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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

A privacidade em um mundo instagramável


*Por Chris Santos

Sabemos que os relacionamentos e comportamentos das pessoas na vida cotidiana são complexos e as alterações nem sempre são visíveis imediatamente, mesmo para quem se dedica a estudá-las. Sob o amplo conceito de “mundo contemporâneo” ou “pós-moderno”, vários fenômenos sociais são objetos de reflexão dos profissionais de áreas como a Sociologia, a Antropologia e a Psicologia.

Lançado em 1997, o SixDegrees é considerado a primeira rede social on-line do mundo, que atingiu a marca de 3,5 milhões de usuários. Hoje, os números de usuários das redes ultrapassam o patamar dos bilhões. Estima-se que o Facebook tenha 2,9 bilhões de usuários, o YouTube tenha 2,5 bilhões, enquanto o número de usuários do Instagram gire em torno de 1,4 bilhão, conforme dados do DIGITAL 2022: GLOBAL OVERVIEW REPORT.

Com o advento e o crescimento das redes sociais, o principal palco das interações cotidianas foi ampliado e talvez possamos dizer que o universo virtual ganha mais protagonismo. Muitos de nós têm “amigos” com os quais interagimos apenas por meio das redes sociais e acompanhamos as suas atividades diárias. Mas, será que refletimos sobre o quanto de nossa privacidade relevamos ou o quanto os outros revelam de sua intimidade?

Se, até bem pouco tempo, existia uma linha mais delimitada entre comportamentos públicos e os privados, podemos dizer que, atualmente, esta linha é bem mais tênue. Mesmo cercados por grupos de estranhos, as discussões de questões pessoais ocorrem no feed das redes sociais.

Como conduzir debates sobre proteção da privacidade quando o espaço doméstico, o corpo, a família, o sexo, os filhos e o trabalho são expostos diariamente em mais de uma rede social?

Mesmo que a tarefa seja difícil, existem perguntas que devemos enfrentar: o que deveria ser compartilhado abertamente ou o que deveria ser reservado para a intimidade? Até que ponto o usuário está disposto ou consciente de que precisa gerenciar sua privacidade? Estarão as pessoas cientes dos impactos de posts e comentários em sua reputação? Como a criação de um ambiente lindo e “instragramável (esteticamente bonito e estilizado) afeta a saúde mental?

Como disse Edgar Morin, “a complexidade não é a chave do mundo, mas o desafio a enfrentar, por sua vez, o pensamento complexo não é o que evita ou suprime o desafio, mas o que ajuda a revelá-lo e às vezes a superá-lo”.

Por isso, acredito que as perguntas apresentadas neste artigo lançam as sementes para uma reflexão sobre a evolução, as possibilidades, as limitações e os perigos da sociabilidade em rede, que serão pontuados em artigos futuros no Reflexões do Dia, inclusive por meio de resenhas de livros.


*Chris Santos é uma profissional com mais de 30 anos de experiência em comunicação corporativa, assessoria de imprensa e marketing digital. Com bacharelados em Relações Públicas e em Ciências Sociais, pela USP; especialização em Gestão de Processos Comunicacionais (USP); MBA em Gestão de Marcas (Branding), pela Anhembi-Morumbi; e mestre em Comunicação e Política, pela UNIP. Tem se dedicado ao estudo de tendências nas áreas de marketing digital, jornalismo, comunicação e política e tecnologias da comunicação e informação.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Anatel lacra 9,8 mil aparelhos irregulares em centros de distribuição do Mercado Livre



Trata-se da primeira ação de fiscalização presencial da Agência
em centros de distribuição de marketplaces

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou, em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB), ação de fiscalização nos centros de armazenagem e distribuição da plataforma de vendas online Mercado Livre. Ao longo da última semana, os fiscais da Anatel lacraram 9,8 mil produtos irregulares de telecomunicações, em valor estimado de R$ 1,2 milhão.

Essa foi a primeira ação de fiscalização presencial da Anatel em centros de distribuição de redes varejistas online, conhecidas como marketplaces. Foram identificadas mais de 80 categorias de aparelhos irregulares, como carregadores de celulares, baterias, TV boxes, fones de ouvido, relógios inteligentes, câmeras sem fio, roteadores e microfones sem fio.

Fabricantes e vendedores de equipamentos de telecomunicações homologados denunciaram a comercialização de produtos irregulares na plataforma online à Anatel, em reuniões do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, órgão ligado ao Ministério da Justiça. A partir disso, em consultas ao site daquele marketplace, a fiscalização da Agência verificou um provável quantitativo significativo de produtos não homologados nos Centros de Distribuição.

Os agentes da Anatel estiveram em sete centros de armazenagem e distribuição na capital paulista e em outras cinco cidades do estado – Barueri, Cajamar, Campinas, Guarulhos e Louveira. O trabalho envolveu a participação de 25 agentes de fiscalização da Agência, quatro equipes da RFB, além do apoio da Procuradoria Federal Especializada junto à Anatel (PFE-Anatel) e de servidores da Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação (SOR) da Agência.

Produtos homologados. Os consumidores devem estar atentos à existência de código de homologação do produto nos anúncios e se a empresa dispõe de garantia de que o fornecedor ou vendedor daquele produto possui autorização do detentor da homologação no País. Esses códigos podem ser verificados no Portal da Anatel.

A homologação da Anatel é necessária para que produtos de telecomunicações sejam comercializados no País. A homologação garante que os produtos observam padrões mínimos de qualidade e segurança. Ao adquirir um produto não homologado, o consumidor não tem a garantia de assistência técnica em caso de defeito, nem a garantia de que aquele equipamento não ocasionará um acidente doméstico.

Se o consumidor adquirir um produto irregular, recomenda-se que devolva ou troque o produto com o vendedor. Em caso de insucesso, pode-se entrar em contato com os órgãos de defesa ao consumidor e registrar uma denúncia nos canais de atendimento da Anatel.

Combate à pirataria. A atividade de fiscalização da última semana integra o Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da Anatel. Em 2021, as ações da Agência retiraram do mercado 2 milhões de produtos irregulares. Na página da Anatel na internet é possível acompanhar o resultado das ações de fiscalização.

“Essa ação de fiscalização foi um importante avanço no que tange ao combate à pirataria de produtos de telecomunicações. Empresas como o Mercado Livre trazem ao cidadão a sensação de regularidade em relação aos produtos vendidos em suas plataformas e é importante que essa confiança depositada na empresa pelos usuários de produtos de telecomunicações seja confirmada na prática”, disse o superintendente de Fiscalização da Anatel, Wilson Diniz Wellisch.

“É importante, entretanto, destacar a cooperação das equipes do Mercado Livre na identificação dos produtos em seus Centros de Distribuição. A empresa demonstrou uma postura proativa no sentido de auxiliar os agentes de fiscalização na verificação dos produtos comercializados. Além disso, no curso da ação de fiscalização, os representantes do marketplace procuraram a Anatel para aderir à estratégia de construção de ações para prevenção da publicação dos anúncios de produtos ou equipamentos irregulares em sua plataforma”. complementou Wellisch.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Branding: a exemplar gestão de portfólio da marca JEEP

O mercado automotivo no Brasil tem passado por muitas mudanças. Quando eu comecei a acompanhar este segmento (no século passado rsrs), a líder de mercado era a Volkswagen, com o Gol, e atuava no país por meio de uma joint venture com a Ford, chamada de Autolatina (durou de 1987 a 1996).  O número de montadoras era pequeno e as outras duas que se destacavam eram a General Motors e a Fiat. 


Gol foi líder de mercado de 1987 a 2013

Ao longo das décadas, as mudanças foram muitas: a liderança de mercado da Fiat, a ascensão dos carros populares de motor 1.0, a entrada de novas montadoras europeias e japonesas, como Renault, Toyota e Honda, entre outros fatores. 

Poderia me deter em cada um desses aspectos, mas essas observações são um preâmbulo para eu abordar um assunto mais atual: o portfólio Jeep no Brasil e como a marca se destaca a partir do novo perfil de consumo de carros de passeio: o crescimento da categoria de SUVs, que hoje é a favorita do brasileiro.    

Basicamente, a Jeep tem 4 modelos e suas versões no mercado brasileiro, um portfólio bem enxuto, especialmente quando se compara com a General Motors/Chevrolet que tem cerca de 10 modelos (sem contar as versões).  

Mesmo com esse portfólio pequeno, a Jeep ocupou em 2020 a 8ª posição  no ranking de montadoras, sendo que o Renegade esteve na lista dos 10 modelos mais vendidos no ano, na 9ª posição.

Jeep Renegade

O portfólio da Jeep e a posição que os modelos ocupam nos rankings de vendas, em minha avaliação de marketing, confirma que é melhor ter um bom posicionamento e reconhecimento de marca, diferenciais consistentes nos produtos do que ter uma linha complexa, mais difícil de administrar e de aportar investimentos em todas elas.  

Em 2021, o mercado de SUVs está se consolidando como a principal do segmento automotivo e vários lançamentos foram realizados no ano para desbancar as posições do Renegade (1º) e do Jeep Compass (3º) no mercado.

Jeep Compass

Vale acompanhar esta tendência e verificar como o mercado evoluirá nos próximos meses. Mas, a Jeep não tem do que reclamar, mas ser alvo do concorrentes demanda muita estratégia e manutenção da excelência.




 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Consumo: Não é uma Brastemp porque...

Costumo sempre compartilhar neste site algumas das minhas aventuras e aprendizados como consumidora. Desta vez, estou urgentemente "precisada" de desabafar sobre a reforma do meu apartamento (comigo dentro + 2 gatos + 1 cachorra). Vocês bem imaginam como deve estar meus nervos... 

O tema deste post é o processo de escolher eletrodoméstico que se encaixem no espaço pequeno de uma cozinha do apê. Qual é a minha conclusão até o momento: é quase impossível comprar os produtos da Brastemp, pois eles são sempre os maiores do mercado: em largura, altura, profundidade e no preço.  

Eu me pergunto a razão da marca ter tantos modelos de um mesmo equipamento, como as geladeiras, quando as medidas entre eles são muito similares. Uma geladeira com pouca profundidade? Não tem. Um forno de embutir a gás pequeno? Não tem.  

forno de embutir Brastemp

E a marca coirmã da Brastemp, a Consul, segue a mesma falta de opções de dimensões menores. Pelo jeito, a Whirlpool faz uma grande caixa de metal para as geladeiras e vai mudando a cor, detalhes e recheios. Mas, não pensa nas pessoas com apartamentos menores (mesmo com essa onda de construção de estúdios). 

Não sou embaixadora da Electrolux e nem estou ganhando $$$ da marca, mas tem sido a única das mais conhecidas na qual encontro itens menores (como geladeira de 60cm de largura ou 70cm de profundidade).  

Você já passou por alguma experiência como essa? 

Aproveite e leia também sobre minha experiência com o cartão presente Renner.

 



terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Nova lei de rotulagem aprovada pela Anvisa impactará o mercado de alimentos e bebidas

As marcas brasileiras precisam se preparar rapidamente para a implantação da nova norma de rotulagem nutricional de alimentos e bebidas embalados, que foi aprovada em outubro passado pela Anvisa e deve entrar em vigor em 24 meses. Mudar embalagens é uma atividade que demanda mobilizar uma grande cadeia de fornecedores e equipe interna. 

Rótulos vão mudar
  
Estudo realizado pela Kantar, referência global em dados, insights e consultoria, indica que a saudabilidade tem conquistado cada vez mais relevância.

75% dos consumidores nacionais já buscam produtos com menor teor de gordura, 70% com menos açúcar e 69% sem aditivos, como corantes e conservantes. Além disso, quando se deparam com um produto dito “natural”, 59% deles alegam esperar que seja livre de conservantes.

Quanto à análise das informações nos rótulos, mesmo que ocasionalmente, 33% das pessoas afirmam ficar de olho na quantidade de vitaminas, 33% na de açúcar, 32% gordura, 32% calorias e valor nutricional e 30% teor de sódio.

A maior inovação da regra da Anvisa, que está alinha com novos comportamentos dos consumidores, será a colocação de símbolos informativos na parte frontal superior da embalagem, facilmente captados à primeira vista, que devem indicar o teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. 

A Tabela de Informação Nutricional também passará por alterações significativas, a começar pela adoção de fundo branco e letras pretas, para impedir que contrastes de cores interfiram na legibilidade (leitura dos dados). Além disso, será obrigatório identificar açúcares totais e adicionais, valores energético e nutricional e número de porções por embalagem. A tabela deverá ficar perto da lista de ingredientes e em superfície contínua, sem áreas encobertas ou locais de difícil visualização.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Minha melancólica experiência no grupo fechado Dotsy do Facebook

Sempre evitei participar de grupos no Facebook. Sempre dá confusão com as regras, os coordenadores e os posts de política que, normalmente, não deveriam ser postados.

Os poucos grupos dos quais participo são relacionados ao meu trabalho na área de comunicação. A exceção, até recentemente, era o grupo fechado Dotsy, criado pela "toda poderosa" Kuki Bailly, é uma comunidade de compra e venda para pequenos empreendedores que reúne mais de 350 mil pessoas - e eu era uma delas. 

Com certeza, estava no grupo há pelo menos uns 2 anos, como compradora - adquiri roupas, antepastos, tortas, panos de prato, entre outros itens, especialmente com a pandemia. Procurei colocar em prática a mensagem "compre do pequeno".



Uma das características dos posts de divulgação na rede é o uso do storytelling - o empreendedor tem que contar a sua história de vida com um texto que costuma ser longo. 

Já li comentários de participantes que reclamavam do tamanho do texto - uma coisa é ter post com uns 1000 caracteres, que já é grande, imagina um post com uns 3 mil caracteres!!! 

Com 2 anos no grupo, eu sempre procurei interagir com várias postagens para alavancar a visibilidade o post no grupo (mesmo de produtos que não eu não iria comprar), pois o algoritmo do Facebook vem derrubando o alcance orgânico ano após ano. Mas, confesso, já cansou ler posts extremamente longos e comentei como sugestão para reverem essa regra em uma postagem da Kuki. Só que recebi de volta um convite para sair da "comunidade", com um resposta bem grosseira, que sinalizei. Como resultado, ela me excluiu.

Então, eu compartilho aqui a minha frustração e, sinceramente, não sei se teve o tal respeito que a Kuki alardeia, que não aceitou um comentário, que falou para eu ir para outro grupo (uma outra pessoa que comentou o meu post teve  mesma resposta). É uma empreendedora que nunca fez uma pesquisa a respeito dos posts com os membros do grupo.  

Enfim, eu poderei continuar interagindo e comprando com os empreendedores que conheci no Dotsy e dos quais me tornei cliente. Para ajudar os pequenos negócios, tenho outras plataformas como os marketplaces Elo 7, Mercado Livre e a Feira Sabor Nacional. Vida que segue!

    

domingo, 17 de janeiro de 2021

TV: a competição contra o streaming e os erros das operadoras de TV por assinatura

Há anos sou assinante da NET que, agora, se chama Claro - ambas as empresas do Grupo América Móvil. Tenho acompanhado a discussão em torno da redução dos números assinantes do mercado de TV por assinatura, que seguem em queda. A principal explicação por esta redução considera a perda do poder aquisitivo do brasileiro nos últimos anos. 



Outro fator que tem afetado a performance da TV por assinatura é o crescimento exponencial das assinaturas e canais do streaming no Brasil e no mundo, que tem a Netflix como principal player (não vou entrar no tema da perda de audiência da TV aberta).

Um fator que não vejo comentarem é a quantidade de canais disponíveis na TV por assinatura, como a Claro, que deveria ser diminuída, pois a qualidade é ruim, com repetições diárias de programas, séries e filmes. Este tipo de programação não atrai assinantes. Eu ainda assino, assim como tenho a assinatura da Netflix e maratono várias séries por lá. 



Quando volto para a Claro, vejo que é triste zapear e ver que a TNT Séries, por exemplo, parece só ter The Mentalist na grade de programas (por mais que eu goste do seriado); ter que ver CSI sendo transmitido em mais de canal na mesma hora e sendo reprisado à exaustão; ou ver por várias vezes o anúncio de veiculação de Velozes e Furiosos 8, de As Branquelas ou Diário de Bridget Jones (esses são só alguns exemplos, mas poderia citar outros).

Para começar, o número de canais da TV por assinatura deveria ser bem menor (especialmente os direcionados para pessoas adultas) e só deixarem aqueles que realmente têm novidades para apresentar periodicamente para o assinante. 

É irritante ainda ver que alguns canais da TV por assinatura ainda querem que o assinante compre um pacote adicional para assistirmos as suas produções mais atuais, como a Fox Premium.

Eu tenho TV por assinatura em um combo (com wifi + celular e o fixo que nunca ativei), mas os canais e a própria Claro deveriam respeitar o assinante e enxugar quantidade e oferecer um preço mais atraente aos seus assinantes.  

Não é só o streaming que afeta a performance da TV por assinatura, os erros das operadoras como a Claro também. Hora de racionalizar.

      



domingo, 10 de janeiro de 2021

As empresas ainda precisam olhar para seus clientes e o exemplo vem do Sem Parar

A Sem Parar foi a primeira empresa de pagamento automático em pedágios, estacionamentos e abastecimento do Brasil. Já faz muitos anos que eu utilizo o a tag, ainda quando a tecnologia de RFID dependia de uma tag com bateria, muito mais cara (era a tag do carro que emitia um sinal para o receptor nas catracas).

 
Desde então, o mercado deste tipo de pagamento automático ganhou novos competidores e as tags são usadas em novos locais, como rede de lanchonetes e postos de combustíveis.

Como cliente, fui assediada algumas vezes pelo novos competidores sem taxa de mensalidade, mas não via motivos para mudar. 

Continuava pagando minha fatura com uma mensalidade alta, sem receber qualquer contato da Sem Parar que me oferecesse alguma vantagem para uma cliente antiga, sabendo também que tinha gente usando Sem Parar com uma mensalidade menor. Mas, cansei. Pensei: de que vale a minha fidelidade se a empresa nunca me ofereceu nada?   

Não faltam marcas assediando e com ofertas agressivas (foi assim quando troquei a Vivo pela Claro). 

E, conforme imaginei, ao telefonar para cancelar o Sem Parar, a atendente quis me passar opções para permanecer como cliente, que eu nem quis ouvir. A Sem Parar segue a receita errada de perder clientes: não olhar para os antigos e ver como eles estão. Ou, quem sabe, a perda contínua deles já faz parte do plano de negócio. Será que estão atentos à atuação da concorrência?  

Resumindo: minha relação com Sem Parar terminou. Vamos ao novo!


Lojas Renner lesa clientes com a validade do cartão presente

Comprei há algum tempo alguns cartões-presente e dei alguns deles. Outros ficaram comigo, para usar em ocasião oportuna. 

Como faz mais de 1 ano que os adquiri a Lojas Renner se sente no direito de estabelecer uma data de validade e se apropriar do dinheiro dos cartões. 


Quanto a empresa embolsa desse dinheiro para seu caixa com essa política? Dinheiro no cartão tem data de validade desde quando? Sinto-me lesada com essa prática que leva a empresa a embolsar dinheiro de seus clientes. Me pergunto se existe algum artigo no Código de Defesa do Consumidor que abre essa prerrogativa à empresa.

Atualmente, o grupo Renner tem 380 lojas da Renner, 114 da Camicado, e 101 da Youcom, além das 8 lojas-piloto da Ashua. Não precisa desse tipo de prática. O cartão não deveria ter data de validade. O dinheiro já perde valor de compra com o passar dos anos e a inflação. O cliente deveria usar cada centavo que fica no cartão - seja aquele que recebeu ou aquele que comprou o cartão presente. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Dafiti: uma farsa na pesquisa de satisfação?

Época de Natal é um período de teste para os serviços de e-commerce, setor que no Brasil cresceu muito com a pandemia. Segundo relatório semestral Webshoppers, edição 42, elaborado pela Ebit | Nielsen, o crescimento do faturamento nas vendas virtuais nos seis primeiros meses de 2020 atingiu a marca de 90,8 milhões de pedidos – um aumento de 39% em relação ao mesmo período de 2019. Além disso, goi registrado um crescimento de 6% no total gasto por pedido, passando de R$ 404 no primeiro semestre de 2019 para R$ 427 no mesmo período deste ano.

Junto com as novas lojas, encontramos também as mais tradicionais como a Dafiti, que é o tema desse meu post. Vou falar de um tema que gosto muito: o atendimento ao consumidor. Procure sempre trazer situações vividas por mim. 





Neste caso, vou analisar uma compra que fiz no dia 17/12: 3 camisetas da coleção Peanuts. Escolhi a Dafiti pelas estampas e por considerar que compraria peças licenciadas (não queria t-shirts "piratas"). Não tive atraso na entrega, que foi realizada no dia 21/12. Em um primeiro momento, fiquei em dúvida em relação a uma das camisetas, pois não sou fã de brilho. Entretanto, fui impactada por um anúncio da Dafiti no Facebook e reconheci a camiseta com a estampa que eu tinha escolhido. Lembrei, então, de olhar o e-mail de confirmação da compra e constatei ter recebido apenas 1 camiseta das que pedi. As duas outras não traziam as estampas selecionadas por mim, para minha surpresa.

Nesse momento, eu conclui que não queria simplesmente entrar no sistema e devolver, trocar ou pedir o dinheiro de volta. Como consumidora, queria registrar o erro na troca e entender se a pessoa que separou o pedido simplesmente achou que poderia escolher outras camisetas "similares" para mandar. Seria um problema de estoque? Um erro consciente ou aleatório? 

Por isso, além de mandar e-mail, tentei ligar para o SAC da Dafiti no número (11) 3053 7500. Claro que fui "atendida" por um sistema automatizado. Ao desligar, o sistema ofereceu a pesquisa para eu analisar o atendimento com notas de 6 (não satisfeito) a 10 (muito satisfeito). Teclei 6, é claro. O que o sistema "falou": que não entendia o que eu havia digitado. Opa! Até aquele momento, ele tinha entendido o que eu digitava. Teclei 6 de novo, a mesma resposta, e de novo. 

A sensação que tive, ao final, é a de que a pesquisa de satisfação de atendimento da Dafiti é uma farsa. O sistema só deve "entender" quando o consumidor digita 9 ou 10. Como não mudei minha avaliação (6), desisti e desliguei.

Ainda estou sem resposta do que ocorreu na troca das camisetas, que não são as que pedi. Registrei o caso no Reclame Aqui e espero um feedback.

Pesquisa de satisfação de atendimento manipulada? Acho que na Dafiti tem. 

sábado, 18 de julho de 2020

Ifood: sobre o push de aplicativo e a lenda dos cupons

Com a pandemia, o delivery de comida cresceu e o uso dos aplicativos, como o Ifood, especialmente em uma metrópole do tamanho de São Paulo. Entretanto, é interessante observar que o Ifood pode ser usado também pelo notebook, a forma que eu prefiro. 



Acho bem melhor usar o computador para comparar as opções de cardápios dos restaurantes, os preços e taxas. E, particularmente, estou evitando lotear meu smartphone, por mais memória que ele tenha, com tantos aplicativos - muitas empresas querem se apropriar de um pedaço da tela dos celulares, como as farmácias, os supermercados, os bancos etc. etc.  


Seria apenas uma escolha mas, como acontece no Ifood, a avaliação dos restaurantes só pode ser realizada por meio do app. Toda vez que eu faço um pedido, chega depois o e-mail solicitando a minha avaliação e eu simplesmente ignoro. Só vou avaliar quando o Ifood passar a oferecer a possibilidade de pontuação também pela plataforma acessada pelo computador. Não vejo razão para não estar disponível lá também.


Aproveitando, me pergunto para que servem os tais cupons oferecidos pelo Ifood. Nunca consegui usar um. Uma hora, vem a mensagem de que o restaurante que escolhi não aceita; outra hora, a mensagem é que o cupom só pode ser usado em pedidos até 16h30. Então, esses cupons são uma "lenda" do marketing, em minha opinião. Você já conseguiu usar? Comenta aí.


As recentes manifestações dos entregadores pode ter estimulado a empresa a oferecer máscaras ao pessoal. Hoje (18/07), o rapaz veio com máscara (desde o começo da pandemia, este de ver o terceiro entregador paramentado). Percebi também que passou gel na mão para pegar a entrega na sacola. Bom ver isso. Espero que vire hábito. Vamos aguardar.

   

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Lógica do mais por menos: no marketing, na economia e na vida

Desde ontem (16/12) nos vemos diante do buzz do bloqueio do Whatsapp por 48 horas no Brasil conforme determinação da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP). Ninguém sabe ao certo quem foi o autor da ação que conseguiu obter esta decisão na Justiça, pois o nome está sob sigilo. Mas, de qualquer forma, é uma onda de reclamações dos usuários, pois o aplicativo é o mais usado pelos brasileiros - permite a comunicação de milhões de pessoas sem os custos da ligação (seja por mensagem ou voz). A decisão está gerando ainda memes nas redes sociais que apostam no humor para lidar com a situação.  


Ao mesmo tempo, volta à baila a briga que existe do Whatsapp, com as principais operadoras de telefonia móvel e fixa, que argumentam da necessidade de regulamentação do uso do aplicativo, que seria um concorrente desleal. A mesma reclamação que se vê no que se refere ao UBER, aplicativo que permite conseguir um automóvel de passeio com motorista para traslado, afetando o serviço de táxis. Este cenário, no qual outras situações poderiam ser listadas, me estimulou a escrever sobre o que chamo de Lógica do mais por menos, que considero um dos motores da sociedade capitalista e de consumo. De forma geral, todos querem gastar pouco e ter altos serviços em troca. Se por um lado esta busca é positiva, por outra também tem seus impactos negativos. 

Lógica do mais por menos também é a mesma que prevalece quando dezenas de empresas saem do Brasil ou de outros países mais regulados e resolvem se estabelecer em países como a China e a Índia, com mão-de-obra mais barata e abundante, ou em regiões com benefícios fiscais. Os empresários querem obter mais produção por menos custos. Nem sempre repassam a redução das despesas para o produto ou serviço no varejo, entretanto.

Penso ainda na Lógica do mais por menos na minha área de comunicação, por exemplo. Quantos  jornalistas e diretores de redação do meu início de carreira como assessora de imprensa foram demitidos das grandes editoras, como a Abril, por causa dos altos salários, e no lugar entram profissionais mais novos e que recebem menos? Acredito que você também poderá pensar em outras situações nas quais essa lógica também está presente. Não estou aqui dizendo que a Lógica do mais por menos é perversa em sua essência, mas tem seus aspectos positivos e negativos, a serem ponderados em cada circunstância. 

Voltando a história do Whatsapp, é certo que ele facilita a comunicação mas, no final do dia, quem tem de investir na infraestrutura de torres e cabos são as operadoras de telecomunicações. De que forma o Facebook, proprietário do aplicativo, contribui para essa suporte técnico necessário para que as pessoas se comuniquem? A pirataria de games, de software, a compra de produtos roubados no ambulante são exemplos ruins, na mina opinião, de como muitos consumidores são dominados por esse pensamento. Quantos de vocês gostariam de ver algo pelo qual pesquisou e batalhou ser copiado e distribuído por aí gratuitamente? Não estou sendo moralista, mas considero que são alguns pontos sobre os quais podemos refletir sempre. 

Chris Santos