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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

ONG Gerando Falcões inaugura nova loja do Bazar social em Suzano (SP)


O novo espaço contará com mais de 30 mil peças entre roupas, sapatos, acessórios e itens de beleza e tem foco em dar voz à comunidade

A Gerando Falcões, ecossistema de desenvolvimento social que atua em mais de 4.000 favelas de todo o Brasil, inaugurou em Suzano (SP), no dia 4 de agosto, a quarta loja física do bazar social da ONG. O novo espaço de 250 m² contará com mais de 30 mil peças entre roupas, sapatos, acessórios e itens de beleza.


A Vimer Retail Experience foi a responsável pelo desenvolvimento dos projetos de Arquitetura, Visual Merchandising e Comunicação que passam a definir o novo conceito estratégico de espaço do Bazar. O local tem como base o conceito de economia circular, onde todos os produtos - novos e usados - doados à ONG, são colocados à venda por valores até 80% mais baratos, oferecendo, assim, acesso a bens de consumo para população de baixa renda. O valor arrecadado com as vendas é reinvestido por completo em programas de transformação nas periferias e favelas.


A sócia-fundadora da Vimer e especialista em varejo, Camila Salek, explica que o fator central da criação do novo conceito de loja do Bazar está em potencializar o espaço e a voz das comunidades. "Toda jornada no espaço e design refletem uma experiência que respeita e promove o senso de pertencimento da comunidade e a amplia, abrindo espaço de valor para integração das doações que compõem o mix de produtos da loja".


Entre os destaques, o conceito de comunicação da loja, voltada para um diálogo com o consumidor e narrativa da história das peças de roupa. “Toda estrutura flexível, layout voltado para a contação de histórias e comunicação humanizada, fazem da loja, um palco para conectar doadores, consumidores e todas as pessoas que mantêm o espaço vivo”.


Após a conclusão da aplicação das premissas de visual merchandising na montagem do Bazar, a Vimer disponibilizará um manual com detalhes para a manutenção da estratégia desenvolvida para o espaço, já que o volume de recebimento das peças é alto.


"O Bazar da Gerando Falcões é um negócio sustentável de ponta a ponta, que celebra a capacidade inventiva da favela, de inovação da periferia, o nosso ecossistema é vibrante e constrói acesso de empoderamento para ter uma favela ainda mais poderosa. Juntos, estamos construindo uma ponte rumo a um futuro sólido e próspero", enfatiza Mayara Lyra, Diretora de Negócios Sociais da GF.


O valor arrecadado com as vendas é reinvestido por completo em programas de transformação nas periferias e favelas.


Doações

Interessados em doar roupas, calçados e outros produtos em bom estado podem entrar em contato pelo e-mail bazar@gerandofalcoes.com ou pelo telefone (11) 3426-9800. As doações são retiradas pela própria ONG em São Paulo ou Grande São Paulo, após agendamento.


Serviço

Endereço: Rua General Francisco Glicério, 860, Centro, Suzano

Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 9h às 19h


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Pesquisa do GEMAA mostra que inclusão de indígenas nas universidades públicas precisa ser potencializada

Os pesquisadores defendem também a implementação de políticas que garantam não apenas a inclusão, mas principalmente a manutenção dessa população nas universidades

Estudo do GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa), núcleo de pesquisas ligado ao IESP-UERJ, mostra que em 2019 apenas 53 das 106 universidades públicas brasileiras, distribuídas por 18 estados, tinham ações afirmativas formuladas especificamente para a população indígena. A pesquisa foi baseada na análise dos manuais de candidatos, dos editais e suas retificações, dos termos de adesão ao SISU e, adicionalmente, na apreciação de documentos judiciais e matérias jornalísticas.

A primeira política de ação afirmativa voltada exclusivamente para o ingresso de indígenas em cursos regulares de graduação foi criada no Paraná com a Lei estadual 13.134, em 2001, que assegurava apenas três vagas em cada uma das universidades do estado para esse grupo.

Mais de dez anos depois, em 2012, entrou em vigor a Lei 12.711, quando a existência de cotas indígenas se tornou obrigatória em todas as faculdades federais. Em paralelo, existia a situação dos pretos e pardos, que também tinham suas políticas públicas nas universidades. Com a nova lei, a situação se tornou mais favorável às “minorias”. A reserva de vagas se tornou diretamente proporcional ao número populacional dos três grupos – pretos, pardos e indígenas –, porém, mesmo com a extensão, ela faz parte de somente 50% das vagas. Mesmo com as cotas disponíveis, existe muita separação, pois elas podem ser preenchidas integralmente por pretos e pardos, excluindo os estudantes indígenas.

Estudos afirmam que, desconsiderando as reservas advindas da Lei 12.711, as faculdades federais disponibilizam apenas 2,2% de suas vagas ao grupo dos PPIs (Pretos, Pardos e Indígenas), enquanto nas estaduais esse índice chega a 5,7%. Em números, são 7.988 vagas designadas ao grupo indígena, distribuídas em 53 universidades.

A tabela a seguir apresenta o dado IIR (Índice de Inclusão Racial), que julga a eficácia inclusiva das políticas de ação afirmativa para indígenas nas universidades analisadas. O cálculo é baseado na proporção de vagas exclusivas para indígenas dividida pela proporção total desse grupo da população em cada um dos estados contemplados com o estudo.




Esses dados se mostram positivos e animadores, porém existe um questionamento. Será que esse público está, de fato, acessando tais políticas? As universidades e o Ministério da Educação não disponibilizam informações que comprovem que tais iniciativas estão sendo direcionadas corretamente ao público determinado. Não existem registros públicos das matrículas efetivas, portanto não há uma forma de comprovar a eficiência do programa.

Outro ponto importante é entender que, para considerar o processo de inclusão completo, não basta reservar vagas exclusivas aos PPIs, também é preciso mais investimentos para que os alunos permanecem nos cursos. “Para que as ações afirmativas continuem funcionando após os processos seletivos e vestibulares, é necessária a implementação de investimentos financeiros na permanência dos estudantes na universidade. A preparação de um material didático e capacitação pessoal para lidar com as diversidades presentes num curso de graduação são assuntos que devem ser discutidos e gerar ações por parte das instituições de ensino superior”, explica Jefferson Belarmino, sociólogo e vice-coordenador do GEMAA, que responde pela pesquisa.

É fato que as faculdades regidas pela Lei 12.711, na maioria das vezes, não colocam em prática as medidas específicas para beneficiar essa população. Isso é avaliado principalmente pelo processo de seleção, no qual todos os vestibulandos são avaliados com base em conhecimentos eurocêntricos, que são vistos como universais.

“Ao que tudo indica, políticas localizadas, com medidas específicas para inclusão e manutenção dessa população nas universidades, podem apresentar maior efetividade. Isso é especialmente relevante para o caso em questão, pois processos migratórios não costumam ser vantajosos para os indígenas, que têm o direito à terra como uma de suas principais bandeiras políticas”, reforça Belarmino.

Mesmo com todos os avanços dos últimos anos, o estudo mostra que ainda é necessária a discussão das políticas públicas que regem o programa de reserva exclusiva de vagas. Dentro desse contexto, o GEMAA reforça a necessidade de maior acesso a informações que garantam que os grupos menos favorecidos estão, efetivamente, se matriculando nas faculdades, realizando e terminando seus cursos.

O estudo completo pode ser acessado em: https://bit.ly/Estudo_GEMAA_AAINDIGENAS

Resumo do estudo:

a) Em 2019, havia 53 universidades públicas com ações afirmativas desenhadas exclusivamente para a população indígena, distribuídas por 18 estados brasileiros;
b) 26 universidades públicas (de um total de 106) possuíam processos seletivos exclusivos para indígenas;
c) 44 universidades federais (de um total de 67) destinavam cotas para indígenas apenas com base na Lei 12.711, de 2012; e
d) no geral, nas 53 universidades investigadas, a proporção de vagas formalmente reservadas para indígenas supera a proporção da população de indígenas nos estados, o que acontece, em grande medida, porque essa população é bastante reduzida, ficando abaixo de 1% na maioria dos casos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Vivo amplia apoio à cultura com patrocínio ao Grupo Corpo

Empresa incentiva um dos mais importantes grupos de dança do Brasil, que tem apresentações previstas para cidades como São Paulo, Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais

Grupo Corpo. Foto de JOSE LUIZ PEDERNEIRAS 

Reconhecida pelo incentivo às artes cênicas e visuais em todo país, a Vivo amplia sua atuação apoiando também a dança, com o patrocínio ao Grupo Corpo. Fundado em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo consagrou‐se como uma das mais relevantes companhias de dança contemporânea brasileira. Com um trabalho focado na brasilidade, ousadia e rigor estético, construiu um repertório importante, com apresentações realizadas nos cinco continentes.

“Vemos muita sinergia entre as iniciativas da Vivo e do Grupo Corpo, referência em produções de excelência e que tem como propósito valorizar a cultura brasileira. Este patrocínio busca aproximar a sociedade da arte por meio da dança, ampliando o apoio da marca a esse segmento, capaz de inspirar os mais diversos públicos”, destaca a diretora de Marca e Comunicação da Vivo, Marina Daineze.

A companhia mineira de dança contemporânea já tem temporadas confirmadas para São Paulo (agosto), Belo Horizonte (setembro e dezembro) e municípios do interior de Minas Gerais.

Vivo Cultura

A Vivo acredita na digitalização como uma importante forma de aproximar os brasileiros da arte, da educação, do esporte e do entretenimento. Há 20 anos, investe na cultura como elemento de transformação da sociedade, fomentando patrocínios no âmbito das artes cênicas e visuais em todo o território nacional. Mantém o Teatro Vivo em São Paulo e apoia importantes espaços multiculturais como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Pinacoteca de São Paulo, Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), Museu de Arte Moderna do Rio – MAM (RJ) Museu Oscar Niemeyer (PR), Instituto Inhotim (MG) e Palácio da Artes (MG). Também esteve presente nas últimas edições da SP-Arte. No Rio de Janeiro, mantém, desde 2015, o patrocínio à casa de espetáculos Vivo Rio e ao Museu do Futebol (localizado na sede da CBF).

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Livro Arte do Jornalismo terá distribuição gratuita para 226 escolas públicas

Ao todos serão distribuídos 2.400 exemplares do livro que reúne as reportagens vencedoras do projeto sobre sustentabilidade. Reportagens são de autoria dos próprios alunos participantes e foram realizadas em 10 cidades de 6 estados brasileiros
Livro: Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade
(edição exclusiva para distribuição gratuita nas escolas públicas participantes do projeto).

Horizonte Educação


Alunos das 226 escolas públicas participantes do projeto Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade recebem em agosto, na volta às aulas, exemplares do livro homônimo do projeto que impactou mais de 4 mil crianças com o desafio de discutir, por meio do jornalismo sério, a sustentabilidade em suas cidades, tendo como foco principal as metas de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidas na agenda da ONU até 2030.

Com a entrega gratuita dos 2.400 exemplares do livro para as 226 escolas públicas participantes, o projeto chega a sua última etapa. O livro reúne 30 reportagens vencedoras, de autoria dos próprios alunos, e é o produto final do projeto que vem percorrendo 10 cidades brasileiras desde setembro de 2021 com oficinas de capacitação, workshops e entrega dos jornais estudantis regionais. Nesta maratona, os alunos foram estimulados a refletir sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e, com a orientação de seus professores e das equipes pedagógicas do projeto, puderam realizar pesquisas ou entrevistas e redigir suas reportagens. As matérias selecionadas compuseram um jornal estudantil de cada cidade, cuja nomeação e montagem também aconteceu com a participação dos alunos e professores num wokshop de diagramação realizado nas escolas. Foi um dia do design em que os alunos aprenderam a editar o jornal impresso, definir fonte, cores, imagens e o nome do jornal que representaria sua escola.

Alunos contam sua experiência com o jornalismo

Relatos de alunos que participaram do projeto destacam que a experiência com o jornalismo foi um estímulo ao debate e à conscientização para a sustentabilidade. Grande parte dos temas das reportagens vencedoras, e que integram o livro, são sobre questões que já refletem no dia a dia de suas cidades, como poluição dos rios, ausência de espaços verdes para lazer, qualidade do transporte público, entre outros. Mas no radar dos jovens alunos houve interesse também por temas ligados à desigualdade social, como é o caso do aluno Ivonaldo, de Uberaba. “O tema que eu escolhi foi mulheres na política e fala sobre a luta que elas tiveram para conquistar seu lugar”, comenta o adolescente Ivonaldo Alves dos Santos, aluno da escola estadual Gabriel Toti e autor de uma das reportagens selecionadas pelo projeto e publicadas no jornal da sua cidade, o Uberaba Sustentável.

“Fico muito orgulhoso de saber que meu nome está naquele jornal, que a gente conseguiu produzir a capa, que tivemos ideias. Para mim foi uma experiência muito legal e a gente ainda está falando de uma coisa muito importante que é o Rio Itapetininga”, afirmou Luiz Fernando Nascimento Felício, co-autor da reportagem sobre o documentário Rio Itapetininga e seu Significado Cultural, do Coletivo Aliança Socioambiental (ASA). Luiz é aluno da escola Darcy Vieira, em Itapetininga – SP, e sua reportagem foi publicada no jornal da sua cidade, o Itapê News.

Balanço do projeto do Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade

Segundo dados da Horizonte Educação e Comunicação, criadora do projeto, a iniciativa impactou 4.380 estudantes e 152 professores do ensino público das cidades por onde o projeto passou. O Arte do Jornalismo teve o patrocínio da Dexco, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e passou por 10 cidades em 6 estados brasileiros: Santa Catarina (Urussanga e Criciúma), São Paulo (Jundiaí, Agudos e Itapetininga), Pernambuco (Cabo de Santo Agostinho), Paraíba (João Pessoa), Rio de Janeiro (Queimados) e Minas Gerais (Uberaba). Ao todo, 169 reportagens foram inscritas com temáticas como consumo consciente, poluição de rios, abastecimento de água, energia limpa, melhorias no transporte público, preconceito, gravidez na adolescência, mulheres na política, entre outros.

“Com a distribuição gratuita do livro fechamos um ciclo vitorioso de um projeto que se mostrou eficiente para engajar alunos e professores numa temática cada vez mais relevante que é a sustentabilidade. Entendemos que ao discutir os caminhos da sustentabilidade por meio do jornalismo como expressão é proporcionar reflexão e pensamento crítico nesta juventude” avalia Allan de Amorim, coordenador do projeto na Horizonte.

Galeria de imagens

Confira fotos com o registro das entregas dos jornais nas escolas

Assista o vídeo institucional com depoimentos de alunos e professores

Baixe gratuitamente o pdf do livro Arte do Jornalismo – Caminhos da Sustentabilidade

Saiba mais sobre todas as etapas acessando o site oficial do projeto em: http://artedojornalismo.com.br/

Ficha técnica – livro e projeto

Realização: Horizonte Educação e Comunicação

Diretor Geral: Peter Milko

Diretor Administrativo: Mauro de Melo Jucá

Coordenador de Projeto: Allan de Amorim

Diretor de Arte: Roberto Morgan

Texto: Ricardo Prado, Edson Grandsoli e Pollyana Ferrari

Oficinas: Thaís Brianesi

Workshops: Joana Brasileiro

Apoio: Mirella Tavares da Silva, Ane Coelho e Danilo Takahara

Comissão Julgadora: Aron Belinky, Cláudia Costin, Geraldo Junior e Jhonathan Oliveira

Comissão Avaliadora: Thais Brianezi e Carmen Gattas

Patrocínio (Lei Federal de Incentivo à Cultura): Dexco


quinta-feira, 28 de julho de 2022

Circo social lança livro com apoio do governo de São Paulo e da Coca-Cola FEMSA




"Mágica para salvar o planeta" é lançado no interior do estado após estreia na Bienal do Livro

A entidade Lona das Artes acaba de lançar o livro “Mágica para salvar o planeta”. A primeira edição conta com recursos do governo do estado de São Paulo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, ProAc ICMS da Secretaria estadual de Cultura e Economia Criativa, e da Coca-Cola FEMSA. Mais de duas mil cópias foram doadas para bibliotecas, espaços culturais, organizações sociais e escolas públicas do estado.

A programação do lançamento da primeira edição começou na 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no estande da editora All Print. A segunda edição teve o lançamento promovido em Campinas, na livraria Leitura, no Parque Dom Pedro Shopping, recebeu os personagens da segunda edição do livro, para autografar, tirar fotos e realizar performances circenses.

Antes mesmo de ser publicado, o livro inspirou o espetáculo “Aqua Circus”, que somou 150 apresentações em escolas públicas e ONG`S localizadas nas cidades de Sumaré, Campinas e Hortolândia.

O livro “Mágica para salvar o planeta” conta a história dos palhaços Risadinha e Espoletinha, que têm as férias na praia interrompidas pela sujeira deixada na areia e pelas más condições da água do mar. O projeto educativo é voltado para o público infantil e aborda os temas meio ambiente e sustentabilidade. “Esse projeto é muito importante para a entidade, mostrando como a arte pode ajudar na conscientização sobre a preservação ambiental”, ressaltou o artista, Carlos Corrêa, que é educando da entidade desde os 12 anos, assina as ilustrações do livro e interpreta o palhaço Espoletinha em “Aqua Circus”.


O projeto da publicação foi idealizado no ano de 2018 pelo escritor e diretor Rodrigo Cachanco. A proposta da Lona das Artes é compor uma trilogia, a partir do lançamento de “Mágica para salvar o planeta”. A segunda edição da publicação está disponível por R$30,00 nos sites da All Print, da Amazon, entre outros sites. A venda do livro vai contribuir para a sustentabilidade econômica da instituição.



Sobre a Lona das Artes:

A Lona das Artes é um espaço de arte, cultura e educação para centenas de jovens em situação de vulnerabilidade econômica. Por meio da arte, a missão da companhia é educar e transformar a realidade social de crianças e adolescentes. Atualmente, a Lona das Artes integra a Rede Circo do Mundo Brasil e está entre as dez melhores do país. Além da Casa da Bailarina, a instituição possui entre os seus principais projetos: o Circo Social, o PIEJ (Programa de Inclusão Econômica de Jovens), a Profissionalização Artística, dentre outras ações educativas.

Em 2019, o Instituto Doar classificou a entidade entre as 10 melhores ONG’s (Organizações Não Governamentais) do país e, em 2020, concedeu ao Projeto Lona das Artes o selo doar, que incentiva, legítima e destaca o profissionalismo e a transparência nas organizações ONGs, na forma de um atestado independente de sua adequação aos PGTD (Padrões de Gestão, Transparência e Doação).

Espetáculo Aqua Circus - Ficha Técnica:

Elenco:
Direção: Rodrigo Cachanco
Risadinha: Giovanna Bernal
Espoletinha: Carlos Correa
Marinheiro: Samuel Ithalo
Tartaruga: Gustavo Delmonte

Direção Geral: Rodrigo Cachanco
Figurinos: Hugo Hector Marinelli
Fotos: Danillo Sabino
Costura: Janice Souza

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Kimberly-Clark apoia mais uma turma do Projeto Pescar para capacitação de jovens em produção industrial em Suzano

 Colaboradores da empresa atuam como voluntários, ministrando alguns módulos do curso voltado à inserção de jovens no mercado de trabalho


Divulgação

Empenhada em desenvolver as comunidades em que atua, a Kimberly-Clark, multinacional norte-americana de produtos de higiene pessoal, apoia, desde 2013, o Projeto Pescar, que tem como objetivo capacitar jovens de baixa renda, entre 17 e 18 anos, para ampliar suas oportunidades de inserção no mercado de trabalho. A empresa custeia, em Suzano, uma turma do curso de produção industrial por ano e incentiva seus colaboradores a participarem como professores voluntários. Além disso, da última edição, com 18 alunos, sete aprendizes foram contratados.

"Acreditamos muito no cuidado, e atuamos para que ele não fique restrito somente aos nossos colaboradores, os quais incentivamos a passar nosso propósito de 'um melhor cuidado para um mundo melhor' adiante, por exemplo, com programas de voluntariado. Temos uma meta ambiciosa de contribuir com o bem-estar de 1 bilhão de pessoas no mundo. Pensar no futuro das próximas gerações nunca foi tão importante e acreditamos que as empresas têm esse poder para fazer a diferença", comenta Carlos Eduardo Pereira, diretor de operações da Kimberly-Clark no Brasil.

Divulgação

A Kimberly-Clark apoia, desde 2013, o Projeto Pescar,
 que tem como objetivo capacitar jovens de baixa renda, 
entre 17 e 18 anos, para ampliar suas 
oportunidades de inserção no mercado de trabalho

O curso, que tem carga de 800 horas, duração de 11 meses e será pela primeira vez em formato híbrido, tem início em maio e conta com grande procura na região de Suzano. No ano passado, foram 3.700 inscritos para as 20 vagas oferecidas.

Os profissionais que se voluntariarem poderão contribuir de duas maneiras, ministrando uma das disciplinas oferecidas ou palestrando sobre um tema de interesse, que deve ser alinhando com a educadora responsável pelo Projeto Pescar dentro da organização, que dá suporte para o voluntário, apoiando no conteúdo e em como conduzir as conversas. "O voluntário é parte essencial do programa. Além de ajudar a construir os sonhos, contribui diretamente na formação dos jovens e se torna uma referência, trazendo o seu conhecimento técnico, a sua experiência profissional e de vida para despertar e aprimorar competências. Dessa forma é possível ampliar as condições dos alunos de ingresso no mundo do trabalho", reforça Carlos.

Até 2021, a Kimberly-Clark disponibilizou 453 colaboradores que participaram ativamente como voluntários do Projeto Pescar. Nas últimas sete edições do curso, 403 jovens concluíram o projeto.

Divulgação

O pilar de impacto social da Kimberly-Clark, que conta com metas estabelecidas para cumprimento até 2030, direciona seus esforços para áreas como: cuidado com a saúde e bem-estar das pessoas em todas as fases da vida; desafio a estigmas e defesa do progresso das mulheres; e promoção de um mundo onde todos possam desfrutar de acesso à água potável e saneamento.

Criada em 1995, a Fundação mantenedora do Projeto Pescar pretende expandir e consolidar um programa pioneiro de formação socio profissionalizante voltado para o desenvolvimento de jovens. Mais de 35 mil jovens já se beneficiaram do programa desenvolvido em parceria com empresas e organizações e norteado por princípios comunitários. A Fundação tem como valores a ética, a excelência, a flexibilidade, a busca por inovação, primando pela fidelidade aos seus objetivos, e observando os princípios da transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Sopão Solidário: VONO® distribui sopas para aquecer os dias frios de quem vive em situação de vulnerabilidade




A ação é idealizada pela ONG ABCP e conta com a parceria do Instituto Ajinomoto desde 2020

Começou na sexta-feira (08/07/2022), o Sopão Solidário da Associação Beneficente do Povo (ABCP) em parceria com o Instituto Ajinomoto e VONO®, marca de sopas da Ajinomoto do Brasil e líder no segmento de sopas individuais. A ação acontecerá durante cinco sextas-feiras (08, 15, 22, 29 de julho e 05 de agosto), no Pateo do Collegio, no centro de São Paulo. Serão distribuídas cerca de 500 sopas por dia para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.

Para fortalecer a campanha do agasalho realizada pelo Instituto Ajinomoto, a marca de sopas desenvolveu a ação para contribuir com a alimentação de pessoas nas ruas. Assim, foi estabelecida em 2020 a parceria com a Associação Beneficente do Povo (ABCP), visando fortalecer a ação de inverno com o Sopão Solidário.

“A parceria muito bem-sucedida entre a marca VONO, Instituto Ajinomoto e ABCPovo leva a mais de 2000 pessoas alimentos nas noites frias de São Paulo, além da distribuição de alimentos, a organização social atua na reintegração das pessoas em situação de rua a sociedade com acolhimento e formação profissional.” Alessandra Tapi – Gerente de Responsabilidade Social Corporativa.

Nutrição e afeto na alimentação

Este é o terceiro ano em que VONO® participa da ação e contribui com a alimentação de centenas de pessoas em vulnerabilidade social. Segundo o Censo da População em Situação de Rua, realizado em 2021 pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMDS, cresceu em 31% o número de pessoas morando nas ruas da capital paulista, em comparação ao ano de 2020.

Desde 2010, o Instituto Ajinomoto é parceiro da ONG ABCP com diversas iniciativas que oferecem a reintegração social às pessoas em situação de rua. Entre as atividades estão oficinas de esporte e cultura para crianças e adolescentes.

Sobre VONO®

VONO® é uma marca de sopas com duas linhas de produtos. A sopa instantânea individual perfeita para quem busca a liberdade de uma refeição prática, leve e versátil, sem complicações. Descubra os vários sabores de VONO® e viva a liberdade no seu prato. A marca também oferece a linha VONO® Chef, da categoria de sopas claras e cremosas voltadas para o uso culinário, ideais para uma refeição em família.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Projeto do Instituto Marielle Franco, VMLY&R e Vetor Lab usa arte e tecnologia para defender a memória e multiplicar o legado da vereadora assassinada há 52 meses

O Instituto Marielle Franco lança hoje, dia em que se completam 52 meses desde o assassinato da vereadora, o site "A Voz de Marielle", um projeto global que traz de volta a voz da política e ativista social brasileira em mais de dez de seus discursos emblemáticos.

Quatro anos após seu assassinato, o rosto de Marielle Franco se tornou mundialmente um ícone político e cultural, espalhado nas mídias, artes de rua e outras formas de expressão; mas com o passar do tempo sua voz e seus discursos vêm sendo menos reproduzidos.

O projeto desenvolvido pela VMLY&R em parceria com o Instituto Marielle Franco, não quer deixar a memória se apagar e apresenta de um jeito interativo alguns de seus principais discursos para encorajar as pessoas a seguirem sua luta por igualdade, justiça de gênero, raça e direitos humanos.

No centro do projeto está uma experiência interativa inovadora de realidade virtual desenvolvida pela Vetor Lab, que transforma o rosto de Marielle em um portal para sua voz. Ela usa reconhecimento facial e inteligência artificial para identificar retratos da ativista (fotografias, grafites, ilustrações etc.). As pessoas devem simplesmente acessar o site, apontar a câmera do celular para o rosto da Marielle para ativar imediatamente seus discursos mais fortes. Cada discurso conta com uma trilha feita em parceria com a produtora de áudio DaHouse, que com a ajuda de uma inovadora tecnologia de sintetizadores, instrumentalizou a voz de Marielle para criar a composição.

As pessoas podem gravar suas interações e compartilhá-las nas redes sociais com a hashtag #AVozDeMarielle.


"Parte da nossa missão no Instituto é inspirar mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas, e fazemos isso através da defesa da memória e da multiplicação do legado de Marielle. Muitas pessoas conhecem seu nome, mas não sabem o que ela defendia. Conectar sua voz às suas imagens é uma forma de não deixarmos que a luta se esvazie e perca o sentido. Estamos usando a tecnologia para garantir que a memória de mulheres negras estará para sempre protegida e difundida, atravessando gerações.", comenta Anielle Franco, Diretora Executiva do Instituto Marielle Franco e irmã de Marielle.

“Há quatro anos, Marielle foi morta por causa de seus discursos poderosos. No mês em que se comemora seus 43 anos estamos colocando sua voz em milhares de grafites que estampam seu rosto em todo o mundo. Esta é uma grande oportunidade para lembrarmos de sua força e mantê-la viva. Em um país onde a injustiça social e o preconceito se agrava a cada dia eternizar a voz de.uma mulher negra, LGBTQIA+, favelada que chegou ao parlamento lutando por igualdade é fundamental", afirma Manir Fadel, Diretor de Criação da VMLY&R Espanha.

O projeto está sendo lançado uma semana antes da inauguração da estátua de Marielle Franco no centro do Rio de Janeiro, que será apresentada ao público em 27 de julho - dia em que comemoraria seus 43 anos - com o intuito de criar um local especial onde as pessoas possam ouvir sua voz. O Instituto Marielle Franco convidará estudantes de pré vestibular, ativistas, políticos e o público para a inauguração com uma aula pública sobre a memória das mulheres negras e, por meio da experiência "A Voz de Marielle", todos que visitarem a estátua ouvirão seus poderosos discursos.

Para o lançamento do projeto foi produzido um vídeo que será veiculado nas redes sociais e contará com o suporte de influenciadores que convidarão as pessoas a entrarem no aplicativo na web. A experiência é facilmente acessível através do celular para qualquer pessoa com uma câmera.

Ativistas, grafiteiros e artistas da Rede de Sementes do Instituto Marielle Franco, espalhadas por todo o Brasil também ajudarão a divulgar a campanha com cartazes e grafites com o rosto de Marielle e um QR Code com link para o site.

A Rede de voluntárias do Instituto também foi importante na transcrição dos discursos de Marielle, que estarão disponíveis na íntegra em documentos online para pesquisadoras e pessoas interessadas em conhecer a fundo suas ideias, além do canal de YouTube do Instituto.


Ficha Técnica

Criação: VMLY&R Madrid

Chief Creative Officer EMEA: Jaime Mandelbaum

Chief Creative Officer Spain: Manir Fadel

Diretor Executivo de Criação: Adrian Rios

Diretor de Criação: Leandro Bordoni

Criativos: Manir Fadel, Adrian Rios, Leandro Bordoni, Fernando Heredia, Silvia Oton

Designer: Fernando Heredia



Tecnologia: Vetor Lab

Diretor de Tecnologia: Giovani Ferreira

Direção Executiva: Alberto Lopes

Atendimento: Raphael Stanzani

Gerente de Projetos: Daniela Murai

Desenvolvedores: Luiz Felds Liscia, Tiago Canzian, William Queen

DA: Artnoc (Marcos Rodrigues)

Assistente de Arte: Matheus Carrera

UX: Giovani Ferreira


Front-End Developer: Julio Cesar Almeida


Produtora de Audio: DaHouse

Direção Musical: Lucas Mayer e Silvinho Erné

Produção e Composição: Lucas Mayer & Rodrigo Lemos

Mix: Rodrigo Deltoro & Thiago Becker

Executive Producer: Lari Miranda & Andrea Oliveira



Estratégia, conteúdo e comunicação: Instituto Marielle Franco

Diretora Executiva: Anielle Franco

Gestão: Marcelle Decothé, Luna Costa, Rafa Rezende

Relação com a Rede de Sementes: Laris Santos

Audiovisual: Mayara Donaria

Redes Sociais: Andressa Almeida

Transcrição: Anna Orzech e José A dos Santos Junior


quarta-feira, 13 de julho de 2022

Microsoft lança treinamento para professores e tutores sobre dislexia, em parceria com Made By Dyslexia

Treinamento gratuito e digital é disponibilizado para professores e pais de alunos com o diagnóstico

A Microsoft acaba de lançar, em parceria com a Made By Dyslexia, instituição sem fins lucrativos especializada em atuar com pessoas diagnosticadas com dislexia, um treinamento focado em garantir que as crianças com o diagnóstico tenham educação e acompanhamento adequados durante o retorno às aulas em agosto.

De acordo com dados da Made By Dyslexia, uma em cada cinco crianças que possui dislexia, tem as habilidades necessárias para os empregos do futuro, como são chamados pelo Fórum Econômico Mundial. São características que incluem competências como liderança, influência social, criatividade, iniciativa e geração de ideias. Entretanto, 80% dessas crianças saem da escola sem o devido acompanhamento e, por consequência, não se capacitam. Neste contexto, os tutores e professores são quem detêm o poder de desenvolver plenamente o potencial nestas crianças.

"Queremos contribuir, por meio dessa parceria, para uma capacitação especializada para alunos com essa condição, oferecendo treinamento gratuito para que os tutores deem todo o apoio necessário para que estes estudantes consigam ter melhores condições de aprendizado e as capacitações necessárias para ingressar no mundo de trabalho", diz Fabio Hara, gerente de Marketing para audiência de Professional Developers na Microsoft Brasil.


O módulo está disponível no Microsoft Learn, plataforma com diversos cursos gratuitos, de diferentes áreas e níveis de conhecimento e foi desenvolvido em parceria com as principais referências em dislexia em um curso dividido em dois níveis:

* Nível 1: A Conscientização sobre a Dislexia, que prepara todos os professores e tutores com os conceitos básicos para identificar, apoiar e capacitar todas as crianças com dislexia.
* Nível 2: O Ensino para a Dislexia, que aprofunda o conhecimento sobre a dislexia na sala de aula. Os vídeos são cheios de estratégias e soluções especializadas, mostrando que tipo de conteúdo ensinar, as razões por trás da dislexia e como educar crianças que tenham esse diagnóstico.

A iniciativa é uma das muitas ações do programa Mais Brasil, um plano abrangente lançado em outubro de 2020 com o intuito de ampliar o compromisso de longo prazo da Microsoft com o país, que já dura 33 anos, tendo como um dos pilares a educação, capacitação profissional e empreendedorismo.

De outubro de 2020 a abril de 2022, mais de 5 milhões de pessoas foram alcançadas (começaram um curso) com diferentes iniciativas da Microsoft de qualificação ou requalificação e quase 900 mil concluíram, pelo menos, um curso. Nesse período, foram contratadas mais de 95 mil pessoas que fizeram esses cursos e mais de 3,2 mil professores e tutores (train the trainers) foram capacitados em nossas iniciativas.

terça-feira, 12 de julho de 2022

CNI alerta para o risco de projeto que congela recursos para pesquisa e inovação

PLN 17/2022 desobriga o governo de fazer repasses do FNDCT, principal fundo de financiamento à ciência, tecnologia e inovação. Proposta foi aprovada por comissão mista e segue para votação em plenário

Crédito | Site CNI


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera a aprovação do PLN 17/2022 pela Comissão Mista de Orçamento um enorme risco para a pesquisa e inovação no Brasil. De autoria do governo, o projeto altera procedimentos sobre recursos para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fonte de financiamento à inovação do país. O PLN foi aprovado nesta quarta-feira (6) e segue para o plenário do Congresso Nacional, com possibilidade de votação nos próximos dias.


A CNI alerta para os danos que o projeto, se aprovado pelo Congresso Nacional, causará para a ciência, tecnologia e inovação do país, uma vez que desobriga o governo de fazer o repasse de recursos reembolsáveis e não reembolsáveis do FNDCT. Na prática, isso significa que não haverá liberação de orçamento para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) importantes para o país.


Apesar de a Lei Complementar 177/2021 proibir o contingenciamento de valores do fundo, os recursos vêm sendo constantemente bloqueados pelo poder público. Para o orçamento de 2022, o governo já havia travado R$ 2,5 bilhões dos R$ 4,5 bilhões de recursos não reembolsáveis do FNDCT.


O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca que, além de bloquear mais uma vez os recursos para o Brasil investir em pesquisa e inovação, o projeto tem o efeito de inviabilizar a LC 177/2021, que, na avaliação dele, foi uma conquista do meio científico e empresarial por proibir o contingenciamento do FNDCT.


“Esse projeto coloca em risco a destinação de recursos para a ciência não só em 2022, como para os próximos anos. Investir em inovação não é uma opção, é obrigação para os países desenvolverem suas economias e serem competitivos. Com medidas como esta, o Brasil está indo na contramão do mundo”, enfatiza Robson Andrade.


“Faremos o que estiver ao nosso alcance para tentar reverter o bloqueio dos recursos do FNDCT e mostrar à sociedade brasileira a incoerência dos cortes em um fundo que é crucial para promover o desenvolvimento tecnológico e o crescimento econômico e social do país”, acrescenta o presidente da CNI.


Projetos que ficarão sem recursos


Alguns exemplos de iniciativas que ficarão sem recursos para execução são: o apoio ao desenvolvimento de defensivos agrícolas sustentáveis e fertilizantes inovadores, o que se comprovou estratégico diante das restrições decorrentes dos conflitos internacionais; a realização dos ensaios clínicos de fase III de vacinas contra o SARS-CoV-2 desenvolvidas no Brasil; ampliação da oferta de água com qualidade para os habitantes do semiárido brasileiro, que ainda hoje são abastecidos, em sua maioria, por carros-pipa, uma operação onerosa e de difícil alcance para toda a população; desenvolvimento de tecnologias para produção de combustíveis sustentáveis, algo também crítico para o comércio exterior brasileiro diante das barreiras que vão se impor aos países que não cumprirem as metas de redução da emissão de carbono.


A lista segue ainda com a suspensão de recursos para centenas de outros projetos em saúde, agropecuária, mineração, cidades inteligentes e centros de inovação, que vão ser interrompidos ou que poderão não sair do papel.
 

segunda-feira, 11 de julho de 2022

IN – Inteligência de Negócios converte impostos em projetos culturais e de integração social na cidade de São Paulo



O apoio empresarial a projetos de arte, esporte e cultura contribui com a educação, formação, integração social e oferta de oportunidades aos jovens. Para viabilizar esse apoio, existem as leis de incentivo no âmbito da cultura, que podem ser utilizadas tanto por uma pessoa física quanto jurídica.

Sintonizada com essa realidade e os mecanismos legais, a IN – Inteligência de Negócios, empresa especializada no mercado de software de Business Intelligence, decidiu apoiar importantes iniciativas socioculturais na cidade de São Paulo por meio do Pro-Mac (Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais - Lei nº 15.948/2013), uma lei municipal de incentivo fiscal.

“É muito bom colaborar e quero incentivar novas empresas a participarem, pois podemos juntos minimizar muitos problemas que o Brasil possui, por meio da promoção de justiça social ao direcionarmos parte do ISS ou o IPTU devido a projetos culturais. Precisamos ampliar essa corrente do bem, conferindo visibilidade às leis e mostrando que todo o processo é realizado com transparência, competência e muito profissionalismo”, ressalta Roberto Guerra, presidente do Grupo IN.

Esta política da IN está alinhada com a adoção do conceito ESG e a implementação das boas práticas que estimulam as empresas a se tornarem socialmente conscientes e sustentáveis. Para concretização dos apoios, a empresa contou com a assessoria da Incentiv.me, startup de inovação tributária (taxtech).


Vida em movimento



Selecionado por meio do edital lançado pela Prefeitura Municipal de São Paulo em 2021, o primeiro projeto apoiado pela IN é o Vida em Movimento, promovido pela AMIS - Associação Morumbi de Integração Social e que existe desde 2007. O movimento proporciona aulas de balé e tem o objetivo de envolver, em 2022, 230 meninas entre 4 e 16 anos dos bairros do Campo Limpo e Capão redondo, além de outras comunidades próximas. As garotas precisam estar regularmente matriculadas em escolas públicas e o movimento retira-as da situação de elevada vulnerabilidade em que se encontram no contraturno escolar.

“Muito grata pela iniciativa da IN, que está desempenhando um papel super-relevante na AMIS ao acreditar no VIDA EM MOVIMENTO – BALÉ. A empresa está construindo seu legado como investidora social, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária. Vidas serão transformadas, pois toda criança tem o direito de buscar e ter oportunidade de estudar e crescer com ideais, sendo protagonista da sua própria história”, explica Ester Leão, Gestora da AMIS.


Reintegrar



Outro programa apoiado é o REINTEGRAR que, entre vários objetivos, visa contribuir para a reinserção social de jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, para a geração de oportunidades profissionais por meio da capacitação audiovisual oferecida aos adolescentes que ocupam espaços socialmente marginalizados e para a redução da taxa de reincidência. Promovido pela Causar Transformadora Social e localizado na Zona Norte da capital paulista, o programa está em sua primeira edição e, atualmente, encontra-se em fase de pré-produção. O início das turmas ocorreu em junho de 2022. O público beneficiado é composto por 36 meninos e meninas de 16 a 20 anos que cumprem medidas socioeducativas pela Fundação Casa (regime de semiliberdade) e no âmbito dos Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto - SMSE/MA (Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade).

“O patrocínio da IN tem extrema importância para o sucesso do nosso projeto. Essa decisão demonstra que, na prática, existem empresas empenhadas em colaborar com a transformação da vida de jovens que serão acolhidos em nossos ciclos de formação em audiovisual mobile. Além de ampliar as oportunidades de trabalho e renda, contribui com o desenvolvimento humano e social desses meninos e meninas que cumprem ou cumpriram medidas socioeducativas”, avalia Marcelo Cabral Machado, fundador da Causar e coordenador das formações do programa Reintegrar.


Consultoria especializada


A Incentiv.me é uma startup focada em projetos de impacto social que mobiliza o ecossistema de leis de incentivo fiscal, oferecendo produtos e serviços para patrocinadores (pessoas físicas e jurídicas), incentivadores, proponentes e toda a sociedade. “Poucas empresas sabem que podem direcionar parte dos seus impostos para fomentar causas importantes para o desenvolvimento social do país. Trabalhando em conjunto com a equipe IN, conseguimos otimizar toda a jornada de uso do Pro-Mac, realizando o diagnóstico do potencial, desenvolvimento de portfólio e monitoramento de resultados. É muito gratificante trabalhar com empresas como a IN, que entendem rapidamente a importância de seu engajamento na utilização dos benefícios fiscais, os quais geram impacto social positivo, transparência e eficiência tributária, potencializando sua agenda ESG”, finaliza Eloren Andreani, cofundadora da Incentiv.me e diretora de Customer Success.


Sobre a IN


Fundada em 2004, a IN – Inteligência de Negócios é uma premiada Master Reseller da Qlik e possui uma equipe própria com mais de 130 colaboradores, mais de 900 clientes atendidos em todo o Brasil e cerca de 450 mil horas de consultoria de desenvolvimento. Registra cases de sucesso para empresas de diferentes segmentos, entre elas estão: Hospital Sírio Libanês, Bradesco, Grupo Fleury, CCR, Marcopolo, Gol Cia. Aérea, Nestlé, Leroy Merlin, entre outras.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Instituto Horas da Vida recebe selo de certificação ParaQuemDoar

Plataforma mapeia iniciativas de impacto para a sociedade

O Instituto Horas da Vida recebeu o selo de certificação da plataforma ParaQuemDoar, da Rede Globo, que conecta pessoas com o desejo de ajudar o próximo a iniciativas de impacto em todas as regiões do Brasil, em diversas áreas de atuação. O objetivo é fortalecer a cultura de doação no País e, por meio de uma rede de curadores, acompanhar a aplicação desses recursos em benefício da sociedade.

O Horas da Vida é uma instituição sem fins lucrativos que há nove anos promove a inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo acesso à saúde primária, por meio de uma rede que conecta profissionais de saúde, organizações sociais e empresas que possuem o mesmo propósito.

“É muito gratificante fazer parte deste grupo de instituições acreditadas. O nosso foco é a atenção primária, não apenas como tratamento mas, principalmente, na prevenção de doenças. Com o apoio de doadores e a parceria de entidades do terceiro setor, promovemos, por exemplo, mutirões de saúde junto a populações fragilizadas, identificando e orientando sobre problemas crônicos e hábitos de riso”, comenta Rubem Ariano, fundador do Horas da Vida.

O Horas da Vida recebeu o selo ParaQuemDoar na categoria Sudeste, mas o instituto está presente em 12 estados e no Distrito Federal, já tendo impactando a vida de mais de 900 mil pessoas direta e indiretamente por meio de benefícios como atendimentos, exames, doações de óculos e outros.

Para quem deseja contribui, basta acessar o site: https://www.paraquemdoar.com.br/horasdavida

Sobre o Horas da Vida

Criado em 2013, o Instituto Horas da Vida nasceu como uma solução para que, de maneira organizada, mais pessoas tivessem acesso à saúde. Nele, médicos e profissionais da saúde atendem voluntariamente pessoas assistidas por instituições com trabalho social reconhecido em São Paulo como: APAE de São Paulo, ASA – Associação Santo Agostinho, Educafro, Lar Sírio, Associação Beneficente da Santa Fé, Fundação Rubem Cunha, Lar das Crianças, Instituto Baccarelli, Associação Samaritano e a ABSW. Mais informações em: www.horasdavida.org.br.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Curso de Gastronomia Social transforma a vida de mulheres com foco em recomeço e independência

DIVULGAÇÃO


"The Caring Family Foundation está à frente de uma parceria entre o Instituto Capim Santo e Bem Querer Mulher para geração de renda e autonomia de mulheres que sofreram violência"

Três em cada cinco mulheres brasileiras jovens já sofreram violência em seus relacionamentos. Patricia Caring, fundadora da TCFF, é uma empreendedora social atenta a problemas sociais relacionados a mulheres, crianças e o meio ambiente. “Somos apaixonados pelo trabalho da nossa fundação e pelas parcerias que estabelecemos. O lançamento deste curso representa uma nova oportunidade para as mulheres que apoiamos e fortalecemos, em direção à reconstrução de suas vidas e um futuro melhor”, afirma Patricia.

The Caring Family Foundation (TCFF), organização do Reino Unido que inicia um ambicioso projeto de ações sociais no Brasil, anuncia uma conquista das mais impactantes. Um grupo de 20 mulheres, vítimas de violência doméstica, fizeram parte do primeiro curso da Fundação de Gastronomia Social no Brasil. O curso foi lançado no dia 08 de março, Dia da Mulher, onde elas tiveram um encontro marcado com uma das maiores chefes de cozinha do País, Morena Leite, em que o principal objetivo do encontro foi apoiá-las no próximo passo da sua jornada de recuperação, em direção a um novo momento para sua vida e dos seus filhos.

O Curso de Gastronomia Social é uma parceria entre a The Caring Family Foundation, o Instituto Capim Santo e o Bem Querer Mulher (BQM). O BQM, um centro de referência em São Paulo, oferece suporte às vítimas de violência com atendimento humanizado e multidisciplinar, assistência social, psicológica, jurídica, acompanhando cada caso até a sua conclusão. Em 2020, com apoio da TCFF, BQM inaugurou a CASA BEM QUERER MULHER, onde mais de mil mulheres já foram atendidas.

O curso oferecido faz parte do programa Cozinha do Amanhã, do Instituto Capim Santo, com quatro meses de trabalhos, carga horária de 200 horas, incluindo aulas práticas e teóricas, vídeo aulas, estágio, visita técnica e voluntariado. O Cozinha do Amanhã se baseia em três pilares: gastronomia brasileira, técnicas internacionais e cozinha sustentável. Ao final, todas estão aptas para receber um certificado como auxiliar de cozinha e acesso a Closeer, plataforma parceira que conecta as alunas às empresas do ramo da alimentação, como restaurantes e hotéis.

Este programa tem como principal foco capacitar pessoas em situação de vulnerabilidade social na área da Gastronomia Sustentável e Ações Cidadãs, para que as pessoas participantes entendam todos os passos necessários para se tornarem chefs de cozinha, ou ingressarem em posições no mercado de gastronomia, o curso oferece até mesmo capacitações na área de empreendedorismo caso os participantes também queiram abrir seus próprios negócios.

No primeiro semestre de 2022, o Capim Santo em parceria com a The Caring Family Foundation conseguiu formar 15 mulheres da ONG Bem Querer Mulher e 7 mulheres do Instituto André Franco Vive, abrindo novas possibilidades para um futuro mais fortalecido e promissor. No dia 07 de Julho de 2022, estas mulheres irão preparar todo o buffet de sua formatura, para poder prestigiar e compartilhar esta grande conquista com o mundo. O evento pretende alcançar cerca de 100 pessoas, incluindo familiares, amigos e referências na área da gastronomia, para poder contar suas histórias de vitória, e será sediado no Instituto Tomie Ohtake, contando com o apoio logístico do Instituto Capim Santo e do restaurante Capim Santo.

The Caring Family Foundation

A The Caring Family Foundation foi fundada por Patricia & Richard Caring para tratar de questões importantes para eles. Por meio de parcerias e colaboração estratégicas, a Fundação auto-financia projetos no Reino Unido e no Brasil, o país de origem de Patricia, voltados para crianças em situação de pobreza e insegurança alimentar, mulheres e crianças que fogem de abuso doméstico e comunidades desproporcionalmente afetadas pelas mudanças climáticas.

Como parte de seu compromisso de combater a pobreza alimentar, a Fundação já forneceu 1,4 milhão de refeições para crianças e famílias que vivem na pobreza e comunidades vulneráveis. Além disso, a Fundação já prestou suporte a mais de 1.590 mulheres e crianças no Brasil que fugiam da violência doméstica, oferecendo-lhes assistência integral para quaisquer necessidades médicas, sociais, psicológicas, habitacionais e jurídicas, além de empoderamento por meio de um programa de capacitação em gastronomia social e empregabilidade para romper o ciclo do abuso.

A Fundação apoia os esforços de reflorestamento e restauração em grande escala nas florestas tropicais brasileiras para restaurar a biodiversidade em parceria com comunidades locais, proprietários de terras e instituições de caridade. A Fundação assumiu o compromisso de plantar um milhão de árvores até o final de 2022 e também apoia emergências atuais e futuras, com um fundo global de crise.

https://www.thecaringfamilyfoundation.org/

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Equipe de MSF resgata 71 sobreviventes de naufrágio no Mediterrâneo Central

Crédito: Site MSF 


Ainda há pelo menos 22 pessoas desaparecidas e uma mulher grávida morreu


Pelo menos 22 pessoas estão desaparecidas e uma mulher grávida morreu no dia 27/06/2022, após o naufrágio parcial de um bote de borracha no Mediterrâneo Central. A equipe de Médicos Sem Fronteiras (MSF) resgatou 71 sobreviventes da frágil embarcação no navio de busca e salvamento da organização, o Geo Barents. Agora MSF está pedindo às autoridades maltesas e italianas que ofereçam um local seguro para o desembarque dos sobreviventes o mais rápido possível.

No mesmo dia 27/06), um barco em perigo foi interceptado pela Guarda Costeira da Líbia antes que o Geo Barents pudesse prestar assistência. Horas depois, a organização Alarm Phone[1] emitiu um alerta sobre outra embarcação em perigo na área, que MSF respondeu. A equipe a bordo do Geo Barents navegou por três horas antes de alcançar o bote, que estava em más condições e afundando, enquanto seus passageiros lutavam para sobreviver. Muitos deles já no mar.

A equipe de MSF resgatou os sobreviventes, trazendo a bordo uma mulher grávida que não sobreviveu, apesar dos enormes esforços de ressuscitação da equipe médica. Três outras pessoas precisaram passar por cuidados de emergência, incluindo um bebê de quatro meses. O bebê e sua mãe foram transferidos posteriormente para Malta. Agora, a equipe de MSF está fornecendo cuidados para os demais sobreviventes, a maioria está extremamente fraca e em estado de choque.

“O que enfrentamos foi o nosso pior pesadelo se tornando realidade. Quando nos aproximamos do bote em perigo e pudemos vê-lo com nossos binóculos, entendemos o quão complicado seria esse resgate. A embarcação estava afundando com dezenas de pessoas nele, enquanto muitas já estavam na água”, diz Riccardo Gatti, líder da equipe de busca e salvamento a bordo do Geo Barents.

Enquanto a equipe ainda coleta informações sobre as pessoas desaparecidas, duas mulheres já disseram às nossas equipes que perderam seus filhos no mar. Outra jovem explicou que havia perdido seu irmão mais novo. Através de entrevistas com os sobreviventes em luto, estão sendo coletadas informações de mais de uma dúzia de pessoas desaparecidas.

“Os sobreviventes estão exaustos; muitos ingeriram grandes quantidades de água do mar e várias pessoas sofreram de hipotermia depois de passar muitas horas na água”, diz Stephanie Hofstetter, líder da equipe médica de MSF a bordo. “Pelo menos 10 pessoas, a maioria mulheres, estão sofrendo de queimaduras médias a graves causadas por combustível e precisam de tratamento adicional além do que pode ser entregue a bordo”.

“As tragédias no mar continuam a custar milhares de vidas, e estas pessoas estão sendo perdidas às portas da Europa em absoluto silêncio e indiferença por parte dos membros da União Europeia. Este evento traumático é uma consequência mortal da crescente falta de ação e de engajamento dos estados fronteiriços europeus e de outros países, incluindo Itália e Malta, no Mar Mediterrâneo”, diz Juan Matias Gil, representante das operações de busca e salvamento de MSF.

“As organizações de busca e salvamento não podem preencher essa enorme lacuna sozinhas. Nós não temos essa capacidade. Além disso, essa é uma responsabilidade dos governos”, diz Gil. “O que aconteceu mostrou que, sozinhos, não podemos fazer o suficiente. Onde estão os estados?"

Atualmente, o mar Mediterrâneo continua sendo a fronteira mais mortal do mundo, com 24.184 migrantes desaparecidos desde 2014[2] e 721 pessoas somente em 2022. Os estados-membros da União Europeia (UE) e os estados fronteiriços com o Mar Mediterrâneo estão condenando as pessoas a se afogarem com as políticas de não assistência. MSF exige que os membros da União Europeia liderem, de forma dedicada e pro-ativa, uma resposta de busca e resgate no Mediterrâneo Central, e que forneçam uma resposta rápida e adequada a todos os pedidos de socorro.

“Estivemos no mar por 19 horas antes de sermos resgatados. Durante todas essas horas, vi muitas pessoas se afogando. Estou feliz por ter sido salvo, mas isso acompanha muitas lágrimas”, afirma o migrante camaronês, que foi resgatado e agora está seguro a bordo.

O Geo Barents agora se dirige para Itália e solicita junto às autoridades maltesas e italianas um local seguro. MSF pede um desembarque seguro e oportuno para os sobreviventes o mais rápido possível para evitar o aumento do sofrimento dessas pessoas e o agravamento da saúde mental.

MSF realiza atividades de busca e salvamento no Mediterrâneo Central desde 2015 e atuou em oito navios diferentes (sozinho ou em parceria com outras ONGs). No total, as equipes de MSF no Mediterrâneo Central resgataram mais de 85 mil pessoas. O Geo Barents é o atual navio fretado de busca e salvamento de MSF.

Entre junho de 2021 e maio de 2022, o navio esteve no mar por 11 vezes e conduziu 47 operações de busca e salvamento, resgatando 3.138 pessoas e recuperando os corpos de mais 10 pessoas que morreram no mar. As equipes de MSF a bordo realizaram 6.536 consultas médicas para cuidados primários de saúde, saúde sexual e reprodutiva e saúde mental.

Dentre os sobreviventes resgatados, 34% eram crianças, dentre as quais 89% estavam desacompanhadas e/ou separadas de suas famílias. 265 pessoas relataram às nossas equipes ter sofrido alguma forma de violência, tortura ou maus-tratos. Entre elas, 63 pessoas relataram ter sofrido violência sexual e outras formas de violência baseada em gênero.

Nossas equipes médico-humanitárias também registraram 620 incidentes de violência perpetrados contra ou testemunhados pelas pessoas resgatadas, que incluíram agressão física, tortura, sequestro, prisão arbitrária e detenção, principalmente na Líbia, mas também durante suas múltiplas interceptações e retornos forçados pela guarda costeira líbia.

[1]Organização Alarm Phone - Suporte de linha direta para pessoas que atravessam o Mar Mediterrâneo para a UE

[2]Projeto Migrantes Desaparecidos, OIM, 22 de junho de 2022

terça-feira, 28 de junho de 2022

Descubra como promover a inclusão de PCDs na sua empresa

Crédito: Site Keeggo

Especialista sugere 03 dicas de como as empresas podem usar a tecnologia a favor desse processo de inclusão

Segundo o IBGE, 24% da população brasileira se reconhece como pessoa com deficiência (PCD). A Organização Internacional do Trabalho (OIT), por sua vez, aponta que 87% das empresas desejam ser reconhecidas como diversas e inclusivas. No entanto, somente 60% conduzem ações ou programas de inclusão.

Amanda Pontes, Diretora de Cultura da keeggo, parceira na transformação digital das organizações, alerta que incluir colaboradores PCDs vai muito além de contratá-los. É preciso assegurar que eles se sintam realmente inclusos e confortáveis durante a jornada de trabalho, para que possam desempenhar melhor seu papel dentro do ambiente corporativo. Segundo Amanda, a tecnologia pode ser aliada nesse processo de real inclusão.

“A tecnologia é a chave para que as instituições se adequem à cultura da inovação e permitam que os PCDs cheguem mais longe, além do discurso da inclusão como meio de transformação social. Tornar o ambiente apto e as equipes preparadas é um dos pontos mais importantes para que a empresa se desenvolva, desenvolva seu quadro de colaboradores e seja considerada realmente inclusiva. E a partir dessa pluralidade, fica mais fácil alcançar um ambiente criativo e inovador”, afirma.

Sendo assim, Amanda separou três dicas de como as empresas podem usar a tecnologia na promoção de uma real inclusão:


1. Realize um recrutamento inclusivo

A estratégia de recrutamento usada pelo RH também precisa ser inclusiva e os profissionais que se envolvem nessa dinâmica precisam estar alinhados à cultura organizacional e ao propósito de fomentar a diversidade. Além disso, é possível recorrer a softwares de inteligência artificial que otimizam e direcionam com mais assertividade o processo de recrutamento, ajudando inclusive a eliminar predisposições inconscientes dos recrutadores que afetam a atração e seleção de determinados perfis de candidatos, diminuindo o potencial de diversidade das equipes.

2. Democratize o uso de tecnologias

As empresas precisam estar preparadas para garantir que todos os funcionários, sejam eles PCDs ou não, possam desempenhar suas atribuições de forma plena, atingindo seu máximo potencial de desenvolvimento e colaboração. Além de ofertar treinamentos e as capacitações necessárias, deve-se prever a adoção de tecnologias acessíveis, como leitores de tela para pessoas com deficiência visual, aplicativos para tradução simultânea de conteúdos para a língua brasileira de sinais e softwares de automação por reconhecimento de voz, para pessoas com baixa mobilidade. “Assegurar essa acessibilidade é tão importante quanto preparar a estrutura física de um escritório para que ele também seja acessível”, ressalta Amanda.

3. Mantenha um canal de escuta sigiloso e permanente

Quando inseridos na rotina de trabalho, os colaboradores podem se deparar com dificuldades ou desconfortos não previstos no processo de seleção. E nem sempre eles se sentirão seguros para expressar essas sensações. É fundamental oferecer um canal permanente de escuta e a tecnologia pode ajudar nesse sentido. “Além de preparar lideranças para o recebimento desse tipo de feedback, pode-se disponibilizar chatbots com garantia de privacidade e sigilo, para o atendimento e registro de reclamações, sugestões e até mesmo denúncias”, sugere a especialista.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Petrobras já doou mais de oito mil computadores a escolas públicas de SP, RJ e ES

Ação dá suporte ao projeto “Janelas para o Amanhã”, iniciativa de Inclusão Digital da companhia lançada há pouco mais de um ano, que prevê ampliar o acesso digital para cerca de 50 mil estudantes nos três estados contemplados



A Petrobras já realizou a entrega de um total de 8.027 computadores a 279 escolas públicas de 36 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, em pouco mais de um ano de existência do projeto “Janelas para o Amanhã”, iniciativa com foco em Inclusão Digital. Por meio do projeto, a companhia busca incentivar a inserção de estudantes e profissionais no universo tecnológico, com o fornecimento de equipamentos adequados e qualificação. De forma alinhada ao conceito de economia circular, os desktops e notebooks doados já foram utilizados na Petrobras e passaram por recondicionamento em perfeitas condições de uso e com vida útil ampliada. Além das doações, 476 participantes do projeto, entre alunos e profissionais de ensino, já finalizaram o processo de capacitação tecnológica e outros 365 inscritos devem concluir esse ciclo nos próximos meses.


Lançado em março de 2021, o “Janelas para o Amanhã” tem o objetivo de qualificar em tecnologia da informação 2,2 mil alunos e 2 mil professores da rede pública de ensino dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao longo de dois anos, a Petrobras irá destinar cerca de R$ 2,3 milhões para essa atividade, que está sendo executada em parceria com a Recode, organização da sociedade civil que utiliza a informática como mecanismo de inclusão e empoderamento digital de comunidades vulneráveis. Em paralelo, a companhia prevê doar mais de nove mil computadores, ampliando o acesso digital para cerca de 50 mil estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio, nos três estados contemplados pelo projeto.


A formação em tecnologia ofertada aos professores do Ensino Fundamental visa aprimorar o uso da tecnologia digital na prática pedagógica. Além dos docentes, os estudantes do Ensino Médio também passam por treinamento, mas com finalidade de auxiliar a inserção no mercado de trabalho. Complementando as ações, os alunos são acompanhados por educadores sociais e um gestor de comunidades, que facilita processos interativos junto às comunidades escolares.


“A Petrobras apoia iniciativas que geram impactos positivos para a sociedade e contribuem para o desenvolvimento das regiões onde a empresa atua. Por meio do Janelas para o Amanhã temos a possibilidade de contribuir para a melhoria da qualidade da educação das escolas participantes, para a inclusão digital e para que os adolescentes possam realizar atividades de educação para o trabalho com foco no mercado de tecnologia. Investir na educação é investir no futuro do nosso país, além de deixar um legado positivo para as comunidades mais vulneráveis”, destaca a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Rafaela Guedes.


Maratona virtual


Como forma de estimular os estudantes a desenvolver ideias e apresentar projetos para engajar alunos, melhorar a gestão escolar e facilitar a transição entre o colégio e o mercado de trabalho, a Petrobras e a Recode realizaram, no último fim de semana de maio, o hackathon “Janelas para o Amanhã”, voltado a alunos de escolas públicas dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Na competição 100% online, os estudantes foram divididos em 35 equipes e tiveram que propor soluções para desafios sobre educação e empregabilidade. Eles puderam contar com o apoio de mais de 100 profissionais de diferentes áreas de atuação, incluindo professores, empregados voluntários da Petrobras e outros especialistas do mercado convidados, que realizaram mentorias e ajudaram na elaboração dos trabalhos.


O evento envolveu mais de 400 participantes inscritos e foi aberto para pessoas que estivessem cursando, no mínimo, o Ensino Médio. No entanto, cada time teve que conter, obrigatoriamente, dois estudantes das escolas públicas que fazem parte do projeto. Os trabalhos elaborados na maratona virtual passaram pela análise de um júri especializado (formado por voluntários da Petrobras com experiência em áreas como tecnologia, comunicação, marketing, entre outras, além de profissionais indicados pela Recode), que avaliou e classificou os projetos em um ranking. Todas as equipes e mentores receberão certificado de participação. "Foi um grande prazer conseguir contribuir com esses projetos dos alunos, contribuir com a minha experiência, com meu lado profissional e também aprender sobre metodologias ágeis no desenvolvimento de projetos, aprender sobre tecnologias com essa garotada. Confesso que me impressionei demais tanto com as ideias quanto com a força e com a determinação dessa juventude", afirma Juliana Schuhli, gerente setorial na Petrobras, que atuou como mentora voluntária. As melhores ideias foram anunciadas durante a live de encerramento na última quarta-feira (08/06) e todas ficarão disponíveis para consulta online, em um banco aberto de soluções


A equipe vencedora, formada pelos estudantes Daniel Alves dos Santos, Laiza da Silva Nascimento, Luiz Paulo Arruda Borges, Maria Clara da Silva Damaceno e Rita Nicole da Silva Campos, apresentou o projeto Meteoro, uma plataforma de organização de equipes, gestão de projetos e curadoria de conteúdos para ajudar o professor a engajar seus alunos, utilizando metodologias ativas de times e resoluções de problemas reais. Em segundo lugar, ficou o time composto por Gabriel Augusto Santana Pereira, Kaio dos Santos Adão, Laila Stefani Alves Espírito Santo, Livya de Souza e Souza, e Rian Feliz de Oliveira. Seu projeto foi o Game Academy, um aplicativo para ajudar os jovens do ensino fundamental a não desistirem do âmbito escolar. Com a ferramenta, o aluno consegue estudar de maneira prática e divertida, deixando o ensino mais dinâmico e gratificante. E na terceira posição, a equipe formada por Andressa Trentini, Juliana da Silva Santiago, Karolyne Sena de Souza e Marco Antonio de Oliveira, com o projeto Mochila Digital, uma plataforma de aprendizagem de coleta de dados, com o objetivo de diminuir a carga de peso na mochila e acompanhar a evolução diária do aluno, promovendo a inclusão digital, comunicação, bem-estar e impactando positivamente o meio ambiente.


Cada integrante da equipe vencedora ganhará um notebook e os participantes das equipes classificadas em segundo e terceiro lugares receberão um tablet cada. Como prêmio especial, as duas escolas que mais inscreveram alunos no hackathon receberão um projetor: o CIEP Brizolão 199 Charlie Chaplin, em Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, e a Escola Estadual Professor José Antônio Coutinho Condino, em São José dos Campos, no Estado de São Paulo. "O hackathon foi um momento para a gente refletir a respeito do potencial da educação, do que significa inovar na educação. Para a gente pensar sobre a tecnologia, sobre como a tecnologia pode nos ajudar a fazer as coisas que a gente acha que devem ser feitas. E para a gente refletir sobre a questão da inovação em si. O que é fazer o novo? É o novo pelo novo ou é o novo com um propósito? Foi muito legal ver que essas reflexões estavam presentes nas soluções criadas pelos participantes", conclui Luiza Gianesella, coordenadora de Projetos Sociais do "Janelas para o Amanhã" pela Recode.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Destinação de R$ 400 mil feita pelo MPT vai custear reforma do Banco de Leite Humano do HC-UFU em Uberlândia (MG)



O Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), será reformado por meio da destinação de R$ 400 mil em recursos destinados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Os recursos são provenientes de indenização paga por empresa investigada pelo MPT que descumpriu cláusulas de Termo de Ajustamento de Conduta firmado. Segundo o procurador do Trabalho que atua no caso, Paulo Gonçalves Veloso, essa destinação, que tem como objetivo gerar reparação social a danos causados à coletividade, "foi definida tendo em vista a relevância social do trabalho desenvolvido pelo Banco de Leite em Uberlândia e Região e a urgência na viabilização de obras que possam melhorar a estrutura física para receber as lactantes".

Para o superintendente do HC-UFU, Luciano Martins da Silva, as obras vão trazer mais humanização para o atendimento às famílias. "Com essa reforma será possível adequar o espaço e oferecer mais conforto e segurança à assistência prestada. Agradecemos ao Ministério Público do Trabalho pela confiança e por tornar possível essas adequações", disse.

Banco de Leite Humano

O Banco de Leite Humano do HC-UFU/Ebserh desenvolve, durante todo o ano, ações para incentivar e apoiar o aleitamento materno. Ele oferece diversos atendimentos como consulta de amamentação, onde o bebê é avaliado por uma pediatra e as mães recebem orientações sobre aleitamento materno. O atendimento à população é realizado pelo telefone (34) 3218-2666. Endereço do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia - Campus Umuarama. Av. Pará, 1720 - Umuarama, Uberlândia - MG, 38405-320.

Com informações do site Gov.br