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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Prolata recicla mais de 17 mil toneladas de latas de aço no segundo trimestre de 2022

Paraná, São Paulo e Pernambuco são os estados que mais reciclaram entre abril e junho deste ano


Os resultados da Prolata seguem em ascensão. Entre abril e junho de 2022, a associação reciclou mais de 17 mil toneladas de latas de aço, registrando um aumento de 9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As regiões que mais reciclaram foram Paraná (4.733), São Paulo (3.847) e Pernambuco (3.049).

O trabalho da Prolata possui quatro pilares muito importantes: apoio às cooperativas de catadores e catadoras de materiais recicláveis; parcerias com entrepostos e centrais mecanizadas; pontos de recebimento de latas de aço pós-consumo e educação ambiental.

Atualmente, a Prolata tem parceria com 70 cooperativas, em 18 estados, totalizando 1.761 cooperados. Também conta com 36 entrepostos parceiros, apoio e participação de 14 fabricantes de latas de aço, 28 fabricantes de tintas, 11 fabricantes de alimentos, 37 redes de varejo e 3 grupos siderúrgicos, que são responsáveis pela revalorização e reciclagem do material.

Para estimular os consumidores a fazerem o descarte correto das latas utilizadas, a associação tem investido na implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), em parceria com redes de varejo. Hoje, existem 221 PEVs distribuídos por todo o país, 15% a mais do que no primeiro trimestre do ano.

“Nossa meta para este ano é revalorizar mais de 60 mil toneladas de latas de aço pós-consumo. Todos os resultados serão submetidos à Central de Custódia, nosso parceiro e verificador independente, e passarão por auditoria de terceira parte, conforme estabelecido pelo novo Decreto Federal 11.044/2022.), afirma Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e diretora da Prolata.

Criada, em 2012, pela Abeaço, a Prolata tem como objetivo permitir que as latas de aço pós-consumo sejam descartadas de forma correta pelos consumidores e revalorizadas em siderúrgicas, transformando-as em novo aço infinitamente.

Sobre a Prolata
A Prolata é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2012, pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil. Iniciativa da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e coordenação e patrocínio em conjunto com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal, a Prolata obtém recursos de seus associados e parceiros investidores, os quais são integralmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Turma do Folclore lança série abordando os ODS da ONU relacionados à sustentabilidade

A animação 'Turma do Folclore', que aborda de maneira lúdica as lendas do folclore brasileiro adaptada à linguagem infantil, lança um projeto inovador neste mês de agosto com exclusividade no ZooMoo Kids, quando é nacionalmente celebrado o Dia do Folclore (22/08).

Cena da série "Turma do Folclore - Os Protetores da Natureza"Divulgação/ZooMoo Kids

O projeto, que tem produção da Canoa Produções e produção executiva da Tocha Kids e Stenna, foi selecionado na segunda chamada do Petrobras Cultural para Crianças em 2020 e conta com o apoio integral da Petrobras, é nomeado de “Turma do Folclore – Os Protetores da Natureza” e traz os principais personagens do Folclore Brasileiro (Saci, Curupira, Caipora e Iara) de maneira inédita, em forma de grupo, escalado pelo Dr. Jabuti, o novo líder da Turma, para missões relacionadas à sustentabilidade e preservação ambiental..

O filme (que também será exibido em 4 episódios), conta com 25 minutos de duração (com uma média de 6:30 minutos cada episódio). Nele, a Turma conta com a ajuda de outros 4 personagens do nosso folclore (como o Boto-cor-de-rosa, a Mula sem cabeça, a Vitória Régia e o Negrinho do Pastoreio) para encarar missões relacionadas a sustentabilidade, presentes em 4 dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU:

- Objetivo 6: Água potável e saneamento

- Objetivo 13: Ação contra a mudanças climáticas

- Objetivo 14: Vida na água

- Objetivo 15: Vida Terrestre

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo universal da Organização das Nações Unidas para erradicação da pobreza, proteger o Planeta e assegurar que todas as pessoas tenham paz e prosperidade.

O propósito do projeto é aproveitar a penetração que o conteúdo da Turma do Folclore tem nas escolas e reforçar os laços que os personagens têm com a natureza, criando uma ferramenta potente de Educação Ambiental e abordando de maneira lúdica e adaptada à linguagem infantil os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

A estreia do filme na TV será com exclusividade no Canal ZooMoo Kids (nas principais operadoras de TV por assinatura como Claro, Sky, Vivo e Oi), com exibição também no canal do Youtube da Turma do Folclore, e demais plataformas de distribuição, como nos apps infantis (Playkids e Funkids ) nos VODS (Net Now e VivoPlay) e streaming (Amazon Prime).

Não perca!

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Ambipar Triciclo fecha parceria com Braskem em prol da reciclagem de embalagens plásticas

Por meio do investimento da Braskem, as Retorna Machines, da Ambipar Triciclo, receberão resíduos de polietileno e polipropileno com o intuito de aumentar a reciclagem deste tipo de plásticos



A Ambipar Triciclo e a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas, firmaram uma parceria para ampliar o descarte de produtos plásticos de forma consciente e adequada. A partir desta iniciativa, todas as Retorna Machines, tecnologia da Ambipar Triciclo, passam a receber embalagens de polietileno (PE) e polipropileno (PP), resinas plásticas com maior produção mundial e que estão presentes em muitas embalagens plásticas de consumo doméstico e do dia a dia das pessoas como, por exemplo, em: garrafas de iogurte, pacotes de açúcar, feijão e arroz, potes de margarina e sorvete, embalagens de shampoo, condicionador, amaciante, entre outros.

A ação contribui com as metas de desenvolvimento sustentável da Braskem, dentre as quais está a eliminação de resíduos plásticos. A companhia visa produzir 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado até 2025 e um milhão de toneladas até 2030, além de trabalhar para evitar que 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos sejam enviados para incineração, aterros ou depositados no meio ambiente.

"Para alcançarmos a Economia Circular é fundamental engajarmos os consumidores sobre o descarte adequado e a importância da reciclagem. Nesse sentido, investimos em parcerias como essa com a Ambipar Triciclo, que geram conscientização sobre o papel de todos na construção de um futuro mais sustentável. Além disso, o projeto irá contribuir para alcançarmos nossas metas de eliminação de resíduos plásticos, gerando um impacto positivo em toda a cadeia produtiva", afirma Fabiana Quiroga, diretora de Economia Circular da Braskem na América do Sul.

Os resíduos plásticos de PE e PP coletados nas Retorna Machines serão utilizados como matéria-prima na recém-inaugurada planta de reciclagem mecânica da Braskem em Indaiatuba (SP), que teve um investimento de R$ 67 milhões e é fruto de uma parceria com a Valoren, empresa desenvolvedora de tecnologia e gestora de resíduos para transformação em produtos reciclados. A expectativa é que, anualmente, 250 milhões de embalagens pós-consumo feitas de polietileno e polipropeno sejam transformadas em 14 mil toneladas de resina reciclada com alta qualidade que, por sua vez, passarão a ser reutilizadas como matéria-prima na indústria de transformação.

“Nossa proposta é incentivar a população a fazer o descarte adequado dos resíduos, disponibilizando cada vez mais Retorna Machines, ampliando e fortalecendo parcerias como esta. Com a Braskem, vamos alavancar nossas metas de sustentabilidade e atrair mais pessoas interessadas em contribuir para a preservação do nosso planeta e das próximas gerações”, comenta Felipe Nassar Cury, CEO da Ambipar Triciclo.

terça-feira, 5 de julho de 2022

ABREE e Salvador inauguram Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos

Instalação da Central vai assegurar a destinação ambientalmente correta dos produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos na capital baiana

Marcelle Carvalho de Moraes (Secretária Municipal de Sustentabilidade e Resiliência de Salvador), Marcos Carvalho Silva (Sócio Proprietário da BDP Waste), André França (Secretario de Qualidade Ambiental do ministério do Meio Ambiente), Helen Brito (Gerente de Relações Instrucionais da ABREE), Marcus Willian Oliveira (Sócio Proprietário da Circular Brain).


A ABREE – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos em parceria com o Ministério do Meio Ambiente inauguraram a Central de Logística Reversa que facilitará o descarte ambientalmente correta dos produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos de Salvador. Com objetivo de estar presente em todo Brasil, a entidade já calcula quase 3,7 mil pontos de recebimento de eletroeletrônicos e eletrodomésticos instalados pelo país, estando presente em mais de 1,2 mil municípios brasileiros. Somente no Estado da Bahia é possível encontrar 175 pontos de recebimento, que em sua maioria estão presentes no varejo, sendo 39 localizadas em Salvador e que nesta semana acaba de ganhar mais uma unidade.

“O início desta parceria significa mais um passo importante para o avanço da reciclagem no Brasil. Com a inauguração da Central em Salvador, mais uma região receberá os benefícios da logística reversa. Com isso, será possível conscientizar a população e seu apoio no processo de descarte ambientalmente correta dos produtos, evitando assim o aumento da poluição nas vias, rios e mares, com emissão de gases e metais pesados que fazem mal para a saúde da população”, explica Helen de Souza Brito, gerente de relações institucionais da ABREE.

O evento de inauguração aconteceu na BDP WASTE e contou com a presença de autoridades como, Marcelle Carvalho de Moraes (Secretária Municipal de Sustentabilidade e Resiliência) e André França (Secretário de Qualidade do Ministério do Meio Ambiente). Além disso, esteve presente também Marcus William Oliveira (Sócio Proprietário Circular Brain), Marcos Carvalho Silva (Sócio Proprietário da BDP WASTE) e Helen Brito (gerente de relações institucionais da ABREE).

O cuidado com o ciclo de vida dos produtos cresceu nos últimos 2 anos com início da vigência do Decreto Federal 10.240/2020. Essa legislação prever metas e objetivos específicos para o descarte dos produtos eletroeletrônicos, definindo a responsabilidade compartilhada por parte dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes.

Vale ressaltar que segundo o Governo Federal a realização da reciclagem dos produtos possui a capacidade de inserir mais de R$ 700 milhões na economia brasileira, além de gerar dez mil empregos.

A ABREE, como entidade gestora do setor, possibilita que a população encontre os pontos de recebimento mais próximos, por meio do CEP, além de possuir uma lista completa de quais produtos podem ser descartados. São alguns exemplos: batedeira, ferro elétrico, fone de ouvido, liquidificador, máquina de costura, micro-ondas, purificador de água e televisão, entre outros. Para saber mais, acesse: https://abree.org.br/pontos-de-recebimento

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Consumo mundial de alimentos deve aumentar 62% até 2025, o que exigirá aumento de produtividade e redução do desperdício



O consumo mundial de alimentos deve aumentar 62% até 2025, especialmente em países emergentes, o que significa mais produtividade por área cultivada. Além do aumento desta demanda, o desperdício de alimentos é algo preocupante. Para Godofredo Cesar Vitti, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o desperdício de alimentos diretamente pelo ser humano daria para alimentar 32 milhões de pessoas.

“O Brasil será responsável por 40% da produção de alimentos para o mundo, sendo que hoje o país já ocupa a liderança na produção de alimentos, energia e fibras”, observou Vitti, que foi responsável pela palestra magna do SolloAgro Summit, evento que acontece em Piracicaba (SP) e reúne, até quarta-feira (22), agentes do agronegócio – profissionais, empresas, universidades e instituto de pesquisa – em discussões sobre temas relevantes como agricultura 4.0, manejo de solo, balanço de carbono e sustentabilidade, entre outros.

Em sua palestra, com o tema Manejo de adubação e aumento da produção e qualidade de alimentos, Vitti ponderou que para satisfazer essa demanda crescente é preciso atuar em três frentes: aumento da área cultivada, aumento da produtividade e maior intensidade de cultivos e, dentro desse cenário, a adubação ganha importância como combustível na implantação das mais variadas culturas e a consequente melhoria do que é produzido.

“O Brasil, com sua base de terra, água e clima, é dotado de três dos recursos naturais críticos. Terra e água estão em escassez em todo o mundo. Se o Brasil puder implementar e manter as estratégias conhecidas, ele assumirá um papel de importante produtor e exportador”, salientou Vitti.

Para ele, nos próximos 50 anos, a humanidade vai enfrentar desafios como energia renovável, água doce, alimentos, meio ambiente, pobreza, educação e democracia, entre outros. “Dentro deste universo, a agricultura é algo que pode ser resolvido. Hoje em dia tudo está baseado em alimentos, se não houver alimentos há pobreza, fome, não há democracia, ocorrem doenças, terrorismo e guerras”, observou o professor.

Na solenidade de abertura do SolloAgro Summit, professor Luis Reynaldo Ferraciú Alleoni, coordenador da SolloAgro da Esalq/USP, comentou que o evento tem como objetivo estender o conhecimento da universidade para fora dos seus muros e trazer a comunidade do agronegócio para dentro da universidade. O SolloAgro Summit é uma iniciativa da SolloAgro e da Esalq/USP, com o apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

sábado, 25 de junho de 2022

O amor à natureza precisa ser nutrido na infância

Livro "O Canto da Serra" transmite às crianças a importância de respeitar o meio ambiente


Você certamente já ouviu a frase “educação vem de berço”. Esta é uma máxima tão popularizada quanto verdadeira e aplica-se perfeitamente também à educação ambiental. Com o livro infantil O Canto da Serra, da autora cearense Anna Oliveira, os pequeninos aprenderão de uma forma encantadora o que é sustentabilidade.

A obra conta a história de Sara, uma menina com oito anos de idade. Guiada por um canto hipnótico, ela vai subindo a Serra de Guaiúba, no Ceará, até o encontro com misteriosas bolinhas coloridas que a apresentam a um mundo desconhecido em meio à natureza.

“As gotas de chuva caíam das árvores proporcionando uma sinfonia para os animais. Rouxinóis apressados para fazer o ninho passavam, pica-paus bicando as árvores, e as lavadeiras lindas, em preto e branco, com todo o seu charme. O colorido e a cantoria dos pássaros envolviam a Serra de Guaiúba como um manto”.
(O Canto da Serra, p. 10)

O Canto da Serra é uma ótima forma de ajudar as crianças a desenvolverem um vínculo com o meio ambiente e observarem o mundo que as rodeia, ensinando-as a cuidar do planeta. A incrível experiência de Sara quando criança refletirá em suas atitudes e escolhas durante toda a vida. Uma rica lição para transmitir às novas gerações. O livro é coroado ainda pelas lindas ilustrações de Hidaru Mei.

Ficha técnica

Título: O Canto da Serra
Autor: Anna Oliveira
Editora: Ases da Literatura – Selo Asinha
ISBN-10: ‎6589952949
ISBN-13: ‎978-6589952947
Dimensões: 14 x 0.28 x 21.01 cm
Páginas: 46
Preço: R$ 39,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora


Anna Oliveira é natural de Fortaleza, Ceará. É diretora de Núcleo de Monitoramento Cultural e Educacional. Quando criança, na escola primária, sua redação foi escolhida como a melhor do colégio. O amor de sua avó materna despertou na autora o gosto pela literatura. Ficava na fazenda “Capão do Maxixe” a ler literatura de cordel para Dona Maria Leonarda Brito. Também é autora de “Meu Mineiro amor e outros contos”. Acompanhe o trabalho de Anna no Instagram.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Novos pontos de coleta de vidro para reciclagem são instalados em São Paulo

PEV instalado na rua Werner Von Siemens, LapaDivulgação



Instalação de containers na capital e cidades vizinhas é fruto de parceria entre a fabricante de embalagens de vidro, Verallia, e a Massfix, que atua na reciclagem de cacos de vidro

Aumentar a coleta de vidro destinado para reciclagem. Esse é o propósito de um projeto que prevê a instalação de 200 containers de Pontos de Entrega Voluntária (PEV), no eixo São Paulo – Campinas – Mogi das Cruzes, e que tem como meta alcançar cerca de 4 mil toneladas de cacos por ano. Os primeiros pontos foram instalados e já estão disponíveis para a população.

O projeto, intitulado Vidro Vira Vidro, é liderado por dois importantes atores da cadeia do vidro no Brasil: a Verallia, líder europeia e terceira maior produtora de embalagens de vidro para alimentos e bebidas do mundo, e a Massfix, líder nacional na reciclagem de cacos de vidros. No caso da cidade de São Paulo, a instalação dos PEVs conta com o apoio da ECOURBIS, concessionária responsável pela coleta, transporte e destinação ambientalmente correta de resíduos domiciliares, materiais recicláveis e resíduos dos serviços de saúde.

Endereços:

Capital paulista

- Rua Werner Von Siemens, 111, Lapa de Baixo

- Av. Das Nações Unidas, 22540, Cidade Monções

- Praça Ramiro Cabral da Silva Av. Antônio Barbosa da Silva Sandoval X Rua Lauzane

- Praça João Pedro da Luz - Av. Inácio da Cunha Leme, 515- canteiro central

- Praça Enzo Ferrari – Interlagos

- Praça Capitão Antonio Dell Zotto - Rua João P. Viegas, 1154 x Rua Eriberto B. Cajazeiras

- Av. Miguel Yunes, 500 – Bairro Usina Piratininga

- Parque Severo Gomes - R. Pires de Oliveira, 356 - Granja Julieta

- Supermercado Barbosa - R. Abel Tavares, 1149 - Jardim Belém, São Paulo

- Auto Posto Shell Rede Sena – Estr. Guarulhos Nazare, 2328 – Jd Novo Portugal

Outras cidades de São Paulo:

- Cond. Arujazinho V – Estrada Arujá-Itaquá, SP 56, 1637 – Jardim Limoeiro - Arujá

- Vila Gastronômica - Rua Jurandir Sanches Miolino, 135 – Caputera – Arujá

- Supermercado Styllus - Rua Major Benjamin Franco, 555 – Jardim Vitoria – Arujá

- Cond. Country Club – Rua Deolinda Nobrega de Almeida, km 40,5 – Centro – Arujá

- Posto Quality Aruã – Rua, Av. Pres. Gen. Dutra, 20, Mogi das Cruzes

- Posto Quality Vila Oliveira - R. Cel. Cardoso de Siqueira, 980 - Vila Oliveira, Mogi das Cruzes

- Auto Posto Shell Rede Sena - ESTR PRES JK DE OLIVEIRA, 401 - Jardim Albertina, Guarulhos

- Cond. Residencial Park San Diego - R. Onze de Abril, 2 - Pte. Grande, Guarulhos

Como funcionam os coletores

Os containers possuem uma tecnologia que auxilia na limpeza do coletor. Com isso, é possível fazer uma rota otimizada e organizada. O projeto prevê disponibilizá-los em locais públicos e privados, como postos de gasolina, supermercados e condomínios. Estes pontos serão estrategicamente selecionados, o que viabiliza a organização, a coleta adequada e incentiva a boa prática ambiental.

Números

Hoje, é estimado pelo setor que 75% dos vidros consumidos vão para aterros sanitários e apenas 25% são reciclados. Além do acúmulo de resíduo, os materiais destinados aos aterros possuem custo para as prefeituras.

Para reciclar, não é preciso que o vidro esteja intacto. Apenas com a utilização de cacos na produção de novas embalagens já é possível reduzir o consumo de energia, extração de recursos naturais e a emissão de CO2. Para se ter ideia, a cada 10% de caco utilizado na produção, pode-se reduzir 5% de CO2 e 2,5% a menos de consumo de energia no processo de fabricação. A Verallia tem como objetivo mundial atingir uma redução de emissão de carbono de 46% até 2030.

A Verallia assumiu um compromisso com os objetivos sustentáveis da Organização das Nações Unidas (ONU). Alguns deles englobam redução das emissões de CO2 e aumento da reutilização de vidro, que colabora na economia de matéria-prima virgem.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Brandili transforma sobras de alimentos em adubo e resíduos têxteis em fios ecológicos

Exemplos práticos de economia circular também reduzem a emissão de gases de efeito estufa e a quantidade de lixo destinada aos aterros sanitários

O termo economia circular tem pautado cada vez mais as ações de grandes empresas que, quando preocupadas em minimizar os impactos ambientais e sociais, se desafiam a desenvolver novas soluções para uma recuperação inteligente de recursos. Na indústria têxtil Brandili, que emprega cerca de 1,2 mil colaboradores diretos e 700 indiretos em oficinas de confecção, iniciativas vêm gerando números positivos e mostrando que esse é o caminho para um mundo mais sustentável.

Horta na matriz da Brandili,
em Apiúna (SC)

Divulgação/Brandili

Já imaginou uma horta orgânica dentro da sua empresa, onde é utilizado adubo natural produzido a partir das sobras geradas no preparo e consumo de alimentos do refeitório? Na matriz da Brandili Têxtil, em Apiúna (SC), desde dezembro de 2021 isso é possível. Por meio de uma iniciativa da área de sustentabilidade, com o apoio de colaboradores de diversas áreas, a empresa tornou este projeto possível. “Foram adquiridas duas recicladoras de orgânicos. Estes equipamentos desidratam e reduzem os resíduos orgânicos da cozinha industrial a um composto orgânico inerte, o qual é utilizado como adubo. Passam pela máquina cascas, talos, sobras de frutas e vegetais, grãos crus ou cozidos e temperados, pães, bolos, tortas, cascas de ovos, ou sobras desse alimento cru e cozido, além de sopas ou ensopados”, explica o gerente de Sustentabilidade da Brandili, Leonir Felipe Soliman Filho.

A ação vem como um exemplo prático de economia circular em função de um melhor uso dos recursos naturais e da reciclagem de nutrientes e de matéria orgânica estabilizada. “Há uma base de cálculo para que não haja desperdício de alimentos. Mas, como oferecemos refeições em três turnos, sempre temos uma perda e também as sobras normais de preparo dos alimentos. Buscamos essa iniciativa para amenizar os impactos”, ressalta Filho.

Para o gerente de Sustentabilidade da Brandili, os aspectos sustentáveis deste projeto vão além da redução da quantidade de lixo destinada ao aterro sanitário. “Com base no volume de resíduos orgânicos gerado na Brandili em Apiúna (40 toneladas/ano), deixamos de emitir uma tonelada de gás metano (CH4) e 28 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano no aterro sanitário localizado em Timbó (SC), o que contribui positivamente para a redução da emissão de gases de efeito estufa e reflete diretamente no incentivo a práticas de economia circular”, detalha o gerente.

Hoje, na horta da Brandili, são cultivadas as hortaliças de época, como alface, chicória e também alguns temperos verdes. Ao todo, são cinco canteiros que compõem cerca de 75 metros quadrados. “Atualmente, nossa horta já supre de 10 a 15% da demanda de hortaliças da cozinha industrial”, explica Filho. A manutenção é feita pelo jardineiro e outros colaboradores voluntários da empresa, com o apoio da equipe de sustentabilidade que possui um engenheiro agrônomo. 

21,2 toneladas de resíduos têxteis viram fios ecológicos

Setor de costura
Divulgação/Brandili

Ciente de que faz parte de uma cadeia produtiva integrada, a Brandili foi além dos programas internos de gerenciamento de resíduos sólidos. Desde 2014, assegura também a reciclagem dos resíduos têxteis gerados nas mais de 40 oficinas de confecção responsáveis por uma parcela significativa do processo de costura e embalagem de produtos. Elas estão localizadas em 13 municípios de Santa Catarina e oportunizam inúmeros empregos diretos. Beneficiando e consumindo 2 mil toneladas de malha anualmente, a empresa catarinense é responsável pela produção de aproximadamente 18 milhões de peças por ano.

O processo funciona da seguinte forma: a matriz da Brandili em Apiúna (SC) recebe os resíduos de confecção produzidos pela unidade de Otacílio Costa (SC) e oficinas de costura. O material se junta aos resíduos de corte e confecção gerados pela empresa. Eles são pesados e identificados de acordo com o local de origem. A Brandili tem uma parceria com a empresa EuroFios, de Blumenau (SC), que faz a coleta do material e realiza o processo de desfibração do fio e a fabricação de um novo, que é chamado de fio ecológico. “Fazemos todo o controle do processo, desde o transporte do resíduo até a comprovação de destinação/reciclagem, de acordo com padrões e regulamentações ambientais”, complementa o gerente de Sustentabilidade.

O material desfibrado possui diversas aplicações, como enchimentos de pelúcias e almofadas, revestimentos acústicos, cobertores, mantas térmicas, geotêxteis, feltros, filtros, fios e barbantes reciclados. “Adotando de forma continuada ações de não geração, redução e reutilização, e cientes de que os aterros devem ser utilizados apenas depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento, recuperação disponíveis e economicamente viáveis, podemos afirmar que na Brandili, mensalmente, cerca de 21,2 toneladas de resíduos têxteis são transformadas em desfibrados e fios reciclados”, enaltece o diretor Geral, Jacques Douglas Filippi.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Empresa transforma processos e deixa de destinar 275 toneladas de lixo por ano para aterro sanitário

Com projeto de aterro zero, os resíduos produzidos são reutilizados, sendo destinados para reciclagem ou para combustão em fornos para produção de cimento

O material descartado pelas indústrias pode servir de combustível para geração energética, evitando envio para aterros e lixões, prejudiciais ao meio ambiente. Em duas fábricas de Curitiba, 275 toneladas de lixo produzidas em um ano, que antes eram em sua maioria encaminhadas para aterros sanitários, agora são enviadas para reciclagem, além de servir como material para combustão e produção de cimento.

A indústria Neodent, com duas plantas fabris na Cidade Industrial de Curitiba, iniciou o ano de 2022 como uma empresa aterro zero. O projeto para destinação sustentável dos resíduos começou em 2019 com o monitoramento da quantidade de material descartado e, no final do ano passado, com as autorizações ambientais para a destinação correta, passou a destinar 100% do resíduo ou para a reciclagem ou para o coprocessamento.

Lixo de duas indústrias agora é encaminhado
como material para combustão e produção de cimento
Crédito: Divulgação Neodent

Em 2020, foram enviadas 275 toneladas de resíduos para aterro sanitário, o que representava 41% do total de resíduos gerados. Em novembro de 2021, essa quantidade já estava reduzida para 117 toneladas e esse número seguiu caindo até o envio total para coprocessamento. “Implantamos diversas ações de melhoria internas em 2021, desde a coleta seletiva do resíduo até alterações na infraestrutura, o que permitiu iniciarmos 2022 sendo uma empresa lixo zero. Sabemos da nossa responsabilidade na destinação correta do lixo e, mesmo em um período de forte expansão, trabalhamos para produzir cada vez mais, com menos impacto para o meio ambiente”, comenta o CEO da Neodent e EVP do Grupo Straumann na América Latina, Matthias Schupp.

Diariamente, a empresa KWM faz a separação do resíduo nas fábricas. Os recicláveis - como papel, papelão ou plástico - servem de matéria-prima para outras indústrias. Já os resíduos orgânicos - como estopa, pano, luva, toucas, ou materiais contaminados com óleo ou produtos químicos - são enviados para empresa especializada em coprocessamento. Essa tecnologia transforma o material para processo de combustão em fornos que produzem cimento. Ao invés de usarem carvão, diesel ou gás para a geração de calor, esses fornos utilizam resíduos industriais, que possuem alto poder de combustão.

Emissão de gases

Hoje, 100% do resíduo das indústrias vai
 ou para a reciclagem ou para o coprocessamento
Crédito: Divulgação Neodent

Além da destinação inteligente dos resíduos, o monitoramento da emissão de gases causadores de efeito estufa é o primeiro passo para redução desse dano. As fábricas Neodent e ClearCorrect, em Curitiba, iniciaram em 2020 o controle de emissões diretas - pelas quais as empresas são completamente responsáveis, como gases refrigerantes de ar-condicionado e queima de gás diesel nos geradores de energia -, emissões indiretas - causadas pelo sistema interligado de energia brasileiro (SIN) utilizado nas indústrias – e emissão de terceiros, como parceiros ou empresas das quais utilizam o serviço.

O monitoramento garantiu para ambas as empresas o Selo Ouro no primeiro inventário de emissões (2020), por meio do Selo Clima Paraná, uma ação do governo paranaense para redução das emissões das indústrias. “Com o relatório de emissões, estamos planejando mudanças em nossos processos para conseguir diminuir significativamente a emissão de gases, principalmente de CO2e, nos próximos anos”, explica Guilherme Stival, Gerente de Sustentabilidade da Neodent.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Bracell assina compromisso para proteção da Biodiversidade da Mata Atlântica e Cerrado Paulista

Em parceria inédita, mais de 64 mil hectares contarão com a ajuda e incentivo da companhia que tem como premissa ações ligadas à sustentabilidade




A Bracell, líder global na produção de celulose solúvel e integrante do grupo de empresas RGE, assinou o termo de compromisso para patrocínio de ações para a proteção de mais de 64 mil hectares de matas nativas em parceria com a Fundação Florestal. A iniciativa da companhia está alinhada com sua estratégia de negócio, que tem como um de seus objetivos centrais reforçar a importância das boas práticas para a proteção da biodiversidade.

João Augusti, Gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell, conta que a priori o contrato tem duração de doze meses, mas já estamos estudando um Acordo de Intenções para prolongar por mais 5 anos, e contará com ações bem específicas considerando a localização e o tamanho das Unidades de Conservação. “Para as unidades menores, onde a principal pressão são os incêndios florestais, iremos apoiar com construção e manutenção de aceiros, além de equipamentos de controle de incêndios, placas de sinalização e workshops para brigadistas entre vizinhos e comunidades e vamos fornecer um projeto executivo de ponte para primatas cruzarem estradas a salvo, ajudando o acesso destes às copas das árvores sem risco de atropelamento ou isolamento entre áreas. Já para as áreas maiores, vamos oferecer estudo e recomendações para o controle de espécies invasoras que causam impacto à biodiversidade local e, ainda, será oferecido um monitoramento remoto da fauna, com a utilização de gravadores e câmeras trap, contribuindo para a identificação de espécies e monitoramento de indicadores de qualidade ambiental das unidades de conservação.

A Fundação Florestal, que está ligada à SIMA – Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, nasceu para a conservação e produção florestal do Estado de São Paulo e tem como finalidade o manejo e a ampliação das florestas de produção em torno do território do Estado paulistano. Com essa premissa, suas ações caminham no apoio, promoção e criação de iniciativas integradas com empresas como a Bracell, que tem como essência, a conservação ambiental, a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável, a recuperação de áreas degradadas e o reflorestamento de locais ambientalmente vulneráveis, realizando parcerias com órgãos governamentais e instituições da sociedade civil.

Rodrigo Levikovicz, diretor da Fundação Florestal, celebra a grandiosidade do projeto. “Essa é a maior ação de patrocínio que firmamos desde que o programa foi criado”, comenta. O diretor complementa citando a expectativa de que outros players do segmento sigam o exemplo da Bracell: “esperamos que essa iniciativa de parceria incentive outras companhias a investir em iniciativas que tragam melhorias significativas para sociedade e meio ambiente”, finaliza.

Pedro Stefanini, vice-presidente sênior da Bracell, se diz orgulhoso do caminho que a companhia está trilhando, principalmente quando se une a projetos que impactam positivamente o social e ambiental. “A parceria com a Fundação Florestal é uma retribuição ao Estado de São Paulo, que sempre acolheu e acreditou em nossos projetos", comenta.

Os mais de 64 mil hectares a serem preservados se concentram na região de Bauru, interior de São Paulo, cidade próxima à filial da Bracell, na cidade de Lençóis Paulista. Áreas em outros sete municípios também receberão ações desta parceria como Gália, Alvinlândia, Águas de Santa Bárbara, Anhembi, Capão Bonito, São Miguel Arcanjo e Sete Barras, todos no interior de São Paulo.

Serão beneficiadas 4 Estações Ecológicas (EE dos Caetetus, EE Barreiro Rico, EE Sebastião Aleixo, EE Águas de Santa Barbara); 1 Unidade de Conservação Refúgio da Vida Silvestre (RVS Aimorés - gleba II – Jardim Botânico) e 2 Parques Estaduais (PE Carlos Botelho e PE Nascentes do Paranapanema).

segunda-feira, 21 de março de 2022

Shell Brasil solicita licença ambiental para projetos de eólicas em alto-mar no país


Pedido abrange áreas nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste

A Shell Brasil informa que deu entrada esta semana em pedidos de licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA) para geração de energia eólica offshore em seis áreas, nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Estes seis projetos em desenvolvimento, juntos, terão capacidade instalada de 17GW. A iniciativa demonstra o compromisso da Shell com o Brasil, bem como a materialização da estratégia “Impulsionando o Progresso”, centrada nas metas de descarbonização para a transição energética.

Enquanto aguarda a definição do restante da regulamentação que guiará o desenvolvimento desses projetos no país, o envio do Formulário de Caracterização de Atividade (FCA) ao IBAMA é um primeiro passo para garantir o melhor estudo das áreas e o desenvolvimento sustentável e responsável dos investimentos necessários para o licenciamento. Os estudos ambientais começarão ainda em 2022.

“Com mais de 20 anos de atuação em energia eólica no mundo e mais de 50 anos de tradição em projetos offshore, a Shell pretende aliar sua expertise nestas duas frentes com o objetivo de fornecer mais energia e energia limpa para o país,” afirmou Gabriela Oliveira, gerente de Geração Renovável da Shell no Brasil.

segunda-feira, 14 de março de 2022

BNDES financiará geração de energia solar por consumidores na Região Norte de maneira inédita



Objetivo é ampliar uso da energia limpa na região com implantação de cerca de 1.600 sistemas geradores com redução de até 90% nas contas de luz

Emissão de R$ 60 milhões em debêntures verdes, que viabiliza a operação, conta com 95% de participação do banco

Região ainda possui cerca de 250 sistemas isolados que contam com geração térmica e diesel para o fornecimento de energia elétrica



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou operação que permitirá o consumidor de energia da Região Norte do Brasil, principalmente da Amazônia, a substituir seus geradores a diesel por usinas fotovoltaicas. O banco adquiriu 95% dos R$ 60 milhões em debêntures “verdes” emitidas pela Amazônia Solar Companhia Securitizadora de Créditos Financeiro. A emissão viabilizará a parceria com a fintech Solfácil, especializada em financiar a instalação de sistemas de microgeração solar fotovoltaica.

A operação permitirá o financiamento a cerca de 1.600 projetos num prazo de até 150 meses para a instalação de sistemas solares fotovoltaicos em residências e empresas localizadas na região. Será a Solfácil a responsável por avaliar a capacidade do contratante e do contratado, além de verificar a viabilidade do sistema para o consumidor antes de aprovar o crédito.

Cada investimento, na ponta, deverá apresentar um custo médio em torno de R$ 37 mil e será 100% financiado. Ao todo, serão cerca de 12 MWp de capacidade instalada, equivalente ao consumo de quase sete mil famílias.

Esta é a primeira vez que o BNDES atua neste formato. O volume total estimado de carbono evitado é da ordem de 30.500tCO2e em 15 anos, que é equivalente a emissão de 1.017 veículos por ano.

Trata-se de operação piloto, visando promover a aceleração da geração solar distribuída na Região Norte, na qual existem problemas de fornecimento de energia e cerca de 250 Sistemas Isolados que utilizam a geração térmica a diesel para fornecimento de energia elétrica.

Na opinião da diretora de Concessão de Crédito à Infraestrutura do BNDES, Solange Vieira, a operação é inovadora na forma de atuação do BNDES, ao permitir o acesso do consumidor final aos recursos do BNDES sem a intermediação tradicional de bancos. “A operação vai contribuir para democratizar o acesso à geração solar para os consumidores de energia da Região Norte, permitindo maior acesso ao crédito na ponta e promovendo a desconcentração bancária”.

Outro benefício para o consumidor é a redução no gasto com contas de luz, estimada em até 90%. A compensação será suficiente para pagar o financiamento. Após a liquidação do empréstimo, o consumidor será o proprietário do sistema fotovoltaico, quem tem uma durabilidade prevista de 25 anos.

Do ponto de vista do desenvolvimento regional, serão gerados novos empregos e renda para a Região Norte, sobretudo para os instaladores locais dos sistemas fotovoltaicos.

O gerente Rodrigo Bacellar, da Área de Energia do BNDES, destacou que a operação reitera o compromisso do BNDES com o desenvolvimento sustentável: “O BNDES, junto com a Solfácil, está construindo uma iniciativa focada na transição energética da Amazônia, por meio do melhor aproveitamento de recursos renováveis disponíveis, beneficiando milhares de consumidores de energia da Região”, afirmou. Já, Fábio Scherma, chefe do Departamento de Energia Elétrica do BNDES ressalta que “este é um projeto piloto a partir do qual o Banco espera desenvolver muitos outros, em parceria com o mercado”.

As debêntures são caracterizadas como “verdes”, com base nas diretrizes do Green Bond Principles, emitidas pela International Capital Market Association (ICMA), conforme desempenho socioambiental avaliado por consultoria especializada em parecer independente.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Oxiteno lança Desafio de Inovação Social e Empreendedorismo

Startups e outras instituições que tenham projetos sociais, sustentáveis, criativos e eficientes para as comunidades do entorno das operações da companhia poderão se inscrever


A sustentabilidade é elemento central da estratégia da Oxiteno, líder na produção de tensoativos e especialidades químicas nas Américas. A empresa acredita que esta é a única forma de evoluir e deixar um legado para a sociedade. E quando se fala em inovação, a Oxiteno entende como um tema igualmente transversal, sendo o caminho para gerar soluções mais sustentáveis, que terão menor impacto ambiental e ajudarão nesta evolução. O Desafio de Inovação Social e Empreendedorismo surge como uma ação que une esses dois temas, concretizando o uso da inovação como ferramenta para transformar a sociedade.

Promover a transformação e o bem-estar das pessoas através da química, minimizando as adversidades sociais de suas comunidades do entorno, apoiando o desenvolvimento local com projetos sustentáveis, criativos e eficientes. Este é o desafio que a Oxiteno vai propor a empresas, universidades, institutos de pesquisa, associações e startups que tenham soluções focadas em uma das causas abaixo:
Combate à fome e a pobreza;
Educação;
Empreendedorismo;
Geração de renda.

Espera-se que as soluções apresentadas enderecem as causas por meio de ações e programas, assim como visa o desenvolvimento de novos produtos e até a geração de novos mercados.

A empresa busca parceiros para somar esforços e transformar a realidade de quem mais precisa. Os melhores projetos serão selecionados para apresentarem sua solução em um pitch day para a liderança da Oxiteno.

Para participar, o proponente deve se inscrever neste link (Desafio de Inovação Social e Empreendedorismo - Brazil (oxiteno.com), preencher integralmente o formulário de inscrição e, preferencialmente, anexar uma apresentação do projeto com impacto ambiental e social positivo. Além disso, é recomendado também apresentar os custos envolvidos para a realização de uma Prova de Conceito de até 3 meses. É importante deixar claro a independência financeira da solução no médio-longo prazo, a estimativa de stakeholders impactados e a sinergia com uma das temáticas do desafio.

“Estamos muito animados para este projeto. A Oxiteno tem o propósito de contribuir para o bem-estar das pessoas através da química, e busca por meio de atitudes sustentáveis deixar um legado positivo para toda a sociedade. Este desafio vem para nos ajudar a impulsionar e transformar ainda mais a realidade das pessoas do entorno de nossas unidades. Por isso buscamos Startups e instituições que acreditam na evolução e transformação de forma sustentável”, comenta Tulio Zozolotto, coordenador de Inovação da Oxiteno.

A inscrição poderá ser feita até dia 01 de abril e são elegíveis candidaturas de empresas, Startups, universidades, institutos de pesquisa com CNPJ no Brasil. As soluções mais bem avaliadas pela banca, participarão do Pitch Day, e seguirão para uma fase de construção de um potencial prova de conceito.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Gartner prevê que 90% dos compromissos públicos com embalagens sustentáveis ​​não serão cumpridos até 2025





Dependência contínua de embalagens de plástico e de descartáveis exige que as organizações ajustem suas estratégias


Embora a busca por embalagens sustentáveis ​​tenham ganhado espaço no mercado, com grandes companhias globais assumindo compromissos para a adoção de 100% das embalagens serem reutilizáveis, recicláveis ​​ou compostáveis já nos próximos anos, o Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, prevê que 90% dessas promessas relacionadas a embalagens sustentáveis não serão cumpridas ​​até 2025, devido à dependência de plásticos e embalagens de uso individual.


“Há uma série de razões pelas quais os esforços corporativos para consolidar o uso de embalagens sustentáveis ​​não estejam progredindo”, diz John Blake, Diretor Analista Sênior da área de Cadeia de Suprimentos do Gartner. “Por exemplo, a maioria dos tipos de plásticos não são amplamente recicláveis e, mesmo se fossem, a infraestrutura de reciclagem e o mercado de reposição para materiais reciclados estão longe de serem maduros. Portanto, uma enorme quantidade de embalagens não é tecnicamente reciclável ou, pior, não é reciclada na prática.”

As empresas devem agir agora, pois mais países e regiões já implementaram ou planejam colocar em prática a legislação de Responsabilidade Estendida do Produtor (EPR) que proibirá ou penalizará embalagens descartáveis. Em 2021, por exemplo, os estados americanos do Maine e do Oregon aprovaram as primeiras legislações deste tipo nos Estados Unidos. Nova Jersey, Nova York, Massachusetts, Washington e Califórnia estão entre os locais que implementaram ou alteraram, também, as regras para manejo de resíduos. O Reino Unido, por sua vez, pretende adotar um novo imposto sobre embalagens de plástico já em 2022.

Por isso, as organizações terão que encontrar maneiras de reduzir as embalagens descartáveis. Uma solução poderia ser incentivar os consumidores a adotar embalagens reutilizáveis ​​e desenvolver modelos de refil nas lojas para produtos como ração para animais, sabão em pó e bebidas.

Em um nível pré-competitivo, as organizações também podem se reunir e dimensionar métodos de reciclagem e soluções de embalagem inovadores, colaborando por meio de uma associação do setor. O Fórum de Bens de Consumo fornece “Regras de Design de Ouro” para o design, produção e reciclagem ideais de plástico, e o How2recycle fornece às organizações membros rotulagem harmonizada para melhorar a reciclagem de embalagens.


Embalagem Sustentável como Motor de Inovação - Como a infraestrutura de reciclagem e o mercado de reposição de plástico reciclado serão limitados em um futuro próximo, muitas empresas se concentram em reduzir o desperdício de embalagens, seja eliminando as desnecessárias ou reduzindo o tamanho delas. Além das abordagens de substituição, como o aumento do uso de materiais reciclados para compensar os plásticos virgens, as organizações estão testando garrafas de papel, modelos de recarga e programas de devolução de embalagens.


“Este desafio também pode ser um impulsionador da inovação upstream. Os líderes da cadeia de suprimentos podem trabalhar com seus pares para criar uma programação de novos produtos e modelos de negócios que não dependam de plásticos. Eles devem desafiar seus fornecedores a se comprometerem com a produção de embalagens sustentáveis, aumentando assim o acesso da organização a materiais reciclados ou multiuso”, afirma o analista do Gartner.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Para incentivar a reciclagem, Ambev e Triciclo-Ambipar instalam máquinas por São Paulo para troca de embalagens por serviços e créditos

As novas instalações se dão em locais de fácil acesso ao público e de movimentação grande, concedidos pela EMTU, ViaQuatro e Rede Duque, em prol da sustentabilidade


Já imaginou se embalagens recicláveis que seriam descartadas pudessem ser revertidas em recarga de vale transporte e celular pré-pago, bônus na fatura de energia elétrica ou desconto em livrarias? A Ambev e a Triciclo, vinculada ao Grupo Ambipar, instalaram 10 máquinas na cidade de São Paulo, conhecidas como Retorna Machine, para depósito de embalagens pós-consumo, a partir de um programa de fidelidade e recompensa.

Para participar, é necessário criar uma conta digital Triciclo, de maneira gratuita, pelo site www.triciclo.eco.br ou pelo aplicativo Triciclo (iOS e Android). Depois, basta depositar as embalagens na máquina para começar a pontuar e receber tricoins, os pontos de troca dos benefícios. A Retorna Machine recolhe todos os tipos de materiais recicláveis como plástico, vidro, alumínio, aço e embalagens longa vida.


As máquinas Retorna Machine podem ser encontradas nos terminais metropolitanos Jabaquara, Diadema, Piraporinha, São Bernardo do Campo, São Mateus e Santo André Oeste, no Corredor ABD, gerenciado pela EMTU, na estação República da Linha 4-Amarela de metrô, operada pela ViaQuatro, e em postos de combustível da Rede Duque, localizados nos seguintes endereços: Av. Juscelino Kubitscheck, 909; Av. Hélio Pellegrino, 1.701; e Av. Pedroso de Morais, 2.741.

Sobre a Ambev:

Unir as pessoas por um mundo melhor. Esse é o propósito da Ambev, empresa brasileira, com sede em São Paulo, e presente em 18 países. No Brasil, somos mais de 30 mil pessoas que dividem a mesma paixão por produzir cerveja com tecnologia de ponta para garantir momentos de celebração e diversão. Na Ambev, nossa cultura dá liberdade para testar novas ideias e, cada vez mais, temos exercitado a inovação. Apostamos também em processos de cocriação, convidando outras empresas a se juntarem a nós em busca de um objetivo comum. Temos parcerias com um ecossistema com mais de 500 startups para gerar oportunidades e realizar melhorias na vida das pessoas. Além disso, contamos com o hub de tecnologia Ambev Tech presente em home office e em seis cidades: Blumenau (SC), Campinas (SP), Maringá (PR), São Paulo (SP), Jaguariúna-SP e Sorocaba (SP). E não vamos parar por aqui. A Ambev é uma empresa inovadora e temos o consumidor no centro de nossas decisões e iniciativas. Somente nos últimos cinco anos, investimos R$17,5 bilhões no país e deixamos um legado além dos investimentos com nossa ampla plataforma de sustentabilidade socioambiental.

Sobre a Triciclo:

A Triciclo atua no mercado desde 2.016, com a missão de criar e operar soluções para o desenvolvimento sustentável. Foi adquirida pelo grupo Ambipar em 2.021 e é a operadora dos Projetos Retorna Machine, Recicla Pharma e Deixaki, todos vinculados ao Programa de Fidelidade Triciclo. Nesse programa, suas embalagens, medicamentos e recicláveis valem tricoins (pontos) que podem ser trocados por benefícios, como bônus de energia elétrica, recarga de vale transporte, desconto em livraria, crédito em telefonia e muito mais. Todo o material coletado é tratado pela própria Triciclo para envio às cooperativas e empresas recicladoras, e, em 5 anos de operação, já coletou mais de 25 milhões de embalagens, gerando fonte de renda, matéria prima e trabalho.

Sobre a Ambipar:

Com escritório administrativo em São Paulo e matriz em Nova Odessa –SP, a Ambipar é uma multinacional brasileira, com presença em 18 países da América do Sul, Europa, África, América do Norte e Antártida. Formada pela Ambipar Environment e Ambipar Response, dois segmentos de referência no mercado de gestão ambiental, tem em seu DNA o comprometimento com as questões sustentáveis, trabalhando os Pilares ESG dentro de seus negócios e apoiando seus clientes.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Ecobot Nestlé passa por atualização e ajuda usuário a encontrar pontos de descarte e coleta seletiva próximo ao local procurado

Ferramenta foi atualizada para responder de forma rápida dúvidas dos usuários em relação à reciclagem e descarte correto de materiais


Em mais uma ação para celebrar os 100 anos da Nestlé no Brasil, o Ecobot da marca, criado para auxiliar usuários com dúvidas sobre reciclagem via WhatsApp, acaba de ser atualizado e passa a indicar também os locais de descarte e coleta seletiva disponíveis.

A tecnologia, que permite conversa em tempo real pelo aplicativo de mensagens, foi desenvolvida pela Take Blip em parceria com o Facebook e a Triciclos, e tem como objetivo tirar dúvidas e orientar as pessoas sobre o correto descarte e destinação do material pesquisado.

Pensando em oferecer informações sobre a reciclabilidade de materiais, o chatbot lançado pela Nestlé em 2020 conta com um FAQ que responde a diversas perguntas sobre materiais recicláveis, formas de descarte, limpeza dos produtos antes do descarte entre outros. São mais de 50 mensagens diferentes para responder as dúvidas mais frequentes.

Com a atualização, a Nestlé passa a compartilhar também os pontos de coleta e descarte mais próximos da região indicada pelo usuário. Basta informar a cidade ou CEP nas mensagens com o Ecobot. Caso existam pontos de coleta cadastrados na cidade, são informados de 3 em 3 opções, com link para o Google Maps.

Além dessa atualização, botões de resposta rápida e novas frases foram adicionados ao chatbot para tornar a experiência ainda mais amigável.

A tecnologia é parte da iniciativa RE, lançada pela Nestlé com a proposta de repensar todas as operações da companhia, além de também envolver outros agentes e parceiros para a promoção de atitudes mais sustentáveis em todo o país. A ferramenta também dá dicas de compostagem e iniciativas de ONGs, como o Cataki e Rota de reciclagem.

Até o momento, são 358 pontos de coleta distribuídos em todas as regiões do Brasil. E para acessar os serviços do EcoBot Nestlé basta adicionar o número (11) 99714-0849 e enviar uma mensagem para iniciar a conversa pelo WhatsApp.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Com tecnologia inovadora, NESCAU e Boomera transformam sachês pós-consumo em itens esportivos

Além de incentivar a prática de esportes, a iniciativa beneficiou catadoras e catadores de materiais recicláveis e uma ONG no Sul do país

Com foco na circularidade das embalagens, um dos pilares da Nestlé em Sustentabilidade, NESCAU transformou embalagens de sachês de seus produtos em itens esportivos circulares como traves de futebol, cestas de basquete e postes de vôlei. Em um projeto que une inovação e sustentabilidade e amparado pelo guarda-chuva da iniciativa RE, de Nestlé, que propõe repensar todas as operações da companhia, a marca desenvolveu a ação após um edital global para reciclar as embalagens dos sachês reforçando a importância da circularidade dos produtos.

Para isso, buscou a parceria com a Boomera, empresa brasileira de Economia Circular que une ciência com consciência para transformar resíduos em matéria-prima reciclada, para transformar as embalagens flexíveis em itens esportivos após desenvolver um PCR (resina pós-consumo) próprio para a execução do projeto. Os produtos foram doados para a ONG Bairro Da Juventude, que fica em Criciúma, no Estado de Santa Catarina.

Entre os beneficiados, estão também as catadoras e catadores de material reciclável das cooperativas homologadas pela Boomera envolvidas no projeto, que foram essenciais para que duas toneladas de materiais flexíveis deixassem de ir para o aterro e ganhassem uma nova vida. Com isso as cooperativas conseguiram melhorar suas rendas a partir da venda desses resíduos para a realização do projeto.

“Com essa ação, nós buscamos completar o ciclo da circularidade, transformando algumas de nossas embalagens em novos produtos e ainda contribuindo para um trabalho tão importante que é o da reciclagem de materiais. O projeto trouxe um impacto ambiental importante, mas também um grande impacto social para a comunidade”, comenta Cristiani Vieira, gerente de Sustentabilidade Ambiental da Nestlé.

A coleta dos sachês usados durou cinco meses e envolveu 10 cooperativas de reciclagem. Já o processo de transformação e desenvolvimento da resina pela Boomera até a finalização da produção dos itens esportivos foi realizado em mais cinco meses, considerando todos os testes necessários para garantir a performance dos produtos.

Para Abner Bezerra, gerente de Marketing de Nescau e Bebidas da Nestlé, o projeto está em linha com o objetivo da marca, “Transformar nossas embalagens em produtos esportivos faz com que a marca siga investindo e apoiando a prática de esportes''. Queremos jogar junto com nossos parceiros, com a sociedade, com as crianças e com as famílias e ainda cuidar do planeta”


“Trabalhar unindo ciência com consciência é gerar impactos sociais e ambientais e esse projeto representa isso do começo ao fim. A Boomera transformou embalagens flexíveis, complexas de serem recicladas, em produtos com causa que incentivam o esporte na comunidade. Esse projeto da Boomera e Nescau reflete o propósito das duas marcas”, explica Guilherme Brammer, CEO da Boomera.

A Boomera possui um laboratório de engenharia de materiais para desenvolver resinas recicladas de qualidade e descobrir novas aplicações para diversos tipos de materiais, até os mais difíceis de serem reciclados. Já foram inseridas mais de 131 mil toneladas de lixo plástico na sua cadeia circular e a companhia possui duas fábricas com operação verticalizada para produzir matéria-prima reciclada e produtos circulares em larga escala.


“Acreditamos que as cooperativas possuem um papel importante na logística reversa e beneficiamento de resíduos no Brasil, promovendo a inclusão social e impacto ambiental positivo. Por isso, trabalhamos para aumentar a resiliência das cooperativas alavancando três indicadores principais: eficiência produtiva, renda média dos trabalhadores, além de saúde e segurança do trabalho. A Boomera se utiliza de metodologia própria, reconhecida mundialmente por promover um processo de melhoria contínua nas cooperativas. Com isso, já desenvolvemos parcerias com mais de 500 cooperativas e beneficiamos mais de 8 mil cooperados, unindo ciência com consciência para colocar a economia circular em prática e achar soluções sustentáveis para as empresas que estão em busca de dar um destino melhor para suas embalagens”, finaliza o executivo.



Sobre a Boomera Ambipar - A Boomera foi criada para valorizar e dar nova vida a resíduos que acabariam em aterros sanitários, especialmente materiais considerados difíceis de reciclar. Com a metodologia proprietária CircularPack ® , trabalha a economia circular de ponta-a-ponta, fazendo ciência com muita consciência em seu laboratório de materiais, passando por logística reversa em parceria com mais de 8.000 cooperados e transformando resíduos em produtos circulares com causa através de muita pesquisa, desenvolvimento e inovação. Fundada em 2011, e agora parte do Grupo Ambipar, a Boomera ® foi uma das primeiras empresas de Economia Circular certificadas como Empresa B, membro da Fundação Ellen MacArthur e premiada como Empreendedor Social do Ano, pela Folha de São Paulo e Fundação Schwab em 2019 e em 2020 com o reconhecimento do Fórum Econômico Mundial

Sobre a Ambipar - Com escritório administrativo em São Paulo e matriz em Nova Odessa –SP, a Ambipar é uma multinacional brasileira, com presença em 18 países da América do Sul, Europa, África, América do Norte e Antártida. Formada pela Ambipar Environment e Ambipar Response, dois segmentos de referência no mercado de gestão ambiental, tem em seu DNA o comprometimento com as questões sustentáveis, trabalhando os Pilares ESG dentro de seus negócios e apoiando seus clientes.


Sobre a Nestlé  - A Nestlé completa 100 anos no Brasil em janeiro de 2021 e comemora a data renovando seu compromisso com a sociedade, como força mobilizadora que contribui para levar nutrição e bem-estar para bilhões de pessoas, criar um ambiente de inclusão e oportunidade para milhares de brasileiros e ser o produtor de alimentos mais sustentável do país. A empresa emprega mais de 30 mil pessoas no Brasil e tem 20 unidades industriais localizadas os estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, além de três centros de distribuição e mais de 50 brokers (responsáveis por vendas, promoções, merchandising, armazenamento e distribuição). Comprometida com boas práticas que vão do campo à mesa do consumidor, a companhia conta com milhares de produtores fornecedores participando de programas de qualidade nas cadeias de cacau, café, leite e vegetais, que garantem uma produção sustentável e que traz modernidade ao campo, inclusive na cadeia orgânica. Além disso, mantém iniciativas nas fábricas como minimizar a utilização de água e energia e reduzir as emissões, ações de reflorestamento e inovações contínuas em embalagens cada vez mais sustentáveis. A Nestlé Brasil está presente em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel.

Líder mundial em alimentos e bebidas, a Nestlé atua em 190 países e tem sede na cidade suíça de Vevey, onde foi fundada há mais de 150 anos, com o propósito de revelar o poder dos alimentos para melhorar a qualidade de vida de todos, hoje e para as próximas gerações. O portfólio de produtos e serviços conta com mais de 2 mil marcas para todas as faixas etárias e diferentes perfis e necessidades de consumo, como Ninho, Leite Moça, Nescau, Nescafé, Nespresso, KitKat e Garoto, entre outras. A Companhia tem compromissos globais como alcançar o impacto ambiental neutro nas operações até 2050 e tornar todas as suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Ian Scoones examina relação entre sustentabilidade e desenvolvimento das populações rurais



A partir da análise de casos no Equador, África do Sul, Gana, Índia, China e Indonésia, o pesquisador apresenta uma abordagem ampliada pela economia política sobre os meios de vida em comunidades rurais

Sempre que se colocam lado a lado temas como sustentabilidade e desenvolvimento, pesquisadores do mundo agrário enfrentam desafios extras ao mergulhar nas análises sobre territórios rurais em diversos países. Compreender essas unidades espaciais, suas relações e dimensões não é, portanto, tarefa fácil. Por isso, vem em boa hora o livro Meios de vida sustentáveis e desenvolvimento rural, escrito pelo britânico Ian Scoones uma coedição da Editora Unesp e Editora UFRGS. O texto busca a reflexão sobre as perspectivas teóricas dos meios de vida para compreender a diversidade das unidades territoriais camponesas inseridas em diferentes sistemas que contraditoriamente produzem desigualdade, destruição e recriação.

“A tradução e publicação deste livro no Brasil chega para preencher uma lacuna importantíssima na nossa literatura sobre desenvolvimento rural, pobreza, bem-estar, desigualdade e sustentabilidade”, analisa o professor da UFRGS Sergio Schneider, na apresentação da obra. “A abordagem dos meios de vida sustentáveis oferece uma chave de análise, interpretação e explicação multicausal e multidimensional para os problemas que afetam as famílias e os indivíduos em situação de vulnerabilidade. Sempre e quando os meios de vida das pessoas estiverem fragilizados ou expostos a situação de incerteza e insegurança, pode-se dizer que seus meios de vida estão vulneráveis. Nesse sentido, essa abordagem representa um avanço indiscutível em relação ao estudo da pobreza rural baseada na perspectiva das necessidades básicas ou da insuficiência de renda.”

Scoones desdobra suas análises a respeito de como as políticas e as estratégias contribuem para compreender o uso dos recursos e capitais na realização dos meios de vida, passando pelo acesso e controle dos processos de políticas públicas, de organizações e instituições. A sustentabilidade é um processo contínuo de enfrentamento com as relações predadoras, superando-as.

“Estudando seis casos no Equador, África do Sul, Gana, Índia, China e Indonésia, Scoones nos apresenta uma abordagem ampliada pela economia política sobre os meios de vida em comunidades rurais”, anota o coordenador da Cátedra Unesco de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial, Bernardo Mançano Fernandes. “Discutindo a desigualdade, pobreza, direitos, trabalho decente, qualidade de vida, bem-estar, desenvolvimento humano, empoderamento, classes sociais etc., o autor aprofunda o debate teórico a partir dos exemplos estudados. De fato, é uma contribuição qualificada que traz novas perspectivas para os estudos das comunidades rurais no Brasil.”



Sobre o autor
–Ian Scoones é professor no Institute of Development Studies da University of Sussex (Reino Unido), onde também é diretor do ESRC Steps Centre. É um ecologista agrícola com formação original, cuja pesquisa interdisciplinar liga as ciências naturais e sociais e se concentra nas relações entre ciência e tecnologia, conhecimento local e meios de subsistência e a política de processos políticos no contexto de questões internacionais agrícolas, ambientais e de desenvolvimento.



Autor: Ian Scoones
Tradução: Regina Beatriz Vargas
Revisão técnica: Bernardo Mançano Fernandes, Sergio Schneider e Joacir Rufino de Aquino
Número de páginas: 202
Formato: 13,7 x 21 cm
Preço: R$ 54
ISBN: 978-65-5711-035-5 (Editora Unesp); 978-65-5725-049-5 (Editora UFRGS) 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Lixo Tem Valor: primeira usina para geração de energia a partir do lixo será construída na região metropolitana de Campinas



Será construída a partir do segundo semestre de 2022, na região metropolitana de Campinas, interior de São Paulo, a primeira usina de produção de energia a partir do lixo. A planta fica na cidade de Nova Odessa, próximo da rodovia Anhanguera.

Denominada Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Consimares, o projeto nasceu do movimento Lixo Tem Valor, e faz parte de um consórcio entre sete municípios vizinhos: Capivari, Elias Fausto, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Barbara d’Oeste e Sumaré, que juntos somam aproximadamente 942 mil habitantes.

A usina vai promover o tratamento térmico diário de 650 toneladas de lixo produzidas pela população, gerando 160 mil MWh/ano— o suficiente para abastecer quase metade da demanda da região. O empreendimento surgiu perante a necessidade de se buscar um destino mais sustentável para os resíduos sólidos, que crescem exponencialmente, ao mesmo tempo em que os aterros sanitários da região estão próximos do fim de sua vida útil.

Em âmbitos gerais, o Brasil carece de destinação final ambientalmente adequada para os resíduos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), apenas 2% são reciclados, e outros 2% passam pela biocompostagem. Enquanto aproximadamente 96% são enviados para aterros sanitários e lixões, sem qualquer tipo de tratamento. Além dos riscos ao meio ambiente e à saúde pública, isso também significa uma oportunidade perdida na geração de energia.

Para além da questão energética, no entanto, a Central de Tratamento irá oferecer soluções sanitárias e ambientais aos municípios e, principalmente, será responsável pela geração de centenas de empregos diretos e indiretos, desde sua construção, operação e manutenção constante.

Benefícios da tecnologia

Essa tecnologia é mundialmente reconhecida como a única capaz de mitigar as emissões de gases de efeito estufa produzidos nos aterros sanitários. Além disso, com a reciclagem de 99% do volume tratado, evita-se a contaminação do solo e lençóis freáticos, eliminando também odores desagradáveis, contaminantes e presença de animais e insetos no perímetro.

O resíduo final pós-tratamento é um material inerte e inofensivo, utilizado, por exemplo, como complemento na produção de asfalto para melhorias na infraestrutura de regiões periféricas e como aditivo no concreto empregado na construção de moradias populares, postes de transmissão de energia elétrica e manilhas de água e esgoto.

“Para entender melhor o processo de tratamento, todo o resíduo que chegar à Central será triado, sendo que os materiais recicláveis provenientes da coleta seletiva, serão separados pelos catadores - parte essencial nesse processo - e totalmente reaproveitados.

Já os rejeitos – materiais sem valor econômico e/ou não recicláveis, como o isopor – são destinados ao tratamento térmico sendo transformados em energia elétrica”, explica o engenheiro elétrico Antonio Bolognesi, à frente do projeto, e um dos maiores especialistas na área de gestão de energia no Brasil.

Outro destino importante é dado aos resíduos orgânicos provenientes de podas de árvores, praças, canteiros e limpeza de feira livre. Eles são tratados a partir de um eficiente sistema de biocompostagem, para posteriormente serem utilizados como adubo orgânico, retornando aos canteiros, parques, praças e agricultura familiar.

Segundo mapeamento do setor elaborado pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (Abren), quase 80 milhões de toneladas de lixo por ano poderiam funcionar como fonte de energia, como é feito em vários países.

Alemanha, Japão, Cingapura, Estados Unidos, Portugal, China, França, Noruega, entre outros, possuem mais de 2.500 unidades de tratamento em operação. Somente na Alemanha, após a adoção da tecnologia nos últimos 20 anos, as taxas de reciclagem passaram de 3% para mais de 27%. Um salto de qualidade vital ao meio ambiente e à saúde humana.

Marco regulatório

O mercado de recuperação energética de RSU - Resíduos Sólidos Urbanos poderá se consolidar graças ao novo marco regulatório do saneamento, aprovado pelo Congresso em 2020. Além da PNRS de 2010, que veta a partir deste ano, a criação de novos aterros sanitários, pressionando os tomadores de decisão para que formas mais sustentáveis de destinação de resíduos sejam adotadas.

Levando em conta esse cenário, o Ministério de Minas e Energia (MME) organizará leilões para que as centrais de tratamento de resíduos possam vender sua energia, viabilizando assim os projetos. As concessões poderão ter validade de até 30 anos.

Atualmente existe no Brasil um potencial para a instalação de mais de 120 unidades geradoras de energia a partir do lixo nas 28 regiões metropolitanas. Para a Abren, tais empreendimentos também seriam grandes geradores de empregos, com investimentos na ordem de R$ 75 bilhões nos próximos anos.

Ainda de acordo com a entidade, apenas durante a construção dessas usinas seria possível disponibilizar 24 mil vagas, além de outras 9 mil quando já estiverem em operação.

Com início da construção programada para o segundo semestre de 2022 e conclusão no segundo semestre de 2025, num custo total de R$ 500 milhões, a previsão é que Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Consimares comece a operar no mesmo ano para responder aos desafios do lixo de maneira sustentável e responsável.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Estudo indica caminhos para transformar lixo em materiais para a indústria avançada

Grupo que envolve cientistas da UFSCar, da Embrapa e colaboradores internacionais mostra que a biomassa descartada de baixo custo pode ser convertida em bioplásticos, produtos eletrônicos, equipamentos para geração, armazenamento e transmissão de energia e outros dispositivos de alto valor agregado (fotos: acervo dos pesquisadores)



Entre 118 e 138 milhões de toneladas de lixo orgânico são geradas anualmente em todo o mundo. Dessas, cerca de 100 milhões de toneladas correspondem a resíduos da cadeia de produção e distribuição de alimentos. Apenas 25% do montante é reaproveitado. Os outros 75% são simplesmente “jogados fora”, configurando um grande desperdício de recursos potenciais e um enorme impacto para o meio ambiente.

Esses números foram apresentados num relatório publicado em 2018 pela European Environment Agency. Embora constituam a mais recente tentativa de totalização disponível, estão provavelmente subestimados, pois correspondem a uma base de dados de 2011.

Transformar resíduos em recursos – ou, como dizem os norte-americanos, transitar from trash to cash (do lixo ao dinheiro) – é um dos vetores da chamada economia circular. Quando esses resíduos são advindos da biomassa, caracteriza-se a bioeconomia circular. O tema foi explorado em estudo recente publicado na revista Advanced Materials, no artigo The Food–Materials Nexus: Next Generation Bioplastics and Advanced Materials from Agri-Food Residues, tendo sido inclusive destacado na contracapa da revista – uma das de maior impacto na área.

“Nós, que já enxergamos diferentes tipos de resíduos como matéria-prima há mais de uma década, fizemos uma revisão crítica de toda a literatura e reposicionamos o estado da arte nas estratégias para transformar perdas e desperdícios agroalimentares em bioplásticos e materiais avançados. Procuramos, mas não encontramos argumentos para não fazê-lo. É um ganha-ganha”, diz Caio Gomide Otoni, professor do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMa-UFSCar), idealizador do grupo maTREErials e primeiro autor do artigo.

Como alternativa às modalidades mais rústicas e ambientalmente duvidosas de aproveitamento dos resíduos agroindustriais, como, por exemplo, seu emprego na alimentação do gado, o estudo mostra que a biomassa descartada ou subutilizada, de baixo custo, pode ser convertida em bioplásticos e materiais avançados, utilizáveis em uma ampla gama de dispositivos de alto valor agregado.

As aplicações englobam embalagens multifuncionais, inclusive embalagens antivirais, antimicrobianas e antioxidantes; equipamentos eletrônicos flexíveis; dispositivos biomédicos; equipamentos para geração, armazenamento e transmissão de energia; sensores; materiais para isolamento termoacústico; cosméticos etc.

“O nexo alimentos-materiais-energia é muito relevante para a bioeconomia circular. Nosso objetivo foi apresentar as estratégias mais avançadas para desconstruir resíduos agroalimentares; converter o resultado em blocos de construção monoméricos, poliméricos e coloidais; e, com base neles, sintetizar materiais avançados”, afirma Daniel Souza Corrêa, pesquisador do Laboratório de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em São Carlos, professor orientador nos programas de pós-graduação em Química e Biotecnologia da UFSCar e outro autor do artigo.

A conversão de perdas e desperdícios na cadeia de produção e distribuição de alimentos em “materiais verdes” para a indústria avançada é uma opção emergente nas políticas dos países mais desenvolvidos, como o European Green Deal (Pacto Ecológico Europeu). Diz a página oficial da Comissão Europeia: “A bioeconomia circular maximiza o uso de fluxos laterais e residuais da agricultura, processamento de alimentos e indústrias de base florestal, reduzindo assim a quantidade de resíduos depositados em aterros”.

Como acrescenta o artigo em pauta, se a estratosfera for tomada como um limite, não há descarte. Não existe a opção de “jogar o lixo fora” porque não há um “fora” para onde seja viável descartar o lixo. Então, entre cobrir o planeta de lixo, como ainda vem sendo feito, ou transformar o lixo em uma formidável fonte de recursos, como é possível fazer, a escolha racional parece bem clara.

“A composição complexa e heterogênea da biomassa derivada de FLW [food loss and waste, termo em inglês para perda e desperdício de comida] representa um desafio tecnológico e econômico. Temos de enfrentar o que chamamos de ‘recalcitrância da biomassa em se desconstruir’. Outro fator adverso é a sazonalidade da produção agroindustrial. Determinados resíduos são abundantes em certas épocas do ano e escassos em outras. Quando disponíveis, a própria composição é, geralmente, variável. Mas o principal obstáculo a um upcycling [reutilização] em larga escala é de natureza política. A esperança é que startups e empresas altamente inovadoras rompam essas barreiras e conduzam o processo adiante”, pondera Otoni.

As vias tecnológicas para isso existem, como mostra o artigo. E seus autores já as dominam, em escala de bancada, ou, dependendo do caso, em escalas semipiloto ou piloto. “Há vários exemplos a mencionar, incluindo trabalhos com produção de materiais a partir de resíduos de manga, banana, trigo, caju etc.”, descreve Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo, outra autora do artigo e pesquisadora do LNNA da Embrapa.

Nas imagens que acompanham esta reportagem, materiais resultantes do processamento mínimo da cenoura exemplificam potencial para conversão em bioplásticos mediante processo, em escala semipiloto, realizado no LNNA.

Além disso, os pesquisadores produzem espumas antimicrobianas a partir de bagaço de cana-de-açúcar; embalagens derivadas de quitina extraída das carapaças de crustáceos e insetos; e partículas para estabilizar emulsões, com potencial de aplicação nas indústrias de fármacos, cosméticos e tintas.

Como se percebe, essas pesquisas estão fortemente afinadas com a economia do país, que se destaca como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e de cítricos, além de ocupar também posição de destaque mundial na produção de muitos outros alimentos. Ademais, deve-se considerar que uma fonte altamente significativa de perdas e desperdício de alimentos está associada a frutas e hortaliças, das quais cerca de um terço da produção é perdida ao longo da cadeia.

“Muitos desses FLW contêm elevados níveis de vitaminas, minerais, fibras e proteínas que, idealmente, poderiam ser convertidos de volta em alimentos. No entanto, devido aos padrões alimentares, a maioria dos FLW são microbiologicamente e sensorialmente inadequados e, assim, preteridos. Daí a alternativa de converter os resíduos em plataformas químicas e materiais úteis, potencialmente em dispositivos com alto valor agregado. Devido ao grande e crescente volume de FLW, existe um interesse genuíno por parte dos produtores de alimentos em valorizar tais fluxos”, sublinha Otoni.

Um exemplo é a produção de bioplásticos comestíveis desenvolvida por Luiz Henrique Capparelli Mattoso, um dos líderes dessa linha de pesquisa no LNNA da Embrapa.

A pesquisa é conduzida em rede, com contribuições de dezenas de pesquisadores engajados no tema. O artigo em pauta é também assinado por Bruno Mattos, pesquisador da Aalto-yliopisto (Finlândia); Marco Beaumont, pesquisador na BOKU Wien (Áustria); e Orlando Rojas, diretor do BioProducts Institute da University of British Columbia (Canadá).

Segundo Mattos, “a qualidade dos building blocks [blocos de montar] obtidos de biomassa residual é a mesma quando comparada a fontes mais puras e menos processadas, como algodão ou polpa celulósica. Os resíduos, no entanto, por conterem diversas outras moléculas residuais, como pectinas ou lignina, oferecem uma paleta maior de propriedades que podem ser exploradas para a introdução de funcionalidades nos bioplásticos”.

O financiamento concedido pela FAPESP a essa linha de pesquisa inclui os seguintes apoios: 14/23098-9; 17/12174-4; 17/22401-8; 18/22214-6; 20/11104-5.

O artigo The Food–Materials Nexus: Next Generation Bioplastics and Advanced Materials from Agri-Food Residues pode ser acessado na íntegra e de forma gratuita em https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/adma.202102520.

Fonte: Agência Fapesp