristas aqui na LOTS. Com simples ações, mudanças de atitudes e implementação de tecnologias que compartilhamos no curso, podemos reduzir drasticamente o número de acidentes no trânsito, e esse é o nosso principal objetivo”, comenta Mastelari.

A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, afirma que o lançamento do novo curso, agrega ainda mais valor aos serviços oferecidos pelo SEST SENAT. “Temos um compromisso com a segurança no trânsito, e poder contribuir para que ele se torne cada vez mais seguro é um dos focos do nosso trabalho. Além disso, a oferta do curso na modalidade a distância, facilita o acesso e permite que mais motoristas possam participar do treinamento. O curso soma-se aos programas e projetos que o SEST SENAT já desenvolve, como o Prevenção de Acidentes e os treinamentos teóricos e práticos que utilizam simuladores de direção.”

A plataforma EaD do SEST SENAT oferece mais de 200 cursos em nove áreas do conhecimento, muitos deles gratuitos. Os alunos contam com recursos como telas interativas, vídeos, jogos e atividades de fixação. Todos os cursos são certificados. Durante o ano de 2021, foram feitas mais de 479 mil matrículas na plataforma EAD. As inscrições são realizadas totalmente via web, os cursos são autoinstrucionais e as avaliações de aprendizagem ocorrem em ambiente virtual ou presencialmente – no caso dos cursos regulamentados.

Maio Amarelo

A parceria para o lançamento desse treinamento celebra o fim das ações do Maio Amarelo, mês da campanha internacional de conscientização para a segurança no trânsito, promovida pelo Observatório Nacional de Segurança Viária. Pelo segundo ano consecutivo, a CNT e o SEST SENAT foram os apoiadores centrais da campanha no Brasil.

Em 2022, a iniciativa ganhou um espaço ainda maior no Sistema CNT e passou a integrar o calendário nacional de mobilizações nacionais do SEST SENAT. Colaboradores das unidades operacionais de todo o país atuaram em mais de 300 pontos levando conscientização e orientações sobre o papel de cada um para a construção de um trânsito mais seguro. Saiba mais: https://www.sestsenat.org.br/